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terça-feira, 23 de agosto de 2011

São Juan Diego, vidente de Guadalupe, foi príncipe de sangue real?



Nossa Senhora de Guadalupe apareceu ao índio São Juan Diego pela primeira vez em 9 de Dezembro de 1531. A terceira e última aparição aconteceu em 12 de dezembro do mesmo ano.

Embora Juan Diego tenha um papel tão importante na história das Américas, pouco se fala da pessoa dele. E, ouvindo se tratar de um índio, acredita-se geralmente que ele não tem história conhecida, salvo o fato da aparição.

Entretanto os estudos históricos e sociológicos mais abalizados mostram que São Juan Diego não foi um índio comum: ele foi príncipe e de família real. E esse rango principesco de Juan Diego contribuiu poderosamente para o batismo em massa de milhões de mexicanos.

“Nos dez anos anteriores à aparição, os missionários e os franciscanos converteram ao catolicismo entre 250 e 300 mil indígenas no México, enquanto que após o milagre de Guadalupe acontecido em 1531, em apenas 7 anos converteram-se 8 milhões de pessoas”, explicou o Padre José Fortunato Alvarez, secretário chanceler do Bispado de Mexicali.

Por parte de pai, São Juan Diego foi neto de Netzahualcóyotl (1402-1472), rei de Tezcoco.

Netzahualcóyotl ficou conhecido como o “rei poeta” e é considerado “o monarca mais distinto do Antigo México, suas idéias e forma de governo foram de um humanismo notável e diferente da ideologia reinante”.

O rei Netzahualcóyotl escreveu poesias nas quais se reflete um espírito não-batizado que intui a existência de um único Deus, criador de todas as coisas e ao qual se deve todo o culto. Neste sentido, destoa da vulgar idolatria que grassava entre os astecas.

Eis um de seus poemas:

Em nenhum lugar habita o Criador.
É invocado em todas as partes,
Em todas as partes se anseia por ele,
E se busca o seu nome, a sua glória
Sobre a terra.

Ele é o Criador de tudo.
É invocado em todas as partes,
Em todas as partes se anseia por ele,
E se busca o seu nome, a sua glória
Sobre a terra.

Ninguém, realmente,
Ninguém pode ser amigo
Do Senhor da Vida.
É invocado, somente:
Com ele, apenas, e junto a ele
É que se vive sobre a terra.

Quem o encontra, o conhece, e se deleita com ele.
É invocado somente:
Com ele, apenas, e junto a ele
É que se vive sobre a terra.
Fonte : “Dezoito cantos nahuatl”, de Marcos Caroli Rezende - Editora da UFSC



Por parte de mãe, o príncipe São Juan Diego descia por linha direta do de Moctezuma Ilhuicamina, quinto rei asteca.
O santo nasceu em 1474, no local hoje conhecido como Santa Clara Coatitle, Cuauhtitlan (México). Seu nome pagão foi Cuautlizatzin Ixlilxóchitl que significa “aquele que fala como águia”.

Era um rico senhor de terras, instruído no sacerdócio e na arte da guerra. Segundo a “Genealogía del beato Juan Diego”, “enquanto nobre poderoso, Juan Diego governou os cacicazgos de San Juan Ixhuatepec, Atzacoalco e Tepetlaoztoc”. (Horacio Sentíes y Mons. E. Roberto Salazar , “Genealogía de Juan Diego”, ed. Tradición, México, 1998, 120 págs.)

Quando pagão, ele teve duas mulheres simultaneamente, Beatriz e Maria Lúcia. Com a primeira teve três filhos, e com a segunda duas filhas. Quando se converteu ao catolicismo optou por viver só com Maria Lúcia. Era viúvo quando Nossa Senhora lhe apareceu.

A malha da “tilma” (poncho) onde ficou impressa milagrosamente a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe é típica da classe dos nobres.

