Salve Maria!

Sejam bem vindos!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Meu Imaculado Coração Triunfará!!

EIS A CAUSA DE NOSSA ESPERANÇA!

Meu Imaculado Coração triunfará! Eis a promessa feita por nossa Mãe Santíssima para nós, seus filhos, em Fátima.


Sua promessa do triunfo final, é a nossa esperança, é o raio de luz que penetra as nuvens das trevas que pairam sobre a terra. Pois é somente vivendo em união com o Coração Imaculado de Maria que podemos encontrar sustento e força contra as potências do inferno que se espalharam pela face da terra, atraindo os homens para a "paz e fraternidade ecumênica" do reino do Anticristo.


Não devemos cair em desespero, com a visão da Nova Ordem Mundial, do socialismo tirânico, ou dos terrores do islamismo militante, cuja marcha sangrenta está sendo realizada de forma triunfante de nação para nação.
Não devemos perder a fé, assim como tantos outros, como testemunha do caos e da confusão generalizada dentro da Igreja, com os falsos mestres de nosso tempo espalhando o câncer de heresia e da dúvida.


Não devemos ceder às tentações sedutoras do materialismo moderno e do humanismo messiânico, das novas seitas pentecostais com suas teorias da prosperidade, que parecem ser tão parecidas com o cristianismo autêntico, mas é na realidade a irmandade em um mundo do anticristo.
Não devemos ser enganados em acreditar que podemos combater e superar essas forças diabólicas com meras armas humanos e físicos, Satanás só ri delas.


Nossa esperança contra a tirania de um mundo invadido pelo mal não pode ser encontrada em promessas de acordos políticos ou econômicas, a nossa esperança contra a perversão modernista da Igreja não está apenas nos esforços humanos e movimentos de protesto, a nossa esperança de paz verdadeira não pode e não será encontrada nas mesas de negociação internacional dos políticos.
Ao contrário, nossa esperança, nossa confiança, nossa força e coragem devem estar em MARIA - pois é a ela que Deus confiou a paz do mundo e o triunfo sobre as legiões aliadas do Inferno.



É através de seu plano e sua mensagem transmitida em Fátima - e em nenhum outro que podemos encontrar a verdade, a luz e paz no meio do caos e da escuridão.
O que fazer então para combater essas forças do mal e proteger nossa fé católica?

1. CONSAGRAÇÃO: Foi a Maria que Deus deu o poder de esmagar a cabeça da serpente e triunfar sobre as legiões de Satanás, (Gên.3,15) Se alguma vez houve uma época em que os homens necessitassem para viver a fé de uma consagração total a Maria, este é o nosso. Em Fátima Nossa Senhora pediu a consagração da Rússia como forma de deter o tirânico poder do socialismo marxista e obter a conversão dos povos...Consagremos nossas famílias, nossas paróquias e nossas cidades e países à Nossa Senhora- eis o antídoto dado pelo céu! A Jesus por Maria!

2. PENITÊNCIA : Nossa santificação pessoal, de nossa família e dos outros não pode ser alcançada sem penitência e mortificação. O caminho para Cristo é o caminho da cruz, não há outro caminho para a santidade. E a nossa missão de cristãos é a de cooperar com o ato redentor de Cristo na cruz e, assim, tornar-se santos. Assim fez Maria, que apareceu em Fátima também como nossa Mãe das Dores, pedir penitência e reparação pela conversão dos pecadores, para salvar as almas do Inferno, e para santificar-nos. "A MENOS QUE façam penitência, de igual modo perecereis!" 



3. ORAÇÃO: Todos os esforços e ações externas certamente irão falhar se eles não nascem de uma profunda vida interior de oração e meditação. Especialmente, devemos ser fiéis a mais bela de todas as orações - o santo sacrifício da Missa! Em segundo lugar, devemos fazer uso diário do Rosário, como Nossa Senhora pediu em Fátima. O Rosário é de fato uma "arma" poderosa da graça e será uma grande fonte de força pessoal, o único poder que pode superar as forças presentes generalizada de mal é o poder da graça.
Nestes últimos tempos - as almas que permanecerem fiéis à fé, vivendo a sua consagração total a Maria, as almas que preservarem a fé católica tradicional, vivendo juntos em pequenos grupos para orar e estudar a Fé; Essas almas é que serão milagrosamente protegidos por Maria no meio da heresia generalizada, da imoralidade, da apostasia e perseguição. os tempos são urgentes - mantenha o seu coração na esperança da promessa de Nossa Senhora - "no fim o meu Imaculado Coração triunfará!"

