Salve Maria!

Sejam bem vindos!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Letra da Música Senhora Rainha (Adriana)

Senhora, Rainha
Tão linda Estás
Trouxemos presentes
Pra te ofertar

Este manto celeste
Azul cor do Céu
Que protege e guarda
Teus filhos pra Deus

Senhora, Rainha
Tão linda Estás
Trouxemos presentes
Pra te ofertar

A coroa é prova
De quem soube amar
E pra ver teu sorriso
Colhemos pra ti

Chuva de pétalas!

Senhora, Rainha
Tão linda Estás
Trouxemos presentes
Pra te ofertar

Abençoa as famílias
O nosso país
As crianças
E os jovens
Que esperam em Ti


http://www.vagalume.com.br/adriana/coracao-de-nossa-senhora.html#ixzz1U6EeND9o


Alegria dos devotos de Maria; tristeza dos que a renegam




O padre Ventura de Raulica, teólogo e pregador italiano, viveu grande parte de sua vida no século XIX, e foi Geral da Ordem dos Teatinos de1830 a1833. Escrevendo em meados daquele século em que viveu, estabeleceu um interessante confronto entre a alegria dos católicos, devotos de Nossa Senhora, e a infelicidade dos protestantes, avessos Àquela que é o consolo dos tristes.
“Um dos preciosos efeitos do culto a Maria é aumentar; nos que o praticam, a fé, esperança e a caridade, e de outorgar a estas virtudes, que constituem o cristão, um peculiar encanto e uma espécie de atividade, de poder e de vida. Assim, pois, como a paz da alma é proporcionada a vigor e a firmeza de ditas virtude, é evidente que o culto a Maria é e deve ser uma fonte de contentamento para a alma fiel. (...)”
“[Com efeito], uma das características próprias das populações católicas e que as distingue das protestantes ou incrédulas, é a alegria. Percorra-se a Espanha, a Itália, a Irlanda a França, e se notará a alegria em toda parte. Ao passo que viajante que visita a Alemanha ou a Suíça, a Inglaterra ou a Holanda protestantes, fica surpreendido ao ver certo ar sombrio, pensativo, receoso, pintado em todas as fisionomias, como uma nociva exalação de um corpo enfermo. Ar que se considera como seriedade, não sendo outra coisa senão tristeza.”
“Os protestantes se vangloriam de seu recolhimento no templo, e nos censuram o ar gozoso com que estamos em nossas igrejas. Porém, bem considerado, esse recolhimento não é outra coisa que a taciturnidade do temor, enquanto que a alegria dos católicos é a expansão do amor. (...)”
“Os protestantes tiraram das igrejas, de que nos despojaram, as imagens de Maria e , pouco depois as de Jesus Cristo. (...) Esta viuvez dos templos de todo objeto religioso, encontra-se [também] nas cidades [daqueles hereges]: nem uma cruz, nem uma imagem da Mãe de Deus, nem um sinal que revele ao estrangeiro que seus pés pisam um solo cristão. Em vista disto, logo entendemos o afã de ditas populações para ganhar dinheiro por todos os meios, e proporcionar-se as comodidades e as delicias da vida".

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Nossa Senhora, pavor dos Demônios (S. Domingos Gusmão)


(São Domingos de Gusmão)



Quando São Domingos estava pregando o Rosário perto de Carcassona, trouxeram à sua presença um albigense que estava posseso pelo demônio, parece que mais de doze mil pessoas tinham vindo ouvi-lo pregar.Os demônios que possuíam esse infeliz foram obrigados a responder às perguntas de São Domingos, com muito constrangimento. Eles disseram que:


1 - Havia quinze mil deles no corpo desse pobre homem, porque ele atacou os quinze mistérios do Rosário;

2 - Eles continuaram a testemunhar que, quando São Domingos pregava o Rosário ele impunha medo e horror nas profundezas do inferno e que ele era o homem que eles mais odiavam em todo o Mundo, isto por causa das almas que ele arrancou dos demônios através da devoção do Santo Rosário;

Eles então revelaram várias outras coisas.

* * *

São Domingos colocou o seu Rosário em volta do pescoço do albigense e pediu que os demônios lhe dissessem quem de todos os santos nos Céus eles mais temiam, e quem deveria ser, portanto mais amado e reverenciado pelos homens.

Nesse momento eles soltaram um gemido inexprimível no qual a maioria das pessoas caiu por terra desmaiando de medo...e eles disseram: " Domingos, nós te imploramos, pela paixão de Jesus Cristo e pelos méritos de sua Mãe e de todos os santos, deixe-nos sair desse corpo sem que falemos mais, pois os anjos responderão sua pergunta a qualquer momento...

São Domingos ajoelhou-se e rezou à Nossa Senhora para que ela forçasse os inimigos a proclamarem a verdade completa e nada mais que a verdade.
Mal tinha terminado de rezar viu a Santíssima Virgem perto de si, rodeada por uma multidão de anjos.Ela bateu no homem posseso com um cajado de ouro que segurava e disse: "Responda ao meu servo Domingos imediatamente" .
Então os demônios começaram a gritar:

"Oh, vós, que sois nossa inimiga, nossa ruina e nossa destruição, porque desceste do Céus só para nos torturar tão cruelmente? Oh, Advogada dos pecadores, vós que os tirais das presas do inferno, vós que sois o caminho certeiro para o Céus, devemos nós, para o nosso próprio pesar, dizer toda a verdade e confessar diante de todos quem é que é a causa de nossa vergonha e nossa ruina? Oh, pobres de nós, principes da escuridão: então, ouçam bem, vocês cristãos: a Mãe de Jesus Cristo é todo-poderosa e ela pode salvar seus servos de caírem no Inferno.Ela é o Sol que destrói a escuridão de nossa astúcia e sutileza. É ela que descobre nossos planos ocultos, quebra nossas armadilhas e faz com que nossas tentações fiquem inúteis e sem efeito.
* * *


Nós temos que dizer, porém de maneira relutante, que nem sequer uma alma que realmente perseverou no seu serviço foi condenada conosco; um simples suspiro que ela oferece à Santíssima Trindade é mais precioso que todas as orações, desejos e aspirações de todos os santos.
Nós a tememos mais que todos os santos nos Céus juntos e não temos nenhum sucesso com seus fiéis servos. Muitos cristão que a invocam quando estão na hora da morte e que seriam condenados, de acordo com os nossos padrões ordinários, são salvos por sua intercessão.
Oh, se pelo menos essa Maria (assim era na sua fúria como eles a chamaram) não tivesse se oposto aos nossos desínios e esforços, teríamos conquistado a igreja e a teríamos destruido há muito tempo atrás; e teríamos feito que todas as Ordens da Igreja caíssem no erro e na desordem. Agora, que somos forçados a falar, também lhe diremos isto: ninguém que persevera ao rezar o Rosário será condenado, porque ela obtém para seus servos a graça da verdadeira contrição por seus pecados e por meio dele, eles obtêm o perdão e a misericórdia de Deus"

(O Segredo do Rosário - São Luís Maria G. de Montfort -pág.95 à 97)

As virtudes de Maria

Profunda humildade: Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus actos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demónio. Nossa Senhora nunca se esqueceu que tudo nela era dom de Deus. Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.
Imitando essa virtude: Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva…” (Luc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Luc. 1,52).


