Senhora, Rainha
Tão linda Estás
Trouxemos presentes
Pra te ofertar
Este manto celeste
Azul cor do Céu
Que protege e guarda
Teus filhos pra Deus
Senhora, Rainha
Tão linda Estás
Trouxemos presentes
Pra te ofertar
A coroa é prova
De quem soube amar
E pra ver teu sorriso
Colhemos pra ti
Chuva de pétalas!
Senhora, Rainha
Tão linda Estás
Trouxemos presentes
Pra te ofertar
Abençoa as famílias
O nosso país
As crianças
E os jovens
Que esperam em Ti
http://www.vagalume.com.br/adriana/coracao-de-nossa-senhora.html#ixzz1U6EeND9o
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Alegria dos devotos de Maria; tristeza dos que a renegam

O padre Ventura de Raulica, teólogo e pregador italiano, viveu grande parte de sua vida no século XIX, e foi Geral da Ordem dos Teatinos de1830 a1833. Escrevendo em meados daquele século em que viveu, estabeleceu um interessante confronto entre a alegria dos católicos, devotos de Nossa Senhora, e a infelicidade dos protestantes, avessos Àquela que é o consolo dos tristes.
“Um dos preciosos efeitos do culto a Maria é aumentar; nos que o praticam, a fé, esperança e a caridade, e de outorgar a estas virtudes, que constituem o cristão, um peculiar encanto e uma espécie de atividade, de poder e de vida. Assim, pois, como a paz da alma é proporcionada a vigor e a firmeza de ditas virtude, é evidente que o culto a Maria é e deve ser uma fonte de contentamento para a alma fiel. (...)”
“[Com efeito], uma das características próprias das populações católicas e que as distingue das protestantes ou incrédulas, é a alegria. Percorra-se a Espanha, a Itália, a Irlanda a França, e se notará a alegria em toda parte. Ao passo que viajante que visita a Alemanha ou a Suíça, a Inglaterra ou a Holanda protestantes, fica surpreendido ao ver certo ar sombrio, pensativo, receoso, pintado em todas as fisionomias, como uma nociva exalação de um corpo enfermo. Ar que se considera como seriedade, não sendo outra coisa senão tristeza.”
“Os protestantes se vangloriam de seu recolhimento no templo, e nos censuram o ar gozoso com que estamos em nossas igrejas. Porém, bem considerado, esse recolhimento não é outra coisa que a taciturnidade do temor, enquanto que a alegria dos católicos é a expansão do amor. (...)”
“Os protestantes tiraram das igrejas, de que nos despojaram, as imagens de Maria e , pouco depois as de Jesus Cristo. (...) Esta viuvez dos templos de todo objeto religioso, encontra-se [também] nas cidades [daqueles hereges]: nem uma cruz, nem uma imagem da Mãe de Deus, nem um sinal que revele ao estrangeiro que seus pés pisam um solo cristão. Em vista disto, logo entendemos o afã de ditas populações para ganhar dinheiro por todos os meios, e proporcionar-se as comodidades e as delicias da vida".
“Um dos preciosos efeitos do culto a Maria é aumentar; nos que o praticam, a fé, esperança e a caridade, e de outorgar a estas virtudes, que constituem o cristão, um peculiar encanto e uma espécie de atividade, de poder e de vida. Assim, pois, como a paz da alma é proporcionada a vigor e a firmeza de ditas virtude, é evidente que o culto a Maria é e deve ser uma fonte de contentamento para a alma fiel. (...)”
“[Com efeito], uma das características próprias das populações católicas e que as distingue das protestantes ou incrédulas, é a alegria. Percorra-se a Espanha, a Itália, a Irlanda a França, e se notará a alegria em toda parte. Ao passo que viajante que visita a Alemanha ou a Suíça, a Inglaterra ou a Holanda protestantes, fica surpreendido ao ver certo ar sombrio, pensativo, receoso, pintado em todas as fisionomias, como uma nociva exalação de um corpo enfermo. Ar que se considera como seriedade, não sendo outra coisa senão tristeza.”
“Os protestantes se vangloriam de seu recolhimento no templo, e nos censuram o ar gozoso com que estamos em nossas igrejas. Porém, bem considerado, esse recolhimento não é outra coisa que a taciturnidade do temor, enquanto que a alegria dos católicos é a expansão do amor. (...)”
“Os protestantes tiraram das igrejas, de que nos despojaram, as imagens de Maria e , pouco depois as de Jesus Cristo. (...) Esta viuvez dos templos de todo objeto religioso, encontra-se [também] nas cidades [daqueles hereges]: nem uma cruz, nem uma imagem da Mãe de Deus, nem um sinal que revele ao estrangeiro que seus pés pisam um solo cristão. Em vista disto, logo entendemos o afã de ditas populações para ganhar dinheiro por todos os meios, e proporcionar-se as comodidades e as delicias da vida".
