Salve Maria!

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

As virtudes de Maria

Profunda humildade: Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus actos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demónio. Nossa Senhora nunca se esqueceu que tudo nela era dom de Deus. Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.
Imitando essa virtude: Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva…” (Luc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Luc. 1,52).


Paciência Heróica: Nossa Senhora passou por muitos momento estressantes de provação, de incomodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.
Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controlo emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no autocarro lotado, do tempo que levamos sem comer nada... Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você...!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe a Ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rom. 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, esta­rá sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).


Contínua Oração: Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro pois é na solidão que Deus fala aos corações. "Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2, 14)" Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.
Imitando essa virtude: Buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. Não se limitar somente as orações ao levar, ao se deitar e nas refeições, estender a oração para a vida, no trabalho, nos caminhos, em fim, em todas as situações, buscando a vontade de Deus em sua vidas. "Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai". (Cl 3,17). e "Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus."(Fil 6,6-7).


Obediência Perfeita: Maria disse seu “sim” a Deus e ao projecto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus.
Imitando essa virtude: O Catecismo da Igreja Católica indica que a obediência é a livre submissão à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesma. Esforcemo-nos para obedecer a requisitos ou a proibições. A subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido, nos faz crescer. Rezar pelos superiores. Obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois aos superiores. Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Também é ouvir a palavra e a colocar em prática. “Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Luc 1, 38).

Mãe do Supremo Amor: Nossa Mãe cheia de graça ama toda a humanidade com a totalidade do seu coração. Cheia de amor, puro e incondicional de mãe, nos ama com todo o seu coração imaculado, com toda energia de sua alma. Nada recusa, nada reclama, em tudo é a humilde serva do Pai. Viveu o amor a Deus, cumprindo perfeitamente o primeiro mandamento. Fez sempre a Vontade Divina e por amor a Deus aceitou também amar incondicionalmente os filhos que recebeu na cruz. Era cheia da virtude da caridade, amou sempre seu próximo, como quando visitou Isabel, sua prima, para a ajudar, ou nas bodas de Caná, preocupada porque não tinham mais vinho.
Imitando essa virtude: Todos os homens são chamados a crescer no amor até à perfeição e inteira doação de si mesmo, conforme o plano de Deus para sua vida. Devemos buscar o verdadeiro amor em Deus, o amor ágape, que nos une a todos como irmãos. Praticar o amor ao próximo, a bondade, benevolência e compaixão. O amor é doação, assim como Maria doou sua vida e como Jesus se doou no cruz para nos salvar, também devemos nos doar ao próximo, por essa razão o amor é a essência do cristianismo e a marca de todo católico. "Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor – estes três. Porém, o maior deles é o amor." (I Cor. 13,13).


Mortificação Universal: Maria, mulher forte que assume a dor e o sofrimento unida a Jesus e ao seu plano de salvação. Sabe sofrer por amor, sabe amar sofrendo e oferecendo dores e sacrifícios. Sabe unir-se ao plano redentor, oferecendo a Vítima e oferecendo-se com Ela. Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade.
Imitando essa virtude: Muitas vezes Deus nos envia provações que não compreendemos, portanto devemos seguir o exemplo de Nossa Senhora e meditar os motivos que levam um Deus perfeito a permitir essas provações, aceitá-las e saber oferecer todas as nossas dores a Jesus em expiação dos nossos pecados, pelos pecados de todos e pelas almas, unindo nossos sofrimentos aos sofrimentos de Jesus na Cruz. Não devemos oferecer somente os grandes sofrimentos, devemos oferecer também o jejum, fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar de algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se tem sede), nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo. É indispensável sorrir quando se está cansado, terminar uma tarefa no horário previsto, ter presente na cabeça problemas ou necessidades daquelas pessoas que nos são caras e não só os próprios. Oferecer os sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios a Deus pela salvação das almas. “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta.” (Lamentações 1,12).


Doçura Angélica: Nossa Senhora, é a Augusta Rainha dos Anjos, portanto senhora de uma doçura angélica inigualável. Ela é a cheia de graça, pura e imaculada. Ela pode clamar as Legiões Celestes, que estão às ordens, para perseguirem e combaterem os demónios por toda a parte, precipitando-os no abismo. A Mãe de Deus é para todos os homens a doçura. Com Ela e por Ela, não temos temor.
Imitando essa virtude: A doçura é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de tudo uma paz, a manifestação da paz que vem do Senhor. É o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Mesmo havendo angústia e sofrimento, pode haver doçura. “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” (Col. 3,12).


