Salve Maria!

Sejam bem vindos!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

MANIFESTAÇÃO DE NOSSA SENHORA DO CARMO A SÃO SIMÃO STOCK


Historicamente documentadas são as seguintes datas da Ordem de Nossa Senhora do Carmelo. Foi no século XII que o calabrez Bertoldo, com alguns companheiros, se estabeleceu no Monte Carmelo. Não se sabe se encontraram lá a Congregação dos Servos de Maria ou se fundaram uma deste nome; certo é que receberam em 1209 uma regra rigorosíssima, aprovada pelo Patriarca de Jerusalém – Alberto. Pelas cruzadas esta Congregação tornou-se conhecida também na Europa. Dois nobres fidalgos da Inglaterra convidaram alguns religiosos do Carmelo, para acompanhá-los e fundar conventos na Inglaterra, o que fizeram.

Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, havia vinte anos, habitava na solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.

A Ordem começou a sofrer muita oposição, e Simão Stock fez uma viagem para Roma. Honório III, avisado em misteriosa visão que teve de Nossa Senhora, não só recebeu com toda deferência os religiosos carmelitas, mas aprovou novamente a regra da Ordem. Simão Stock visitou depois os Irmãos da ordem no Monte Carmelo, e demorou-se com eles seis anos.

Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência para a Europa de quase todos os religiosos, os quais, para se verem livres das vexações dos Sarracenos, procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos.

No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.

A Ordem de Nossa Senhora do Carmo, colocada sob a proteção da Santa Sé, começou a ter, então, uma aceitação extraordinária no mundo católico. Para isto concorreu poderosamente a Irmandade do Escapulário, que deve a fundação a Simão Stock.

Homem de grandes virtudes, privilegiado por Deus com os dons da profecia e dos milagres, empregou Simão Stock toda energia para propagar, na Ordem e no mundo inteiro, o culto mariano. Sendo devotíssimo a Maria Santíssima, desejava obter da Rainha celestial um penhor visível de sua benevolência e maternal proteção. Foi aos 16 de julho de 1251 que, estando em oração fervorosa, a renovar o pedido, Nossa Senhora se dignou aparecer-lhe. Rodeada de espíritos celestes, veio trazer-lhe um escapulário. “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno".

Estando-lhe assim satisfeita a maior aspiração, Simão Stock tratou então de divulgar a irmandade do escapulário e convidar o mundo católico a participar dos grandes privilégios anexos. Extraordinária foi a afluência a tão útil instituição. Entre os devotos do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, vêem-se Papas, Cardeais e Bispos. Numerosos tem sido os príncipes que pediram ser inscritos na irmandade, como Eduardo III da Inglaterra, os imperadores da Alemanha, Fernando I e II e reis da Espanha, de Portugal e da França, além de muitas rainhas e princesas de diversas nações. O Escapulário teve uma aceitação favorável e universal entre o povo católico. Neste sentido, só é comparável ao Rosário. Como este, também teve adversários; como o Rosário, também o escapulário tem sido agredido com todas as armas da impiedade, da malícia, do escárnio e do ódio. Mas também, como o Rosário tem experimentado o efeito poderosíssimo da proteção da Mãe de Deus; só assim é explicável o fato de ter o escapulário passado incólume através de 750 anos e, hoje em dia, mais do que nunca, gozar da predileção do povo cristão.

Se bem que a visão que São Simão Stock afirma ter tido de Nossa Senhora, não possuía o valor da autoridade de artigo de fé, tão averiguada se apresenta, que desfaz qualquer dúvida que a respeito possa subsistir.

É Relatada com todas as minúcias pelo confessor do Santo, padre Swainton. Aprovada por muitos Papas, a irmandade do escapulário foi grandemente elogiada por Benedito XIV; mais de cem escritores dos séculos 13, 14 e 15, dos quais alguns não pertenciam à Ordem Carmelitana, se referem à visão de Simão Stock como a um fato que não admite dúvida. As universidades mais célebres, as de Paris e Salamanca, declaram-se igualmente a favor.

Dois decretos da Cúria Pontifícia, exarados pelos cardeais Belarmino e de Torres, declararam autêntica e verídica a biografia de São Simão Stock, que contém a narração da maravilhosa visão.