Incontáveis provas

Estas conclusões são oficiais e constam na biografia definitiva de Juan Diego que faz parte do processo histórico-canônico que precede a canonização. Dita biografia foi entregue pessoalmente a S.S. João Paulo II pelo postulador da causa Monsenhor Enrique Salazar y Salazar.


Segundo o Padre José Fortunato Alvarez, secretário e chanceler do bispado de Mexicali, em outubro do ano 2000 foram consignados à Santa Sé mais de 500 documentos probatórios da existência de Juan Diego.

Além do mais foram localizados mais de 100 de seus descendentes diretos. Estes vivem em quatro cidadinhas no nordeste da Cidade de México.

No fim de sua vida o santo príncipe fez vida de ermitão cuidando da primeira capelinha dedicada à milagrosa imagem da Virgem de Guadalupe.

Perdeu-se a lembrança do posicionamento exato desta primitiva ermida, pois foram construídos vários templos sucessivos sobre o mesmo local. O esforço para provar a existência do santo ligado à Virgem de Guadalupe permitiu recuperar a localização precisa.

As escavações arqueológicas nos locais onde viveu São Juan Diego detectaram uma casa indígena pré-hispânica colada a uma capelinha. Vários documentos apontam o local como sendo o da ermida. Na vizinha catedral de Cuauhtitlán foram re-exumados registros paroquiais que iniciam no ano 1587 e confirmam a tradição. Os arqueólogos julgam que o local da ermida só se explica em função da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe e os fatos subseqüentes.

Monsenhor Enrique Salazar y Salazar e as antropólogas Asunción García Samper e Rossana Enríquez Arguello publicaram o livro “El Mensajero de La Virgen” onde apresentam as principais provas da vida de Juan Diego. Nele reproduzem documentos originais na língua indígena náhuatl e em espanhol, fotografias, textos e gráficos incontestáveis.

Polêmica exigiu um trabalho científico especial

Esta biografia oficial exigiu um esforço especial porque algumas personalidades eclesiásticas negavam cruamente que o Santo tivesse existido.

Foram sumamente inverídicas as declarações do próprio abade da basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Mons. Guillermo Schulenburg Prado. Em 24 de maio de 1996 ele defendeu que Juan Diego não existiu e que sua vida é mera lenda ou invenção popular.

Ecoaram essa opinião outros ativistas “progressistas” tendência que semeia confusão na Igreja, e contesta as devoções tradicionais aos santos, as procissões, a disciplina e os dogmas da Igreja.

A Santa Sé criou em 1998 uma comissão especial, dirigida pelo padre Fidel González Fernández, professor de História eclesiástica nas Universidades Urbaniana e Gregoriana ‒ trata-se de duas das máximas universidades eclesiásticas de Roma – para esclarecer o caso.

Assim a contestação deu margem a uma investigação muito mais aprofundada que reuniu uma formidável massa de provas e afastou toda dúvida.

Os opositores liderados pelo monsenhor Schulenburg escreveram à Santa Sé ainda uma carta de oposição a esses trabalhos históricos. Porém, não adiantou de nada.

S.S. João Paulo II assinou em 20 de dezembro de 2001, o decreto reconhecendo uma cura milagrosa atribuída à intercessão de Juan Diego e em 26 de fevereiro anunciou a canonização do príncipe indígena.

Na comissão investigadora participaram 30 especialistas de diversas nacionalidades. Eles reuniram grande variedade de fontes escritas, orais, arqueológicas, de origem indígena, espanhola ou mestiça.

Um dos especialistas, o Pe Fidel González, sublinhou a importância do códice em língua asteca “Nican Mopohua” que recolhe “de maneira literária mas também histórica” a intervenção de Nossa Senhora de Guadalupe. Trata-se da principal fonte documental indígena.