Fé Viva: Feliz porque acreditou, aderiu com seu “sim” incondicional aos planos de Deus, sem ver, sem entender, sem perceber. Nossa Senhora gerou para o mundo a salvação porque acreditou nas palavras do anjo, sua fé salvou Adão e toda a sua descendéncia. Por causa desta fé, proclamou-a Isabel bem-aventurada: “E bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1,45). A inabalável fé de Nossa Senhora sofreu imensas provas: - A prova do invisível: Viu Jesus no estábulo de Belém e acreditou que era o Filho de Deus; - A prova do incompreensível: Viu-O nascer no tempo e acreditou que Ele é eterno; - A prova das aparências contrárias: Viu-O finalmente maltratado e crucificado e creu que Ele realmente tinha todo poder. Senhora da fé, viveu intensamente sua adesão aos planos de Deus com humildade e obediência.
Imitando essa virtude: A fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma virtude, devemos pedir a Jesus como fizeram os apóstolos para aumentar a nossa fé. Porém ter fé não é o bastante, é preciso ser coerente e viver de acordo com o que se crê. “Porque assim como sem o espírito o corpo está morto, morta é a fé, sem as obras” Tg (2,26). Ter fé é acreditar que se recebe uma graça muito antes de a possuir e é, acima de tudo, ter uma confiança inabalável em Deus! “Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Luc 17,6).



Pureza Divina: Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré.
Imitando essa virtude: Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Nossa Senhora disse, na aparição de Fátima, que os pecados que mais mandam almas para o inferno, são os pecados contra a pureza. Não que estes sejam os mais graves, e sim os mais frequentes. Praticar a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e acções! Os olhos são os espelhos da alma. Quem usa seus olhos para explorar o corpo do outro com malícia perde a pureza. Portanto, coloque seus olhos em contemplação, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica. Quem luta pela castidade deve buscá-la por três meios: o jejum, a fugida das ocasiões de pecado e a oração. “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Cor.5,8).

Referência:
As Virtudes de Nossa Senhora. Disponível em:
http://mariaportadoceu.blogspot.com/2009/10/as-virtudes-de-nossa-senhora.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Prodígios da Virgem de Fátima no Vietnã



Os fatos narrados abaixo ocorreram alguns anos depois dos comunistas dominarem completamente aquele país. Hoje, apesar do total domínio político da seita comunista, sabe-se que é cada vez maior o número de católicos, inclusive no Vietnã do Norte, onde sempre predominou o "credo" vermelho. Como não se sabe de tudo o que ocorre por lá, devido à severa censura do governo, é provável que inúmeros outros prodígios Nossa Senhora de Fátima está produzindo pelo bem daquele povo, o qual tinha a particular predileção de Santa Teresinha do Menino Jesus, por quem rezava ela constantemente.

