Salve Maria!

Sejam bem vindos!!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem de São Luís de Montfort


O "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem", certamente a mais importante das obras teológicas sobre a devoção à Virgem Maria.

Essa devoção se fundamenta em dois princípios:

1. Deus quis servir-se de Maria na Encarnação, ou seja, o Verbo de Deus se fez homem através de Maria, com o consentimento d'Ela, com a participação d'Ela. O Pai pediu sua anuência; o filho habitou seu seio; o Espírito Santo a cobriu com sua sombra (cfr. Lc 1,35).

2. Deus quer servir-se de Maria na santificação das almas. Pois sendo Ele invariável em sua conduta, é ainda e sempre através de Maria que forma Jesus Cristo nas almas. Ele continua sendo o "bendito fruto" de seu ventre e "é certo que Jesus Cristo para cada homem que o possui em particular, é tão verdadeiramente fruto e obras de Maria, como o é para todo o mundo em geral" (TVD, 33).

Por isso a devoção à Santíssima Virgem é necessária a todos os homens para a salvação e, muito especialmente, àqueles que são chamados a uma perfeição particular" (TVD, 40-43).

A verdadeira devoção à Santíssima Virgem tem, segundo São Luís, cinco características:

1. Ela é interior, ou seja, vem do espírito e do coração, fundamentando-se numa idéia adequada do enorme papel representado por Maria no plano da Redenção, e num amor coerente com essa idéia;

2. Ela é terna, gerando na alma uma grande confiança, que faz recorrer a Maria em todas as suas necessidades, como uma criança recorre a sua mãe;

3. Ela é santa, isto é, faz com que se evite todo o pecado e se imitem as virtudes da Santíssima Virgem;

4. Ela é constante, consolidando a alma no bem e fazendo com que não abandone facilmente o caminho iniciado.

5. Ela é desinteressada, inspirando a alma a buscar mais a glória de Deus que suas próprias vantagens.

Todas essas notas, São Luís as reúne na prática que chama de escravidão de amor à Santíssima Virgem, pela qual se entregam a Maria todos os bens interiores e exteriores, para que de tudo Ela disponha segundo o agrado de Deus.

Às vésperas da Revolução Francesa, que pregaria a total liberdade, São Luís ensina a escravidão àquela que se proclamou escrava de Deus.




Publicado no Jornal Veritas, no 8 - abril de 1986 - ano2

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nossa Senhora de La Almudena, Padroeira de Madri

A origem da atual capital espanhola se perde na noite dos tempos. Roma ainda não havia sido fundada e já Madri se orgulhava de sua Antigüidade.
Foi ela das primeiras vilas na Península Ibérica a abraçar o Cristianismo, quando, segundo a tradição, São Tiago aí pregou o Evangelho. Com seus discípulos, construiu ele um modesto templo, dedicado à Santíssima Virgem, no qual deixou uma imagem da mesma Senhora, esculpida em madeira.

Perseguida pelos romanos, a Igreja aí estabelecida viu inúmeros dos seus filhos sofrerem o martírio. Os invasores godos, porém, após vencerem os romanos, curvaram-se ao doce jugo do cristianismo, e uma igreja substituiu a primitiva capela de São Tiago.
 


No início do século VIII um traidor, o conde D. Julián - nome execrável nos anais da história da Espanha - por vingança, abriu as portas da Península aos árabes do norte da África. A horda invasora, sempre vitoriosa, aproximava-se de Madri no transcurso do ano 714.

Clero e povo, alvoroçados, se reuniram então em torno da venerada imagem da Mãe de Deus para suplicar-lhe auxílio naquela hora de angústia, certos de que seriam atendidos.

Entretanto, a vila não dispunha de meios para resistir. Qual seria, nessas condições, o destino da tão honrada escultura? Muito provavelmente seria destruída, tal como os ímpios filhos de Mafoma vinham fazendo em todo seu devastador percurso. A única saída, concordaram todos, seria escondê-la num vão da muralha da cidade. E assim se fez, confiados em que mais tarde a pudessem resgatar.

Os inimigos triunfantes, dispostos a permanecer em Madri para sempre, transformaram a igreja em mesquita, parecendo que o nome da Virgem nunca mais seria invocado naquele local, onde distribuíra tantas graças.

Velas postas há 369 anos aparecerem milagrosamente acesas!
Trezentos e sessenta e nove anos se passaram quando D. Alfonso VI, rei de Castela, com o auxílio do celebérrimo D. Rodrigo Díaz de Bivar, El Cid Campeador, derrotou os mouros em Toledo, tornando-se viável a reconquista de Madri, efetivada pouco depois.
Assim, em 1083 a antiga igreja foi reconsagrada e novamente dedicada à Rainha dos Céus.

