Salve Maria!

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Significados do Manto Nossa Senhora de Guadalupe



A imagem da Morenita, como é chamada Nossa Senhora pelos mexicanos, assombrosa e inexplicavelmente se conserva em excelente estado, numa tela grosseira, como de estopa, e tão alta rala que, através dela, pode-se enxergar o povo e a nave da igreja.
Nisto podemos ver a mão de Deus, pois tal imagem não foi pintada por mãos humanas, e, ainda hoje, continua exposta no santuário construído no monte Tepeyac, conquistando corações mexicanos e de inúmeras nacionalidades que chegam com seus pedidos e agradecimentos.
Vejamos, portanto, o seu significado: partindo dos seus rasgos, passando pela simbologia indígena e chegando aos fenômenos que podem ser comprovados cientificamente, a Virgem de Guadalupe é sem dúvida uma aparição “dita sobrenatural”.
Podemos dizer que a imagem do sagrado manto é um cacho de símbolos, que reflete a identidade espiritual o cristão latino-americano; para compreender melhor esta explicação, sugerimos ter em mãos uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.

O seu rosto moreno: representa a cor mestiça do povo nascente, tanto em relação à sua pele, quanto à cultura.

A túnica vermelho-palida: antes, a cor do deus sol asteca, do sangue e da vida, e agora, a cor do Sangue do verdadeiro Redentor Jesus Cristo.

O manto verde-azulado: antes, a cor dos imperadores astecas, e agora, a cor da imperatriz do mundo; cor que sintetiza o deus dos índios o deus-dois, masculino e feminino, e agora, cor da Mãe do Deus-homem.

Sol envolvendo a Virgem: simboliza a divindade do sol, eclipsada pela mãe de Deus e a seu serviço.

Lua sob os pés e estrelas no manto: é a reconciliação de toda a natureza: do sol, da lua e das estrelas, depois de um longo conflito cósmico, como contam os mitos astecas.

Anjo sob a Virgem: é o anunciador de um novo sol, o Sol da Justiça, Cristo, inaugurando assim uma nova era: a da fé e da graça.

As duas cruzes: a cristã, no pescoço, e a cruz solar indígena, sobre o ventre, simbolizando a harmonia da religião asteca com a fé cristã.

Outro dado interessante a destacar é que vários cientistas, ao fotografarem os olhos de Nossa Senhora, encontraram misteriosamente num deles a cena onde o índio João Diego se apresenta diante do bispo, caindo as rosas do manto e aparecendo a imagem impressa nela.
Podemos ver como a totalidade da preciosa imagem, sua própria pessoa, é diálogo e mistura de etnias e humanidades diferentes. Ela reza de mãos juntas, do modo dos espanhóis, mas também quase iniciando uma dança, que é para os índios a máxima forma de reverenciar a Deus, seu rosto é mistura de raças, e, revelando-se mãe de todos, assume a cor de seus filhos mais necessitados.
De olhos negros e pele morena, ao mesmo tempo em que consola, nos desafia a sermos colaboradores na tarefa evangelizadora. Rosto amável que, com seu misericordioso olhar, delicado e profundo, continua nos provocando a trabalhar pela construção de um mundo novo, repleto de paz, respeito e amor.

DETALHES DOS OLHOS:

O tamanho tão pequeno das córneas na imagem, cerca de 7mm a 8mm, descartam a possibilidade das figuras dos reflexos terem sido pintadas sobre os olhos. Devemos também ter em conta que o tecido, feito de fibras de Maguey, sobre qual a imagem foi estampada, é extremamente rudimentar e apresenta poros e falhas na costura, por vezes, maiores que os das córneas da imagem. Se com a tecnologia de que dispomos hoje é impossível criar ou reproduzir uma figura com tanta riqueza de detalhes, imagine para um artista no ano de 1531.
Os estudos dos olhos da Virgem de Guadalupe resultaram na descoberta de 13 pequenas imagens. Mas a surpresa não para por aí.


Primeiramente ampliou-se 1 mm da imagem 2.500 vezes. Um destes pontinhos microscópicos corresponde à pupila do Bispo Zumárraga (Que está por inteiro na pupila da Virgem) e foram ampliadas outras 1.000 vezes. Nela encontra-se novamente a imagem de Juan Diego mostrando o poncho com a imagem da Virgem de Guadalupe.
A imagem de (4)Juan Diego aparece duas vezes. Uma nos olhos da Virgem e outra nos olhos do Bispo que está nos olhos da Virgem.