"Ho Ngoc Anh, batizado com o nome de Estêvão, nascido a 1949, pára-quedista das Forças Especiais do Vietnã do Sul, saltou em 1970 no Vietnã do Norte em missão de reconhecimento. Os comunistas o apanharam, encarcerando-o em Hai Phong, onde sofreu torturas atrozes, a ponto de quase desfalecer. Grande devoto da Nossa Senhora, Anh A invoca nessa tormenta – “Maria, minha Mãe, vinde em meu socorro” (em vietnamita: “Lay Me, xin cúú com”).
O jovem pára-quedista recebeu então a recompensa: essa jaculatória inscreveu-se milagrosamente em seu braço pelo fluxo sanguíneo, como uma tatuagem na pele.
Ao constatar o prodígio, os carrascos, espantados, foram pedir instruções a seus chefes. Estes mandaram reanimar Anh com água fria. Quando o submeteram a interrogatório, a inscrição perdeu sua nitidez, sem desaparecer inteiramente. Torturavam-no de novo e a súplica à Virgem aparecia em sua pele. Furiosos, os comunistas mandaram aplicar-lhe duas injeções no pescoço e duas na coxa. Em conseqüência, Anh ficou quase mudo e paralítico de ambas as pernas. O produto injetado era de fabricação russa.
Nesse estado permaneceu na prisão, onde rezava o Rosário contando as Ave-Marias nos dedos. Em 1973 procedeu-se a troca de prisioneiros feridos e o jovem pára-quedista foi devolvido ao governo sul-vietnamita, que o enviou aos Estados Unidos para ser curado.
Após alguns meses de hospitalização, Anh recebeu a visita de uma menina desconhecida que o aconselhou a retornar ao Vietnã “Os Estados Unidos são capazes de fazer armas, mas não de te curar”. Anh pediu então para ser repatriado, o que ocorreu em junho de 1974.
Declarado inválido permanente, foi internado no hospital militar Cong Hoa (Co Vap). Apesar de só locomover-se em cadeira de rodas, Anh fez uma peregrinação de 8 km até á igreja de Nossa Senhora de Fátima de Binh Loi.
Após a queda do Vietnã do Sul nas mãos dos comunistas, a 30 de abril de 1975, os vermelhos ocuparam o hospital Cong Hoa. Submetido a interrogatório, Anh tartamudeou sua tragédia, que aos ouvidos comunistas soarem como um insulto à Revolução. Ordenaram-lhe então cavar uma fossa em frente ao portão principal do hospital.
Depois de executar parte do trabalho em sua cadeira de rodas, Anh caiu acidentalmente com ela no buraco, ali permanecendo a noite inteira. Quando os comunistas o encontraram meio-morto na manhã seguinte, expulsaram-no do hospital.
Para onde ir? Anh tinha pais vivos, mas moravam longe. Procurou o capelão do hospital, Pe. Ban, dominicano. Este recomendou-o a uma enfermeira católica, que apesar de ser casada e mãe de quatro filhos, ajudou o paralítico.
Durante sua estadia ali, Anh continuou suas visitas a Binh Loi. Um dia percebeu que Nossa Senhora lhe dizia: “Vá comemorar o Natal com sua família em Tan Uyen e volte aqui no dia 28 de dezembro de 1975. Eu o curarei. Você caminhará e falará. Assista à missa de 9 horas, receba a Sagrada Comunhão, beba da água da fonte e Você será curado”.
No dia 27 de dezembro Anh foi ao palácio arquiepiscopal e escreveu uma nota a D. Nguyen Van Binh, Arcebispo de Saigon, pedindo-lhe para comparecer à igreja de Nossa Senhora de Fátima a fim de ser testemunha da cura. O Arcebispo não lhe deu a menor atenção. O paralítico dirigiu-se então ao Pe. Bach Van Loc, Redentorista, recebendo igual tratamento.
O jovem rumou então para Binh Loi a fim de passar a noite em vigília. Para tanto, pediu licença ao vigário, Pe. Vu Ban Bo, o mesmo que construiu o santuário. O Pe. Bo tinha muita compaixão dele para recusar o pedido. Entretanto, quando já era tarde, a freira-sacristã veio fechar todas as portas do santuário. Não podia ela permitir que o inválido continuasse dentro, pois não tinha recebido ordens do Pároco.
Anh colocou-se à direita do pórtico. A parede vazada permitia ver o altar e a imagem de Nossa Senhora. O jovem ficou ali rezando o Rosário e olhando para o interior do santuário.
Surpresos, dois guardas comunistas o viram nessa atitude. Mais perplexos ainda ficaram quando notaram a igreja iluminar-se por dentro e o paralítico desaparecer sem se saber como. Aproximando-se, comprovaram que Anh se encontrava dentro da igreja, perto do altar, no meio de intensa luz. O pára-quedista escrevia bilhetes e os entregava a uma pessoa invisível. Atemorizados, os guardas chamaram outros quatro patrulheiros comunistas, que também testemunharam o fato: os bilhetes desapareciam no ar. O que se passava? Anh confirmou-o posteriormente: Nossa Senhora lhe falava. Julgando desrespeitoso dirigir-lhe a palavra devido à sua semi-mudez, escrevia-Lhe bilhetes. A celeste Senhora lhe teria comunicado um segredo. E mandou exortar todas as pessoas a rezar o rosário, fazer penitência e emendar suas vidas. Em seguida, desapareceu.