Os habitantes locais ainda se recordavam, embora de modo muito confuso, de que uma milagrosa imagem da Virgem fôra escondida na muralha por ocasião da tomada da vila, propondo-se o próprio monarca católico a encontrá-la. Ordenou, por um pregão, que durante nove dias todos os nobres, burgueses e povo da vila, por meio de jejuns, orações e penitências, suplicassem à Virgem que se dignasse indicar o local que abrigava sua santa imagem.

No último dia da novena, 9 de novembro de 1083, uma concorrida procissão dirigiu-se à igreja. Dela participavam D. Alfonso VI, D. Sancho de Aragão e Navarra, os infantes, cardeal D. Fernando e D. Martin, numerosos eclesiásticos e grandes cavaleiros. Entre todos se destacava El Cid, herói nacional, vencedor de sete reis mouros!

Após celebração de Missa solene, o portentoso cortejo começou a percorrer a vila, em piedosa investigação. Mas nada sucedeu de extraordinário. Decepção, desalento... Teria a Virgem sido surda a tão piedosa súplica?

Não! Eis que, durante essa mesma noite, a muralha dividiu-se por si só, deixando aparecer em um improvisado nicho a milagrosa imagem, tão fresca como se tivesse sido ali depositada no dia anterior. E - milagre maior! - acesas todas as velas, a seu lado colocadas há quase quatro séculos por confiantes devotos!

Nova procissão, ainda mais solene e jubilosa que a anterior, conduziu com todo carinho a bendita Santa Maria ao seu antigo altar.
D. Alfonso VI quis que esta passasse a se chamar Santa Maria la Real de la Almudena, por haver permanecido tantos séculos escondida em um local da muralha perto do almudin (mercado ou armazém) que os mouros ali haviam instalado. Sob a mesma invocação, a Santíssima Virgem foi ainda proclamada Padroeira de Madri.

Trigo providencialmente descoberto salva cristãos

Poucos anos depois da morte de Alfonso VI, Madri foi novamente atacada pelos mouros, comandados pelo terrível Alí-Aben-Jucet. Outra vez a cidade se achava inteiramente despreparada para a defesa, embora seus habitantes procurassem desesperadamente salvaguardar as muralhas.

Tranqüilo, Alí Jucet determinou manter o cerco à cidade, até que a fome obrigasse o povo à rendição. Não havendo qualquer esperança humana, os sitiados suplicaram à Mãe de Deus que lhes valesse. E o atendimento não tardou: uma terrível peste assolou o campo inimigo com tanto rigor, que obrigou os não atingidos a fugir espavoridos.
Vinte anos mais tarde, novo assalto. Os sarracenos sitiaram a cidade, esperando que esta se rendesse pela escassez de alimentos. Quando já não havia mais o que comer, uns meninos que brincavam junto à igreja, abriram um buraquinho num de seus pilares. Imediatamente por ele começou a escorrer um pó branco que se verificou ser farinha de trigo, de ótima qualidade. Derrubada parte da parede lateral da igreja, onde o tal pilar se encostava, descobriu-se um desconhecido silo. A abundância do trigo encontrado levou os espanhóis a jogar parte dele sobre os mouros, numa demonstração de fartura, para que perdessem a esperança de subjugá-los pela fome. O exército inimigo, uma vez mais, retirou-se humilhado. Um quadro de Alonso Cano, na igreja, lembra até hoje esse fato. E em outra pintura, no mesmo local, está retratado o milagre narrado abaixo.
 
 
Criança salva milagrosamente do poço:

A esta imagem recorreu Santo Isidro, o Lavrador, quando seu filho caiu num poço. Assim que rezou à Virgem, as águas do mesmo começaram a subir suavemente até que o santo pai pôde resgatar o filho são e salvo.

A milagrosa imagem é esculpida em madeira odorífica, que lembra os cedros do Líbano; e a pintura é tão consistente que mesmo os desgastes naturais do tempo não conseguiram deteriorá-la.

Uma particularidade surpreendente com relação a essa imagem - comprovada historicamente - é a impossibilidade de se conseguir uma cópia idêntica ao original. Muitos pintores célebres tentaram reproduzi-la, mas todos confessaram seu fracasso.

