Salve Maria!

Sejam bem vindos!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Feliz com Maria



A mãe de Jesus é proclamada mãe de Deus. A base da fé cristã se dá em Jesus, por Ele não ser apenas um homem e sim também Deus. O filho que Maria gerou é pessoa divina. Ela acompanhou seu filho até a ressurreição. Por Ele ter ido ao céu, Maria também o acompanhou em seguida, sendo levada à eternidade na glória do Filho. Celebramos essa realidade da subida de Maria, viva em corpo e alma, para junto de Deus. Nós a proclamamos feliz, porque, de fato, ela cumpriu a missão que lhe foi confiada, apesar de seu sofrimento, vendo a injustiça humana perseguidora de Jesus. Mas, assim como Ele triunfou sobre tudo, sua felicidade foi imensa com essa vitória.
Maria, simples criatura de Deus, foi escolhida como modelo de isenção de pecado e de abertura total à ação do Criador. Ela bem lembra à prima Isabel a grandiosidade de Deus, que olhou para ela, simples serva obediente e humilde. Seu reconhecimento da bondade do Senhor é estímulo para também desenvolvermos nossa docilidade e adesão ao projeto de Deus a nosso respeito. Se todos ouvissem a Deus como Maria, teríamos pessoas mais felizes e convivência humana mais saudável. Jesus reconhece todas as pessoas que realizam o projeto de Deus como sua mãe. “Felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 11, 28).


sábado, 25 de junho de 2011

O Rei e o Rosário

A Santíssima Virgem não favorece somente quem reza o Rosário, mas recompensa também gloriosamente a quem com seu exemplo atrai aos demais a esta devoção.

Alfonso IX (1188-1230), rei de León y de Galicia, desejando que todos seus criados honrassem a Santíssima Virgem com o Rosário, resolveu, para animá-los com seu exemplo, levar ostensivamente um grande rosário, mesmo sem rezá-lo.

Bastou isto para obrigar toda a corte a rezá-lo devotamente. O rei caiu enfermo com gravidade. Já o acreditavam morto, quando, arrebatado no espírito diante do tribunal de Jesus Cristo, viu os demônios que lhe acusavam de todos os crimes que havia cometido.

Quando o divino Juiz já o ia condenar às penas eternas, interveio em seu favor a Santíssima Virgem. Trouxeram, então, uma balança: em um pratinho da mesma colocaram os pecados do rei.

A Santíssima Virgem colocou no outro o rosário que Alfonso havia levado para honrá-la e os que, graças a seu exemplo, haviam recitado outras pessoas. Isto pesou mais que os pecados do rei.

A Virgem lhe disse logo, olhando-o benignamente:

«Para recompensar-te pelo pequeno serviço que me fizeste ao levar meu Rosário, te alcanço de meu Filho o prolongamento de tua vida por alguns anos. Emprega-os bem e faz penitência!»

Voltando a si o rei exclamou:

«Oh bendito Rosário da Santíssima Virgem, que me livrou da condenação eterna!»

E depois de recobrar a saúde, foi sempre devoto do Rosário e o recitou todos os dias. Que os devotos da Santíssima Virgem tratem de ganhar o maior número de fiéis para a Confraria do Santo Rosário, a exemplo destes santos e deste rei. Assim conseguirão na terra a proteção de Maria e logo a vida eterna: «Os que me derem a conhecer, alcançarão a vida eterna» (Eclo 24,31).


O Segredo Admirável do Santíssimo Rosário de São Luis Maria Grignion de Montfort

Nossa Senhora da Defesa

Para quem viaja para a Ilha da Sardenha (Itália) e visita a Catedral de Ozieri em Sassari, vai encontrar este belíssimo quadro de Nossa Senhora da Defesa.
 

A história de Nossa Senhora da Defesa é magnífica. Vejamos:
Durante o inverno, no ano de 1410, na época das imigrações, um exército de godos invadiu a bacia de Ampezzano, na Itália. Os habitantes se reuniram para se defender. Como se sentiram sem defesa, e eram homens tementes a Deus, invocaram Nossa Senhora e Ela apareceu num trono sobre as nuvens com uma espada na mão.
Quando os inimigos estavam prontos para atacar, Nossa Senhora desceu sobre aquele lugar. As nuvens debaixo de seus pés causaram uma escuridão tão grande que os inimigos não se reconheciam e se confundiam, entrando em luta contra si mesmos, até se destruírem.


(Storia di Nostra Signora della Difesa, da Cattedrale Ozieri -Sassari)

Stabat Mater

(Poema medieval do séc. XIII - o texto original é em latim)

Estava a Mãe dolorosa
chorando junto à cruz
da qual seu filho pendia.

Sua alma soluçante,
inconsolável e angustiada,
era atravessada por um punhal.

Ó, que triste e aflita
estava a bendita Mãe
do Filho unigênito !

Transpassada de dor,
chorava vendo
o tormento do seu Filho.

Quem poderia não se entristecer
ao contemplar a Mãe de Cristo
sofrendo tanto suplício ?