Mas há outras fontes que depõem no mesmo sentido como o “Inin Huey Tlamahuizoltica” (foto ao lado), o “mapa de Alva Ixtlixóchitl”, o “Inin Huey Tlamahulzoltzin”, o testamento de Francisco Verdugo, o “Códice Florentino”, o testemunho de Fernando de Alva, e o “Códice Escalada”, recentemente descoberto contendo um “atestado de óbito” do Santo príncipe.

Já os documentos espanhóis são mais numerosos e autorizados. O mais antigo é do segundo arcebispo de México, D. Alonso de Montúfar (1554-1573). Os Papas, desde Gregório XIII (1572-1583), concederam indulgências e privilégios à ermida.

A antropóloga Asunción García Samper, chefe de uma equipe do Instituto Nacional de Antropologia e Historia e do Centro de Estudos Guadalupanos, reconstituiu a árvore genealógica do santo até o ano 100 d.C., identificando 900 ancestrais do santo.


Fonte:http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com/search/label/Nossa%20Senhora

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O meu Imaculado Coração será o teu refúgio

 
 
"... Se a Igreja é para nós o depósito da fé, Maria se torna assim o depósito das almas, nenhuma alma que nela se encontra escondida perecerá nas mãos do inimigo, porque Deus dignou-se realizar maravilhas por meio dela. Nenhum mal nos atingirá, pois debaixo do manto materno de Maria estaremos seguros e enquanto estivermos no ventre de Maria, Deus continuará realizando em nós a sua obra de reconstrução do homem novo aos moldes de Jesus.

Na segunda aparição de Nossa Senhora em Fátima no dia 13 de Junho 1917, quando ela respondeu para Lúcia que ela ficaria na terra por mais tempo, para espalhar no mundo a devoção ao seu Imaculado Coração, Lúcia perguntou a Maria;

“fico cá sozinha? Perguntei com pena.



Não filha! Não desanimes.

Eu nunca te deixarei.

O Meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá a Deus”.

(Memórias da Ir. Lúcia).



Em Maria alcançaremos a graça da perseverança, da virtude e da fidelidade a Deus. Lúcia foi fiel a este pedido de Maria até o fim do seus 97 anos. Ela não foi poupada dos sofrimentos, das calunias e perseguições, mas também não foi desamparada. Não devemos deixar que o orgulho faça de nós cristãos presunçosos e prepotentes, a ponto de acreditarmos que não precisamos de Maria, que não precisamos da sua intervenção e de sua proteção, pois Deus quis em primeira mão confiar a Maria a redenção do homem, que por meio do seu ventre, foi possível Jesus vir ao mundo para que todos pudessem ser salvos. Feliz é o homem que em tudo confiou a Maria, suas riquezas. Sim mãe, eu quero guardar em seu coração, neste vaso espiritual todo o meu tesouro, toda minha vida, minha vocação e principalmente minha fé, lugar do meu encontro com Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor Nosso.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

LUTO - falece em Milão Padre Gobbi, fundador do Movimento Sacerdotal Mariano



É com imenso pesar que o nosso Blog comunica a morte do Padre italiano Steffano Gobbi no dia 29 de junho. Padre Gobbi foi o fundador do Movimento Sacerdotal Mariano (MSM). Este Movimento religioso surgiu na sequência de uma locução interior recebida pelo sacerdote em pleno Santuário de Fátima, em Portugal, no ano de 1972. Ele veio a óbito em Milão, onde estava internado há alguns dias. Humildemente, Padre Steffano Gobbi sempre repetia que o Movimento sacerdotal Mariano tinha Nossa Senhora - o Imaculado  Coração de Maria - como fundadora. A missão do Movimento Sacerdotal Mariano deve continuar por todo mundo com o seu vigor Mariano que cresce a cada dia. Ele hoje está nos braços da Mãe!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O olhar de Jacinta