PRIVILÉGIOS CONCEDIDOS PELA VIRGEM MÃE A QUEM USAR O ESCAPULÁRIO

Dois são os privilégios da irmandade do escapulário, privilégios deveras extraordinários, que mereceram à instituição tão grande simpatia por parte do povo cristão. O primeiro desses privilégios Maria Santíssima frisou-o bem, quando, no ato da entrega do escapulário disse ao seu servo São Simão Stock: “É este o sinal do privilégio, que alcancei para ti e para todos os filhos do Carmelo. Todos aqueles que estiverem revestidos com este hábito, ver-se-ão salvos do fogo do inferno”. O sentido desse privilégio é este: Maria Santíssima prometem a todos os que usam o hábito do Carmo, sua proteção especial, principalmente na hora da morte, que decide a história da humanidade. O pecador, portanto, por mais miserável que seja, pondo a confiança em Maria Santíssima e vestindo seu hábito, tendo aliás a intenção firme de sair do estado do pecado, pode seguramente contar com o auxílio de Nossa Senhora, a qual lhe alcançará a graça da conversão e da perseverança. O escapulário não é um amuleto que assegure, sob qualquer hipótese, a salvação de quem o usar. Contam-se milhares as conversões de pecadores na hora da morte, atribuídas unicamente ao escapulário de Nossa Senhora do Carmo; muitos também são os casos que mostram à evidência, que privilégio nenhum favorece a quem, de maneira nenhuma, se quer separar do pecado e levar uma vida digna e cristã. Santo Agostinho diz a verdade, quando ensina: “Deus, que nos criou sem nossa cooperação, não nos pode salvar sem que o queiramos e desejemos”. Quem não quer deixar de ofender a Deus, morrerá na impenitência; e se Maria Santíssima não ver a possibilidade alguma de arrancar a alma do pecador aos vícios e paixões, fará com que na hora da morte, por uma casualidade qualquer, não se encontre o hábito salvador, o que se tem dado muitas vezes.

O Segundo provilégio é o tal chamado “privilégio sabatino”. Um decreto da Santa Inquisição romana, datado de 20 de janeiro de 1613, dá aos sacerdotes da Ordem Carmelitana autorização para pregar a seguinte doutrina: “O povo cristão pode crer no auxílio que experimentarão as almas dos Irmãos e membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, auxílio este, segundo o qual todos aqueles que morrerem na graça do Senhor, tendo em vida usado o escapulário, conservado a castidade própria do estado, recitado o Ofício Parvo de Nossa Senhora, ou se não souberem ler, tiverem observado fielmente o jejum eclesiástico, bem como a abstinência nas quartas-feiras e sábados (exceto se a festa de Natal cair num destes dias), serão socorridos por uma proteção extraordinária da Santíssima virgem, no primeiro sábado que se lhe seguir ao trânsito, por ser sábado o dia da semana consagrado a Nossa Senhora (Bula sabatina de João XXII. 3, III 1322)

Desse privilégio faz menção o ofício divino da Festa de Nossa Senhora do Carmo, aprovado pelo Papa clemente X e Benedito XIII.

“A bem-aventurada Virgem – diz o ofício – não se limitou a cumular de privilégios aqui na terra e na Ordem Carmelitana. Com carinho verdadeiramente maternal, ela, cujo poder e misericórdia em toda parte são muito grandes, consola também, como piedosamente se crê, aqueles filhos no Purgatório, alcançando-lhes o mais breve possível a feliz entrada na Pátria Celestial”.

Para se tornar membro da Irmandade, é necessário que se cumpra as seguintes condições:

1. Inscrição no registro da Irmandade.

2. Ter recebido o escapulário das mãos de um sacerdote habilitado para fazer a recepção e usá-lo com devoção. No caso da mudança de um escapulário velho e gasto por um novo não carece a bênção. Quem, por descuido, deixou de usar por algum tempo o escapulário, participa dos privilégios da Irmandade, logo que se resolver a pô-lo novamente.

3. Convém rezar diariamente algumas orações marianas, como sejam: A ladainha lauretana ou seis Pai-Nossos e Ave-Marias ou sejam, ainda, o Símbolo dos Apóstolos (Credo), seguida da recitação de um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e Glória. As bulas pontifícias nada prescrevem a este respeito desde o princípio, porém, se tem observado a praxe de fazer essas devoções diárias.

4. O privilégio sabatino exige ainda que se conserve a castidade própria do estado de cada um, e que se rezem as horas marianas. Quem não puder cumprir esta segunda condição, observe a abstinência de carnes nas quartas-feiras e sábados. As duas obrigações de recitar o ofício mariano e a abstinência de carne nas quartas-feiras e sábados podem, se para isso subsistirem razões suficientes, ser comutadas em outras equivalentes.

5. Aos sábados, o papa Pio X concedeu o seguinte privilégio: Para se tornarem membros da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, é suficiente que usem um escapulário bento por um sacerdote que possua a faculdade respectiva. Não se exige para eles a cerimônia da recepção e da inscrição no registro da irmandade. Como os demais membros, também devem rezar diariamente algumas orações em honra de Maria Santíssima. (4-1-1908).

A Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é enriquecida de muitas indulgências, podendo todas ser aplicadas às almas do Purgatório, com exceção da indulgência plenária na hora da morte.

REFLEXÕES

O fim, pois, que a irmandade de Nossa Senhora do Carmo se propõe é: propagar o reino de Deus, por meio da devoção a Maria Santíssima, meditar nas virtudes da Mãe de Deus e imitá-las, merecer uma proteção especial de Nossa Senhora, em todos os perigos do corpo e da alma, alcançar-lhe bênção na hora da morte e a libertação das penas do Purgatório. O Escapulário é o hábito da salvação. Para que o possa ser, é preciso que seja a vestimenta da justiça. Se o maior interesse de Maria Santíssima é salvar almas, desejo maior não tem, senão que seus filhos se apliquem à prática das virtudes, do amor de Deus e do próximo, que sejam pacientes, humildes, mansos e puros e trabalhem pela santificação de sua alma.