Paciência Heróica: Nossa Senhora passou por muitos momento estressantes de provação, de incomodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.
Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controlo emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no autocarro lotado, do tempo que levamos sem comer nada... Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você...!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe a Ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rom. 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, esta­rá sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).


Contínua Oração: Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro pois é na solidão que Deus fala aos corações. "Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2, 14)" Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.
Imitando essa virtude: Buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. Não se limitar somente as orações ao levar, ao se deitar e nas refeições, estender a oração para a vida, no trabalho, nos caminhos, em fim, em todas as situações, buscando a vontade de Deus em sua vidas. "Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". (Cl 3,17). e "Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus."(Fil 6,6-7).


Obediência Perfeita: Maria disse seu “sim” a Deus e ao projecto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus.
Imitando essa virtude: O Catecismo da Igreja Católica indica que a obediência é a livre submissão à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesma. Esforcemo-nos para obedecer a requisitos ou a proibições. A subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido, nos faz crescer. Rezar pelos superiores. Obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois aos superiores. Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Também é ouvir a palavra e a colocar em prática. “Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Luc 1, 38).

Mãe do Supremo Amor: Nossa Mãe cheia de graça ama toda a humanidade com a totalidade do seu coração. Cheia de amor, puro e incondicional de mãe, nos ama com todo o seu coração imaculado, com toda energia de sua alma. Nada recusa, nada reclama, em tudo é a humilde serva do Pai. Viveu o amor a Deus, cumprindo perfeitamente o primeiro mandamento. Fez sempre a Vontade Divina e por amor a Deus aceitou também amar incondicionalmente os filhos que recebeu na cruz. Era cheia da virtude da caridade, amou sempre seu próximo, como quando visitou Isabel, sua prima, para a ajudar, ou nas bodas de Caná, preocupada porque não tinham mais vinho.
Imitando essa virtude: Todos os homens são chamados a crescer no amor até à perfeição e inteira doação de si mesmo, conforme o plano de Deus para sua vida. Devemos buscar o verdadeiro amor em Deus, o amor ágape, que nos une a todos como irmãos. Praticar o amor ao próximo, a bondade, benevolência e compaixão. O amor é doação, assim como Maria doou sua vida e como Jesus se doou no cruz para nos salvar, também devemos nos doar ao próximo, por essa razão o amor é a essência do cristianismo e a marca de todo católico. "Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor – estes três. Porém, o maior deles é o amor." (I Cor. 13,13).


Mortificação Universal: Maria, mulher forte que assume a dor e o sofrimento unida a Jesus e ao seu plano de salvação. Sabe sofrer por amor, sabe amar sofrendo e oferecendo dores e sacrifícios. Sabe unir-se ao plano redentor, oferecendo a Vítima e oferecendo-se com Ela. Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade.
Imitando essa virtude: Muitas vezes Deus nos envia provações que não compreendemos, portanto devemos seguir o exemplo de Nossa Senhora e meditar os motivos que levam um Deus perfeito a permitir essas provações, aceitá-las e saber oferecer todas as nossas dores a Jesus em expiação dos nossos pecados, pelos pecados de todos e pelas almas, unindo nossos sofrimentos aos sofrimentos de Jesus na Cruz. Não devemos oferecer somente os grandes sofrimentos, devemos oferecer também o jejum, fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar de algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se tem sede), nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo. É indispensável sorrir quando se está cansado, terminar uma tarefa no horário previsto, ter presente na cabeça problemas ou necessidades daquelas pessoas que nos são caras e não só os próprios. Oferecer os sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios a Deus pela salvação das almas. “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta.” (Lamentações 1,12).


Doçura Angélica: Nossa Senhora, é a Augusta Rainha dos Anjos, portanto senhora de uma doçura angélica inigualável. Ela é a cheia de graça, pura e imaculada. Ela pode clamar as Legiões Celestes, que estão às ordens, para perseguirem e combaterem os demónios por toda a parte, precipitando-os no abismo. A Mãe de Deus é para todos os homens a doçura. Com Ela e por Ela, não temos temor.
Imitando essa virtude: A doçura é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de tudo uma paz, a manifestação da paz que vem do Senhor. É o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Mesmo havendo angústia e sofrimento, pode haver doçura. “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” (Col. 3,12).


Fé Viva: Feliz porque acreditou, aderiu com seu “sim” incondicional aos planos de Deus, sem ver, sem entender, sem perceber. Nossa Senhora gerou para o mundo a salvação porque acreditou nas palavras do anjo, sua fé salvou Adão e toda a sua descendéncia. Por causa desta fé, proclamou-a Isabel bem-aventurada: “E bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1,45). A inabalável fé de Nossa Senhora sofreu imensas provas: - A prova do invisível: Viu Jesus no estábulo de Belém e acreditou que era o Filho de Deus; - A prova do incompreensível: Viu-O nascer no tempo e acreditou que Ele é eterno; - A prova das aparências contrárias: Viu-O finalmente maltratado e crucificado e creu que Ele realmente tinha todo poder. Senhora da fé, viveu intensamente sua adesão aos planos de Deus com humildade e obediência.
Imitando essa virtude: A fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma virtude, devemos pedir a Jesus como fizeram os apóstolos para aumentar a nossa fé. Porém ter fé não é o bastante, é preciso ser coerente e viver de acordo com o que se crê. “Porque assim como sem o espírito o corpo está morto, morta é a fé, sem as obras” Tg (2,26). Ter fé é acreditar que se recebe uma graça muito antes de a possuir e é, acima de tudo, ter uma confiança inabalável em Deus! “Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Luc 17,6).