Quem poderia contar as lágrimas
vendo a Mãe de Cristo
dolorida junto ao seu Filho ?

Pelos pecados do seu povo
Ela viu Jesus no tormento,
flagelado por seus súditos.

Viu seu doce Filho
morrendo, desolado
ao entregar seu espírito.

Ó mãe, fonte de amor,
faz com que eu sinta toda a sua dor
para que eu chore contigo.

Faz com que meu coração arda
no amor a Cristo Senhor
para que possa consolar-me.

Mãe Santa, marca profundamente
no meu coração
as chagas do teu Filho crucificado.

Por mim teu Filho, coberto de chagas,
quis sofrer seus tormentos;
quero comparti-los.

Faz com que eu chore
e que suporte com Ele a sua cruz
enquanto dure a minha existencia.

Quero estar em pé,
ao teu lado, junto à cruz,
chorando junto a Ti.

Virgem de virgens preclara,
não sejas rigorosa comigo,
deixa-me chorar junto a Ti.

Faz com que eu comparta a morte de Cristo,
que participe da sua Paixão
e que rememore as suas chagas.

Faz com que me firam as suas feridas,
que sofra os padecimentos da cruz
pelo amor do teu Filho.

Inflamado e elevado pelas chamas
seja defendido por Ti, ó Virgem,
no dia do juízo final.

Faz com que eu seja custodiado pela cruz,
fortalecido pela morte de Cristo
e confortado pela sua graça.

Quando o corpo morra,
faz com que minha alma alcance
a glória do paraíso.

Amém. Pelos séculos dos séculos

NOTA EXPLICATIVA: O "Stabat Mater" é um poema medieval, que segundo a tradição, foi escrito no século XIII. O poema é tão bonito que seu texto foi usado por vários músicos: Foi escrita em forma de canto gregoriano, em forma de polifonia sacra e até em forma de ópera. Foi musicada por Bach, Pergolesi, Haydn, Rossini, etc...
Os monges beneditinos de Clervaux, o cantam em forma de gregoriano. Rossini, o escreveu em forma de ópera. Scarlatti, o escreveu para dez vozes...O "Stabat Mater" de Pergolesi, foi encomendado pela mais nobre ordem de cavaleiros da Nossa Senhora dos Pesares, em Nápoles, para execução em cada sexta feira de março na Igreja Franciscana de San Luigi, igreja ligada ao Palácio Real, onde os cavaleiros se encontravam para adoração.

Rei Alfonso X, o sábio, e Santa Maria

A música foi muito importante na Idade Média. O Rei Alfonso X, o sábio, compos muitas músicas em homenagem à Nossa Senhora e Seus milagres. Essas músicas foram escritas por ele num livro chamado "Cantigas de Santa Maria" e se encontra no museu da Espanha. Há musicas de louvores à Nossa Senhora e também músicas contando os milagres feitos por Ela. Ao terminar de escrever o livro, Alfonso X ficou profundamente doente, chegando-se a pensar que iria morrer. Seus súditos disseram:

- "Já que o Rei era muito devoto de Nossa Senhora e lhe escreveu um livro de canções, coloquemos o livro em sua cabeça, como travesseiro, pois se morrer será sepultado com o livro que escreveu".

Mas grande é a misericória de Santa Maria. Colocando o livro sob a cabeça do Rei Alfonso X, este ficou milagrosamente curado. Levantando-se de seu leito, escreveu mais uma música para agradecer a Santa Maria e a colocou em seu livro também.
 
Ouçamos uma música de louvor a Santa Maria, chamada Rosa das rosas. Ela foi escrito na linguagem da época: Galaico-português.





Fonte: http://almascastelos.blogspot.com/search/label/Cantigas%20de%20Santa%20Maria

De Maria nunquam satis

Todos os dias, dum extremo da terra ao outro, no mais alto dos céus, no mais profundo dos abismos, tudo prega, tudo exalta a incomparável Maria. Os nove coros de anjos, os homens de todas as idades, condições e religiões, os bons e os maus.
Os próprios demônios são obrigados, de bom ou mau grado, pela força da verdade, a proclamá-la bem-aventurada. Vibra nos céus, como diz São Boaventura, o clamor incessante dos anjos: Sancta, sancta, sancta Maria, Dei Genitrix et Virgo; e milhões e milhões de vezes, todos os dias, eles lhe dirigem a saudação angélica: Ave, Maria..., prosternado-se diante dela e pedindo-lhe a graça de honrá-la com suas ordens.

E a todos se avantaja o príncipe da corte celeste, São Miguel, que é o mais zeloso em render-lhe e procurar toda a sorte de homenagens, sempre atento, para ter a honra de, à sua palavra, prestar um serviço a algum dos seus servidores.

Toda a terra está cheia de sua glória, particularmente entre os cristãos, que a tomam como padroeira e protetora em muitos países, províncias, dioceses e cidades. Inúmeras catedrais são consagradas sob a invocação do seu nome.