Existe uma hipótese que diz que estas 13 figuras querem trazer uma mensagem da Virgem de Guadalupe para humanidade: que perante Deus, os homens e mulheres de todas as raças são iguais. Na opinião do doutor Aste, as figuras de 7 a 13 (grupo familiar indígena) são as mais importantes, pois estão no centro dos olhos, o que significa que a família é o centro do olhar compassivo de Maria. Poderia ser um convite da Virgem de Guadalupe a nos aproximarmos de Deus em família, especialmente nestes tempos em que está sendo tão desprezada e atacada.




O Dr. Aste, afirma que quando São Juan Diego foi recebido pelo (2) Bispo Zumárraga, a Virgem Maria estava presente; invisível, mas observando toda cena. Isto explica porque estão refletidas em seus olhos as imagens presentes. Quando São Juan Diego abriu o poncho e caíram as rosas, a imagem estampou-se, e em seus olhos levava o reflexo de todas as pessoas que testemunharam o milagre. Desta maneira, Deus quis nos deixar uma “fotografia” desta impressão milagrosa.

As Estrelas do Manto

12 de dezembro – Solstício de inverno
Na terça-feira, 12 de dezembro de 1531 de nosso calendário (Calendário Juliano), ou 22 de dezembro do Calendário Astronômico dos indígenas, aconteceu à aparição da Virgem de Guadalupe no poncho de São Juan Diego. Na manhã deste mesmo dia, ocorreu o solstício de inverno que para as culturas pré-hispânicas significativa o sol moribundo que recobra vigor e retorna à vida.
12 de dezembro de 1531, pela manhã do solstício de inverno
Para os indígenas, o solstício de inverno era o dia mais importante de seu calendário religioso. O sol vencia as trevas e ressurgia vitorioso. Não é coincidência que a Virgem tenha apresentado seu Filho justamente neste dia, ficando claro para os índios que aquele que ela trazia em seu seio era o verdadeiro Deus.

Assista também ao vídeo sobre os olhos da Virgem


Fonte: Revista Milicia da Imaculada – Maio/2011
Visite o site da Milicia da Imaculada: http://www.miliciadaimaculada.org.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Martinho Lutero e a Virgem Maria







Martinho Lutero, Pai da Reforma Protestante, não questionava dogmas da Igreja em relação a Maria Santíssima. Pelo contrário, já li textos fantásticos seus sobre Maria. Então, donde surgiu esse "ódio" mortal dos Protestantes a Maria Santíssima? Chego a perguntar, o que Maria fez para que eles tenham tanta raiva?


Realmente Lutero não concordaria com a maioria das atitudes dos atuais protestantes em relação à Nossa Senhora. Por dever de justiça é necessário reconhecer que um protestante esclarecido não nutre desprezo pela Mãe de Jesus. Ele apenas nega que ela tenha alguma importância no projeto salvífico de Deus. Isto, porque nossos irmãos separados têm tanta ânsia de deixar claro que somente Jesus é o Salvador (e eles estão certos em afirmar isso), que terminam esquecendo que aqueles que estão em Cristo, no Espírito de Cristo, são membros do Corpo de Cristo e participam da missão de Cristo. Ao esquecerem isso caem em erro grave contra a fé apostólica – o erro contra a fé é o que chamamos de heresia. Os protestantes gostam de dizer “Só Jesus”. Ótimo! O problema é que eles compreendem o “só Jesus” como “Jesus só!”, um Jesus sozinho, que não é Cabeça do Corpo da Igreja, que não nos uniu a Ele desde o batismo, na força do seu Espírito Santo.

Todos os que são batizados em Cristo participam da missão de Cristo. Tantos e tantos textos da Escritura dizem isso. Basta recordar que os próprios protestantes rezam uns pelos outros. Ora, se eu rezo por alguém, estou intercedendo por essa pessoa... Mas, não é somente Jesus o intercessor?! Mas, a Escritura manda que rezemos uns pelos outros! E por quê? Porque todo aquele que está em Cristo, reza no Espírito de Cristo, a ponto de poder dizer: “Já não sou eu quem reza, é Cristo que reza em mim!” Ora, mais que todos, a Virgem Santíssima foi totalmente cheia do Espírito do Cristo, de modo que sua oração materna é oração em Cristo, no Espírito de Cristo, em nada obscurecendo a mediação única de Cristo. Pelo contrário: é a mediação única de Cristo que atua em Maria, nos santos e em nós, quando rezamos uns pelos outros. Se nossos irmãos protestantes dizem que a Virgem não pode cooperar na obra da salvação, eles também não podem! Não podem sequer rezar uns pelos outros!