Pureza Divina: Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré.
Imitando essa virtude: Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Nossa Senhora disse, na aparição de Fátima, que os pecados que mais mandam almas para o inferno, são os pecados contra a pureza. Não que estes sejam os mais graves, e sim os mais frequentes. Praticar a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e acções! Os olhos são os espelhos da alma. Quem usa seus olhos para explorar o corpo do outro com malícia perde a pureza. Portanto, coloque seus olhos em contemplação, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica. Quem luta pela castidade deve buscá-la por três meios: o jejum, a fugida das ocasiões de pecado e a oração. “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Cor.5,8).

Referência:
As Virtudes de Nossa Senhora. Disponível em:
http://mariaportadoceu.blogspot.com/2009/10/as-virtudes-de-nossa-senhora.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Prodígios da Virgem de Fátima no Vietnã



Os fatos narrados abaixo ocorreram alguns anos depois dos comunistas dominarem completamente aquele país. Hoje, apesar do total domínio político da seita comunista, sabe-se que é cada vez maior o número de católicos, inclusive no Vietnã do Norte, onde sempre predominou o "credo" vermelho. Como não se sabe de tudo o que ocorre por lá, devido à severa censura do governo, é provável que inúmeros outros prodígios Nossa Senhora de Fátima está produzindo pelo bem daquele povo, o qual tinha a particular predileção de Santa Teresinha do Menino Jesus, por quem rezava ela constantemente.

"Ho Ngoc Anh, batizado com o nome de Estêvão, nascido a 1949, pára-quedista das Forças Especiais do Vietnã do Sul, saltou em 1970 no Vietnã do Norte em missão de reconhecimento. Os comunistas o apanharam, encarcerando-o em Hai Phong, onde sofreu torturas atrozes, a ponto de quase desfalecer. Grande devoto da Nossa Senhora, Anh A invoca nessa tormenta – “Maria, minha Mãe, vinde em meu socorro” (em vietnamita: “Lay Me, xin cúú com”).
O jovem pára-quedista recebeu então a recompensa: essa jaculatória inscreveu-se milagrosamente em seu braço pelo fluxo sanguíneo, como uma tatuagem na pele.
Ao constatar o prodígio, os carrascos, espantados, foram pedir instruções a seus chefes. Estes mandaram reanimar Anh com água fria. Quando o submeteram a interrogatório, a inscrição perdeu sua nitidez, sem desaparecer inteiramente. Torturavam-no de novo e a súplica à Virgem aparecia em sua pele. Furiosos, os comunistas mandaram aplicar-lhe duas injeções no pescoço e duas na coxa. Em conseqüência, Anh ficou quase mudo e paralítico de ambas as pernas. O produto injetado era de fabricação russa.
Nesse estado permaneceu na prisão, onde rezava o Rosário contando as Ave-Marias nos dedos. Em 1973 procedeu-se a troca de prisioneiros feridos e o jovem pára-quedista foi devolvido ao governo sul-vietnamita, que o enviou aos Estados Unidos para ser curado.
Após alguns meses de hospitalização, Anh recebeu a visita de uma menina desconhecida que o aconselhou a retornar ao Vietnã “Os Estados Unidos são capazes de fazer armas, mas não de te curar”. Anh pediu então para ser repatriado, o que ocorreu em junho de 1974.
Declarado inválido permanente, foi internado no hospital militar Cong Hoa (Co Vap). Apesar de só locomover-se em cadeira de rodas, Anh fez uma peregrinação de 8 km até á igreja de Nossa Senhora de Fátima de Binh Loi.
Após a queda do Vietnã do Sul nas mãos dos comunistas, a 30 de abril de 1975, os vermelhos ocuparam o hospital Cong Hoa. Submetido a interrogatório, Anh tartamudeou sua tragédia, que aos ouvidos comunistas soarem como um insulto à Revolução. Ordenaram-lhe então cavar uma fossa em frente ao portão principal do hospital.
Depois de executar parte do trabalho em sua cadeira de rodas, Anh caiu acidentalmente com ela no buraco, ali permanecendo a noite inteira. Quando os comunistas o encontraram meio-morto na manhã seguinte, expulsaram-no do hospital.
Para onde ir? Anh tinha pais vivos, mas moravam longe. Procurou o capelão do hospital, Pe. Ban, dominicano. Este recomendou-o a uma enfermeira católica, que apesar de ser casada e mãe de quatro filhos, ajudou o paralítico.
Durante sua estadia ali, Anh continuou suas visitas a Binh Loi. Um dia percebeu que Nossa Senhora lhe dizia: “Vá comemorar o Natal com sua família em Tan Uyen e volte aqui no dia 28 de dezembro de 1975. Eu o curarei. Você caminhará e falará. Assista à missa de 9 horas, receba a Sagrada Comunhão, beba da água da fonte e Você será curado”.
No dia 27 de dezembro Anh foi ao palácio arquiepiscopal e escreveu uma nota a D. Nguyen Van Binh, Arcebispo de Saigon, pedindo-lhe para comparecer à igreja de Nossa Senhora de Fátima a fim de ser testemunha da cura. O Arcebispo não lhe deu a menor atenção. O paralítico dirigiu-se então ao Pe. Bach Van Loc, Redentorista, recebendo igual tratamento.
O jovem rumou então para Binh Loi a fim de passar a noite em vigília. Para tanto, pediu licença ao vigário, Pe. Vu Ban Bo, o mesmo que construiu o santuário. O Pe. Bo tinha muita compaixão dele para recusar o pedido. Entretanto, quando já era tarde, a freira-sacristã veio fechar todas as portas do santuário. Não podia ela permitir que o inválido continuasse dentro, pois não tinha recebido ordens do Pároco.
Anh colocou-se à direita do pórtico. A parede vazada permitia ver o altar e a imagem de Nossa Senhora. O jovem ficou ali rezando o Rosário e olhando para o interior do santuário.
Surpresos, dois guardas comunistas o viram nessa atitude. Mais perplexos ainda ficaram quando notaram a igreja iluminar-se por dentro e o paralítico desaparecer sem se saber como. Aproximando-se, comprovaram que Anh se encontrava dentro da igreja, perto do altar, no meio de intensa luz. O pára-quedista escrevia bilhetes e os entregava a uma pessoa invisível. Atemorizados, os guardas chamaram outros quatro patrulheiros comunistas, que também testemunharam o fato: os bilhetes desapareciam no ar. O que se passava? Anh confirmou-o posteriormente: Nossa Senhora lhe falava. Julgando desrespeitoso dirigir-lhe a palavra devido à sua semi-mudez, escrevia-Lhe bilhetes. A celeste Senhora lhe teria comunicado um segredo. E mandou exortar todas as pessoas a rezar o rosário, fazer penitência e emendar suas vidas. Em seguida, desapareceu.
“Me!” (Mamãe!), exclamou Anh. E encontrou-se fora do santuário.
Às seis horas, a freira-sacristã abriu a porta. Anhj entrou lá e permaneceu rezando. Às 9 horas o Pe. Bo deu-lhe a Comunhão e uma pessoa trouxe-lhe um copo d’água da fonte, do qual bebeu dois terços, e permaneceu só, por alguns instantes. De repente, ergueu as mãos, tentou levantar-se, mas caiu com grande sofrimento. Disse apenas “Mamãe!” Estava pálido. Algumas pessoas o quiseram ajudar, mas este não permitiu que o tocassem. Aos poucos, colocou-se de pé, sozinho. O Pe. Bo segurou-o pelo braço. Anh insistiu: “Eu posso andar. Deixe-me só, Padre”.
A cura miraculosa se havia operado. Todos estavam maravilhados. O Pe. Bo chorava. A partir desse dia, multidões crescentes passaram a ir em peregrinação àquele santuário.
A Santíssima Virgem havia dito a Anh que fosse ali no dia 14 de cada mês, pois Ela ainda lhe falaria outras vezes. De fato, Novas aparições ocorreram, inclusive com a presença de testemunhas eclesiásticas. O Núncio Apostólico em Saigon, Mons. Angelo Palmas, declarou que as aparições “devem ser tomadas a sério”.
As curas que posteriormente se verificaram no santuário de Binh Loi (hoje também chamado de Binh Triêu) estão sendo estudadas pelas autoridades competentes.
Os comunistas não se atrevem a fechar a igreja e impedir as peregrinações. Eles têm razões sérias para não tocar no santuário. Segundo informações de refugiados católicos que chegaram aos Estados Unidos procedentes do Vietnã, Anh teria surgido, de repente, no local das aparições, no dia 14 de abril de 1977. De acordo com esse relato a Santíssima Virgem apareceu novamente a Anh e entregou-lhe uma carta. Anh leu-a e releu-a e perguntou se a devia entregar ou revelar seu conteúdo ao Arcebispo de Saigon ou a alguma autoridade religiosa. Nossa Senhora respondeu-lhe que não, acrescendo que deveria divulgá-la somente no dia 20 de dezembro de 1980. Quanto às peregrinações ao santuário, declarou o Sr. Khong Trung Luu, ex-deputado católico vietnamita, professor, que fugiu para os Estados Unidos com seus 12 filhos em 1975: “Os fugitivos falam em 10 a 20 mil pessoas no dia 14 de cada mês. Para avaliar esse número, é preciso considerar que lugar é bastante afastado de Saigon e os ônibus não chegam até lá. Do ponto de ônibus mais próximo até o local das aparições é preciso andar oito quilômetros a pé, pois hoje, no Vietnã, somente comunistas graduados possuem automóvel ou motocicleta. O povo está na miséria. Isso é fato sabido. Não obstante, milhares de pessoas visitam o santuário.
Em aparição anterior, Nossa Senhora revelara que não haveria lugar para todo o povo que afluiria a Binh Loi no dia 28 de dezembro de 1980. Ora isso é espantoso, pois esse lugar é enorme. A igreja localiza-se à beira de uma estrada. Em torno dela há uma planície com capinzal, cujos limites são um rio de um lado e um casario de outro. Creio que ali cabem facilmente mais de meio milhão de pessoas”.
A respeito de outros fatos extraordinários ocorridos no Vietnã, narrou ainda o Sr. Khong Trung Luu:
“No Vietnã, quem é católico, é católico mesmo. A devoção à Nossa Senhora é notável. Nas aldeias católicas era costume colocar-se uma imagem da Virgem no ponto mais alto das redondezas, da qual a aldeia se orgulhava. O povoa ia ali levar flores e rezar.
A cerca de 85 km de Saigon, junto á rodovia n. 1 – a estrada mais importante do país, que liga o Norte ao Sul – existe uma aldeia com as características descritas. Um dia passava por ali um caminhão cheio de soldados comunistas. Estes viram a imagem de Nossa Senhora sobre a colina e resolveram destruí-la. O povo, aflito, nada podia fazer a não ser rezar para que a Mãe de Deus impedisse o sacrilégio.
Para alcançar seu intento, os comunistas decidiram entrar em competição para ver quem melhor acertaria seus tiros na imagem. O primeiro atirador, antes de apontar, pronunciou uma blasfêmia. Instantaneamente, caiu fulminado por um raio, tornando-se o cadáver preto como um carvão...
Os demais soldados, cheios de terror, nada mais ousaram fazer contra a imagem. Mais tarde, vieram oficiais e autoridades comunistas para verificar o acontecido e mandaram remover dali o cadáver. Mas ninguém conseguia tirá-lo do lugar. Estava como que incrustado no chão, à maneira de uma rocha. Permaneceu por algum tempo ali, na estrada, e todos os que passavam presenciavam aquela cena impressionante.