Aparições da Virgem Santíssima no norte do Brasil (Três grandes castigos cairão sobre o Brasil)

Pe. Júlio Maria de Lombaerde

A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições de Maria Santíssima no norte do Brasil.
A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.
Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.
Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-me uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura: Konnesreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.
É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula. Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.
Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.
Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?
Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?
Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?
Se ela se dignou mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Bauraing e Baneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?
Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.
É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da Revista de Koeningsreuth:

I. PRIMEIRA APARIÇÃO

Maria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo aos desejos das autoridades eclesiásticas.
Era a 6 de agosto de 1936.
Duas meninas foram mandadas ao campo a fim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz, a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.
Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.
Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"
– Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria, respondeu Maria da Luz.
Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo menino.
Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como fossem onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.
A mãe – boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração – disse muito simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela senhora tendo a criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.
O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando de uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.
De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.
Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.
Apesar das meninas sustentarem que viam diante de si uma senhora com um menino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.
Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração."
Restava-lhe muito que dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela senhora com a criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.

II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕES
Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.
Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.
As opiniões eram, como sói acontecer em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.
As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.
Certo dia houve um garoto naquele lugar, que atirou uma pedra em direção à aparição. As meninas disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.
Como dizíamos, atendendo o pedido do vigário, o pai levou a menina para P., apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.
Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.
A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão.
Eram as seguintes as perguntas formuladas:
1 – Quem pode mais que Deus?
2 – Quantas pessoas há em Deus?
3 – Quais são estas pessoas?
4 – Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis?
5– Quereis falar com um padre?
6 Que significa o sangue que jorra da vossa mão?
Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:
1 – Ninguém.
2 – Três.
3 – Pai, Filho e Espírito Santo.
4 – Sou a Mãe da graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.
5 – Sim.
Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu:
– Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.
6 – Representa o sangue que será derramado no Brasil.
Estas respostas fizeram o Padre refletir e decidir-se ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.

III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIA
O lugar das aparições – "Guarda" – é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância. A subida é muito penosa.
"Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote. Foi-me necessário tirar os sapatos para poder subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.
– Que está fazendo a aparição? – perguntei.
– 'Está sorrindo', disseram elas.
Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se um como número em forma de quatro (4); ao lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.
– 'Lá está a aparição', diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água.
Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: 'não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água'.
Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirasse um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: – 'Dize-me agora a verdade e não prégues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida'.
Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção do lugar:
– 'Ela olha para cá e está sorrindo'.
– 'Agora dize-me: como está Ela?'
Maria da Luz olha e diz:
– 'Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas. Num braço está a criança'.
– 'Em que braço? No direito ou no esquerdo?'
A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.
– 'Ela, como o menino, traz uma coroa de ouro na cabeça', disse-me a jovem.
– 'E a outra mão?' - perguntei.
Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.
– 'A criancinha enlaça o pescoço da mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.
– 'Qual deles?' - perguntei.
Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.
– 'Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres'."

IV. NOVAS INVESTIGAÇÕES

"Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: 'o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição'.
– 'Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira?', perguntei à moçinha.
– 'Não senhor', disse ela.
Então eu lhe disse: 'Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês?' A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: 'Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes'.
Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, a fim de averiguar se era imaginação. 'Eu que sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora?' Ela permaneceu sempre firme.
– 'Está bem – disse eu – dize-me o que vês agora'.
Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.
Quando ela indigitava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: 'Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado'. Então ela olhava para o lugar que eu dizia e respondia: 'Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo.'
Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.
Chamei então Maria da Luz – deixando o pai onde estava – e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: 'Sim, vemos'
– 'Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê', disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.
– Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.
– 'Sim', responderam, por Ela.
Fiz então umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: 'Wer bist du?' (quem sois vós?) – 'A Mãe do Céu'. 'Wie heisst das Kind auf deinem Arm?' (como se chama a criança em seu braço?) – 'Jesus'.
– 'Porque apareceis aqui?'
– 'Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil'.
– 'Quais são os castigos?'.
Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.
– 'Podeis então dizê-lo mais tarde?'
– 'Sim'.
– 'Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?'
– 'Já o dei'.
– 'Qual é o sinal?'
– 'A água que está correndo em baixo'.
– 'Para que serve esta água?'
– 'Para remédio'.
– 'Para todas as doenças?'
– 'Sim, mas para quem tem fé'.
– 'Quem quiser pode tirar daquela água?'
– 'Não, só as duas meninas'.
– 'Porque não podem tirar quem quiser?'
– 'Para que todos creiam'."
Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.