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Nossa Senhora, pavor dos Demônios (S. Domingos Gusmão)
![]() |
| (São Domingos de Gusmão) |
Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava posseso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar.Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:
1 - Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;
2 - Eles continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o Mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário;
Eles então revelaram várias outras coisas.
* * *
São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.
Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo...e eles disseram: " Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento...
São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.
Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.Ela bateu no homem posseso com um cajado de ouro que segurava e disse: "Responda ao meu servo Domingos imediatamente" .
Então os demônios começaram a gritar:
"Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruina e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruina? Oh, pobres de nós, principes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno.Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.
* * *
São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.
Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo...e eles disseram: " Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento...
São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.
Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.Ela bateu no homem posseso com um cajado de ouro que segurava e disse: "Responda ao meu servo Domingos imediatamente" .
Então os demônios começaram a gritar:
"Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruina e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruina? Oh, pobres de nós, principes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno.Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.
* * *
Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.
Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristão que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.
Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desínios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruido há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus"
Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristão que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.
Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desínios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruido há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus"
(O Segredo do Rosário - São Luís Maria G. de Montfort -pág.95 à 97)
As virtudes de Maria
Profunda humildade: Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus actos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demónio. Nossa Senhora nunca se esqueceu que tudo nela era dom de Deus. Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.
Imitando essa virtude: Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva…” (Luc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Luc. 1,52).
Paciência Heróica: Nossa Senhora passou por muitos momento estressantes de provação, de incomodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.
Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controlo emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no autocarro lotado, do tempo que levamos sem comer nada... Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você...!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe a Ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rom. 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).
Contínua Oração: Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro pois é na solidão que Deus fala aos corações. "Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2, 14)" Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.
Imitando essa virtude: Buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. Não se limitar somente as orações ao levar, ao se deitar e nas refeições, estender a oração para a vida, no trabalho, nos caminhos, em fim, em todas as situações, buscando a vontade de Deus em sua vidas. "Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". (Cl 3,17). e "Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus."(Fil 6,6-7).
Obediência Perfeita: Maria disse seu “sim” a Deus e ao projecto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus.
Imitando essa virtude: O Catecismo da Igreja Católica indica que a obediência é a livre submissão à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesma. Esforcemo-nos para obedecer a requisitos ou a proibições. A subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido, nos faz crescer. Rezar pelos superiores. Obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois aos superiores. Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Também é ouvir a palavra e a colocar em prática. “Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Luc 1, 38).
Mãe do Supremo Amor: Nossa Mãe cheia de graça ama toda a humanidade com a totalidade do seu coração. Cheia de amor, puro e incondicional de mãe, nos ama com todo o seu coração imaculado, com toda energia de sua alma. Nada recusa, nada reclama, em tudo é a humilde serva do Pai. Viveu o amor a Deus, cumprindo perfeitamente o primeiro mandamento. Fez sempre a Vontade Divina e por amor a Deus aceitou também amar incondicionalmente os filhos que recebeu na cruz. Era cheia da virtude da caridade, amou sempre seu próximo, como quando visitou Isabel, sua prima, para a ajudar, ou nas bodas de Caná, preocupada porque não tinham mais vinho.
Imitando essa virtude: Todos os homens são chamados a crescer no amor até à perfeição e inteira doação de si mesmo, conforme o plano de Deus para sua vida. Devemos buscar o verdadeiro amor em Deus, o amor ágape, que nos une a todos como irmãos. Praticar o amor ao próximo, a bondade, benevolência e compaixão. O amor é doação, assim como Maria doou sua vida e como Jesus se doou no cruz para nos salvar, também devemos nos doar ao próximo, por essa razão o amor é a essência do cristianismo e a marca de todo católico. "Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor – estes três. Porém, o maior deles é o amor." (I Cor. 13,13).
Mortificação Universal: Maria, mulher forte que assume a dor e o sofrimento unida a Jesus e ao seu plano de salvação. Sabe sofrer por amor, sabe amar sofrendo e oferecendo dores e sacrifícios. Sabe unir-se ao plano redentor, oferecendo a Vítima e oferecendo-se com Ela. Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade.
Imitando essa virtude: Muitas vezes Deus nos envia provações que não compreendemos, portanto devemos seguir o exemplo de Nossa Senhora e meditar os motivos que levam um Deus perfeito a permitir essas provações, aceitá-las e saber oferecer todas as nossas dores a Jesus em expiação dos nossos pecados, pelos pecados de todos e pelas almas, unindo nossos sofrimentos aos sofrimentos de Jesus na Cruz. Não devemos oferecer somente os grandes sofrimentos, devemos oferecer também o jejum, fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar de algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se tem sede), nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo. É indispensável sorrir quando se está cansado, terminar uma tarefa no horário previsto, ter presente na cabeça problemas ou necessidades daquelas pessoas que nos são caras e não só os próprios. Oferecer os sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios a Deus pela salvação das almas. “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta.” (Lamentações 1,12).