A Escritura revela, ao contrário, um papel realmente importante da Virgem no plano de Deus: ela é a “Mulher” prefigurada no Gênesis, Mãe daquele que esmaga a cabeça da serpente (cf. Gn 3,15; Jo 2,4; 19,26; Gl 4,4; Ap 12,1s); ela é a verdadeira Eva, Mãe dos verdadeiros viventes em Cristo (cf. Gn 3,20, Jo 19,26). Somente uma leitura fundamentalista e fora da Tradição, que é o ambiente no qual a Escritura pode ser retamente compreendida, pode dar lugar a uma interpretação redutiva e pobre do papel da Virgem Maria! É uma das graves lacunas da profissão de fé protestante!

Quanto ao “ódio” à Maria, geralmente é próprio dos pentecostais e neo-pentecostais, bem como de algumas outras seitas aqui do Brasil que, além de um fundamentalismo deplorável padecem de uma ignorância visceral. Muito desse ódio é pura e simplesmente para agredir os católicos. É de lamentar e é para ter pena. Rezemos pelos nossos irmãos à Virgem Santíssima, que é Mãe de todos os discípulos de Jesus – também daqueles que não gostam dela!

Recordo um belíssimo texto parte de uma declaração de um grupo de teólogos anglicanos, luteranos, reformados (todos protestantes!), ortodoxos e católicos reunidos em nome de suas igrejas na ilha de Malta, nos dias 8-15 de setembro de 1983. Ei-lo:


1. Todos reconhecemos a existência da Comunhão dos Santos como comunhão daqueles que na terra estão unidos a Cristo, como membros vivos do seu Corpo Místico. O fundamento e o ponto central de referência desta comunhão é Cristo, o Filho de Deus feito homem e Cabeça da Igreja (cf. Ef 4,15-16), para nos unir ao Pai e ao Espírito Santo.

2. Esta comunhão, que é comunhão com Cristo e entre todos os que são de Cristo, implica uma solidariedade que se exprime também na oração de uns pelos outros; esta oração depende daquela de Cristo, sempre vivo para interceder por nós (cf. Hb 7,25).

3. O fato mesmo de que, no céu, à direita do Pai, Cristo roga por nós, indica-nos que a morte não rompe a comunhão daqueles que durante a própria vida estiveram unidos em Cristo pelos laços da fraternidade. Existe, pois, uma comunhão entre os que pertencem a Cristo, quer vivam na terra, quer, tendo deixado os seus corpos, estejam com o Senhor (cf. 2Cor 5,8; Mc 12,27).

4. Neste contexto, compreende-se que a intercessão dos Santos por nós existe de maneira semelhante à oração que os fiéis fazem uns pelos outros. A intercessão dos Santos não deve ser entendida como um meio de informar Deus das nossas necessidades. Nenhuma oração pode ter este sentido a respeito de Deus, cujo conhecimento é infinito. Trata-se, sim, de uma abertura à vontade de Deus por parte de si mesmo e dos outros, e da prática do amor fraterno.

5. No interior desta doutrina, compreende-se o lugar que pertence a Maria Mãe de Deus. É precisamente a relação a Cristo que, na Comunhão dos Santos, lhe confere uma função especial de ordem cristológica... Maria ora no seio da Igreja como outrora o fez na expectativa do Pentecostes (cf. At 1,14). Quaisquer que sejam nossas diferenças confessionais (=de religião), não há razão alguma que impeça de unir a nossa oração a Deus no Espírito Santo com a liturgia celeste, e de modo especial com a Mãe de Deus.

Este documento é assinado por teólogos e pastores luteranos, anglicanos, reformados, bem como por teólogos ortodoxos e católicos!