A história da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo é uma epopéia de feitos maravilhosos, na ordem sobrenatural. O escapulário tem sido a salvação de milhares e milhares de cristãos nas suas necessidades espirituais e materiais. Para que nas mãos de Nossa Senhora possa ser efetivamente instrumento de salvação, indispensável é o renascimento espiritual de quem o leva, o cumprimento fiel dos deveres do estado de quem se diz devoto a Nossa Senhora do Carmo. Certamente, não é devoto a Maria Santíssima quem vive em pecado e ofende a Deus sem cessar.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Maria Porta do Céu

 
A história do ícone de Maria Porta do Céu:


Este ícone que se chama Maria Porta do Céu foi pintado em 1920 no Monte Athos na Grécia, a partir do original que estava em Constantinopla, na Turquia, antes do ano de 981. Ele chegou milagrosamente ao Monte Athos e foi recolhido pelos monges que o colocaram no santuário do mosteiro.
No dia seguinte, ele foi encontrado na porta, e sendo recolocado no santuário. Num outro dia, foi reencontrado na porta, e assim nos dias subseqüentes. Por que na porta? Porque seu nome é Porta do Céu. Ela quer ser realmente, a porta da Igreja. A porta dá geralmente na rua. Maria quer estar presente por onde passam aqueles que nunca colocaram os pés numa igreja. Mil anos depois, no dia 21 de novembro de 1981, dia da apresentação de Nossa Senhora ao Templo, ela começou, em Montreal, no Canadá, a derramar abundantemente um bálsamo perfumado, e isso vem se repetindo até hoje. Esse bálsamo sai das suas mãos e de Cristo; mas também da estrela que ela tem no ombro direito que simboliza o Espírito Santo.
Se o primeiro lugar é dado a Jesus no centro da tela, com a sua mão direita que abençoa, podemos notar que essa mão está colocada no peito de Maria, porque é através do coração de Maria que Jesus abençoa. O Cristo que Maria está carregando se chama “O Vitorioso”.
Muitas curas foram dadas por Jesus através desse perfume de Maria. Uma das características desse óleo perfumado é de dar o gosto pela oração. Uma das grandes mensagens de Maria Porta do Céu é que as famílias, como as comunidades religiosas, passem a ser “portas do céu”, e como este ícone exala o perfume da compaixão para os outros, o perfume do Espírito Santo, como um pentecostes perfumado, tranforma-se suavemente em bálsamo de cura.
Foi perguntada a Virgem de Medjugorje, qual era o papel deste ícone e o sentido deste óleo maravilhoso. Ela respondeu através d’Yvan: “Este ícone é bem mais importante que as aparições porque todo mundo pode se beneficiar dela, e o óleo significa a Misericórdia para todos”. A mensagem está clara. O óleo é para despertar um ardor novo nos corações de todos os cristãos.



O primeiro Santuário do Mundo está no Brasil.


O Santuário Maria Porta do Céu foi o primeiro Santuário no Mundo dedicado ao ícone de Maria Porta do Céu. Ele que hoje recebe a visita de milhares de pessoas por mês, está localizado à Rua Estácio de Sá, número 466, Jardim Santa Genebra em Campinas – SP.
Leia abaixo o comovente testemunho escrito pelos próprios fundadores do Santuário Maria Porta do Céu e descubra um pouco mais sobre sua história e construção. Sem dúvida, esta é uma obra que foi construída nos alicerce da fé.

O Santuário Maria Porta do Céu:


Queridos leitores, ao longo dos anos, durante o tempo em que o Santuário Maria Porta do Céu estava sendo erguido como um milagre na fé, eu Denis e Suzel Bourgerie passamos por momentos difíceis, mas tão fortes e extraordinários no amor de Deus e da Santíssima Virgem Maria, que decidimos transportar esta vivência aqui para vocês.


Santuário Maria Porta do CéuNa verdade, sentíamos no coração uma vontade imensa de construir uma pequena igreja (Santuário) à Maria Porta do Céu (o primeiro no Mundo) pela experiência que eu vivera ao conhecer o verdadeiro ícone de Maria Porta do Céu no Canadá, de onde jorrava um bálsamo perfumado e milagroso. Mas jamais poderíamos imaginar o que o plano de Deus faria um dia Neste Santuário. Hoje pronto, belo, repleto de fiéis, visitado por milhares de peregrinos de todo o Brasil e fora dele, os sinos do Santuário repicam, rodeado por faixas de agradecimento pelas graças recebidas. Voltando nossos olhos há alguns anos atrás, só podemos agradecer… agradecer… a tão grande Deus e a fiel e amorosa Mãe Maria Porta do Céu.
Que extraordinária é a pedagogia de Jesus e da Virgem Maria para nos fazer aprender o que é ser não só operário do Reino de Deus, mas filho e herdeiro de suas promessas. Digo isso porque, quantas vezes desanimadas pelos empecilhos, com lágrimas na alma e nos olhos, atravessando o deserto da incerteza e julgando nessas horas tratar-se a construção da igreja um simples sonho humano, sem aval divino, pensamos em desistir desta obra. Mas sempre, nos dias mais difíceis quando o desanimo parecia invadir cada centímetro do nosso ser encontrávamos na porta de casa, ao cair da noite alguma carta ou bilhete de alguém nos incentivando e nos consolando.
E quem estava junto? Uma foto da virgem Maria! Para nós era como se ele mesmo estivesse ali, viesse pessoalmente para nos dizer: “Coragem! Não desanimem meus filhos, pois é do meu agrado e do agrado do meu Filho! Continuem!” E foi desta forma com muito luta e fé que continuamos e conseguimos erguer e concluir o primeiro Santuário. “O Santuário de Maria Porta do Céu”. Amém, Aleluia Senhor.
Tenha você uma história de milagres, aventure-se com Deus, vá fundo e aguarde as bênçãos e as redes cheias. Lembre-se! Os Grandes cardumes só estão em alto mar!
 

