Salve Maria!

Sejam bem vindos!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O olhar de Jacinta


O olhar da Jacinta, vidente de Fátima, é impressionante antes de tudo pela sua seriedade ultra-precoce. Como pode uma menina que morreu com 9 anos ter um olhar tão maduro como este?
Convém lembrar que ela viu Nossa Senhora pelo menos 6 vezes, a mais alta das criaturas, inferior apenas ao Homem Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, podemos dizer que ela viu o Céu.
Ela pode ver também o inferno em julho de 1917, revelado por Nossa Senhora com a intenção de favorecer sua santificação e de que o descrevesse ao mundo.
É um olhar de quem levou inteiramente a sério tudo o que viu, de suma compenetração da gravidade da situação e das suas conseqüências. Diria mesmo, um olhar de aflição com relação à importância que se deve dar à mensagem de Fátima.
É um olhar de quem se entregou inteiramente a Deus e resolveu nunca mais pecar. Mais do que isso, tomou a si sofrer tudo o que Deus lhe pediu para converter os pecadores.
Que pecadores? Nós. Eu que escrevo e você que faz o sacrifício de ler este texto. E todos os que devem levar a sério os apelos de Fátima.
Por isso, é lógico dizer, este olhar extraordinário é especialmente para nós católicos destes tristes dias. Para que sejamos fiéis e nos livremos do inferno. Admiremo-lo e abramo-nos para seus ensinamentos.
 Como toda a existência de uma pessoa pode se refletir e ser percebida num olhar...!
Poder-se-ia dizer que os olhos são as janelas da alma, no sentido em que, esta se reflete neles de maneira a se revelar a quem os contempla.
Já o olhar comum das outras crianças que aparecem na foto não têm nada do olhar da Jacinta. Superficiais, inconseqüentes, otimistas, ocos. Reflexo do que há de mais comum em nossos dias. Dá pena ver que vivem alheios ao sentido mais profunda da realidade.
 Bem aventurada Jacinta rogai por nós, para que nos convertamos inteiramente, nos santifiquemos e nos livremos do inferno.
Lembro que a Irmã Lúcia, narra em suas memórias, que em 13 de julho de 1917, quando Nossa Senhora lhe mostrou o inferno (e também aos dois primos bem aventurados), viu os pecadores caírem nele como as folhas caem das árvores nos invernos europeus. Isso há quase 100 anos atrás! Quando nem se falava em divórcio, em aborto, em aberrações morais de todo gênero etc...
Nossa Senhora de Fátima, apressai o triunfo de vosso Imaculado Coração!!

Por que rezar o terço todos os dias?

 