Doçura Angélica: Nossa Senhora, é a Augusta Rainha dos Anjos, portanto senhora de uma doçura angélica inigualável. Ela é a cheia de graça, pura e imaculada. Ela pode clamar as Legiões Celestes, que estão às ordens, para perseguirem e combaterem os demónios por toda a parte, precipitando-os no abismo. A Mãe de Deus é para todos os homens a doçura. Com Ela e por Ela, não temos temor.
Imitando essa virtude: A doçura é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de tudo uma paz, a manifestação da paz que vem do Senhor. É o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Mesmo havendo angústia e sofrimento, pode haver doçura. “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” (Col. 3,12).
Fé Viva: Feliz porque acreditou, aderiu com seu “sim” incondicional aos planos de Deus, sem ver, sem entender, sem perceber. Nossa Senhora gerou para o mundo a salvação porque acreditou nas palavras do anjo, sua fé salvou Adão e toda a sua descendéncia. Por causa desta fé, proclamou-a Isabel bem-aventurada: “E bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1,45). A inabalável fé de Nossa Senhora sofreu imensas provas: - A prova do invisível: Viu Jesus no estábulo de Belém e acreditou que era o Filho de Deus; - A prova do incompreensível: Viu-O nascer no tempo e acreditou que Ele é eterno; - A prova das aparências contrárias: Viu-O finalmente maltratado e crucificado e creu que Ele realmente tinha todo poder. Senhora da fé, viveu intensamente sua adesão aos planos de Deus com humildade e obediência.
Imitando essa virtude: A fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma virtude, devemos pedir a Jesus como fizeram os apóstolos para aumentar a nossa fé. Porém ter fé não é o bastante, é preciso ser coerente e viver de acordo com o que se crê. “Porque assim como sem o espírito o corpo está morto, morta é a fé, sem as obras” Tg (2,26). Ter fé é acreditar que se recebe uma graça muito antes de a possuir e é, acima de tudo, ter uma confiança inabalável em Deus! “Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Luc 17,6).
Pureza Divina: Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré.
Imitando essa virtude: Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Nossa Senhora disse, na aparição de Fátima, que os pecados que mais mandam almas para o inferno, são os pecados contra a pureza. Não que estes sejam os mais graves, e sim os mais frequentes. Praticar a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e acções! Os olhos são os espelhos da alma. Quem usa seus olhos para explorar o corpo do outro com malícia perde a pureza. Portanto, coloque seus olhos em contemplação, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica. Quem luta pela castidade deve buscá-la por três meios: o jejum, a fugida das ocasiões de pecado e a oração. “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Cor.5,8).
Referência:
As Virtudes de Nossa Senhora. Disponível em:
As Virtudes de Nossa Senhora. Disponível em:
http://mariaportadoceu.blogspot.com/2009/10/as-virtudes-de-nossa-senhora.html
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Prodígios da Virgem de Fátima no Vietnã

Os fatos narrados abaixo ocorreram alguns anos depois dos comunistas dominarem completamente aquele país. Hoje, apesar do total domínio político da seita comunista, sabe-se que é cada vez maior o número de católicos, inclusive no Vietnã do Norte, onde sempre predominou o "credo" vermelho. Como não se sabe de tudo o que ocorre por lá, devido à severa censura do governo, é provável que inúmeros outros prodígios Nossa Senhora de Fátima está produzindo pelo bem daquele povo, o qual tinha a particular predileção de Santa Teresinha do Menino Jesus, por quem rezava ela constantemente.
"Ho Ngoc Anh, batizado com o nome de Estêvão, nascido a 1949, pára-quedista das Forças Especiais do Vietnã do Sul, saltou em 1970 no Vietnã do Norte em missão de reconhecimento. Os comunistas o apanharam, encarcerando-o em Hai Phong, onde sofreu torturas atrozes, a ponto de quase desfalecer. Grande devoto da Nossa Senhora, Anh A invoca nessa tormenta – “Maria, minha Mãe, vinde em meu socorro” (em vietnamita: “Lay Me, xin cúú com”).
O jovem pára-quedista recebeu então a recompensa: essa jaculatória inscreveu-se milagrosamente em seu braço pelo fluxo sanguíneo, como uma tatuagem na pele.
Ao constatar o prodígio, os carrascos, espantados, foram pedir instruções a seus chefes. Estes mandaram reanimar Anh com água fria. Quando o submeteram a interrogatório, a inscrição perdeu sua nitidez, sem desaparecer inteiramente. Torturavam-no de novo e a súplica à Virgem aparecia em sua pele. Furiosos, os comunistas mandaram aplicar-lhe duas injeções no pescoço e duas na coxa. Em conseqüência, Anh ficou quase mudo e paralítico de ambas as pernas. O produto injetado era de fabricação russa.
Nesse estado permaneceu na prisão, onde rezava o Rosário contando as Ave-Marias nos dedos. Em 1973 procedeu-se a troca de prisioneiros feridos e o jovem pára-quedista foi devolvido ao governo sul-vietnamita, que o enviou aos Estados Unidos para ser curado.