“Me!” (Mamãe!), exclamou Anh. E encontrou-se fora do santuário.
Às seis horas, a freira-sacristã abriu a porta. Anhj entrou lá e permaneceu rezando. Às 9 horas o Pe. Bo deu-lhe a Comunhão e uma pessoa trouxe-lhe um copo d’água da fonte, do qual bebeu dois terços, e permaneceu só, por alguns instantes. De repente, ergueu as mãos, tentou levantar-se, mas caiu com grande sofrimento. Disse apenas “Mamãe!” Estava pálido. Algumas pessoas o quiseram ajudar, mas este não permitiu que o tocassem. Aos poucos, colocou-se de pé, sozinho. O Pe. Bo segurou-o pelo braço. Anh insistiu: “Eu posso andar. Deixe-me só, Padre”.
A cura miraculosa se havia operado. Todos estavam maravilhados. O Pe. Bo chorava. A partir desse dia, multidões crescentes passaram a ir em peregrinação àquele santuário.
A Santíssima Virgem havia dito a Anh que fosse ali no dia 14 de cada mês, pois Ela ainda lhe falaria outras vezes. De fato, Novas aparições ocorreram, inclusive com a presença de testemunhas eclesiásticas. O Núncio Apostólico em Saigon, Mons. Angelo Palmas, declarou que as aparições “devem ser tomadas a sério”.
As curas que posteriormente se verificaram no santuário de Binh Loi (hoje também chamado de Binh Triêu) estão sendo estudadas pelas autoridades competentes.
Os comunistas não se atrevem a fechar a igreja e impedir as peregrinações. Eles têm razões sérias para não tocar no santuário. Segundo informações de refugiados católicos que chegaram aos Estados Unidos procedentes do Vietnã, Anh teria surgido, de repente, no local das aparições, no dia 14 de abril de 1977. De acordo com esse relato a Santíssima Virgem apareceu novamente a Anh e entregou-lhe uma carta. Anh leu-a e releu-a e perguntou se a devia entregar ou revelar seu conteúdo ao Arcebispo de Saigon ou a alguma autoridade religiosa. Nossa Senhora respondeu-lhe que não, acrescendo que deveria divulgá-la somente no dia 20 de dezembro de 1980. Quanto às peregrinações ao santuário, declarou o Sr. Khong Trung Luu, ex-deputado católico vietnamita, professor, que fugiu para os Estados Unidos com seus 12 filhos em 1975: “Os fugitivos falam em 10 a 20 mil pessoas no dia 14 de cada mês. Para avaliar esse número, é preciso considerar que lugar é bastante afastado de Saigon e os ônibus não chegam até lá. Do ponto de ônibus mais próximo até o local das aparições é preciso andar oito quilômetros a pé, pois hoje, no Vietnã, somente comunistas graduados possuem automóvel ou motocicleta. O povo está na miséria. Isso é fato sabido. Não obstante, milhares de pessoas visitam o santuário.
Em aparição anterior, Nossa Senhora revelara que não haveria lugar para todo o povo que afluiria a Binh Loi no dia 28 de dezembro de 1980. Ora isso é espantoso, pois esse lugar é enorme. A igreja localiza-se à beira de uma estrada. Em torno dela há uma planície com capinzal, cujos limites são um rio de um lado e um casario de outro. Creio que ali cabem facilmente mais de meio milhão de pessoas”.
A respeito de outros fatos extraordinários ocorridos no Vietnã, narrou ainda o Sr. Khong Trung Luu:
“No Vietnã, quem é católico, é católico mesmo. A devoção à Nossa Senhora é notável. Nas aldeias católicas era costume colocar-se uma imagem da Virgem no ponto mais alto das redondezas, da qual a aldeia se orgulhava. O povoa ia ali levar flores e rezar.
A cerca de 85 km de Saigon, junto á rodovia n. 1 – a estrada mais importante do país, que liga o Norte ao Sul – existe uma aldeia com as características descritas. Um dia passava por ali um caminhão cheio de soldados comunistas. Estes viram a imagem de Nossa Senhora sobre a colina e resolveram destruí-la. O povo, aflito, nada podia fazer a não ser rezar para que a Mãe de Deus impedisse o sacrilégio.
Para alcançar seu intento, os comunistas decidiram entrar em competição para ver quem melhor acertaria seus tiros na imagem. O primeiro atirador, antes de apontar, pronunciou uma blasfêmia. Instantaneamente, caiu fulminado por um raio, tornando-se o cadáver preto como um carvão...
Os demais soldados, cheios de terror, nada mais ousaram fazer contra a imagem. Mais tarde, vieram oficiais e autoridades comunistas para verificar o acontecido e mandaram remover dali o cadáver. Mas ninguém conseguia tirá-lo do lugar. Estava como que incrustado no chão, à maneira de uma rocha. Permaneceu por algum tempo ali, na estrada, e todos os que passavam presenciavam aquela cena impressionante.