Apelo à Reza Diária do Terço
Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado
«Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.»
Qual terá sido o motivo por que Nossa Senhora nos mandou rezar o Terço todos os dias, e não mandou ir todos os dias assistir e tomar parte na Santa Missa?
Trata-se de uma pergunta que me tem sido feita muitas vezes, e à qual gostava de dar resposta agora. Certeza absoluta do porquê não a tenho, porque Nossa Senhora não o explicou e a mim também não me ocorreu de Lho perguntar. Digo, por isso, simplesmente o que me parece e me é dado compreender a este respeito. Na verdade, a interpretação do sentido da Mensagem deixo-a inteiramente livre à Santa Igreja, porque é a Ela que pertence e compete; por isso, humildemente e de boa vontade me submeto a tudo o que Ela disser e quiser corrigir, emendar ou declarar.
A respeito da pergunta acima feita, penso que Deus é Pai; e como Pai acomoda-se às necessidades e possibilidades dos Seus filhos. Ora, se Deus, por meio de Nossa Senhora, nos tivesse pedido para irmos todos os dias participar e comungar na Santa Missa, por certo haveria muitos a dizerem, com justo motivo, que não lhes era possível. Uns, por causa da distância que os separa da igreja mais próxima onde se celebra a Eucaristia; outros, porque não lho permitem as suas ocupações, os seus deveres de estado, o emprego, o seu estado de saúde, etc. Ao contrário, a oração do Terço é acessível a todos, pobres e ricos, sábios e ignorantes, grandes e pequenos.
Todas as pessoas de boa vontade podem e devem, diariamente, rezar o seu Terço. E para quê? Para nos pormos em contacto com Deus, agradecer os Seus benefícios e pedir-Lhe as graças de que temos necessidade. É a oração que nos leva ao encontro familiar com Deus, como o filho que vai ter com o seu pai para lhe agradecer os benefícios recebidos, tratar com ele os seus assuntos particulares, receber a sua orientação, a sua ajuda, o seu apoio e a sua bênção.
Dado que todos temos necessidade de orar, Deus pede-nos, digamos como medida diária, uma oração que está ao nosso alcance: a oração do Terço, que tanto se pode fazer em comum como em particular, tanto na igreja diante do Santíssimo como no lar em família ou a sós, tanto pelo caminho quando de viagem como num tranqüilo passeio pelos campos. A mãe de família pode rezar enquanto embala o berço do filho pequenino ou trata do arranjo de casa. O nosso dia tem vinte e quatro horas…não será muito se reservarmos um quarto de hora para a vida espiritual, para o nosso trato íntimo e familiar com Deus!
Por outro lado, eu creio que, depois da oração litúrgica do Santo Sacrifício da Missa, a oração do santo Rosário ou Terço, pela origem e sublimidade das orações que o compõem e pelos mistérios da Redenção que recordamos e meditamos em cada dezena, é a oração mais agradável que podemos oferecer a Deus e de maior proveito para as nossas almas. Se assim não fosse, Nossa Senhora não o teria recomendado com tanta insistência.
Ao dizer Rosário ou Terço, não quero significar que Deus necessite que contemos as vezes que Lhe dirigimos as nossas súplicas, os nossos louvores ou agradecimentos. Certamente Deus não precisa que os contemos: n”Ele tudo está presente! Mas nós precisamos de os contar, para termos a consciência viva e certa dos nossos atos e sabermos com clareza se temos ou não cumprido o que nos propusemos oferecer a Deus cada dia, para preservarmos e aumentar o nosso trato de direta convivência com Deus, e, por esse meio, conservarmos e aumentarmos em nós a fé, a esperança e a caridade.
Direi ainda que, mesmo aquelas pessoas que têm possibilidade de tomar parte diariamente na Santa Missa, não devem, por isso, descuidar-se de rezar diariamente o seu Terço. Bem entendido que o tempo apropriado para a oração do Terço não é aquele em que toma parte na Santa Missa. Para estas pessoas, a oração do Terço pode considerar-se uma preparação para melhor participarem da Eucaristia, ou então como uma ação de graças pelo dia afora.
Não sei bem, mas do pouco conhecimento que tenho do trato direto com as pessoas em geral, vejo que é muito limitado o número das almas verdadeiramente contemplativas que mantêm e conservam um trato de íntima familiaridade com Deus que as prepare dignamente para a recepção de Cristo, na Eucaristia. Assim, também para estas, se torna necessária a oração vocal, o mais possível meditada, ponderada e refletida, como o deve ser o Terço.
Há muitas e belas orações que bem podem servir de preparação para receber Cristo na Eucaristia e para manter o nosso trato familiar de íntima união com Deus. Mas não me parece que encontremos alguma mais que se possa indicar e que melhor sirva para todos em geral, como a oração do Terço ou Rosário. Por exemplo, a oração da Liturgia das Horas é maravilhosa, mas não creio que possa ser acessível a todos, nem que alguns dos salmos recitados possam ser bem compreendidos por todos em geral. É que requer uma certa instrução e preparação que a muitos não se pode pedir.
Talvez por todos estes motivos e outros que nós não conhecemos, Deus, que é Pai e compreende melhor do que nós as necessidades dos Seus filhos, quis pedir a reza diária do Terço condescendendo até ao nível simples e comum de todos nós para nos facilitar o caminho do acesso a Ele.
Enfim, tendo presente o que nos tem dito, sobre a oração do Rosário ou Terço, o Magistério da Igreja ao longo dos anos – alguma coisa vos recordarei mais adiante -, e o que Deus, por meio da Sua Mensagem, tanto nos recomenda, podemos pensar que aquela é a fórmula de oração vocal que a todos, em geral, mais nos convém, e da qual devemos ter sumo apreço e na qual devemos pôr o melhor empenho para nunca a deixar. Porque melhor do que ninguém, sabem Deus e Nossa Senhora aquilo que mais nos convém e de que temos mais necessidade. E será um meio poderoso para nos ajudar a conservar a fé, a esperança e a caridade.
Mesmo para as pessoas que não sabem ou não são capazes de recolher o espírito a meditar, o simples ato de tomar as contas na mão para rezar é já um lembrar-se de Deus, e o mencionar em cada dezena um mistério da vida de Cristo é já recordá-los, e esta recordação deixará acesa nas almas a terna luz da fé que sustenta a mecha que ainda fumega, não permitindo assim que se extinga de todo.
Pelo contrário, os que abandonam a oração do Terço e não tomam diariamente parte no Santo Sacrifício da Missa, nada têm que os sustente, acabando por se perderem no materialismo da vida terrena.
Assim, o Rosário ou Terço é a oração que Deus, por meio da Sua Igreja e de Nossa Senhora, nos tem recomendado com maior insistência para todos em geral, como caminho e porta de salvação: «Rezem o Terço todos os dias» (Nossa Senhora, 13 de Maio de 1917).
Fonte: reporterdecristo.com

terça-feira, 12 de abril de 2011

Aparição de Nossa Senhora dos Ardentes


Um belo exemplo de como a Santíssima Virgem, padroeira de Arras (no norte da França) sob essa invocação, premia quando pessoas se perdoam devido a inimizades meramente pessoais.