WWW.domhenrique.com.br

terça-feira, 14 de junho de 2011

A Mãe mais louvada


 


Presença de Maria na Liturgia
Desde o início da Igreja, Maria ocupa um lugar de destaque, tanto na Liturgia Oriental como na Ocidental. Constatamos sua presença nas festas marianas, nas Orações Eucarísticas, nos hinos, na arte-sacra, na teologia dos Concílios e na vida da Igreja. Trata-se de uma presença histórica, teologicamente refletida e liturgicamente celebrada, com conseqüências espirituais e pastorais.
A partir do Concilio de Éfeso (431) ocorre uma verdadeira explosão do culto mariano, com o surgimento de festas e expressões artísticas diversas nos hinários e na arte-sacra.
A arqueologia testemunha um antiqüíssimo culto a Maria, Mãe do Messias sobretudo em Nazaré e Belém. Surgem também muitos textos apócrifos sobre a vida de Maria (Proto-evangelho de Tiago; Odes de Salomão; Oráculos Sibilinos). Ao século III pertence, certamente, uma das primeiras invocações a Maria como Mãe de Deus (THEOTOKOS), conhecida, no Ocidente, como a invocação "Sub tuum praesidium".
O Concilio de Éfeso influenciou sobremaneira o desenvolvimento do culto mariano. A proclamação do dogma da Maternidade Divina de Maria foi decisiva para a presença de Maria na Liturgia, tanto nos textos eucológicos (orações) como nos hinários.
Em Jerusalém, logo após a proclamação de Éfeso, encontramos a memória de Maria celebrada em 15 de agosto.
No Ocidente, se desenvolve a comemoração de Maria no Advento.
Em Roma, a mais antiga memória da Mãe de Deus surgiu após o Natal.
No Oriente, se difundiu a celebração da Anunciação, em tomo de 25 de março.
Novas celebrações apareceram a partir do século VI: A Dormição de Maria, Natividade de Maria, Apresentação de Maria no Templo e a Concepção de Maria.
Pelo século XI, na Inglaterra, surgiu a festa da concepção Virginal de Maria, mas não foi acolhida logo em toda a parte.
O Concílio Vaticano II procurou esclarecer tanto a missão da Bem-Aventurada Virgem Maria no mistério do Verbo Encarnado e no Corpo Místico, como os deveres dos homens remidos para com a Mãe de Deus, Mãe de Cristo e dos homens, mormente dos fiéis (LG 54).
A memória de Maria está, portanto, inteiramente relacionada com a vida de Cristo, particularmente com o mistério da Encarnação. Isso acontece sobretudo nos momentos centrais da Liturgia (Orações Eucarísticas e Profissão de Fé batismal).
Fundamentação do Culto Mariano
A doutrina da Igreja foi sendo sistematizada, nos últimos tempos, através de vários documentos, dentre outros:
Leão XIII
» Encíclica sobre o rosário de Nossa Senhora;


Pio XII
» Alocuções às Congregações Marianas, 21/01/45;
» Constituição Apostólica sobre a Assunção de Nossa Senhora, 1950;


Paulo VI
» Encíclica "Christi Matri Rosarii" 15/09/66;
» Exortação Apostólica "Signum Magnum", 13/05/67;
» Carta ao Congresso Mariológico-Mariano de São Domingos, 02/02/65;
» Exortação Apostólica "Marialis Cultus", 02/02/74;

Vaticano II
» Lumen Gentium, cap. Vm;
» Documento de Puebla;

João Paulo II
» Encíclica Redemptoris Mater", 25/03/87;
Uma perspectiva teológica mais completa da presença de Maria na Liturgia é recente. Tradicionalmente se restringia à consideração da sua maternidade divina. Alguns documentos do Vaticano II abordam explicitamente a figura de Maria (LG 50; 66-67; UR 15; SC 103).