Reis tornam-se escravos de Nossa Senhora

Em 29 de agosto de 1640, instituiu-se na igreja de Santa Maria a Esclavitud de la Virgen de la Almudena, constituindo-se seu primeiro escravo o próprio rei, D. Felipe IV. Exemplo seguido depois por seus sucessores.
A Virgem de la Almudena é uma das nove imagens objeto de devota prática por parte das Rainhas da Espanha. Estas, quando estão para dar à luz, costumam visitar tais imagens rogando a Maria Santíssima que lhes conceda um bom parto, colocando sob Sua proteção o fruto de suas entranhas. Essa prática foi imitada por senhoras de todas as condições até quase nossos tristes dias, em que o neopaganismo se esforça por destruir tudo quanto é santo e venerável.

Texto escrito por Plínio Maria Solimeo para a Revista Catolicismo.

Fonte de referência:
* Conde de Fabraquer, Las Imágenes de la Virgen aparecidas en España, Imprenta y Litografía D. Juan José Martinez, vol. I, Madrid, 1861.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO




Ó Maria, Virgem Santa de Caravaggio,



do presépio até a cruz cuidaste do teu Filho,



e para Joaneta, foste consolação e fonte de paz.



Mostra-nos o Salvador: fruto do teu ventre,



e ensina-nos a acolher Jesus



e seguir seu Evangelho.



À tua proteção recorremos, ó cheia de graça,



em nossas necessidades: livra-nos dos perigos;



ajuda-nos a vencer as tentações;



leva ao Senhor nossa prece



e mostra que és nossa mãe, a mãe que ele nos deu.



Roga por nós, Nossa Senhora de Caravaggio,



para que sejamos dignos das promessas de Cristo.



Amém.

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

 



Estamos no início do século XV e a Igreja Católica encontra-se desde o século XIV, agitada por disputas internas e divisões bastante sérias, inclusive com o surgimento de alguns antipapas. 
A Itália por sua vez também, politicamente, vivia momentos graves, assolada pro guerras internas. Por exemplo, o norte, região de Milão, com a província (república) de Veneza.
Nesse ambiente conturbado vamos encontrar no pequeno vilarejo de Caravaggio, norte do país, próximo de Milão. 
A senhora Joaneta Vacchi mulher simples, pobre e sofredora, pois seu marido, homem de coração duro, a tratava muito mal. 
Na tarde do dia 26 de maio de 1432, por volta de 05 horas da tarde, enquanto fazia sua lida diária, buscava comida para os animais um pouco distante de casa.
Com medo de ser espancada pelo marido caso demorasse para voltar para casa, Joaneta pedia ajuda a Mãe de Deus e ia rezando:






- Ó Senhora Santíssima, ajudai-me Vós...que eu já não consigo suportá-lo... Só Vós ó querida Mãe, podeis fazer cessar esses meus sofrimentos. Ninguém me ajuda e me consola... Tende piedade de mim!







Estava assim dirigida esta sua oração a Nossa Senhora, quando eis que uma luz inesperada a envolve e lhe chama a atenção para algo misterioso, ao seu redor. Ergue os olhos e ei-la diante da Rainha do Céu, que sem demora lhe diz:

- "Não temas, ó filha, consola-te, que as tuas orações foram atendidas pelo Meu Divino Filho, por Minha intercessão e já te estão preparados os tesouros do Céu. 
Mas agora, dobra os joelhos por terra e ouve com reverência aquilo que te vou dizer: O mundo cheio de iniqüidades, tinha provocado a indignação do Céu.



O Meu Divino Filho queria punir severamente esses homens, autores de iniqüidade e cheios de pecados e de crimes, mas Eu rezei pelos miseráveis pecadores, supliquei longamente e, finalmente Meu Divino Filho aplacou-Se.





Por isso, ordena que, por tão assinalado benefício, jejuem uma sexta-feira a pão e água e festejem um sábado em Minha honra, porque Eu quero este sinal de gratidão dos homens pela importantíssima graça por Mim obtida a seu favor.
E a gora vai, ó filha, e revela a todos esta Minha vontade".








Atordoada pela admiração e pela maravilha, Giannetta responde


- "Como poderei eu, ó minha Mãe, fazer aquilo que me pedis? Quem acreditará nas minhas palavras?





Eu sou demasiado pobre e mesquinha, e ninguém me acreditará!".
- "Acreditar-te-ão, acrescentou Nossa Senhora, porque Eu Mesma confirmarei as tuas palavras com evidentes milagres!..."
Dito isto, desapareceu, deixando gravadas, no lugar em que Se havia manifestado as pegadas de Seus beatíssimos pés, junto das quais brotou uma fonte de água.
Esta foi a única aparição de Nossa Senhora.