“Ave Maria cheia de graça, …”

Conheça esta oração poderosa!


Vamos conhecer um pouco mais sobre a oração da Ave Maria, sua origem e como surgiu. Assim como a oração ao Pai Nosso que nasceu do coração de Jesus Cristo, a pedido de um de seus discípulos (Lc. 11, 1-4 e Mt. 6, 9-13), a oração da Ave Maria também foi retirada da Bíblia, mais precisamente do evangelho de São Lucas.
Primeiro, somos convidados a repetir a saudação do anjo Gabriel a Maria: “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco” (Lc. 1,28). A palavra do anjo era a abertura de luz para o coração da jovem escolhida para ser a mãe do Salvador. Dava-se o encontro de Deus com sua Serva. E, por meio dela, Jesus veio para nos salvar.
Após a saudação do Anjo Gabriel, dá-se a exaltação de Maria, pelas palavras de Santa Isabel ao receber a visita da Virgem em sua casa. Pela ação do Espírito Santo, Santa Isabel reconhece e anuncia que Maria é a “Mãe do Senhor” na humilde louvação: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre” (Lc. 1,42). “Jesus” Lc1,31, o anjo Gabriel disse “Eis que vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome de Jesus.
Ao rezarmos repetimos em cada Ave Maria, as profecias anunciadas por Deus através do Anjo Gabriel e a realização dos mistérios da salvação em Cristo. É a Palavra de Deus repetida para pedir a intercessão daquela que acreditou e que se tornou, intercessora, Mãe do Salvador e Mãe de Deus. A Santa Igreja reza: Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós pecadores. Agora e na hora de nossa morte. Amém.


A história da Ave Maria:


A oração da Ave Maria foi usada na forma cantada “antífona” ou “refrão litúrgico”. Assim a encontramos nos mas velhos livros latinos do século V, na forma que era utilizada no Natal:
“A Ave Maria que tem a sua fonte no Evangelho, não teve sempre a mesma forma que tem hoje em dia, que é relativamente recente”.
“Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, alleluia”. Tradução do Latim para o portugês. “Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres, alleluia”.
No Oriente, na mesma época, encontramos a mesma palavra que o Anjo Gabriel falou, mas acompanhada da resposta de Santa Isabel. Isso formava assim, uma antífona usada quase todos os dias.
Foi na Idade Média, em torno do século XIII, que a Ave Maria passou a ser uma oração recitada pelos fiéis, e assim se popularizou rapidamente.
A segunda parte aparece na Itália no século XIV, com algumas palavras diferentes.
No século XVI, sua forma é definitivamente fixada.
São Pio V estabelece a Ave Maria em sua forma atual, nos inícios das Horas Canoniais.
No século XVII todas as outras formas desapareceram. A partir desta época a Ave Maria não mudou mais.


Quanto Nossa Senhora amou a “Ave Maria”.


Maria não pode ouvir, repetir, a saudação do Anjo Gabriel com indiferença. Quando uma boca humana repete a Nossa Senhora estas palavras, que foram o sinal de sua divina maternidade; seu coração estremece porque se lembra de um momento que não houve igual no céu e na terra. (Escreveu Lacordaire).
Assim, quantas graças e milagres Ela concede por causa desta simples recitação da Ave Maria!
“Não podemos esquecer que nas aparições de Lourdes, Ela carregava nos seus braços um terço e mostrou a Bernadete o prazer que Ela tinha de vê-la recitar o terço”.


Oração da Ave Maria:


Ave Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores,
agora e na hora da nossa morte.
Amém.





REFERÊNCIAS DO TEXTO:

- La Vierge Marie, Petite Somme Mariale – Emmanuel Vitte (¹)
- Biografia de Jean-Baptiste-Henri Dominique Lacordaire
- Biblia sagrada.

Lacordaire:


Henri Lacordaire foi um grande religioso e Vigário da Catedral de Notre-Dame em Paris, Seu nome completo é Jean Baptiste Henri Dominique Lacordaire, nasceu no dia 12 de maio 1802 e faleceu em 21 de novembro 1861. Foi padre, jornalista, educador,deputado e membro da academia francesa. Lacordaire é considerado como um grande percursor do catolicismo moderno.