Diz a Sacrosanctum Concilium: "Nesta celebração anual dos mistérios de Cristo, a Santa Igreja venera com especial amor a Bem-Aventurada Mãe de Deus Maria que, por um vínculo indissolúvel, está unida à obra salvífica de seu Filho; nela admira e exalta o mais excelente fruto da Redenção e a contempla como puríssima imagem daquilo que ela mesma anseia e espera ser" (sc i03).
O documento de Puebla considera Maria mãe e modelo da Igreja (282-293), modelo também para a vida dos homens (294-297), bendita entre todas as mulheres (298-299), modelo de serviço eclesial na América Latina (300-303): "Deus fazendo-se carne por meio de Maria, começou a fazer parte de um povo e constituiu-se o centro da história.
Maria é o ponto de união entre o céu e a terra. Sem Maria desencarna-se o Evangelho, desfigura-se e transforma-se em ideologia, em racionalismo espiritualista" (p. 30i).
Puebla considera Maria como a realização mais eminente da evangelização (282, 333), Mãe da nova vida (288), colaboradora ativa na redenção (293), serva dos homens (294), garantia da grandeza feminina (299), exemplo para a mulher (844) e modelo da vida consagrada (745).
MARIA, Estrela da Evangelização
Maria, como estrela da evangelização, está presente na missão da Igreja que introduz no mundo do Reino do seu Filho. A presença de Maria, nos dias de hoje, como aliás ao longo de toda a história da Igreja, encontra múltiplos meios de expressão.
Seu multiforme raio de ação se expressa mediante a fé e a piedade dos fiéis, as tradições das famílias cristãs, as comunidades paroquiais e missionárias, mediante o poder de atração e irradiação dos grandes santuários, onde, não apenas as pessoas individualmente ou grupos locais, mas, por vezes, inteiras nações e continentes procuram o encontro com a Mãe do Senhor, como aquela que é feliz porque acreditou e por isso se tornou a Mãe do Emanuel (Redemptorie Mater n.º 28).
Maria mãe e modelo
Na "Redemptoris Missio", o Papa diz que toda a Igreja é convidada a viver mais profundamente o mistério de Cristo, colaborando, com gratidão, na obra da salvação. Fá-lo-á com Maria e como Maria, sua mãe e modelo.
É ela, Maria, o exemplo daquele amor materno do qual devem estar animados todos aqueles que, na missão apostólica, cooperam para a regeneração dos homens. Por isso, "confortada pela presença de Cristo, a Igreja caminha no tempo para a consumação dos séculos, indo ao encontro do Senhor que vem.
Nesta caminhada, a Igreja procede seguindo as pegadas do itinerário percorrido pela Virgem Maria" (RM n. 92).

Fonte: Pe. Valter Mauricio Goedeut Instituto Teológico de SC (Itesc) Florianópolis, SC

Quem é Maria


Como era a família de Maria? Como foi sua infância? E sua formação? Como era seu rosto? Sua altura? Seu temperamento? O que fazia antes da Anunciação? O que fez depois?
Os evangelistas não escreveram uma biografia de Maria. Para nós, que gostamos de conhecer detalhes da vida de pessoas importantes, isso é um tanto decepcionante. Não só os evangelhos, mas a Bíblia tem uma finalidade bem precisa: testemunhar a fé de um povo que foi chamado por Deus a uma aliança de amor.
O Novo testamento não é a "História de Maria". Quem está em seu coração é Jesus. São poucas as passagens bíblicas referentes à Maria. Mesmo quando é mencionada, normalmente não é ela o centro do acontecimento descrito.O que a palavra de Deus nos mostra é que Maria Santíssima esteve presente, mesmo de forma discreta, nos momentos centrais da História da Salvação: a encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucificação e o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo.
Encontramos maior número de informações a seu respeito nos evangelhos de Lucas e Mateus, que dedicam mais espaço a infância de Jesus. Além dos dados, na verdade escassos, fornecidos pelos Evangelhos, a tradição cristã extraiu outros dos Evangelhos apócrifos, por exemplo dos referentes à infância de Jesus, como o Proto-evangelho de Tiago, do “Trânsito da Bem-Aventurada Virgem Maria” e do “Apocalipse da Virgem Maria.
O Novo Testamento nos diz que Maria era uma humilde mulher do povo hebreu, era uma pessoa concreta, historicamente verossímil e longe de ser uma invenção fantasiosa. Os dados estritamente biográficos derivados desse texto informam-nos que era uma jovem pertencente à tribo de Judá e a descendência de Davi; nasceu provavelmente em Jerusalém, casou-se com um carpinteiro, José, passando a residir em Nazaré, uma aldeia da Galiléia, da qual saiu para submeter-se ao recenseamento em Belém. Na época de Herodes, deu à luz um filho, Jesus, e foi obrigada a defendê-lo da tirania do rei, primeiro fugindo para o Egito e depois buscando refúgio em Nazaré.
A historicidade de Maria, confirmada por recentes descobertas, faz desta mulher a grande realidade da encarnação de Cristo. O lugar que Maria ocupa na Bíblia é discreto: ela está ali totalmente em função de Cristo e não por si mesma.
A Virgem Maria é um sol que ilumina sem ofuscar; sem fazer milagres na terra, limita-se a ser Mãe. Assim como dá à luz o seu Filho em Belém, no calvário dá à luz espiritualmente a todos nós, que somos irmãos do seu Filho, tornando-se, na figura de João, a Mãe de cada um de nós.