Só conseguiram remover o corpo após a celebração de uma Missa junto à imagem de Nossa Senhora, em reparação pela blasfêmia cometida”.

(Transcrito de “Catolicismo”, maio de 1978 – n. 329)

Uma testemunha ocular

“Nguyen Phuoc Thua Thien, ex-assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Hué – antiga capital imperial, situada no centro do Vietnã – conseguiu fugir do país a 19 de fevereiro de 1977, juntamente com outras 98 pessoa, em um pequeno barco de pesca.
Após a queda do Vietnã do Sul, foi ele “convidado” a “cooperar” com as autoridades comunistas na esfera do ensino. A este título, o prof. Thien pôde entrar em contato com numerosos funcionários do regime.
Membro da comissão diocesana da Ação Católica, foi considerado elemento suspeito pelos comunistas. Apesar da vigilância a que esteve submetido durante 21 meses de “liberdade vigiada”, o prof. Thien testemunhou numerosos fatos, alguns dos quais aqui resumimos.
Em entrevista à revista “Message Vietnamienne”, n. 14, de julho de 1977, editada em Paris, o prof. Thien relata:
“A situação de Hué em 20 de março de 1975 era indescritível. Quis voltar a Saigon, onde moram meus pais, mas chegando a Danang fui bloqueado, como tantos outros. De volta a Hué, fui interrogado e tive de fazer uma espécie de autocrítica para provar minha “inocência” em relação ao novo regime. Participei de duas sessões de “reeducação” de dois meses de duração cada, na quais tive de refazer minha autocrítica diversas vezes”.
Interrogado sobre os rumores a respeito dos milagres de Binh Triêu (ou Binh Loi), o entrevistado declara:
“Cheguei a Saigon no dia 29 de dezembro de 1975 (dia seguinte ao da cura de Ho Ngoc Anh), e segui para Binh Triêu à tarde. Uma animada multidão colocava-se dentro e fora da igreja. Diante do altar da Santíssima Virgem, notei, sem compreender, a presença de uma cadeira de rodas".