As Mãos de Maria

As mãos são, juntamente com a face, as únicas partes do corpo que normalmente não estão escondidas pelas roupas porque é nelas que se manifesta a pessoa humana, sua identidade, absolutamente única (veja as impressões digitais) e é através delas que nós entramos em contato uns com os outros.
A nudez do corpo focaliza a atenção não sobre a pessoa, mas sobre as características anônimas da espécie. Veja, por exemplo, as publicidades a nossa volta, que hoje são cada vez mais eróticas e agressivas. Elas mostram e focalizam, mais do que tudo, as formas do corpo; o que existe de atraente num corpo é que conta, porque não há vínculo algum com a interioridade, com verdadeira identidade do ser humano que está ali.
Cada posição da mão e dos dedos exprime uma atitude interior, põe em evidência algo particular, como se vê nas artes rítmicas (dança, teatro) e nas artes plásticas (pintura, escultura).
Olhemos agora a nossa liturgia cristã. E os ícones! As mãos dizem tudo: oração, ensinamentos, benção, autoridade, submissão, pacificação, suplica, unção… É extraordinário observamos, de modo particular, que em todas as manifestações da Virgem Maria, as suas mãos representam um papel primordial na sua mensagem: é manifestada, é mostrada através das mãos de nossa Mãe, o que o céu nos quer falar. Enfim, está colocada nas mãos de Maria Santíssima a essência de toda sua manifestação para com os seus filhos tão amados!

Observe Nossa Senhora:

Observe Nossa Senhora ao lado, (foto do mosaico da Anunciação da Basílica de Notre Dame de La Garde – Marseille). Nossa Mãe Imaculada tem as mãos abaixadas, palmas abertas, dedos estendidos: é o gesto da oferta da amizade, do auxilio, do derramamento de graças. Por isso seu nome é Nossa Senhora das Graças. Assim disse Santa Catarina de Labourré ao vê-la em uma das suas aparições:
“A Senhora tinha os dedos cobertos de anéis e pedrarias preciosas, de indizível beleza, dos quais se desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Virgem de extraordinário esplendor”.
E Maria lhe disse: “Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem!”
Nossa Senhora das Graças, em sua aparição tinha as mãos abertas, estendidas sobre seu povo. Aí se inicia a manifestação do seu amor de Mãe. Os dedos abertos, numa atitude de derramamento abundante, estavam cobertos de anéis, provavelmente postos por seu próprio Filho, porque Ela é a Rainha do Paraíso, rica em misericórdia, rica como ninguém em virtudes, poderosa medianeira junto a Jesus. Desses anéis saiam extraordinários raios de luz, as graças oferecidas por Ela àqueles que lhe pedem.

As mãos da Virgem Maria:

Observemos também a simetria, o equilíbrio das duas mãos sobre a imagem na medalha: cada um tem sua posição própria. A mão direita é a mão de benção, da misericórdia. A mão esquerda, a mão do vigor, da justiça. E das duas se completam.
As mãos da Virgem Maria nos falam da sua maravilhosa mediação maternal: uma união perfeita, sobrenatural, da atividade e da receptividade, do poder e da obediência.
Ela é verdadeiramente a “toda poderosa suplicante” (Grignion de Montfort). Nada nos vem do céu sem passar por suas mãos. Ela é a medianeira de todas as graças e gostaria muito de o ser também daqueles que nós não lhe pedimos porque “parece muito”. Ela é também aquela que nos toma pela mão, Mãe em todos os momentos de nossa vida.

As Mãos de Maria Porta do Céu:

Observe agora as Mãos de Maria Porta do Céu, neste ícone ao lado. Com o braço e mão esquerda (lado da força e do vigor), ela sustenta o Vitorioso, Jesus, aquele que tudo venceu e vencerá por amor a cada um de nós. Assim ela revela a seu povo quem pode nos dar a vitória em nossas batalhas. A sua mão direita, porém, mostra algo de extraordinário. Ela aponta o Salvador para todos os seus filhos e tem umas características toda especial: seus dedos são anormalmente longos, revelando assim que sua misericórdia por nós ao tem fim.
Ah! As mãos de minha Mãe Celeste! Quanto me querem falar e dar, como desejam me embalar e sustentar.

 As mãos de Maria Desatadora dos Nós:

Agora contemple as Mãos de Maria Desatadora dos Nós! O que estarão elas querendo dizer a você? Imagine-se, neste momento, chegando de repente e encontrando sua Mãe assim. Não há dúvida de que ela está trabalhando… E põe nisso toda a sua atenção. Mais que sua atenção Ela põe seu coração. Com os olhos voltados para ação de suas Mãos, esboçando um leve sorriso, ela parece lhe dizer: “Deixe-me desatar o seu nó, Eu sei como fazê-lo. Confia em Mim, meu filho!”
E suas Mãos não param porque se poder intercessor por você também não para, pelo contrario, se agiganta cada vez que você se aproxima ainda mais dela.
E neste trabalho correm os anjos para estar junto a sua Rainha e por ser do agrado do Pai, o Espírito Santo vem e participa!
Por esta razão, enxugue as suas lágrimas. È tempo de Esperança! Corra até Ela! Volte hoje seus olhos para as mãos de sua Mãe Maria Desatadora dos Nós, porque está posta sobre elas o que o céu lhe quer falar ao coração hoje e conceder em sua vida, o que você necessita. Vivemos uma era Mariana e você não pode deixar passar esta graça!


Confie nas mãos de Maria:

ALEGRE-SE! Maria vem para que você confie em suas Mãos o que parece impossível ter solução, as amarguras da sua vida, o que lhe faz tão infeliz, o seu nó.
E nas Mãos de Maria os nós se dissolvem porque caem no mar da sua misericórdia!
“Deixa-me desatar o nó da tua vida.”