Só conseguiram remover o corpo após a celebração de uma Missa junto à imagem de Nossa Senhora, em reparação pela blasfêmia cometida”.

(Transcrito de “Catolicismo”, maio de 1978 – n. 329)

Uma testemunha ocular

“Nguyen Phuoc Thua Thien, ex-assistente da Faculdade de Letras da Universidade de Hué – antiga capital imperial, situada no centro do Vietnã – conseguiu fugir do país a 19 de fevereiro de 1977, juntamente com outras 98 pessoa, em um pequeno barco de pesca.
Após a queda do Vietnã do Sul, foi ele “convidado” a “cooperar” com as autoridades comunistas na esfera do ensino. A este título, o prof. Thien pôde entrar em contato com numerosos funcionários do regime.
Membro da comissão diocesana da Ação Católica, foi considerado elemento suspeito pelos comunistas. Apesar da vigilância a que esteve submetido durante 21 meses de “liberdade vigiada”, o prof. Thien testemunhou numerosos fatos, alguns dos quais aqui resumimos.
Em entrevista à revista “Message Vietnamienne”, n. 14, de julho de 1977, editada em Paris, o prof. Thien relata:
“A situação de Hué em 20 de março de 1975 era indescritível. Quis voltar a Saigon, onde moram meus pais, mas chegando a Danang fui bloqueado, como tantos outros. De volta a Hué, fui interrogado e tive de fazer uma espécie de autocrítica para provar minha “inocência” em relação ao novo regime. Participei de duas sessões de “reeducação” de dois meses de duração cada, na quais tive de refazer minha autocrítica diversas vezes”.
Interrogado sobre os rumores a respeito dos milagres de Binh Triêu (ou Binh Loi), o entrevistado declara:
“Cheguei a Saigon no dia 29 de dezembro de 1975 (dia seguinte ao da cura de Ho Ngoc Anh), e segui para Binh Triêu à tarde. Uma animada multidão colocava-se dentro e fora da igreja. Diante do altar da Santíssima Virgem, notei, sem compreender, a presença de uma cadeira de rodas".

Fonte:http://quodlibeta.blogspot.com/2011/07/prodigios-da-virgem-de-fatima-no-vietna.html

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Oração diante das tentações




Oração a Nossa Senhora, diante das tentações


Mãe querida,
acolhe-me em teu regaço,
cobre-me com teu manto protector
e, com esse doce carinho
que tens por teus filhos
afasta de mim
as ciladas do inimigo,
e intercede intensamente
para impedir que
suas astúcias me façam cair.

A ti me confio
e em tua intercessão espero.
Amém.

Oração pelas crianças


Oração a Nossa Senhora, pelas crianças


Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe santíssima,
abençoai as nossas crianças, que vos são confiadas.
Guardai-as com cuidado maternal,
para que nenhuma delas se perca.
Defendei-as contra as ciladas do inimigo
e contra os escândalos do mundo,
para que sejam sempre humildes, mansas e puras.
Ó Mãe nossa, Mãe de misericórdia,
rogai por nós e, depois desta vida,
mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.
Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre virgem Maria.

Oração para pedir o perdão



Oração a Nossa Senhora, para viver o Perdão

Diante das dúvidas sobre ti
respondeste com o perdão.
Diante da perseguição
e das muitas murmurações
respondeste com o perdão.

Diante da insídia e da ímpia ofensa,
respondeste com o perdão.
Diante da infâmia da conspiração
contra o Justo,
respondeste com o perdão.
Diante da traição
e da dor que esta traz,
respondeste com o perdão.

Mãe de Misericórdia,
teu coração bondoso
transborda de clemência,
por isso te imploro que me obtenhas o perdão
pelos muitos males que fiz,
e também,

ó Mãe,
ensina-me a perdoar como Tu,
que, diante de tantos males
que te fizeram,
inclusive arrebatar do teu lado
teu divino Filho
sempre respondeste
com o mais magnânimo perdão.
Amém.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sant'Ana e São Joaquim, os pais de Nossa Senhora






Santa Ana ou Sant'Ana (latim Anna, e este do hebraico Hhannah- Graça) foi a mãe da Virgem Maria e avó de Jesus Cristo. Santa'Ana é aquela privilegiada criatura que Deus escolheu para ser na terra, mãe da Virgem imaculada. Santa'Ana, depois de São José, foi a criatura que mais perto esteve do verbo Encarnado.  A intimidade do sangue e do parentesco.