Fonte:http://quodlibeta.blogspot.com/2011/07/prodigios-da-virgem-de-fatima-no-vietna.html

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Oração diante das tentações




Oração a Nossa Senhora, diante das tentações


Mãe querida,
acolhe-me em teu regaço,
cobre-me com teu manto protector
e, com esse doce carinho
que tens por teus filhos
afasta de mim
as ciladas do inimigo,
e intercede intensamente
para impedir que
suas astúcias me façam cair.

A ti me confio
e em tua intercessão espero.
Amém.

Oração pelas crianças


Oração a Nossa Senhora, pelas crianças


Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe santíssima,
abençoai as nossas crianças, que vos são confiadas.
Guardai-as com cuidado maternal,
para que nenhuma delas se perca.
Defendei-as contra as ciladas do inimigo
e contra os escândalos do mundo,
para que sejam sempre humildes, mansas e puras.
Ó Mãe nossa, Mãe de misericórdia,
rogai por nós e, depois desta vida,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria.

Oração para pedir o perdão



Oração a Nossa Senhora, para viver o Perdão

Diante das dúvidas sobre ti
respondeste com o perdão.
Diante da perseguição
e das muitas murmurações
respondeste com o perdão.

Diante da insídia e da ímpia ofensa,
respondeste com o perdão.
Diante da infâmia da conspiração
contra o Justo,
respondeste com o perdão.
Diante da traição
e da dor que esta traz,
respondeste com o perdão.

Mãe de Misericórdia,
teu coração bondoso
transborda de clemência,
por isso te imploro que me obtenhas o perdão
pelos muitos males que fiz,
e também,

ó Mãe,
ensina-me a perdoar como Tu,
que, diante de tantos males
que te fizeram,
inclusive arrebatar do teu lado
teu divino Filho
sempre respondeste
com o mais magnânimo perdão.
Amém.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sant'Ana e São Joaquim, os pais de Nossa Senhora






Santa Ana ou Sant'Ana (latim Anna, e este do hebraico Hhannah- Graça) foi a mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. Santa'Ana é aquela privilegiada criatura que Deus escolheu para ser na terra, mãe da Virgem imaculada. Santa'Ana, depois de São José, foi a criatura que mais perto esteve do verbo Encarnado.  A intimidade do sangue e do parentesco.

De Santa'Ana bem pouco nos dizem a história e a Sagrada Escritura, mas basta sabermos, para compreendermos quem ela é, e quão grande é o seu poder, basta-nos só isso: É A MÃE DA MÃE DE JESUS, A AVÓ DE JESUS CRISTO. Louvamos a Maria porque é a Mãe de Deus. Louvamos a Santa'Ana porque é a Mãe da Mãe de Deus. Não se pode ter uma idéia mais elevada, mais exata do mérito e das virtudes extraordinárias de Santa'Ana, do que dizendo e meditando essas verdades: "ELA DEU AO MUNDO A MÃE DO FILHO DE DEUS ENCARNADO."

Os dados biográficos que sabemos sobre os pais da Bem Aventurada Virgem Maria nos foram legados pelo Proto-Evangelho  de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa. Santa'Ana cujo  nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão, e seu marido, São Joaquim pertencia à família real de Davi. São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Santa'Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Santa'Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterelidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Deus. Ana e Joaquim residiam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betsaida, onde hoje se ergue a Basílica de Santana. Num sábado, 8 de setembro do ano 20 A.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

A devoção aos pais de Nossa Senhora é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, sua relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do Ocidente, estando a maior delas na igreja de Santa'Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornado-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Santa'Ana em 26 de julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Santa'Ana, o Papa Paulo VI associou nun único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

Em nada pode ficar prejudicado o louvor de Santa'Ana e de São Joaquim porque a Bíblia não traz os seus nomes benditos. Não diz o Eclesiático que "não se conhece melhor um homem do que pelos filhos que deixa?" E o livro dos Provérbios afirma que "o mérito do filho faz a glória do pai". É impossível maior grandeza que a de Maria Santíssima. Portanto, o louvor da Mãe de Deus não encerra de certo modo o louvor e a  glória da Mãe da Mãe de Deus? Que filha mais elevada e glorificada que Maria? E por quê? Porque dela nasceu o Redentor do mundo, e a fez bendita entre todas as mulheres. Que Mãe, depois de Maria foi mais honrada, mais privilegiada que a Mãe daquela que é a Mãe do seu criador?  Podemos dizer também a Santa'Ana nas devidas proporções do louvor: "TODAS AS GERAÇÕES VOS HÃO DE CHAMAR BEM-AVENTURADA, PORQUE SOIS BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE MARIA".

domingo, 24 de julho de 2011

"Nossa Senhora do Crack” em rua da Cracolândia Paulista surpreende




À frente de um fundo azul, a imagem de Virgem Maria feita de gesso tem adornos dourados. A escultura, que seria muito comum dentro de uma igreja, está numa espécie de altar instalado na região da cracolândia (centro). A nova santa da cidade é a “Nossa Senhora do Crack”.

A espécie de padroeira dos viciados foi montada ontem pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33, na rua Apa, em Santa Cecília.

Assim que a santa foi colocada, viciados pegaram seus cachimbos e começaram a usar a droga ali mesmo.

Obra do artista plástico Zarella Neto, que utiliza imagem de Nossa Senhora na rua Apa, na cracolândia, em SP.

Se o fundador da doutrina comunista, o alemão Karl Marx, costumava reproduzir a frase “religião é o ópio do povo”, Neto juntou droga e fé no mesmo contexto artístico.

“Resolvi democratizar a santa. Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo”, disse Neto, que nasceu e cresceu no bairro.

A fachada de uma casa abandonada foi o ponto escolhido para a obra, bem em frente à calçada onde viciados se juntam todos os dias.

Para iluminar a inscrição dourada com o nome da santa, Neto puxou a energia elétrica do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.

Na tarde de ontem, moradores e trabalhadores da região paravam para olhar a obra. “Achei bonito, mas batizar a santa assim é um pecado”, afirmou o serralheiro Ednaldo da Silva, 30.

O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, elogiou a iniciativa e disse que não existe profanação na obra.