Texto escrito por: Dra. Suzel Frem Bourgerie

Maria é a esperança da raça humana


Muitos não-católicos não compreendem que chamemos Maria de nossa esperança e que lhe digamos: “Esperança nossa, salve!” Apenas Deus, segundo eles, é nossa esperança, e condenam todos os que colocam sua esperança nas criaturas: “Maldita a pessoa que confia no ser humano” (Jr 17,5). Se Maria é uma criatura, como pode ser nossa esperança? Isso é o que dizem os não-católicos. Apesar disso, manda a Santa Igreja aos sacerdotes e religiosos que elevem a cada dia sua voz em nome de todos os fiéis e invoquem Maria: “Esperança nossa, salve”.
Há duas maneiras de colocar a esperança em alguém: como causa principal ou como mediante. Quem precisa de um favor do rei o espera como de seu soberano. Mas é possível que o favor seja recebido através de um ministro ou valido, na condição de intercessores. O favor vem principalmente do rei, mas pela intercessão do valido. Quem solicita uma graça, portanto, considera com toda a justiça seu intercessor como sua esperança.
Pode ser a bondade infinita, o Rei do céu deseja ardentemente nos cumular de graças. Por nossa parte, devemos ter confiança, e foi para estimular essa confiança que Deus nos deu por mãe e por advogada sua própria mãe, concedendo-lhe plenos poderes para nos ajudar. Ele quer que peçamos a ela nossa salvação e todos os outros bens. Colocar a confiança em meras criaturas, sem referência a Deus, é coisa que fazem os pecadores: eles ultrajam a Deus procurando apenas amizade e o favor do homem. São amaldiçoados por Deus, como diz Jeremias. Mas os que contam com Maria são abençoados por Deus e agradáveis ao seu coração. Na qualidade de Mãe de Deus, ela pode obter-lhes a graça e a vida eterna. Deus quer vê-la venerada, pois Maria amou e louvou a Deus neste mundo mais do que todos os homens e anjos juntos.

Depois de Deus, Maria é a nossa esperança.

É, portanto, justo chamar a Virgem de “esperança nossa”. Esperamos obter através dela o que não podemos conquistar como nossas próprias orações. Nós rezamos a ela “para sua dignidade de Medianeira supra nossa carência de méritos”. Isto sugere que colocar nossa esperança nas orações dirigidas a Maria não é duvidar da misericórdia de Deus, mas sinal de nossa própria indignidade de Deus, mas sinal de nossa própria indignidade.
A Santa Igreja, com razão, aplica a Maria as palavras do Eclesiástico quando a chama de “mãe… da santa esperança” (24,18), não da esperança inútil nos bens passageiros desta vida, mas da esperança santa dos bens incomensuráveis e eternos da vida bem-aventurada.
“Eu vos saúdo, esperança de nossas almas, salvação certas das criaturas, socorro dos pecadores, proteção dos fiéis, salvação do mundo. Depois de Deus, é em Maria que devemos colocar nossa esperança: “Depois de Deus, ela é nossa única esperança”. Na ordem atual da Providência – voltaremos a esse assunto mais adiante – Deus decidiu que quem se salva o seja apenas pela intercessão de Maria. Nossa Senhora, não cesseis de nos orientar, que vosso manto nos proteja pois, depois de Deus, não temos outra esperança senão vós. “Toda nossa confiança está em vós, ó Maria. Sob as asas de vossa piedade, protegei-nos e guia-nos”. “Vós sois nosso único refúgio, nosso socorro e nosso abrigo”.
Contemplamos o desígnio de Deus. Ela a formou a fim de nos prodigalizar suas misericórdias. O prêmio da redenção da humanidade por ele projetada foi posto entre as mãos de Maria para que ela disponha ao seu talante.

Maria, um propiciatório para o mundo inteiro.


Deus ordenou a Moisés que fizesse um propiciatório de ouro puro, para de lá lhe dirigir a palavra (cf. Ex 25,16,22). Este propiciatório a partir do qual Deus se dirige a todos, distribui suas graças, dons e perdões, é Maria: “Vós sois, ó Maria, um propiciatório para o mundo inteiro. Daí o Senhor misericordioso fala a nossos corações; daí ele nos favorece com suas palavras de bondade e de perdão; daí ele dispensa seus dons; daí nos vêm todos seus bens”. Antes de se encarnar no seio de Maria, o Verbo divino mandou ao Arcanjo obter o consentimento da jovem. Ele queria que fosse por Maria que o mundo recebesse o mistério da Encarnação. “Por que o mistério da Encarnação não se realizou sem o consentimento de Maria? Porque Deus quis que ela fosse a fonte de todo o bem”.
Todos os dons concedidos ao homem por Deus, desde do início até o final dos tempos, tudo, bens, auxílios, graças, vêm e virão pela intercessão e pela meditação de Maria. “Ó Maria, que vos não amaria, luz na hora da dúvida, consolação em meio às tribulações, refúgio nos perigos?” Vós sois tão amável e tão boa aos que vos amam! Louco e infeliz é aquele que vos recusa o amor! Na dúvida e na confusão, sois vós que esclareceis a quem a vós reza. Nas tribulações, vós consolais os que confiam em vós. Nos perigos, socorreis os que clamam por vós. “Depois de vossos divinos filhos. Ave, esperança dos desesperados, socorro dos abandonados. Ó Maria, sois onipotente: vosso Filho vos venera a ponto de atender todos as vossas vontades”.
Em Maria devemos reconhecer a fonte de todos os bens, a libertação de todo o mal: ó Maria, presente de Deus, minha única consolação, meu guia no caminho, a minha força na franqueza, minha riqueza em meio a miséria, libertadora de minhas cadeias, minha esperança de salvação, escutai as nossas preces, ouvi meus suspiros. Sois minha rainha, meu refúgio, minha vida, meu socorro, minha esperança, minha força.