V. AMEAÇAS E REMÉDIOS
O Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.
– Qual é o fim da vossa aparição aqui?
– Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.
– Quais castigos?
De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.
– Que é necessário fazer para desviar os castigos?
– Penitência e oração.
– Qual a invocação desta aparição?
– Das Graças.
– Que significa o sangue que corre das vossas mãos?
– O sangue que inundará o Brasil.
– Virá o comunismo a penetrar no Brasil?
– Sim.
– Em todo o País?
– Sim.
– Também no interior?
– Não.
– Os padres e os bispos sofrerão muito?
– Sim.
– Será como na Espanha?
– Quase.
– Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?
– Ao Coração de Jesus e a mim.
– Não basta só uma?
– Não.
– Quereis que se pregue sobre este assunto?
– Sim.
– Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?
Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.
– Darão licença mais tarde?
– Sim.
– Quereis que se construa uma igreja aqui?
– Não.
– Quereis mais tarde?
Fez os mesmos gestos.
– Esta aparição é a repetição de La Salette?
– Sim.
– Haverá uma romaria aqui?
– Sim.
– Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?
– Para o povo romeiro poder fazer penitência.
– Quanto tempo faz que estais aqui?
Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: "há muito tempo".
– Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos vossa benção.
Instantaneamente as duas videntes exclamam: "Olha lá!!! Está nos abençoando"... e fizeram o sinal da cruz.
– Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.
Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: "Ele já sabe dar a benção também!" Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.
Uma das meninas exclamou ainda: "Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos."
Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.
Descendo eu, disse às duas meninas: "Agora vejam se a Senhora ainda está lá". Responderam ambas: "Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos".
– Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.
As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.
– Pergunta a Ela, para que tanta benção!
– Para que sejais felizes, disse Ela.
Perguntei de novo, em alemão: "Somente as duas ou eu também?"
Responderam elas: "Para o senhor também".
Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth, perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio.
– "É de Deus", disse a aparição.

VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕES

As providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas são completamente sãs.
A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.
A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.
Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.
Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se a fim de fazerem orações e penitências.
Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.
O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.
Após oito dias veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.
Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.
Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.
A aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".
Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: "Quem mandou foi um padre!"
Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.
Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.
Nossa Senhora recomendou que não se dissesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.

Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A aparição pediu que as despezas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.
Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a aparição.
Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela a viu na montanha de Guarda.
Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência".
Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ele.

VII. CONCLUSÃO
Tal é a narração publicada na revista Koenigsreuth. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto, e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.
_________
* Padre Júlio Maria de Lombaerde. O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentes. Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro, 2ª edição, 1939, cap. VI, pp. 71 e ss. Nihil obstat dado pelo Cônego José de Lima em 10 de julho de 1936, e Carta de Aprovação do Bispo de Caratinga, de 31 de julho de 1936.

terça-feira, 28 de junho de 2011

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA PARA SOLDADOS NA I GUERRA MUNDIAL

 
 
NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL, OS SOLDADOS ALEMÃES, PRÓXIMOS DE ENTRAR EM PARIS RECUARAM SEM MOTIVO ( A NÃO SER POR UM FATO QUE NÃO PODIAM FALAR):

No domingo 14 de janeiro de 1917, o jornal católico “Le Courrier de la Manche” editado em Saint-Lô (Normandia, França) publicou matéria baseada em fontes alemãs dignas de credibilidade.
Tratou-se do testemunho de um sacerdote e de dois oficiais germânicos.
Segundo eles, Nossa Senhora apareceu no Céu acima da rota para Paris ordenando aos prussianos voltarem.