Após alguns meses de hospitalização, Anh recebeu a visita de uma menina desconhecida que o aconselhou a retornar ao Vietnã “Os Estados Unidos são capazes de fazer armas, mas não de te curar”. Anh pediu então para ser repatriado, o que ocorreu em junho de 1974.
Declarado inválido permanente, foi internado no hospital militar Cong Hoa (Co Vap). Apesar de só locomover-se em cadeira de rodas, Anh fez uma peregrinação de 8 km até á igreja de Nossa Senhora de Fátima de Binh Loi.
Após a queda do Vietnã do Sul nas mãos dos comunistas, a 30 de abril de 1975, os vermelhos ocuparam o hospital Cong Hoa. Submetido a interrogatório, Anh tartamudeou sua tragédia, que aos ouvidos comunistas soarem como um insulto à Revolução. Ordenaram-lhe então cavar uma fossa em frente ao portão principal do hospital.
Depois de executar parte do trabalho em sua cadeira de rodas, Anh caiu acidentalmente com ela no buraco, ali permanecendo a noite inteira. Quando os comunistas o encontraram meio-morto na manhã seguinte, expulsaram-no do hospital.
Para onde ir? Anh tinha pais vivos, mas moravam longe. Procurou o capelão do hospital, Pe. Ban, dominicano. Este recomendou-o a uma enfermeira católica, que apesar de ser casada e mãe de quatro filhos, ajudou o paralítico.
Durante sua estadia ali, Anh continuou suas visitas a Binh Loi. Um dia percebeu que Nossa Senhora lhe dizia: “Vá comemorar o Natal com sua família em Tan Uyen e volte aqui no dia 28 de dezembro de 1975. Eu o curarei. Você caminhará e falará. Assista à missa de 9 horas, receba a Sagrada Comunhão, beba da água da fonte e Você será curado”.
No dia 27 de dezembro Anh foi ao palácio arquiepiscopal e escreveu uma nota a D. Nguyen Van Binh, Arcebispo de Saigon, pedindo-lhe para comparecer à igreja de Nossa Senhora de Fátima a fim de ser testemunha da cura. O Arcebispo não lhe deu a menor atenção. O paralítico dirigiu-se então ao Pe. Bach Van Loc, Redentorista, recebendo igual tratamento.
O jovem rumou então para Binh Loi a fim de passar a noite em vigília. Para tanto, pediu licença ao vigário, Pe. Vu Ban Bo, o mesmo que construiu o santuário. O Pe. Bo tinha muita compaixão dele para recusar o pedido. Entretanto, quando já era tarde, a freira-sacristã veio fechar todas as portas do santuário. Não podia ela permitir que o inválido continuasse dentro, pois não tinha recebido ordens do Pároco.
Anh colocou-se à direita do pórtico. A parede vazada permitia ver o altar e a imagem de Nossa Senhora. O jovem ficou ali rezando o Rosário e olhando para o interior do santuário.
Surpresos, dois guardas comunistas o viram nessa atitude. Mais perplexos ainda ficaram quando notaram a igreja iluminar-se por dentro e o paralítico desaparecer sem se saber como. Aproximando-se, comprovaram que Anh se encontrava dentro da igreja, perto do altar, no meio de intensa luz. O pára-quedista escrevia bilhetes e os entregava a uma pessoa invisível. Atemorizados, os guardas chamaram outros quatro patrulheiros comunistas, que também testemunharam o fato: os bilhetes desapareciam no ar. O que se passava? Anh confirmou-o posteriormente: Nossa Senhora lhe falava. Julgando desrespeitoso dirigir-lhe a palavra devido à sua semi-mudez, escrevia-Lhe bilhetes. A celeste Senhora lhe teria comunicado um segredo. E mandou exortar todas as pessoas a rezar o rosário, fazer penitência e emendar suas vidas. Em seguida, desapareceu.
“Me!” (Mamãe!), exclamou Anh. E encontrou-se fora do santuário.
Às seis horas, a freira-sacristã abriu a porta. Anhj entrou lá e permaneceu rezando. Às 9 horas o Pe. Bo deu-lhe a Comunhão e uma pessoa trouxe-lhe um copo d’água da fonte, do qual bebeu dois terços, e permaneceu só, por alguns instantes. De repente, ergueu as mãos, tentou levantar-se, mas caiu com grande sofrimento. Disse apenas “Mamãe!” Estava pálido. Algumas pessoas o quiseram ajudar, mas este não permitiu que o tocassem. Aos poucos, colocou-se de pé, sozinho. O Pe. Bo segurou-o pelo braço. Anh insistiu: “Eu posso andar. Deixe-me só, Padre”.
A cura miraculosa se havia operado. Todos estavam maravilhados. O Pe. Bo chorava. A partir desse dia, multidões crescentes passaram a ir em peregrinação àquele santuário.