“Vi e fiquei comovido. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São humanos, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles e por nós também!”, disse Scherer.

Folha de São Paulo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Peça à Mãe




Peça à Mãe que o Filho atende.



Peça à Mãe que o Filho responde.



Peça à Mãe que o Filho resolve.



E sua água será vinho melhor.




Texto: música da Canção Nova

Imagens: Net

Maria Santíssima livra seus devotos do inferno

Por Santo Afonso Maria de Ligório





“Qui audit me, non confundetur: et qui operantur in me, non peccabunt” -

“Aquele que me ouve, não será confundido, e os que obram por mim, não pecarão” (Ecclus XXIV, 30)


I. A asserção de que é impossível um devoto de Maria Santíssima condenar-se, não se estende àqueles devotos que abusam da sua devoção afim de pecar com menos temor; porque esses presumidos, pela sua confiança temerária, merecem castigo e não misericórdia. Estende-se tão somente àqueles devotos que, com o desejo de se emendarem , são fiéis em obsequiar à divina Mãe e em recomendar-se a ela . Estes digo eu que é moralmente impossível perderem-se, porquanto a benigníssima Senhora alcançar-lhes-á luz e força para saírem do estado de perdição.

Esta sentença é conforme à doutrina dos Padres e Doutores da Igreja. Santo Anselmo diz que “assim como quem não é devoto de Maria nem dela é protegido, é impossível que se salve ; assim também é impossível que se condene quem se encomenda à Virgem e dela é visto com complacência”. Confirma isto Santo Antonino quase com as mesmas palavras. E Santo Hilário acrescenta que isto sucederá ainda àqueles que no tempo passado ofenderam muito a Deus. Pelo que Santo Efrém dá a Nossa Senhora o belo título de Protetora dos condenados: “Patrocinatrix damnatorum”; e chama a devoção à Virgem salvo-conduto para não ser desterrado para o inferno: “Charta libertatis”.

E na verdade, se é certo o que diz São Bernardo , que a Maria não pode faltar nem poder nem vontade de nos salvar, como poderá suceder que um seu devoto fiel se perca? Que mãe, podendo facilmente livrar seu filho da morte com um só pedido de graça ao juiz, deixaria de o fazer? E poderemos pensar que Maria, a Mãe mais amorosa que possa haver , podendo livrar um filho da morte eterna, e podendo-o fazer tão facilmente, não o queira fazer? Ah! Isso é impossível!

Eis porque tanto desagrada ao demônio ver uma alma que persevera na devoção à divina Mãe, e porque ele se esforça tanto para faze-la perder esta devoção. O espírito maligno sabe que nunca sucedeu e nunca jamais sucederá que um servidor humilde e obsequioso de Maria se perca eternamente.

II . Examina a tua devoção a Maria, e toma uma resolução firme de a aumentar continuamente, dá graças ao Senhor por te haver dado esse afeto e confiança para com a divina Mãe, porque Deus não faz esta graça senão àqueles aos quais quer salvar. Dá graças também à Santíssima Virgem pela proteção que te dispensou até agora, livrando-te tantas vezes de cair no inferno; pede-lhe perdão de tua pouca correspondência ao seu amor, e pede-lhe que para o futuro continue sempre a proteger-te.

Ó Mãe de Deus, Maria Santíssima , quantas vezes tenho, pelos meus pecados, merecido o inferno! Talvez se houvesse executado a sentença desde o primeiro pecado meu, se, na vossa misericórdia para comigo, não tivésseis suspendido a ação da divina justiça; triunfando depois da dureza do meu coração , me reduzistes a por em vós a minha confiança. Ai! Em quantas outras faltas não teria caído depois, no meio dos perigos que me cercavam , se vós, ó Mãe Santíssima, não me tivésseis preservado pelas graças que me alcançastes. Ó minha Rainha, de que me servirão vossa misericórdia e os favores com que me tendes prevenido , se vier a condenar-me? Se houve um tempo em que não vos amava, de presente amo-vos, depois de Deus, acima de todas as coisas.

Não permitais, eu vos conjuro, que me separe de vós e de Deus, que por intermédio vosso me cumulou de tantas misericórdias. Amabilíssima Soberana minha , não consintais que eu vá odiar-vos e maldizer-vos eternamente no inferno. Podereis sofrer que se condene um dos vossos servos que vos ama? Ó Maria, que me respondeis? Condenar-me-ei? Serei condenado se vos abandono; mas quem teria coragem para vos abandonar? Como poderia esquecer o amor que me tendes consagrado? Não, não se perderá aquele que fielmente se recomenda a vós e a vós recorre. Ó minha Mãe, não me abandoneis a mim mesmo; de contrário perder-me-ei. Fazei que sempre recorra a vós . Salvai-me, esperança minha, preservai-me do inferno e primeiro que tudo do pecado, que só me pode precipitar no inferno.

- Ó MARIA, CONCEBIDA SEM PECADO, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!



(Santo Afonso Maria de Ligório. "Meditações para todos os dias e festas do anos", Tomo III)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Consagração a Nossa Senhora



Consagração a Nossa Senhora

Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo(a) a vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
Vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso(a),
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.
Amém.



Consagração a Nossa Senhora - II

Ó Santa Mãe Dolorosa de Deus,
ó Virgem Dulcíssima:
eu vos ofereço
meu coração
para que o conserveis intacto,
como Vosso Coração Imaculado.
Eu vos ofereço a minha inteligência,
para que ela conceba
apenas pensamentos de paz e bondade,
de pureza e verdade.
Eu vos ofereço minha vontade,
para que ela se mantenha viva
e generosa ao serviço de Deus.
Eu vos ofereço meu trabalho,
minhas dores, meus sofrimentos,
minhas angústias, minhas tribulações
e minhas lágrimas,
no meu presente e no meu futuro
para serem apresentadas por Vós
a Vosso Divino Filho,
para purificação da minha vida.
Mãe compassiva,
eu me refugio em vosso Coração Imaculado,
para acalmar as dolorosas palpitações
das minhas tentações,
da minha aridez,
da minha indiferença
e das minhas negligências.
Escutai-me, ó Mãe,
guiai-me, sustentai-me
e defendei-me
contra todo perigo
da alma e do corpo,
agora e para toda a eternidade.
Amém.

Oração a Nossa Senhora Da Abadia



Senhora da Abadia, filha dileta de Deus Pai, Mãe de Jesus, nosso Salvador, Esposa do Espírito Santo, eis-me aqui diante de vossa imagem, para consagrar-me inteiramente a Vós. Trago-vos, Senhora, minha vida, meu trabalho, os sofrimentos e as alegrias, as lutas e as esperanças, tudo o que tenho e sou, para oferecer a vosso Filho por vossas mãos de Mãe. Sou todo vosso, ó Maria.