Fonte consultada: Com Maria, a Mãe de Jesus/Murilo S.R. Krieger - São Paulo: Paulinas, 2001

domingo, 12 de junho de 2011

Santo Antônio, o trovador de Maria






Desde o início, a vida de Santo Antônio esteve ligada à Virgem Maria. Nasceu no dia festa da Assunção, 15 de agosto de 1195, e foi batizado na Igreja de Santa Maria em Lisboa. Na idade de 15 anos, ele completou seus estudos na Escola da Catedral de Santa Maria. Depois, como grande pregador cantou como poucos as glórias de Nossa Senhora, sendo a Imaculada Conceição um de seus temas preferidos. Já no fim de sua trajetória terrena desejou ser levado para o convento franciscano em Pádua denominado “Santa Maria, Mãe de Deus”. Após receber a Unção dos Enfermos entoou seu hino favorito Ó Senhora gloriosa. Ele viveu e morreu com a Virgem Maria nos lábios e no coração. Grande mariólogo, freqüentemente, falava das glórias da Mãe de Deus e célebre, entre tantos, foi também seu sermão sobre a virgindade perpétua de Maria. Proclamou com entusiasmo que “o nascimento de Cristo não conhece igualdade entre as mulheres, mas é refletido na natureza. Alguém pode perguntar como a Virgem deu à luz o Salvador e podemos dizer que Ela gerou a Ele como uma flor emana delicioso perfume. A flor da roseira permanece incorrupta após ela ter lançado fora seu aroma, e assim também a fé nos leva a crer que a humildade da Virgem, a modéstia com que ela deu à luz o Salvador, não foi violada. O que mais é a flor da virgindade senão um doce perfume? Como um lírio não perde nenhum dos seus raios de beleza em sua fragrância suave, também o mesmo aconteceu com Nossa Senhora tendo sido preservada a sua virgindade para dar à luz o Salvador." Do seu antológico sermão sobre a Anunciação de Maria este belíssimo trecho: “Diz o Livro do Gênesis: “Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (3,15). No calcanhar é indicado o fim da vida. A Virgem Maria esmigalhou a soberba do diabo por meio da humildade, mas ele a tentou, no calcanhar, durante a paixão de seu Filho. Quem quiser arrancar de si mesmo a soberba do diabo, deve golpeá-lo duas vezes. Esse duplo golpe é a lembrança do nosso nascimento e o pensamento da nossa morte. Quem medita assiduamente sobre esses dois momentos da sua vida arranca de si a soberba do diabo, mas antes é preciso que implore o sustento da graça divina. “Agi virilmente e o vosso coração será confortado”(Sl 30,25). Textos belíssimos, antológicos, a demonstrar quão grande era a devoção mariana de Santo Antônio a qual também devemos sempre imitar. Por sua grande piedade mariana com razão se pede a ele numa prece popular: “Oh! glorioso Santo Antônio, amigo do Menino Jesus e filho querido de Maria Imaculada, não rejeiteis, pois, as minhas súplicas, vós, tão poderoso junto do Coração de Jesus e do Coração de Maria, mas escutai-as favoravelmente”. Cumpre a seus devotos não apenas cantar os seus louvores, mas também é preciso imitar suas virtudes e dentre elas sua grande devoção a Jesus e a Maria.
Homem de fé e de ciência, enamorado da santidade, apóstolo vibrante pela missão evangelizadora ele atrai a todos para um ideal de vida superior, unida intimamente a Jesus Cristo e a Sua Mãe Santíssima.
Esta devoção a que Santo Antônio a todos chama é o caminho seguro para a plena realização individual bem na esteira de São Bernardo: “A Jesus por meio de Maria”. A todos Santo Antônio convida a avançar sem hesitação pelas veredas da perfeição traçadas pelo Mestre Divino e trilhadas pela Virgem Maria, pois, bem lembrou São Paulo “Esta é a vontade de Deus a vossa santificação” (l Ts 4,3).
Então, sim, o devoto de Santo Antônio estará descobrindo a verdadeira estatura deste santo portentoso que o projetará nos páramos da união mais completa as realidades espirituais, fazendo-o cada um verdadeiro obreiro do Evangelho.

Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho
Fonte: http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/santo-antonio-o-trovador-de-maria.html

Os cinco pecados contra Nossa Senhora

 
Nossa Senhora pediu a conversão dos pecadores e reparação feita pelos pecados que ofendem a seu Imaculado Coração, junto com a consagração da Rússia.



 
 

Em Fátima ela diz: "Minha filha, o motivo é simples: há cinco maneiras pelas quais as pessoas ofendem e blasfemam contra o Imaculado Coração de Maria:
1. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2. Contra a sua virgindade perpétua;
3. Contra a Maternidade Divina, recusando ao mesmo tempo, a aceitá-la como Mãe de toda a humanidade;
4. Aqueles que procuram publicamente infundir nos corações das crianças a indiferença, desprezo e até ódio contra esta Mãe Imaculada;
5. Aqueles que insultam-na diretamente em suas imagens sagradas.

Um câncer se espalhando cada vez mais, estes crimes contra a Virgem Maria estão a fazer entre os fiéis uma diminuição da crença em seu papel especial como Medianeira de Todas as Graças, produzindo uma correspondente diminuição das graças.
Ao mesmo tempo, esses pecados exclui a possibilidade de que as pessoas em grandes números procurará especial, graças extraordinárias do seu coração, poderosas graças oferecido a todos pelo nosso Redentor por meio da confiança em seu Imaculado Coração.
Um declínio no fluxo da graça permite que as forças do mal para crescer no poder, resultando em uma enorme onda de pecado, tanto em qualidade e quantidade.
 
 

 
 
As Aparições de Nossa Senhora em Akita, no Japão, parecem constituir parte do esforço que Deus está fazendo para nos salvar por meio de Sua mãe. Aprovado oficialmente em 1984 pelo Bispo da Diocese de Nigata, após consulta com a Santa Sé e oito anos de estudo, essas aparições são, como o próprio Bispo indicou, uma repetição da Mensagem de Fátima. Dada no Japão por Nossa Senhora em 13 de outubro de 1973, uma data de aniversário de Fátima, parte desta mensagem confirma graves advertências Lúcia:
"Se os homens não se arrependerem e emendarem as suas vidas, o Pai vai infligir um castigo terrível a toda humanidade. As únicas armas que restarão serão o Rosário e o Sinal da Cruz. Rezem o Terço todos os dias pelo Papa, os Bispos e sacerdotes. A ação do diabo se infiltrará mesmo na Igreja ..."
 
 

 
 

Então, a santa Virgem disse:" Olha, minha filha, o meu coração cercado de espinhos que os homens ingratos a cada momento cravam por suas blasfêmias e ingratidões. Você, pelo menos, tentar consolar-me e dizei que eu prometo assistir, na hora da morte, com as graças necessárias para a salvação, todos aqueles que, no primeiro sábado de cinco meses consecutivos, se confessar, receber a Sagrada Comunhão, recitar o Terço do Rosário, e me fazer companhia durante quinze minutos, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com a intenção de me fazer reparação"

 
 
A irmã Lúcia colocou diante de Jesus a dificuldade que algumas pessoas tinham sobre confessando, no sábado, e pediu que ele pode ser válido para confessar-se no prazo de oito dias a contar do primeiro sábado:. Jesus respondeu: "Sim, e poderia ser ainda mais longo, desde que, quando Me receberem, eles estão em estado de graça e tem a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria. "
Esta devoção visa reparar os cinco pecados cometidos contra a Virgem. Assim, esses pecados são verdadeiramente responsáveis ​​por muitos que não conseguem obter a salvação e a visão beatífica.
O Imaculado Coração Devoção é o antídoto necessário para garantir que a imunidade dos fiéis para os efeitos nocivos dos cinco pecados. Esta devoção proporcionaria novas energias para o combate mortal com o Diabo e suas legiões.
Cada pecado é mais destrutivo do que o anterior, na medida em que ainda impede o fluxo da graça de seu Imaculado Coração e resulta em mais almas perdidas.
 