Maria é a Nossa Mãe.

Com razão, aplica-se a Maria esta passagem da Sagrada Escritura: “Todos os bens me vieram junto com ela, pois uma riqueza incalculável está em suas mãos” (Sb, 7,11). Maria é a mãe e dispensadora de todos os bens. Todos podem dizer, e principalmente os que recomendam a esta Rainha, que junto com a devoção a Maria eles adquiriram todos os bens. E podemos afirmar que quem encontrara Maria encontrara todo bem, toda graça, toda virtude. Pela sua poderosa intercessão, ela alcança todo necessário para nos enriquecer com a graça de Deus. Ela dá a conhecer que tem em suas mãos todos os tesouros de Deus, tesouros da divina misericórdia, que ela distribui aos que ama: “Comigo estão a riqueza e a glória, as grandes fortunas e a justiça… para enriquecer os que me amam e encher os seus tesouros” (Pr 8, 18.21). Eis porque “Devemos manter nossos olhos voltados para as mãos de Maria, para recebermos dela os bens que desejamos”.
Quantos orgulhosos pela devoção que tiveram a Maria, tornaram-se humildes; de coléricos, suaves; antes cegos, gora enxergam; de desesperados, tornaram-se confiantes; de perdidos que eram, agora encontram a salvação! Maria nos disse em antecipação ao visitar sua prima Isabel: “Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz” (Lc 1,48). Sim, ó Maria: vós trouxestes a vida e a glória a todas as gerações; em vós pecadores encontram o perdão, os justos encontram a perseverança na graça de Deus!

Se o Senhor tivesse que falar ao mundo.

Se o Senhor tivesse que falar ao mundo, imagina-se que ele diria: “Homens, pobres filhos de Adão, vós viveis entre tantos inimigos, no meio de tantas misérias! Cuidai, pois, de venerar vossa mãe como uma afeição particular. Eu a dei ao mundo como modelo; aprendi com ela a viver uma boa vida. Eu vô-la dei como refúgio: voltai-vos para ela em vossas dificuldades. Eu a criei, diz a Deus, de forma que ninguém hesitasse em recorrer a ela, por isso a criei todo bondade a compaixão. Ela não repudia os que a ela se encomendam. Ela não recusa seus favores aos que pedem. A todos ela abre o manto de misericórdia e não despede alma alguma sem seus consolos. Louvada e bendita seja a imensa bondade de nosso Deus, que nos deu tão sublime mãe, advogada tão cheia de ternura e amor.
“Mesmo que o Senhor tivesse me reprovado, eu sei que ele não pode negar-se a quem o ama e o procura sinceramente. Eu o abraçarei com meu amor e não o deixarei antes de ganhar sua benção. Ele terá que me levar para onde for. Se nada mais eu puder fazer, me refugiarei em suas chagas. Aí ficarei e ele não me poderá encontrar fora delas. Enfim, se por causa de meus pecados o redentor me expulsasse de perto, eu iria me ajoelhar-se aos pés de Maria, sua mãe. Prosternado, não partiria enquanto ela não me obtivesse o perdão. Esta mãe de misericórdia jamais recusou-se compadecer das misérias, nem rejeitou o infeliz que clamava por auxilio. E desse modo, se não por obrigação, ao menos por piedade ele obterá de seu Filho o meu perdão. Que ternos sentimentos de confiança para com Jesus, nosso amadíssimo Redentor e Maria, nossa grande advogada.
“Olhai por nós, Mãe de misericórdia, dirigi a nós vossos olhares de piedade. Somos vossos servidores; em vós depositamos a nossa confiança”.



REFERÊNCIA DO TEXTO:
- Textos retirados do livro: “Glórias de Maria”, escrito por Santo Afonso de Ligório, com tradução para o português. Publicado no Brasil pela “Edições Logos”.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A devoção das três Ave Marias





Haverá prática mais fácil ou mais adaptável a todos que a recitação diária das três Ave-Marias, em honra dos privilégios outorgados à Santíssima Virgem pela Trindade Adorável?


Santa Matilda




Esta devoção de rezar três ave-marias é muito antiga. Esta prática foi revelada a Santa Matilde (Século XIII) com a promessa de uma boa morte se fosse fiel a ela todos os dias. Como Santa Matilde suplicasse à Santíssima Virgem que a assistisse na hora da morte, ouviu que a benignissima Senhora lhe disse: "Sim o farei; mas quero que por sua parte me rezes diariamente três Ave-Marias.


A primeira Ave-Maria, pedindo que assim como Deus Pai me elevou a um trono de glória sem igual, fazendo-me a mais poderosa no céu e na terra, assim também eu te assista na terra para fortificar-te e afastar de ti toda potestade inimiga.