A Santíssima Virgem havia dito a Anh que fosse ali no dia 14 de cada mês, pois Ela ainda lhe falaria outras vezes. De fato, Novas aparições ocorreram, inclusive com a presença de testemunhas eclesiásticas. O Núncio Apostólico em Saigon, Mons. Angelo Palmas, declarou que as aparições “devem ser tomadas a sério”.
As curas que posteriormente se verificaram no santuário de Binh Loi (hoje também chamado de Binh Triêu) estão sendo estudadas pelas autoridades competentes.
Os comunistas não se atrevem a fechar a igreja e impedir as peregrinações. Eles têm razões sérias para não tocar no santuário. Segundo informações de refugiados católicos que chegaram aos Estados Unidos procedentes do Vietnã, Anh teria surgido, de repente, no local das aparições, no dia 14 de abril de 1977. De acordo com esse relato a Santíssima Virgem apareceu novamente a Anh e entregou-lhe uma carta. Anh leu-a e releu-a e perguntou se a devia entregar ou revelar seu conteúdo ao Arcebispo de Saigon ou a alguma autoridade religiosa. Nossa Senhora respondeu-lhe que não, acrescendo que deveria divulgá-la somente no dia 20 de dezembro de 1980. Quanto às peregrinações ao santuário, declarou o Sr. Khong Trung Luu, ex-deputado católico vietnamita, professor, que fugiu para os Estados Unidos com seus 12 filhos em 1975: “Os fugitivos falam em 10 a 20 mil pessoas no dia 14 de cada mês. Para avaliar esse número, é preciso considerar que lugar é bastante afastado de Saigon e os ônibus não chegam até lá. Do ponto de ônibus mais próximo até o local das aparições é preciso andar oito quilômetros a pé, pois hoje, no Vietnã, somente comunistas graduados possuem automóvel ou motocicleta. O povo está na miséria. Isso é fato sabido. Não obstante, milhares de pessoas visitam o santuário.
Em aparição anterior, Nossa Senhora revelara que não haveria lugar para todo o povo que afluiria a Binh Loi no dia 28 de dezembro de 1980. Ora isso é espantoso, pois esse lugar é enorme. A igreja localiza-se à beira de uma estrada. Em torno dela há uma planície com capinzal, cujos limites são um rio de um lado e um casario de outro. Creio que ali cabem facilmente mais de meio milhão de pessoas”.
A respeito de outros fatos extraordinários ocorridos no Vietnã, narrou ainda o Sr. Khong Trung Luu:
“No Vietnã, quem é católico, é católico mesmo. A devoção à Nossa Senhora é notável. Nas aldeias católicas era costume colocar-se uma imagem da Virgem no ponto mais alto das redondezas, da qual a aldeia se orgulhava. O povoa ia ali levar flores e rezar.
A cerca de 85 km de Saigon, junto á rodovia n. 1 – a estrada mais importante do país, que liga o Norte ao Sul – existe uma aldeia com as características descritas. Um dia passava por ali um caminhão cheio de soldados comunistas. Estes viram a imagem de Nossa Senhora sobre a colina e resolveram destruí-la. O povo, aflito, nada podia fazer a não ser rezar para que a Mãe de Deus impedisse o sacrilégio.
Para alcançar seu intento, os comunistas decidiram entrar em competição para ver quem melhor acertaria seus tiros na imagem. O primeiro atirador, antes de apontar, pronunciou uma blasfêmia. Instantaneamente, caiu fulminado por um raio, tornando-se o cadáver preto como um carvão...
Os demais soldados, cheios de terror, nada mais ousaram fazer contra a imagem. Mais tarde, vieram oficiais e autoridades comunistas para verificar o acontecido e mandaram remover dali o cadáver. Mas ninguém conseguia tirá-lo do lugar. Estava como que incrustado no chão, à maneira de uma rocha. Permaneceu por algum tempo ali, na estrada, e todos os que passavam presenciavam aquela cena impressionante.
Só conseguiram remover o corpo após a celebração de uma Missa junto à imagem de Nossa Senhora, em reparação pela blasfêmia cometida”.
(Transcrito de “Catolicismo”, maio de 1978 – n. 329)
Uma testemunha ocular
“Nguyen Phuoc Thua Thien, ex-assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Hué – antiga capital imperial, situada no centro do Vietnã – conseguiu fugir do país a 19 de fevereiro de 1977, juntamente com outras 98 pessoa, em um pequeno barco de pesca.
Após a queda do Vietnã do Sul, foi ele “convidado” a “cooperar” com as autoridades comunistas na esfera do ensino. A este título, o prof. Thien pôde entrar em contato com numerosos funcionários do regime.
Membro da comissão diocesana da Ação Católica, foi considerado elemento suspeito pelos comunistas. Apesar da vigilância a que esteve submetido durante 21 meses de “liberdade vigiada”, o prof. Thien testemunhou numerosos fatos, alguns dos quais aqui resumimos.