Peço vossa proteção para nunca abandonar a fé Católica, traindo a Jesus. Dai-me força para viver de verdade o amor fraterno e assumir minha responsabilidade de cristão no mundo. Ó Senhora da Abadia, aceitai-me como filho (filha) e guardai-me sob o vosso manto protetor. Amém.

Oração a Nossa Senhora de Nazaré



Ó Virgem Imaculada de Nazaré,
fostes na terra criatura tão humilde
a ponto de dizer ao Anjo Gabriel:
"Eis aqui a escrava do Senhor!"
Mas por Deus fostes exaltada
e preferida entre todas as mulheres
para exercer a sublime missão
de Mãe do Verbo Encarnado.
Adoro e louvo o Altíssimo
que vos elevou a esta excelsa dignidade
e vos preservou da culpa original.
Quanto a mim,
soberbo e carregado de pecados,
sinto-me confundido
e envergonhado perante vós.
Entretanto, confiado na bondade
e ternura do vosso coração imaculado e maternal,
peço-vos a força de imitar
a vossa humildade
e participar da vossa caridade
a fim de viver unido, pela graça,
ao vosso divino Filho, Jesus,
assim como vós vivestes no retiro de Nazaré.
Para alcançar essa graça,
quero com imenso afecto e
filial devoção saudar-vos
como o Arcanjo São Gabriel:
"Ave Maria, cheia de graça..."
Nossa Senhora de Nazaré,
rogai por nós.

Origem da devoção a Nossa Senhora da Abadia



A devoção a Nossa Senhora da Abadia é originária de Portugal.

A imagem de Nossa Senhora da Abadia é bastante antiga, procedente do Mosteiro de Bouro, situado perto de Braga, em Portugal. Por isso é também chamada Santa Maria de Bouro.
O Mosteiro de Bouro já existia naquela região por volta do ano 883. Naquele tempo, Portugal e Espanha tinham sido invadidos pelos mouros, que professavam a religião muçulmana. Com receio dos mouros, os monges abandonaram o Mosteiro e, para evitar a profanação da imagem da Virgem Santíssima, esconderam-na.

Após muitos séculos, no tempo do Conde D. Henrique, o fidalgo Pelágio Amado abandonou sua vida mundana e tornou-se emérita. Ele foi viver com um velho ermitão na ermida de São Miguel, perto de Braga.

Certa noite, num vale próximo da ermida, os ermitãos viram que brilhava uma luz bastante forte. Na noite seguinte, constataram que o fato se repetiu. Quando amanheceu, foram até o local, onde encontram uma imagem mariana entre as pedras. Cheios de júbilo, eles se prostaram diante da imagem e, agradecidos, passaram a venerar nela a Virgem Maria.

Muitos devotos, os eremitas mudaram-se para aquele local e construíram ali uma simples ermida, onde colocaram a imagem.
Tendo sabido do fato, o arcebispo de Braga foi visitar a imagem naquela ermida. Sensibilizado com a pobreza dos ermitãos, o bispo ordenou que edificasse uma igreja para abrigar a imagem. A igreja foi construída de pedra lavrada.

Paulatinamente, outros religiosos foram morar com os dois ermitãos, constituindo uma abadia. Com o aumento de prodígios realizados sob a intercessão da Virgem Maria, a devoção se espalhou e ficou conhecida em todo o país. O rei D. Afonso Henriques fez sua peregrinação à igreja, onde deixou boa doação para o sustento do culto e dos monges.

Culto mariano do Brasil


O culto a Nossa Senhora da Abadia foi traduzido ao Brasil pelos portugueses, implantando-se, sobretudo, no Triângulo Mineiro, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados.

Atualmente, o grande centro de romarias no Triângulo Mineiro é o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Água Suja, na Arquidiocese de Uberaba. A festa de 15 de agosto atrai um grande número de devotos que vem venerar a Virgem de Bouro.

Durante a festa de Água Suja, a procissão é interessante, pois os peregrinos cumprem suas promessas de diversas maneiras. Um romeiro carrega, vergado, uma pesada pedra. Outro transporta um aleijado nos ombros. Sem camisa, vários levam velas ou vasilhas com água na cabeça. Outros ainda açoitam-se ou fingem açoitar-se e assim por diante. Com os seus gestos simples, os devotos agradecem os benefícios conseguidos pela intercessão da Mãe de Deus.

Na cidade mineira de Uberaba a devoção é bastante forte. Há a bela e piedosa Igreja Nossa Senhora da Abadia, que foi inaugurada em 1884. Sua imagem foi trazida do Rio de Janeiro. A festa de 15 de agosto atrai os uberabenses e devotos da região, que participam das cerimônias religiosas com muita piedade.

Mesmo os uberabenses que moram fora da cidade, participam também. Do Triângulo Mineiro a devoção propagou-se para Goiás e São Paulo. Em Muquém, Goiás, na festa de 15 de agosto, milhares de devotos comparecem para expressar seu culto a Virgem Maria. Em São Paulo há uma maternidade sob a proteção da Virgem Maria.

A imagem de Nossa Senhora da Abadia é muito bonita. Representa Maria de pé, segurando com as duas mãos o menino Jesus nú, deitado sobre elas. Está coberta por um longo manto que vai da cabeça até os pés, embaixo dos quais aparece uma nuvem com três cabeças de anjos. Usa uma coroa fechada e pontiaguda.