Altar construído sobre o local da Aparição e a fonte subterrânea 


São de admirar as palavras sérias isso em 1942. Que dirá hoje a Nossa querida Mãe do Céu?
Em 1992 o Santo Padre o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Caravággio na Itália local da aparição de Nossa Senhora e permaneceu lá três dias em oração. 
A seguir descrevemos alguns tópicos de Mensagem de Nossa Senhora a sua escolhida:
__ Deus pediu oração, conversão e penitência;
__ Os homens devem mostrar gratidão a Virgem Maria, por sua intercessão no Céu, dedicando o sábado a sua devoção;
__ Anunciou que Deus, sentindo-se ofendido pelos pecados da humanidade, tem intenção de permitir a destruição do planeta, porém ela, a nossa Mãe, com suas súplicas, tem obtido o adiamento do Castigo;
__ Sua vinda era para anunciar a paz;
 Após escutar a mensagem da Rainha do Céu e da terra, Giannetta com sinceridade, respondeu que as pessoas de maneira geral não iriam dar crédito a ela. 
Porém Nossa Senhora tranqüilizou-a, afirmando:
- ”Levanta-te e não temas, mas relata o que te anunciei”. 
E fazendo o sinal da Cruz sobre ela, desapareceu.
Nesse local, o da Aparição, foi construída um grande e lindíssimo Santuário.
Joaneta, na condição de porta-voz, leva ao povo e aos governantes o recado da Virgem Maria para solicitar-lhes – em nome de Nossa Senhora – os acordos de paz. Apresenta-se a Marcos Secco, senhor de Caravaggio, ao Duque Felipi Maria Visconti, senhor de Milão, ao imperador do Oriente, João Paleólogo, no sentido de unir a igreja dos gregos com o Papa de Roma.
Em suas visitas, levava ânforas de água da fonte sagrada, que resultavam em curas extraordinárias, prova de veracidade da aparição. Os efeitos da mensagem de paz logo apareceram. A paz aconteceu na pátria e na própria Igreja.
Até mesmo Francisco melhorou nas suas atitudes para com a esposa Joaneta.
Sobre ela, após cumprida a missão de dar a mensagem de Maria ao povo, aos estados em guerra e à própria Igreja Católica, os historiadores pouco ou nada falam.
Por alguns anos foi visitada a casa onde ela morou que, com o tempo desapareceu no anonimato.


Outros Acontecimentos:

__ Dentre as várias graças alcançadas em conseqüência da manifestação de Nossa Senhora, citamos o fim dos desentendimentos na Igreja e a paz no território italiano, entre Veneza e Milão;




Fonte e Santuário


















__ Também o aparecimento de uma fonte d’água foi uma grande misericórdia.
Existe até hoje, junto ao Santuário, tem proporcionado, durante mais de cinco séculos, milhares de curas.
Inclusive aconteceu ali um grande prodígio, conforme narrativas da época:
Uma pessoa, de nome Graciano, não acreditando nos relatos envolvendo o milagre da fonte, jogou com descaso um galho de árvore seco dentro dela; qual não foi a surpresa, imediatamente ele ganhou vida e floresceu.


Inclusive esse pequeno arbusto está presente na imagem de Nossa Senhora de Caravaggio.







__ É muito importante salientarmos que os imigrantes italianos, oriundos de um pais muito católico e Mariano, espalharam essa devoção pelo mundo; principalmente aqui em nosso Brasil:
· Santuário de Caravaggio, em Farroupilha (RS);
· Santuário de Caravaggio, em Canela (RS);
· Santuário de Caravaggio, em Paim Filho (RS);
· Santuário de Caravaggio, em Azambuja (Brusque/SC);
· Santuário de Caravaggio, em Criciúma/SC);
· Santuário de Caravaggio , em Matelândia (PR).  
__ No Rio Grande do Sul, a diocese de Caxias do Sul, em 1959, recebeu do Vaticano a confirmação de que Nossa Senhora de Caravaggio, passava a ser sua Padroeira. 
E dezesseis anos depois (1975) aquele que viria a ser o futuro Papa João Paulo I (Cardeal Albino Luciani), passando por Caxias do Sul, enviou sua mensagem ao Santuário de Caravaggio.






__ Em Farroupilha o primeiro Santuário foi inaugurado em 1879 e o atual, belíssimo, em 1963;




 

 
Concluindo, podemos dizer claramente:
“Os filhos devotos não conseguem viver sem a sua Mãe!”