Em entrevista à revista “Message Vietnamienne”, n. 14, de julho de 1977, editada em Paris, o prof. Thien relata:
“A situação de Hué em 20 de março de 1975 era indescritível. Quis voltar a Saigon, onde moram meus pais, mas chegando a Danang fui bloqueado, como tantos outros. De volta a Hué, fui interrogado e tive de fazer uma espécie de autocrítica para provar minha “inocência” em relação ao novo regime. Participei de duas sessões de “reeducação” de dois meses de duração cada, na quais tive de refazer minha autocrítica diversas vezes”.
Interrogado sobre os rumores a respeito dos milagres de Binh Triêu (ou Binh Loi), o entrevistado declara:
“Cheguei a Saigon no dia 29 de dezembro de 1975 (dia seguinte ao da cura de Ho Ngoc Anh), e segui para Binh Triêu à tarde. Uma animada multidão colocava-se dentro e fora da igreja. Diante do altar da Santíssima Virgem, notei, sem compreender, a presença de uma cadeira de rodas".
"Ho Ngoc Anh, batizado com o nome de Estêvão, nascido a 1949, pára-quedista das Forças Especiais do Vietnã do Sul, saltou em 1970 no Vietnã do Norte em missão de reconhecimento. Os comunistas o apanharam, encarcerando-o em Hai Phong, onde sofreu torturas atrozes, a ponto de quase desfalecer. Grande devoto da Nossa Senhora, Anh A invoca nessa tormenta – “Maria, minha Mãe, vinde em meu socorro” (em vietnamita: “Lay Me, xin cúú com”).
O jovem pára-quedista recebeu então a recompensa: essa jaculatória inscreveu-se milagrosamente em seu braço pelo fluxo sanguíneo, como uma tatuagem na pele.
Ao constatar o prodígio, os carrascos, espantados, foram pedir instruções a seus chefes. Estes mandaram reanimar Anh com água fria. Quando o submeteram a interrogatório, a inscrição perdeu sua nitidez, sem desaparecer inteiramente. Torturavam-no de novo e a súplica à Virgem aparecia em sua pele. Furiosos, os comunistas mandaram aplicar-lhe duas injeções no pescoço e duas na coxa. Em conseqüência, Anh ficou quase mudo e paralítico de ambas as pernas. O produto injetado era de fabricação russa.
Nesse estado permaneceu na prisão, onde rezava o Rosário contando as Ave-Marias nos dedos. Em 1973 procedeu-se a troca de prisioneiros feridos e o jovem pára-quedista foi devolvido ao governo sul-vietnamita, que o enviou aos Estados Unidos para ser curado.
Após alguns meses de hospitalização, Anh recebeu a visita de uma menina desconhecida que o aconselhou a retornar ao Vietnã “Os Estados Unidos são capazes de fazer armas, mas não de te curar”. Anh pediu então para ser repatriado, o que ocorreu em junho de 1974.
Declarado inválido permanente, foi internado no hospital militar Cong Hoa (Co Vap). Apesar de só locomover-se em cadeira de rodas, Anh fez uma peregrinação de 8 km até á igreja de Nossa Senhora de Fátima de Binh Loi.
Após a queda do Vietnã do Sul nas mãos dos comunistas, a 30 de abril de 1975, os vermelhos ocuparam o hospital Cong Hoa. Submetido a interrogatório, Anh tartamudeou sua tragédia, que aos ouvidos comunistas soarem como um insulto à Revolução. Ordenaram-lhe então cavar uma fossa em frente ao portão principal do hospital.
Depois de executar parte do trabalho em sua cadeira de rodas, Anh caiu acidentalmente com ela no buraco, ali permanecendo a noite inteira. Quando os comunistas o encontraram meio-morto na manhã seguinte, expulsaram-no do hospital.
Para onde ir? Anh tinha pais vivos, mas moravam longe. Procurou o capelão do hospital, Pe. Ban, dominicano. Este recomendou-o a uma enfermeira católica, que apesar de ser casada e mãe de quatro filhos, ajudou o paralítico.
Durante sua estadia ali, Anh continuou suas visitas a Binh Loi. Um dia percebeu que Nossa Senhora lhe dizia: “Vá comemorar o Natal com sua família em Tan Uyen e volte aqui no dia 28 de dezembro de 1975. Eu o curarei. Você caminhará e falará. Assista à missa de 9 horas, receba a Sagrada Comunhão, beba da água da fonte e Você será curado”.
No dia 27 de dezembro Anh foi ao palácio arquiepiscopal e escreveu uma nota a D. Nguyen Van Binh, Arcebispo de Saigon, pedindo-lhe para comparecer à igreja de Nossa Senhora de Fátima a fim de ser testemunha da cura. O Arcebispo não lhe deu a menor atenção. O paralítico dirigiu-se então ao Pe. Bach Van Loc, Redentorista, recebendo igual tratamento.
O jovem rumou então para Binh Loi a fim de passar a noite em vigília. Para tanto, pediu licença ao vigário, Pe. Vu Ban Bo, o mesmo que construiu o santuário. O Pe. Bo tinha muita compaixão dele para recusar o pedido. Entretanto, quando já era tarde, a freira-sacristã veio fechar todas as portas do santuário. Não podia ela permitir que o inválido continuasse dentro, pois não tinha recebido ordens do Pároco.