História de Nossa Senhora de Nazaré

Imagem da Nossa Senhora de NazaréNo Pará a devoção à Virgem é também envolvida em lenda. Plácido, o precursor do culto teria encontrado a pequena imagem em madeira de Nossa Senhora de Nazaré às margem do Igarapé Murutucu, que corria pela atual travessa 14 de Março onde hoje ficam os fundos da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Imaginando que algum devoto da cidade de Vigia havia esquecido a imagem ali, levou-a para casa. No dia seguinte não a encontrou. Ela havia retornado ao igarapé. Nova tentativa, novo retorno da imagem ao nicho que havia escolhido. A imagem então teria sido levada para a capela do Palácio do Governo da Província, onde ficou guardada por escolta. De manhã, não havia nada na capela, a imagem havia retornado ao igarapé. Obedecendo os desejos da Virgem, à beira do igarapé foi construída uma ermida, que deu início à romaria e à devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré.
A primeira procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré saiu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. Na noite anterior, a imagem da Santa havia sido transferida de sua ermida na Estrada do Utinga para o Palácio do Governo. Tempo mais tarde, a procissão passou a sair no segundo domingo do mes de outubro e, duzentos anos depois a procissão faz o mesmo percurso, de cerca de cinco quilômetros, saindo do Palácio do Governo, hoje Palácio Lauro Sodré, levando a Santa para o mesmo lugar onde havia a ermida e hoje ergue-se a imponente Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. A primeira procissão foi acompanhada por toda a tropa aquartelada na cidade, os cavalheiros montados em seus melhores cavalos, as damas carregadas em seges, o povo a pé em torno do carro que transportava a Santa. A imagem ia no colo do padre capelão e o próprio governador da Província, Dom Francisco de Souza Coutinho, acompanhava o cortejo trajado com uniforme de gala. Dom Francisco Coutinho, que havia organizado a homenagem à Santa, estruturou também aquela que iria ser a maior manifestação religiosa do Pará e uma das mais impressionantes demonstrações de fé religiosa dos católicos. Com o tempo a procissão sofreu algumas modificações, como a inclusão do Carro dos Milagres, que lembrava a salvação do fidalgo português Dom Fuas Roupinho, o barco que lembrava a salvação dos náufragos do brigue São João Batista, a corda que substituiu a junta de bois que puxava o carro da Santa, e o carro dos fogos, que com muito barulho precedia o cortejo religioso. Já neste século, o poeta maranhense Euclides Farias compôs o hino ” Vós Sois o Lírio Mimoso”, que se consagraria como o Hino do Círio, e hoje identifica a procissão sempre que é cantado.
O primeiro Círio mobilizou gente de toda a redondeza de Belém, principalmente em função da feira que o governador determinou que fosse instalada no terreno que circulava a ermida, para a venda de produtos regionais. Nos duzentos anos em que o Círio de Nazaré vem sendo realizado, é a cada ano maior o movimento de romeiros. Hoje calcula-se em mais de um milhão o número de pessoas que saem às ruas para celebrar a Virgem de Nazaré.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Oração a Nossa Senhora Rosa Mística




Rosa Mística, Virgem Imaculada, Mãe da Graça, para honra de Vosso Divino Filho, nos ajoelhamos diante de Vós implorando a misericórdia de Deus: não por nosso méritos mas pelo amor de Vosso Coração Maternal, nós Vos suplicamos que nos concedais proteção e graça com a certeza de que nos haveis de atender. Ave Maria...
Rosa Mística, Mãe de Jesus, Rainha do Santo Rosário e Mãe da Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo, nós Vos pedimos que concedais ao mundo, dilacerado pela discórdia, a unidade e a Paz e todas aquelas graças que podem mudar o coração de tantos de teus filhos. Ave Maria...
Rosa Mística, Rainha dos Apóstolos, fazei florescer à volta dos altares Eucarísticos, muitas vocações sacerdotais, religiosos e religiosas, que difundam, com a santidade de sua vida e com o zelo apostólico pelas almas, o Reino de Vosso Filho Jesus por todo o mundo. E derramai sobre nós também a abundância de Vossas Graças celestiais! Ave Maria... Salve Rainha...
Maria, Rosa Mística, Mãe da Igreja, Rogai por nós!


Aparição de Nossa Senhora Rosa Mística





ROSA MÍSTICA, Nossa Senhora apareceu, várias vezes, à vidente Pierina Gilli, em Montichiari, na Itália, entre os anos de 1947 e 1976. Durante uma aparição, no interior da Catedral de Montichiari, Nossa Senhora mostrou seu Coração luminoso, ornado com rosa branca, vermelha e amarela. Sorrindo dizia: “Eu sou a Imaculada Conceição…Aqui quero ser chamada Rosa Mística”(1947).”Eu sou a mãe da Igreja… Quando trago aos meus filhos a mensagem do amor, uso o símbolo mais belo entre as flores:a rosa ” (1976)
SIGNIFICADO da expressão Rosa Mística: a Virgem Maria é como uma Rosa perfumada de virtudes excelsas: Mística é aquela pessoa que vive em profundidade de oração e união com Deus. Os místicos vivem imersos na transcendência divina. Que os cristão procurem imitar a vida mística de Maria!
O SENHOR DEUS, em sua pedagogia divina, envia – nos mais uma vez, neste conturbado século XX, a sua serva predileta e Rainha do Céu. Eis que ela surge como alvorada brilhante, no século das cores, com as rosas de três cores: a rosa BRANCA da oração, da pureza e da Imaculada Conceição, a VERMELHA do sacrifício e do amor cristão: a AMARELO- ouro do arrependimento e da conversão!
OBJETIVO. ROSA Mística Mãe da Igreja quer a renovação espiritual dos sacerdotes, dos institutos religiosos e dos leigos. O rebanho se renova em harmonia com a palavra e o exemplo dos pastores.
Os erros de doutrina de alguns, são provenientes de crise espiritual ou imaturidade psicológica. Os males do mundo são frutos do materialismo, dos vícios e do orgulho. Os que seguem o magistério da Igreja – a voz do Papa – estão sempre tem as luzes do Espírito Santo. A Igreja de Cristo é um rochedo invencível “Tu és Pedro” (pedra). Compreendemos porque o SENHOR, envia a Santíssima Virgem à humanidade. Ela é farol na tempestade, é a vencedora de todas as batalhas, ela há de esmagar a cabeça da serpente infernal, como afirmou na Cova da Iria: “POR FIM, O MEU CORAÇÃO IMACULADO TRIUNFARÁ.” Maria é Mãe de misericórdia. O CORAÇÃO DIVINO DE JESUS está muito ofendido pelo mundo perverso e ateu. A humanidade se encontra num estágio de corrupção e decadência moral, sem precedentes.


Oração a Nossa Senhora do Carmo




"Ó Senhora do Carmo, revestido de vosso escapulário, eu vos peço que ele seja para mim sinal de vossa maternal proteção, em todas as necessidades, nos perigos e nas aflições da vida. Acompanhai-me com vossa intercessão, para que eu possa crescer na Fé, Esperança e Caridade, seguindo a Jesus e praticando Sua Palavra. Ajudai-me, ó mãe querida, para que, levando com devoção vosso santo Escapulário, mereça a felicidade de morrer piedosamente com ele, na graça de Deus, e assim, alcançar a vida eterna. Amém."

Concedei-me vossas graças,

Virgem do Carmo, Maria,

pois o santo Escapulário levo

com fé, noite e dia.

(Com aprovação eclesiástica)