O olhar da Jacinta, vidente de Fátima, é impressionante antes de tudo pela sua seriedade ultra-precoce. Como pode uma menina que morreu com 9 anos ter um olhar tão maduro como este?
Convém lembrar que ela viu Nossa Senhora pelo menos 6 vezes, a mais alta das criaturas, inferior apenas ao Homem Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, podemos dizer que ela viu o Céu.
Ela pode ver também o inferno em julho de 1917, revelado por Nossa Senhora com a intenção de favorecer sua santificação e de que o descrevesse ao mundo.
É um olhar de quem levou inteiramente a sério tudo o que viu, de suma compenetração da gravidade da situação e das suas conseqüências. Diria mesmo, um olhar de aflição com relação à importância que se deve dar à mensagem de Fátima.
É um olhar de quem se entregou inteiramente a Deus e resolveu nunca mais pecar. Mais do que isso, tomou a si sofrer tudo o que Deus lhe pediu para converter os pecadores.
Que pecadores? Nós. Eu que escrevo e você que faz o sacrifício de ler este texto. E todos os que devem levar a sério os apelos de Fátima.
Por isso, é lógico dizer, este olhar extraordinário é especialmente para nós católicos destes tristes dias. Para que sejamos fiéis e nos livremos do inferno. Admiremo-lo e abramo-nos para seus ensinamentos.
 Como toda a existência de uma pessoa pode se refletir e ser percebida num olhar...!
Poder-se-ia dizer que os olhos são as janelas da alma, no sentido em que, esta se reflete neles de maneira a se revelar a quem os contempla.
Já o olhar comum das outras crianças que aparecem na foto não têm nada do olhar da Jacinta. Superficiais, inconseqüentes, otimistas, ocos. Reflexo do que há de mais comum em nossos dias. Dá pena ver que vivem alheios ao sentido mais profunda da realidade.
 Bem aventurada Jacinta rogai por nós, para que nos convertamos inteiramente, nos santifiquemos e nos livremos do inferno.
Lembro que a Irmã Lúcia, narra em suas memórias, que em 13 de julho de 1917, quando Nossa Senhora lhe mostrou o inferno (e também aos dois primos bem aventurados), viu os pecadores caírem nele como as folhas caem das árvores nos invernos europeus. Isso há quase 100 anos atrás! Quando nem se falava em divórcio, em aborto, em aberrações morais de todo gênero etc...
Nossa Senhora de Fátima, apressai o triunfo de vosso Imaculado Coração!!

sábado, 9 de abril de 2011

Bernadette Soubirous, a vidente de Lourdes


Bernadette Soubirous morreu aos 35 anos de idade, e seu corpo foi desenterrado três vezes num intervalo de 46 anos, devido ao processo de canonização. Qual foi a incrível surpresa de todos, quando encontraram o corpo dela em perfeitas condições, apesar de que seu rosário estava oxidado e o hábito úmido.



História de Bernadette Soubirous



Para expanto dos médicos que a desenterraram pela primeira vez, tudo nela estava intacto - e continua assim - começando pelo fígado, que ao que parece, é o primeiro que se danifica, assim como os dentes e as unhas. Bernadette foi a jovem para quem apareceu a Imaculada Conceição - a Virgem Maria - em uma gruta, às margens de um riacho em Lourdes.

Além do mais, tantos anos depois da sua morte, por seu corpo ainda corre sangue líquido. É um milagre, é obra de Deus. O caso é que a igreja decidiu pô-la numa urna de cristal em Lourdes, para a veneração de todos os que ali acodem. Hoje santa Bernadette teria 157 anos de idade. E para que você tenha uma idéia de como se encontra segue logo abaixo fotos. 



 

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O corpo de Santa Bernadette se encontra milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis. Apenas uma ligeira camada de cera foi passada no rosto para evitar a formação de mofo.

Ele está exposto na capela do convento de Saint-Gildard, em Nevers, onde ela faleceu, numa preciosa urna de cristal e metal dourado. Ali, envolvido de imponderáveis sobrenaturais, pode ser visto e venerado por qualquer fiel.



                             Vídeo com diversas fotos de Bernadette