Anh colocou-se à direita do pórtico. A parede vazada permitia ver o altar e a imagem de Nossa Senhora. O jovem ficou ali rezando o Rosário e olhando para o interior do santuário.
Surpresos, dois guardas comunistas o viram nessa atitude. Mais perplexos ainda ficaram quando notaram a igreja iluminar-se por dentro e o paralítico desaparecer sem se saber como. Aproximando-se, comprovaram que Anh se encontrava dentro da igreja, perto do altar, no meio de intensa luz. O pára-quedista escrevia bilhetes e os entregava a uma pessoa invisível. Atemorizados, os guardas chamaram outros quatro patrulheiros comunistas, que também testemunharam o fato: os bilhetes desapareciam no ar. O que se passava? Anh confirmou-o posteriormente: Nossa Senhora lhe falava. Julgando desrespeitoso dirigir-lhe a palavra devido à sua semi-mudez, escrevia-Lhe bilhetes. A celeste Senhora lhe teria comunicado um segredo. E mandou exortar todas as pessoas a rezar o rosário, fazer penitência e emendar suas vidas. Em seguida, desapareceu.
“Me!” (Mamãe!), exclamou Anh. E encontrou-se fora do santuário.
Às seis horas, a freira-sacristã abriu a porta. Anhj entrou lá e permaneceu rezando. Às 9 horas o Pe. Bo deu-lhe a Comunhão e uma pessoa trouxe-lhe um copo d’água da fonte, do qual bebeu dois terços, e permaneceu só, por alguns instantes. De repente, ergueu as mãos, tentou levantar-se, mas caiu com grande sofrimento. Disse apenas “Mamãe!” Estava pálido. Algumas pessoas o quiseram ajudar, mas este não permitiu que o tocassem. Aos poucos, colocou-se de pé, sozinho. O Pe. Bo segurou-o pelo braço. Anh insistiu: “Eu posso andar. Deixe-me só, Padre”.
A cura miraculosa se havia operado. Todos estavam maravilhados. O Pe. Bo chorava. A partir desse dia, multidões crescentes passaram a ir em peregrinação àquele santuário.
A Santíssima Virgem havia dito a Anh que fosse ali no dia 14 de cada mês, pois Ela ainda lhe falaria outras vezes. De fato, Novas aparições ocorreram, inclusive com a presença de testemunhas eclesiásticas. O Núncio Apostólico em Saigon, Mons. Angelo Palmas, declarou que as aparições “devem ser tomadas a sério”.
As curas que posteriormente se verificaram no santuário de Binh Loi (hoje também chamado de Binh Triêu) estão sendo estudadas pelas autoridades competentes.
Os comunistas não se atrevem a fechar a igreja e impedir as peregrinações. Eles têm razões sérias para não tocar no santuário. Segundo informações de refugiados católicos que chegaram aos Estados Unidos procedentes do Vietnã, Anh teria surgido, de repente, no local das aparições, no dia 14 de abril de 1977. De acordo com esse relato a Santíssima Virgem apareceu novamente a Anh e entregou-lhe uma carta. Anh leu-a e releu-a e perguntou se a devia entregar ou revelar seu conteúdo ao Arcebispo de Saigon ou a alguma autoridade religiosa. Nossa Senhora respondeu-lhe que não, acrescendo que deveria divulgá-la somente no dia 20 de dezembro de 1980. Quanto às peregrinações ao santuário, declarou o Sr. Khong Trung Luu, ex-deputado católico vietnamita, professor, que fugiu para os Estados Unidos com seus 12 filhos em 1975: “Os fugitivos falam em 10 a 20 mil pessoas no dia 14 de cada mês. Para avaliar esse número, é preciso considerar que lugar é bastante afastado de Saigon e os ônibus não chegam até lá. Do ponto de ônibus mais próximo até o local das aparições é preciso andar oito quilômetros a pé, pois hoje, no Vietnã, somente comunistas graduados possuem automóvel ou motocicleta. O povo está na miséria. Isso é fato sabido. Não obstante, milhares de pessoas visitam o santuário.
Em aparição anterior, Nossa Senhora revelara que não haveria lugar para todo o povo que afluiria a Binh Loi no dia 28 de dezembro de 1980. Ora isso é espantoso, pois esse lugar é enorme. A igreja localiza-se à beira de uma estrada. Em torno dela há uma planície com capinzal, cujos limites são um rio de um lado e um casario de outro. Creio que ali cabem facilmente mais de meio milhão de pessoas”.
A respeito de outros fatos extraordinários ocorridos no Vietnã, narrou ainda o Sr. Khong Trung Luu:
“No Vietnã, quem é católico, é católico mesmo. A devoção à Nossa Senhora é notável. Nas aldeias católicas era costume colocar-se uma imagem da Virgem no ponto mais alto das redondezas, da qual a aldeia se orgulhava. O povoa ia ali levar flores e rezar.