SANTUÁRIO EM CARAVAGGIO


INTERIOR DO SANTUÁRIO



terça-feira, 31 de maio de 2011

Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria para obter a pureza

                                                                                    
        Oh, Imaculado Coração de Maria, Virgem Puríssima, atenta aos terríveis perigos morais que ameaçam por todos os lados. Ciente da minha própria fraqueza humana, voluntariamente me coloco, de corpo e alma, este dia e para sempre, sob a Vossa solicitude e proteção.
Consagro-Vos o meu corpo, com todos os seus membros, e peço-Vos que me ajudeis a nunca o usar como uma ocasião de pecado para os outros. Ajudai-me a lembrar-me de que o meu corpo é "Templo do Espírito Santo," que devo usar segundo a Santa Vontade de Deus para a minha salvação e a dos outros.
Consagro-Vos a minha alma, e peço-Vos, a Vós e a Jesus, que me guardeis e me leveis com segurança para Casa — que é o Céu — por toda a eternidade.
Oh, Maria, minha Mãe, tudo o que sou, tudo que tenho é Vosso, Guardai-me e conservai-me debaixo do Vosso manto de misericórdia, como coisa e propriedade Vossa.
"Jesus, Maria, eu Vos amo; salvai as Almas!"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Visitação de Nossa Senhora


Maria visita sua prima Isabel!

Estamos no ultimo dia do mês de maio, mês este dedicado às mães e dentre elas, recordamos com carinho a Santa Mãe de Deus e da Igreja: Maria. Com ela testemunhamos e celebramos juntos a alegria de sermos filhos de um mesmo Pai e irmãos na mesma fé. Maria nos revela a doçura, a entrega e o amor de todas as mães, sinal visível de um amor feito doação. É com ela que chegamos até você querido benfeitor e benfeitora neste mês especial.
Ao receber a visita do anjo, além do grande anúncio de que seria ela a mãe do filho de Deus, Maria fica sabendo que sua prima Isabel, estava no sexto mês de gravidez, a mesma Isabel, que era considerada estéril por todos. Maria ao saber da novidade se coloca a serviço, tomada pela pressa, nascida pela felicidade e pela maravilha que Deus realizara em Isabel, põe-se a caminho. Esta força que nasce do coração da mãe Maria, a impele a cruzar estradas, subir montanhas para encontrar sua prima e a servir. O relato do encontro é sublime, porque sublime foi a doação de vida destas duas mulheres.
Afinal de contas, elas traziam em seus ventres, uma o grande profeta João Batista e a outra, o Messias esperado com ânsia por todos: Jesus Cristo, o Senhor. Por isso, Maria não subiu às montanhas para dar um passeio, ou divertir-se, ou para fazer turismo, mas subiu para encontrar-se com sua prima, para visitá-la, para prestar-lhe sua ajuda, para oferecer-lhe sua presença e levar-lhe o calor de seu Filho, envolto ainda no seu seio materno.
Maria é a missionária a levar uma mensagem de esperança, de amor e de fé. Vamos também nós abrirmos nossos corações, derrubar as barreiras do egoísmo e quebrar o gelo que nos separa de Deus e dos irmãos e irmãs e, intimamente, pular de alegria, emocionar-nos e estremecermos como se emocionou , estremeceu e rejubilou-se João Batista no seio de Isabel.
Mas para que o encontro se realize e se consolide em nossa alegria, é preciso subir, pois fomos feitos para o alto, fomos talhados para o infinito, fomos criados para o além e fomos formados para ultrapassar-nos, até chegarmos a Deus. Não podemos jamais dizer um não consciente a Deus, nem fechar-se diante dos canais da graça, nunca resistir aos convites do Criador, não acomodar-se a um cristianismo fácil e cômodo, nunca trairmos nossa fé, nem desinteressar-nos das coisas de Deus, não se contentar com pouco, porque se procedemos assim jamais subiremos.
Caro amigo e amiga, não vamos brincar com a salvação eterna, não podemos ser indiferentes, nem neutros em questão de fé. Como devotos de Nossa Senhora não deve haver mais escolha, já nos definimos por Cristo, agora nos resta, a exemplo de Maria, assumir e comprometer-nos com Ele. Assim, nossa Mãe se torna sinal de esperança e de conforto. Ela foi agraciada por seu Filho porque acreditou e viveu sua fé, com fidelidade. Portanto, ela é para nós modelo de vivência cristã.

Frei Atílio Abati, ofm