De Santa'Ana bem pouco nos dizem a história e a Sagrada Escritura, mas basta sabermos, para compreendermos quem ela é, e quão grande é o seu poder, basta-nos só isso: É A MÃE DA MÃE DE JESUS, A AVÓ DE JESUS CRISTO. Louvamos a Maria porque é a Mãe de Deus. Louvamos a Santa'Ana porque é a Mãe da Mãe de Deus. Não se pode ter uma idéia mais elevada, mais exata do mérito e das virtudes extraordinárias de Santa'Ana, do que dizendo e meditando essas verdades: "ELA DEU AO MUNDO A MÃE DO FILHO DE DEUS ENCARNADO."

Os dados biográficos que sabemos sobre os pais da Bem Aventurada Virgem Maria nos foram legados pelo Proto-Evangelho  de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa. Santa'Ana cujo  nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão, e seu marido, São Joaquim pertencia à família real de Davi. São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Santa'Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Santa'Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterelidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Deus. Ana e Joaquim residiam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betsaida, onde hoje se ergue a Basílica de Santana. Num sábado, 8 de setembro do ano 20 A.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam que em hebraico significa Senhora da Luz, traduzido para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

A devoção aos pais de Nossa Senhora é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, sua relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do Ocidente, estando a maior delas na igreja de Santa'Ana, em Düren, Renânia, Alemanha. Seu culto foi tornado-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Santa'Ana em 26 de julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Na França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Santa'Ana, o Papa Paulo VI associou nun único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.

Em nada pode ficar prejudicado o louvor de Santa'Ana e de São Joaquim porque a Bíblia não traz os seus nomes benditos. Não diz o Eclesiático que "não se conhece melhor um homem do que pelos filhos que deixa?" E o livro dos Provérbios afirma que "o mérito do filho faz a glória do pai". É impossível maior grandeza que a de Maria Santíssima. Portanto, o louvor da Mãe de Deus não encerra de certo modo o louvor e a  glória da Mãe da Mãe de Deus? Que filha mais elevada e glorificada que Maria? E por quê? Porque dela nasceu o Redentor do mundo, e a fez bendita entre todas as mulheres. Que Mãe, depois de Maria foi mais honrada, mais privilegiada que a Mãe daquela que é a Mãe do seu criador?  Podemos dizer também a Santa'Ana nas devidas proporções do louvor: "TODAS AS GERAÇÕES VOS HÃO DE CHAMAR BEM-AVENTURADA, PORQUE SOIS BENDITA ENTRE TODAS AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO VOSSO VENTRE MARIA".

domingo, 24 de julho de 2011

"Nossa Senhora do Crack” em rua da Cracolândia Paulista surpreende




À frente de um fundo azul, a imagem de Virgem Maria feita de gesso tem adornos dourados. A escultura, que seria muito comum dentro de uma igreja, está numa espécie de altar instalado na região da cracolândia (centro). A nova santa da cidade é a “Nossa Senhora do Crack”.

A espécie de padroeira dos viciados foi montada ontem pelo fotógrafo e artista plástico Zarella Neto, 33, na rua Apa, em Santa Cecília.

Assim que a santa foi colocada, viciados pegaram seus cachimbos e começaram a usar a droga ali mesmo.

Obra do artista plástico Zarella Neto, que utiliza imagem de Nossa Senhora na rua Apa, na cracolândia, em SP.

Se o fundador da doutrina comunista, o alemão Karl Marx, costumava reproduzir a frase “religião é o ópio do povo”, Neto juntou droga e fé no mesmo contexto artístico.

“Resolvi democratizar a santa. Ninguém enxerga essas pessoas. Elas merecem proteção. Sou cristão e a santa é do povo”, disse Neto, que nasceu e cresceu no bairro.

A fachada de uma casa abandonada foi o ponto escolhido para a obra, bem em frente à calçada onde viciados se juntam todos os dias.

Para iluminar a inscrição dourada com o nome da santa, Neto puxou a energia elétrica do imóvel onde funciona seu estúdio, perto dali.

Na tarde de ontem, moradores e trabalhadores da região paravam para olhar a obra. “Achei bonito, mas batizar a santa assim é um pecado”, afirmou o serralheiro Ednaldo da Silva, 30.

O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, elogiou a iniciativa e disse que não existe profanação na obra.

“Vi e fiquei comovido. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São humanos, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles e por nós também!”, disse Scherer.

Folha de São Paulo