Perto de 100.000 homens a viram e o comando alemão mandou guardar segredo sob pena de fuzilamento.

O milagre aconteceu na primeira sexta-feira de setembro e na oitava da Natividade de Nossa Senhora.


Em 3 de janeiro de 1915, escreveu “Le Courrier de la Manche”:

“Um sacerdote alemão ferido e aprisionado na batalha de Marne, morreu num hospital de campanha francês onde se encontravam algumas religiosas. Ele então lhes disse:

‒ “Enquanto soldado eu deveria fazer silêncio, mas como sacerdote eu creio estar obrigado a contar o que eu vi. Durante a batalha de Marne nós ficamos surpresos até a ponto de voltar atrás, porque nós éramos muitos mais que os franceses e nós esperávamos chegar até Paris. Mas, nós vimos a Santíssima Virgem vestida inteiramente de branco com uma faixa azul que se voltava para Paris e nos dava as costas, e com a mão direita fazia o sinal de nos rechaçar. Isso eu vi, assim como grande número dos nossos também”.

 
A imprensa noticiou a virada, mas não o milagre.

“Nos mesmos dias, dois oficiais alemães prisioneiros como o referido sacerdote, ingressaram feridos num hospital de campanha francês da Cruz Vermelha. Foram atendidos por uma enfermeira que falava alemão. Quando eles entraram numa sala onde se encontrava uma estátua de Nossa Senhora de Lourdes, eles a olharam e disseram: “Oh! A Virgem de Marne!”

“A melhor prova da autenticidade do fato foi recolhida por uma religiosa que cuidava dos feridos em Issy-les-Moulineaux. Ela testemunhou:

‒ “Depois da batalha de Marne, entre os feridos atendidos no hospital de campanha d’Issy, havia um alemão muito gravemente ferido e que era considerado terminal. Em virtude dos cuidados que lhe foram prodigados ele sobreviveu mais um mês. Ele era católico e dava grandes mostras de sentimentos de fé.

“Todos os enfermeiros eram sacerdotes. Ele recebeu os auxílios da religião e não sabia como manifestar sua gratidão. Ele repetia freqüentemente:

‒ “Eu queria fazer uma coisa para vos agradecer”.

“Por fim, o dia que recebeu a extrema-unção, ele disse aos enfermeiros:


‒ “Os senhores me trataram com muita caridade, e eu quero fazer uma coisa pelos senhores contando uma coisa que aconteceu não a nosso favor, mas que vai ser de vosso agrado. Assim eu pagarei um pouco minha dívida.

“Se eu estivesse na frente de combate, eu seria fuzilado, pois foi dada proibição sob pena de morte de contar o que eu vou dizer agora.

“Os senhores ficaram maravilhados pelo nosso recuo tão súbito quando chegamos às portas de Paris.
 
Nós não podíamos ir mais longe porque uma Virgem estava em pé diante de nós, com os braços estendidos, nos rechaçando cada vez que tínhamos ordem de avançar.

“Durante vários dias nós não soubemos se era uma das vossas santas padroeiras: Santa Genoveva ou Joana d’Arc. Depois, compreendemos que era a Santíssima Virgem que nos mantinha cravados no chão.

“No dia 8 de setembro, Ela nos empurrou para trás com tanta força, que todos fugimos como um só homem. Isto que eu vos digo, vós o ouvireis repetido mais tarde, pois fomos talvez 100.000 homens que a vimos”.


Nossa Senhora de Marne


Placa comemorativa da vitoria em Marne.
 

TEXTO DO SITE:

http://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com/

Maria Santíssima: Modelo de Castidade



Sicut lilium inter spinas, sic amica mea inter filías – “Como é a açucena entre os espinhos, assim é a minha amiga entre as filhas” (Cant. 2, 2)

Sumário. A pureza da Santíssima Virgem foi tão grande, que o Verbo divino a elegeu para sua Mãe, afim de que servisse a todos de exemplo de castidade. Como recompensa da sua inefável virgindade, Maria tem o privilégio de preservar do pecado os seus devotos e de os levantar depois da queda. É necessário, porém, que da nossa parte ponhamos em prática os meios para vencer, especialmente o evitar as ocasiões, e praticar a oração, consagrando-nos à Virgem de manhã e à noite, e invocando o seu nome em cada assalto do inimigo infernal.