Igreja alguma se encontra sem um altar em sua honra; não há região ou país que não possua alguma de suas imagens milagrosas, junto das quais todos os males são curados e se obtêm todos os bens. Quantas confrarias e congregações erigidas em sua honra! Quantos institutos e ordens religiosas abrigados sob seu nome e proteção! Quantos irmãos e irmãs de todas as confrarias, e quantos religiosos e religiosas a entoar os seus louvores, a anunciar as suas maravilhas!

Não há criancinha que, balbuciando a Ave-Maria, não a louve; mesmo os pecadores, os mais empedernidos, conservam sempre uma centelha de confiança em Maria. Dos próprios demônios no inferno, não há um que não a respeite, embora temendo.

Depois disto é preciso dizer, em verdade, com os santos:

De Maria nunquam satis... Ainda não se louvou, exaltou, amou e serviu suficientemente a Maria, pois muito mais louvor, respeito, amor e serviço ela merece.

É preciso dizer, ainda, com o Espírito Santo: Omnis gloria eius filiae Regis ab intus – Toda a glória da Filha do Rei está no interior (Sl 44, 14), como se toda a glória exterior, que lhe dão, a porfia, o céu e a terra, nada fosse em comparação daquela que ela recebe no interior, da parte do Criador, e que desconhecem as fracas criaturas, incapazes de penetrar o segredo dos segredos do Rei.

Devemos, portanto, exclamar com o apóstolo: Nec oculus vidit, nec auris audivit, nec in cor hominis ascendit (1Cor 2, 9) – os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Maria, o milagre dos milagres da graça, da natureza e da glória. Se quiserdes compreender a Mãe – diz um santo – compreendei o Filho. Ela é uma digna Mãe de Deus: Hic taceat omnis lingua – Toda língua aqui emudeça.

Meu coração ditou tudo o que acabo de escrever com especial alegria, para demonstrar que Maria Santíssima tem sido, até aqui, desconhecida, e que é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser. Quando, portanto, e é certo, o conhecimento e o reino de Jesus Cristo tomarem o mundo, será uma conseqüência necessária do conhecimento e do reino da Santíssima Virgem Maria. Ela o deu ao mundo a primeira vez, e também, da segunda, o fará resplandecer.

Fontes: (TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM - São Luís Maria Grignion de Montfort - 19ª edição – Editora Vozes – Petrópolis, 1992)
(A foto pertence a Revista Catolicismo de Maio de 2011 - Tiziano faz seu primeiro esboço – William Dyce, séc. XIX. Coleção privada)

terça-feira, 21 de junho de 2011

A Santíssima Trindade e Maria




Mãe de Deus Filho 

A relação fundamental da Maria com respeito a seu Filho Jesus é a de sua Maternidade. Encontramos a fórmula venerada do Concílio de Éfeso, definida no ano 431: Maria é Mãe de Deus (Theotokos), como não duvidaram os Santos Padres em chamá-la. Assim a invocavam os fiéis já antes desse Concílio, no sigo IV e possivelmente no III. Em um papiro chegaram até nós as palavras da mais antiga oração Mariana que se rezou na Igreja, e que contém o título de Mãe de Deus aplicado a Maria: Sob sua misericórdia nos refugiamos, Oh Mãe de Deus! Não despreze nossas súplicas na necessidade, mas sim livra-nos do perigo, apenas pura, apenas bendita. A oração é muito significativa. Pela relação de Mãe que Maria tem com Jesus, compreende-se a singular eficácia de sua intercessão. A isto se deve que os fiéis, já nos primeiros séculos, fossem a Ela confidencialmente em sua necessidade e indigência.
Mas, inclusive antes de fixar a atenção na importância intercessora que se deriva de que Maria é Mãe de Deus, conviria sublinhar o relevo teológico de primeiro plano que o título encerra. Frente a Nestorio, são Cirilo de Alexandria e o Concílio de Éfeso compreenderam que o que estava em jogo era o dogma fundamental do cristianismo: que Jesus é Pessoa divina; que não há nele a não ser um único sujeito último de responsabilidade, que é a Pessoa do Logos. Isso permite dizer com verdade que Deus (e não só um homem) por nós padeceu, foi crucificado e inclusive sofreu a morte. É impressionante que para garantir esta verdade se recorresse a um título Mariano: a Santíssima Virgem é a Mãe de Deus.
Finalmente convém não esquecer que a Maternidade da Maria com respeito ao Filho de Deus associa sua existência a de seu Filho. Ela é a Mãe santíssima de Deus, que tomou parte nos mistérios de Cristo. Ela é a Nova Eva associada a Cristo, o Novo Adão, segundo uma temática que começou a desenvolver-se na Igreja a partir do século II. Se a primeira Eva dialogou com o demônio, desobedeceu a Deus e trouxe sobre o mundo morte e ruína, Maria, a Nova Eva, dialoga com o Anjo, obedece a Deus e traz para o mundo ao Salvador e, com Ele, a salvação.

Fonte: http://www.acidigital.com/Maria/santamaria/trindade.htm