A cerca de 85 km de Saigon, junto á rodovia n. 1 – a estrada mais importante do país, que liga o Norte ao Sul – existe uma aldeia com as características descritas. Um dia passava por ali um caminhão cheio de soldados comunistas. Estes viram a imagem de Nossa Senhora sobre a colina e resolveram destruí-la. O povo, aflito, nada podia fazer a não ser rezar para que a Mãe de Deus impedisse o sacrilégio.
Para alcançar seu intento, os comunistas decidiram entrar em competição para ver quem melhor acertaria seus tiros na imagem. O primeiro atirador, antes de apontar, pronunciou uma blasfêmia. Instantaneamente, caiu fulminado por um raio, tornando-se o cadáver preto como um carvão...
Os demais soldados, cheios de terror, nada mais ousaram fazer contra a imagem. Mais tarde, vieram oficiais e autoridades comunistas para verificar o acontecido e mandaram remover dali o cadáver. Mas ninguém conseguia tirá-lo do lugar. Estava como que incrustado no chão, à maneira de uma rocha. Permaneceu por algum tempo ali, na estrada, e todos os que passavam presenciavam aquela cena impressionante.
Só conseguiram remover o corpo após a celebração de uma Missa junto à imagem de Nossa Senhora, em reparação pela blasfêmia cometida”.
(Transcrito de “Catolicismo”, maio de 1978 – n. 329)
Uma testemunha ocular
“Nguyen Phuoc Thua Thien, ex-assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Hué – antiga capital imperial, situada no centro do Vietnã – conseguiu fugir do país a 19 de fevereiro de 1977, juntamente com outras 98 pessoa, em um pequeno barco de pesca.
Após a queda do Vietnã do Sul, foi ele “convidado” a “cooperar” com as autoridades comunistas na esfera do ensino. A este título, o prof. Thien pôde entrar em contato com numerosos funcionários do regime.
Membro da comissão diocesana da Ação Católica, foi considerado elemento suspeito pelos comunistas. Apesar da vigilância a que esteve submetido durante 21 meses de “liberdade vigiada”, o prof. Thien testemunhou numerosos fatos, alguns dos quais aqui resumimos.
Em entrevista à revista “Message Vietnamienne”, n. 14, de julho de 1977, editada em Paris, o prof. Thien relata:
“A situação de Hué em 20 de março de 1975 era indescritível. Quis voltar a Saigon, onde moram meus pais, mas chegando a Danang fui bloqueado, como tantos outros. De volta a Hué, fui interrogado e tive de fazer uma espécie de autocrítica para provar minha “inocência” em relação ao novo regime. Participei de duas sessões de “reeducação” de dois meses de duração cada, na quais tive de refazer minha autocrítica diversas vezes”.
Interrogado sobre os rumores a respeito dos milagres de Binh Triêu (ou Binh Loi), o entrevistado declara:
“Cheguei a Saigon no dia 29 de dezembro de 1975 (dia seguinte ao da cura de Ho Ngoc Anh), e segui para Binh Triêu à tarde. Uma animada multidão colocava-se dentro e fora da igreja. Diante do altar da Santíssima Virgem, notei, sem compreender, a presença de uma cadeira de rodas".
Fonte:http://quodlibeta.blogspot.com/2011/07/prodigios-da-virgem-de-fatima-no-vietna.html
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Oração diante das tentações

Oração a Nossa Senhora, diante das tentações
Mãe querida,
acolhe-me em teu regaço,
cobre-me com teu manto protector
e, com esse doce carinho
que tens por teus filhos
afasta de mim
as ciladas do inimigo,
e intercede intensamente
para impedir que
suas astúcias me façam cair.
A ti me confio
e em tua intercessão espero.
Amém.
acolhe-me em teu regaço,
cobre-me com teu manto protector
e, com esse doce carinho
que tens por teus filhos
afasta de mim
as ciladas do inimigo,
e intercede intensamente
para impedir que
suas astúcias me façam cair.
A ti me confio
e em tua intercessão espero.
Amém.
Oração pelas crianças

Oração a Nossa Senhora, pelas crianças
Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe santíssima,
abençoai as nossas crianças, que vos são confiadas.
Guardai-as com cuidado maternal,
para que nenhuma delas se perca.
Defendei-as contra as ciladas do inimigo
e contra os escândalos do mundo,
para que sejam sempre humildes, mansas e puras.
Ó Mãe nossa, Mãe de misericórdia,
rogai por nós e, depois desta vida,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria.
abençoai as nossas crianças, que vos são confiadas.
Guardai-as com cuidado maternal,
para que nenhuma delas se perca.
Defendei-as contra as ciladas do inimigo
e contra os escândalos do mundo,
para que sejam sempre humildes, mansas e puras.
Ó Mãe nossa, Mãe de misericórdia,
rogai por nós e, depois desta vida,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria.
Assinar:
Postagens (Atom)