A segunda Ave-Maria, me pedirás que assim como o Filho de Deus me concedeu a sabedoria, em tal extremo que tenho mais conhecimento da Santíssima Trindade que todos os Santos, assim eu te assista na passagem da morte para encher tua alma das luzes da fé e da verdadeira sabedoria, para que não a obscureçam as trevas do erro e ignorância.
A terceira Ave-Maria, pedirás que assim como o Espírito Santo me concedeu as doçuras de seu amor, e me tem feito tão amável que depois de Deus sou a mais doce e misericordiosa, assim eu te assista na morte enchendo tua alma de tal suavidade de amor divino, que toda pena e amargura da morte se troque para ti em delicias."

A prática desta devoção consiste em rezar todos os dias três Ave-Marias agradecendo à Santíssima Trindade os dons de Poder, Sabedoria e Amor que outorgou à Virgem Imaculada, e pedindo a Maria que use deles em nosso auxílio. 




Está escrito também nas revelações de Santa Gertrudes: “Enquanto esta Santa cantava a Ave-Maria nos cantos matinais da Anunciação, viu subitamente três chamas brilhantes brotar do Coração do Pai, do Filho e do Espírito Santo, as quais penetraram o Coração da Santíssima Virgem”. E logo escutou as seguintes palavras: “Depois do Poder do Pai, da Sabedoria do Filho e da Ternura misericordiosa do Espírito Santo, nada se aproxima do Poder, da Sabedoria e da Ternura misericordiosa de Maria”.


Sua Santidade Bento XV elevou a Confraria das Três Ave-Marias a uma Arquiconfraria, outorgando-lhe indulgências preciosas com o poder de unir, assim, todas as Confrarias do mesmo tipo, e comunicar-lhes as suas próprias indulgências.

Um dos primeiros a rezar as três Ave-Marias e a recomendá-las aos outros foi o ilustre Santo António de Lisboa. O Seu objetivo especial nesta prática foi honrar a Virgindade sem mácula de Maria e guardar uma pureza perfeita da mente, do coração, e do corpo no meio dos perigos do mundo.

Mais tarde, o célebre missionário São Leonardo de Porto-Mauricio rezava as três Ave-Marias, de manhã e à noite, em honra de Maria Imaculada, para obter a graça de evitar todos os pecados mortais durante o dia, ou durante a noite. Além disso, prometeu de um modo especial a salvação eterna a todos aqueles que permanecessem fiéis a esta prática.


Depois do exemplo daqueles dois grandes Santos Franciscanos, Santo Afonso Maria de Ligório adoptou esta prática piedosa e deu-lhe o seu apoio entusiástico e poderoso. Não só a aconselhava, como a impunha em penitência àqueles que não tivessem adotado este bom costume.


O Santo Doutor exorta, em particular, os padres e confessores a velarem cuidadosamente para que as crianças sejam fiéis em rezar diariamente as suas três Ave-Marias, de manhã e à noite. E, melhor ainda, São Leonardo de Porto-Mauricio recomendava a todos esta santa prática: “aos piedosos e aos pecadores, aos jovens e aos velhos”.


Até as pessoas consagradas a Deus obterão desta prática muitos frutos preciosos e salutares. Exemplos numerosos demonstram que agradáveis são à Mãe de Deus as três Ave-Marias e que graças especiais obtêm, durante a vida e à hora da morte, para aqueles que nunca as omitem todos os dias, sem exceção.


Prática: Reze, de manhã e à noite, três Ave-Marias em honra dos três grandes privilégios de Nossa Senhora, seguidas desta invocação: de manhã - “Ó minha Mãe, livrai-me do pecado mortal durante este dia,”; à noite - “Ó minha Mãe, livrai-me do pecado mortal durante esta noite”.
(Indulgências de 200 dias outorgadas por Leão XIII, 300 dias para os membros da Arquiconfraria das Três Ave-Marias, por Bento XV, e a Bênção Apostólica por São Pio X.)

Ato de Consagração a Nossa Senhora da Santíssima Trindade

Com todo o meu coração Vos louvo, ó Virgem Santíssima sobre todos os anjos e santos do paraíso, Filha do Pai Eterno, e Vos consagro a minha alma com todas as suas faculdades.
                                                                                                                                    Ave Maria*


Com todo o meu coração Vos louvo, ó Virgem Santíssima sobre todos os anjos e santos do Paraíso, caríssima Mãe do Filho de Deus, e Vos consagro o meu corpo com todos os seus sentidos.
                                                                                                                                                 Ave Maria*



Com todo o meu coração Vos louvo, ó Virgem Santíssima sobre todos os anjos e santos do Paraíso, caríssima Esposa do Espírito Santo, Vos consagro o meu coração com todos os seus afectos, e Vos rogo que obtenhais da Santíssima Trindade todas as graças necessárias para a minha salvação.
                                                                                                                                       Ave Maria*

 *Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto de Vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.


Modo de praticar esta devoção: Todos os dias, rezar o seguinte:
Maria, Mãe minha; livrai-me de cair em pecado mortal!


1- Pelo o Poder que te concedeu o Pai Eterno. Rezar uma Ave-Maria.


2- Pela Sabedoria que te concedeu o Filho. Rezar uma Ave-Maria.


3- Pelo Amor que te concedeu o Espírito Santo. Rezar uma Ave-Maria.