 

 
 

A primeira fase da guerra total de Satanás contra a Virgem é a blasfêmias cometidas na negação da sua Imaculada Conceição. A sagrada vocação de Maria é totalmente dependente dessa verdade. Permitir que o primeiro pecado de enfraquecer esta crença nos corações dos fiéis e até mesmo removê-lo completamente é garantir a perda de inúmeras almas.
Na segunda etapa, o Diabo ataca a sua virgindade perpétua. Este mistério é incompreensível devido à sombra do Espírito Santo, realizando uma perfeita união com a Virgem Imaculada como o seu cônjuge. Atacar a sua virgindade perpétua ou reduzi-la a uma posição inferior, como os teólogos modernos fazem é destruir o plano divino através do qual o Santificador realiza a salvação de almas e por meio de Sua Esposa santíssima.
 
 


Com todo o poder ao seu comando, Satanás quer negar a Virgem a oportunidade de usar seus filhos como agentes de graça.
Corromper as crianças e conservá-los longe de Nossa Senhora, e até mesmo contra ela. A cura para esta doença é fazer com que os filhos de Maria se tornem cada vez mais unidos à ela pelo intelecto e vontade, para que eles possam ser seus agentes de primeira ordem.Com efeito, o resultado deste ataque direto é: desqualificar a única pessoa que poderia derrotá-lo pois recebeu de Deus o poder para isso. Estes devotos leais de Maria permanecem como o último obstáculo impedindo o demônio de uma vitória completa.
"Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua descendência e a dela, ela te esmagará!" (Gen. 3:15 ).
 
 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Rezar o Rosário faz bem à alma




Havia uma senhora muito simples que vendia verduras na vizinhança.

Certo dia, Dona Joana, conhecida por todos na vizinhança, foi vender suas verduras na casa de uma pessoa fanática e perdeu o terço no jardim da casa dele.

Passado alguns dias, Joana voltou novamente àquela casa. E a pessoa fanática veio logo zombar de Joana, e dizia para ela: – Você perdeu o seu Deus? Ela humildemente respondeu: – Eu, perder o meu Deus? Nunca! Ele, então pegou o Terço e disse: – Não é este o seu Deus? Ela disse: – Graças a Deus o senhor encontrou o meu Terço. Muito obrigada. Ele disse: “- Por que você não troca este cordão com estas sementinhas pela Bíblia? e completou: Isso é IDOLATRIA. Ela suavemente respondeu: – Eu leio a Bíblia todos os dias e rezo o terço, e com o terço eu medito toda a Palavra de Deus que li e a guardo no coração. Ele disse: – Medita a palavra de Deus? Como assim? Poderia me dizer? Respondeu Joana, pegando o Terço: – Posso sim. Quando eu pego a cruz, lembro-me que o filho de Deus deu todo o Seu Sangue, pregado numa cruz, para salvar a humanidade.

Esta primeira conta grossa, me lembra que há um só Deus onipotente. Estas três contas pequenas me lembram as três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Essa outra conta grossa me faz lembrar a oração que o Senhor mesmo nos ensinou que é o Pai Nosso. O terço tem cinco mistérios que fazem as cinco chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo cravado na cruz, e a cada mistério

tem dez Ave-Maria, que me fazem lembrar os Dez mandamentos que o Senhor mesmo escreveu na tábua de Moisés.

O Rosário de Nossa Senhora tem quinze mistérios que são: os cinco gozosos, os cinco dolorosos e os cinco gloriosos. De manhã, quando me levanto para iniciar a luta do dia rezo os gozosos, lembrando-me do humilde lar de Maria de Nazaré. Ao meio dia, no meu cansaço e na fadiga do trabalho, eu rezo os mistérios dolorosos, que me fazem lembrar a dura caminhada de Jesus Cristo para o calvário;

Quando chega o fim do dia, com as lutas todas vencidas, eu rezo os mistérios gloriosos, que me fazem lembrar que Jesus venceu a morte para dar a salvação a toda humanidade.

E temos ainda os mistérios luminosos, OS MISTÉRIOS DA LUZ. E agora, me diga onde está a IDOLATRIA? Ele depois de ouvir tudo isso disse: – Eu não sabia disso, Joana. você me ensina a rezar o Terço?