I. Depois da queda de Adão, e de os sentidos se haverem rebelado contra a razão, a virtude da castidade tornou-se a mais difícil de ser praticada. Mas, seja para sempre louvado o Senhor, que em Maria nos deu um grande modelo desta virtude. Diz o Bem-aventurado Alberto Magno que Maria é chamada com razão Virgem das virgens; pois que, sendo ela a primeira, sem conselho nem exemplo de ninguém, a oferecer a sua virgindade a Deus, deu ao mesmo Deus todas as virgens que depois a imitaram, segundo a profecia de Davi: Adducentur Regi virgines post eam (Salm. 44, 14) – “Serão apresentadas ao Rei virgens depois dela”. E São Soprônio acrescenta que Deus escolheu esta Virgem puríssima por Mãe, exatamente para que ela servisse a todos de modelo de castidade. Pelo que Santo Ambrósio lhe dá o belo título de Porta-bandeira da virgindade.
Por motivo desta sua pureza foi a Santíssima Virgem chamada pelo Espírito Santo bela como a rola (Cant. 1, 9); como também açucena: sicut lilium inter spinas. E aqui adverte Dionísio Cartusiano, que ela foi chamada açucena entre os espinhos, porque todas as demais virgens foram espinhos para si próprias ou para os outros; Maria Santíssima, ao contrário, não o foi nem para si nem para os outros. Segundo observa Santo Tomás, a beleza de Maria inspirava a todos amor à pureza, e só ao ser vista, infundia pensamentos e afetos castíssimos.
Numa palavra, diz um autor que a Bem-aventurada Virgem foi tão amante desta virtude, que, para a conservar, estaria disposta a renunciar ainda à dignidade de Mãe de Deus. Isto se colige das mesmas palavras que dirigiu ao Arcanjo, e das que por fim acrescentou: Fiat mihi secundum verbum tuum (Luc. 1, 38) – “Faça-se em mim segundo a tua palavra”; significando que dava o seu consentimento porque o Anjo lhe assegurava que devia ser mãe unicamente por obra do Espírito Santo.

II. Os que são castos, tornam-se anjos, como já disse o Senhor: Erunt sicut angeli Dei (Mat. 22, 30) – “Eles serão como anjos de Deus”. Mas os impuros fazem-se odiosos a Deus como os demônios. Quantos homens caem todos os dias no inferno por causa da impureza! Diz São Bernardo: “Este vício arrasta quase o mundo todo ao suplício” – Hoc peccatum quasi totum mundum trahit ad supplicium.
Como recompensa de sua pureza singular a Santíssima Virgem obteve de Jesus Cristo o privilégio de poder preservar os seus devotos desde vício, e de os erguer da queda, se por ventura viessem a cair. Ela quer, porém, que ponhamos em prática os meios de que ela mesma usou, posto que não tivesse necessidade disso. Estes meios são três: a mortificação dos sentidos, em particular da gula e da vista; a fuga das ocasiões e a oração.
Será sobretudo utilíssimo para a conservação da pureza, que tomemos o hábito tão louvável de rezar de manhã e à noite três Ave-Marias com o rosto em terra, de nos consagrarmos inteiramente a esta divina Mãe, de recorrer com confiança a ela nos momentos da tentação; de lhe recordar que somos seus filhos, e de repetir os dulcíssimos Nomes de Jesus e Maria, enquanto durar a tentação. Oh! quantas almas, que deviam estar no inferno, estão agora no céu por terem tomado este hábito tão salutar! E ao contrário, quantas almas, que atualmente estão ardendo no abismo, teriam sido grandes santos no céu, se tivessem seguido tão bela prática!
+ “Ó minha Senhora e Mãe, eu me ofereço todo a vós, e como prova de minha devoção, vos consagro hoje os meus olhos, os meus ouvidos, a minha boca, o meu coração, todo o meu ser. E já que sou vosso, ó boa Mãe, guardai-me, defendei-me como coisa e propriedade vossa [1]. – Ó minha Senhora e Mãe, lembrai-vos de que sou vosso; salvai-me, defendei-me como propriedade vossa”[2]. (I 265)

[1] Indulgência de 100 dias, para quem reza de manhã e à noite uma Ave-Maria com esta oração.
[2] Indulgência de 40 dias nos momentos de tentação.
LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Segundo: Desde o Domingo da Páscoa até a Undécima Semana depois de Pentecostes inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 139-142.
Fonte: Mulher Católica

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Oração a Mãe Rainha Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt



Oração a Mãe Rainha


Ó Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe Santíssima,

abençoai a mim, minha família,

guardai-nos com cuidado maternal,

e aumentai a nossa Fé.

Defendei-nos contra as ciladas do

inimigo e contra os escândalos do mundo,

para que sejamos sempre humildes,

puros e mansos de coração.

Ó Mãe, nossa, Mãe de misericórdia ,

rogai por nós nesta vida ,e na hora de nossa morte,

Amém.

Feliz com Maria



A mãe de Jesus é proclamada mãe de Deus. A base da fé cristã se dá em Jesus, por Ele não ser apenas um homem e sim também Deus. O filho que Maria gerou é pessoa divina. Ela acompanhou seu filho até a ressurreição. Por Ele ter ido ao céu, Maria também o acompanhou em seguida, sendo levada à eternidade na glória do Filho. Celebramos essa realidade da subida de Maria, viva em corpo e alma, para junto de Deus. Nós a proclamamos feliz, porque, de fato, ela cumpriu a missão que lhe foi confiada, apesar de seu sofrimento, vendo a injustiça humana perseguidora de Jesus. Mas, assim como Ele triunfou sobre tudo, sua felicidade foi imensa com essa vitória.
Maria, simples criatura de Deus, foi escolhida como modelo de isenção de pecado e de abertura total à ação do Criador. Ela bem lembra à prima Isabel a grandiosidade de Deus, que olhou para ela, simples serva obediente e humilde. Seu reconhecimento da bondade do Senhor é estímulo para também desenvolvermos nossa docilidade e adesão ao projeto de Deus a nosso respeito. Se todos ouvissem a Deus como Maria, teríamos pessoas mais felizes e convivência humana mais saudável. Jesus reconhece todas as pessoas que realizam o projeto de Deus como sua mãe. “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28).


sábado, 25 de junho de 2011

O Rei e o Rosário

A Santíssima Virgem não favorece somente quem reza o Rosário, mas recompensa também gloriosamente a quem com seu exemplo atrai aos demais a esta devoção.

Alfonso IX (1188-1230), rei de León y de Galicia, desejando que todos seus criados honrassem a Santíssima Virgem com o Rosário, resolveu, para animá-los com seu exemplo, levar ostensivamente um grande rosário, mesmo sem rezá-lo.

Bastou isto para obrigar toda a corte a rezá-lo devotamente. O rei caiu enfermo com gravidade. Já o acreditavam morto, quando, arrebatado no espírito diante do tribunal de Jesus Cristo, viu os demônios que lhe acusavam de todos os crimes que havia cometido.

Quando o divino Juiz já o ia condenar às penas eternas, interveio em seu favor a Santíssima Virgem. Trouxeram, então, uma balança: em um pratinho da mesma colocaram os pecados do rei.

A Santíssima Virgem colocou no outro o rosário que Alfonso havia levado para honrá-la e os que, graças a seu exemplo, haviam recitado outras pessoas. Isto pesou mais que os pecados do rei.

A Virgem lhe disse logo, olhando-o benignamente:

«Para recompensar-te pelo pequeno serviço que me fizeste ao levar meu Rosário, te alcanço de meu Filho o prolongamento de tua vida por alguns anos. Emprega-os bem e faz penitência!»

Voltando a si o rei exclamou:

«Oh bendito Rosário da Santíssima Virgem, que me livrou da condenação eterna!»

E depois de recobrar a saúde, foi sempre devoto do Rosário e o recitou todos os dias. Que os devotos da Santíssima Virgem tratem de ganhar o maior número de fiéis para a Confraria do Santo Rosário, a exemplo destes santos e deste rei. Assim conseguirão na terra a proteção de Maria e logo a vida eterna: «Os que me derem a conhecer, alcançarão a vida eterna» (Eclo 24,31).


O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário de São Luis Maria Grignion de Montfort