[por Valdis Grinsteins, extraído de Catolicismo]

Poucas pessoas hoje em dia, salvo os médicos, ouviram falar de uma doença chamada ergotismo. Mas ela foi, desde a Idade Média até o século XVII, um problema sério de saúde. Seu nome vem de um fungo chamado ergot (esporão do centeio), que ataca o trigo.

Após contaminar a planta, sobretudo na primavera, começavam as epidemias, afetando milhares de pessoas ao mesmo tempo. A doença recebia nomes diferentes em diversas línguas, como mal des ardents, ignis sacer, heiliges feuer, fogo infernal ou fogo de Santo Antonio, indicando todos que as pessoas tinham a sensação de estarem se queimando; de Santo Antonio, porque a Ordem de Santo Antonio era a que tratava principalmente esses doentes.(1)

E foi justamente durante uma dessas epidemias que se deu a aparição da Santíssima Virgem, conhecida pela invocação de Nossa Senhora dos Ardentes, por causa da moléstia que veio curar.

Aparição, conselho e milagre

Foi na cidade de Arras, norte da França, nos primeiros anos do século XII, que começou uma dessas epidemias. O bispo da cidade, Lambert, rezou a Nossa Senhora pedindo sua proteção contra o flagelo, e foi atendido de uma forma bem inesperada.

Na noite de 24 para 25 de maio de 1105, a Virgem Santíssima apareceu a duas pessoas que estavam brigadas e eram inimigos mortais: Itier de Tirlemont e Pierre Norman.

Eles eram menestréis, quer dizer, espécie de cantores ambulantes, que compunham e interpretavam músicas religiosas ou profanas e se apresentavam nas feiras e torneios. Aconteceu que Norman matou o irmão de Itier, surgindo então um ódio completo entre os dois, que não havia forma de aplacar.

Estava Itier dormindo, quando apareceu-lhe em sonhos a Mãe de Deus e lhe disse:

“Dormes? Escuta o que tenho a te dizer. Levanta-te e parte para a Santa Sion de Arras, lugar sacro onde doentes em número de 144 sofrem dores mortais. Quando chegares, far-te-ei saber o tempo e local convenientes para que fales com Lambert, que governa essa igreja, e lhe contarás a visão. Tu lhe recomendarás ficar de vigília — ele será o terceiro a fazê-la contigo durante a noite de sábado para domingo — e visitar os doentes que se encontram na igreja.
Ao primeiro canto do galo, uma mulher vestida como eu estou agora descerá do alto da Igreja, tendo na mão um círio, que ela te dará. Após tê-lo recebido, deves acendê-lo e colocar gotas de cera dele em copos de água, que darás de beber aos doentes e derramá-la-ás sobre suas feridas. Não duvides de que aqueles que receberem este remédio com fé terão de volta a saúde. Ao contrário, aqueles que não acreditarem morrerão da sua doença. Farás isto junto com Norman, a quem tens um ódio mortal, e que se encontrará contigo no próximo sábado. Quando vocês dois se tiverem reconciliado, terão o bispo como terceiro companheiro”.(2)

Norman teve uma visão semelhante na mesma noite. Mas devem os dois ter duvidado, ou então lhes custava demasiado pensar em se reconciliar com o inimigo, pois a aparição se repetiu para os dois, nos locais onde se encontravam na noite seguinte.

Finalmente convencidos, partiram cada um por seu lado a Arras e se encontraram com o bispo Lambert. Este, surpreendido pela coincidência dos relatos, conseguiu reconciliar os dois inimigos, que aceitaram fazer com o bispo a vigília que a Virgem Santíssima tinha recomendado.

Para que estivessem bem preparados para o acontecimento, o bispo os fez jejuar a pão e água; e no sábado, 27 de maio, passaram os três a noite em vigília na igreja. Às três horas da manhã, viram Nossa Senhora descer da abóbada da igreja, toda resplandecente e tendo na mão um círio.

A Virgem lhes disse:

Aproximai-vos. Aqui tendes um círio que eu vos confio, e que será para vós um sinal especial da minha misericórdia. Toda pessoa tocada pela doença que se chama de fogo infernal terá apenas que colocar gotas deste círio na água e aspergir as feridas, que se curarão imediatamente. Aquele que acreditar será salvo; e o que não acreditar, perecerá”.

Depois disto a Virgem entregou o círio e desapareceu.

Imediatamente eles fizeram com os doentes que se encontravam na Igreja o que Nossa Senhora havia pedido. Dos 144, somente um não acreditou na eficácia da promessa, tendo morrido. Os outros ficaram curados.

O círio que Nossa Senhora entregou encontra-se ainda hoje na catedral da cidade. No ano 2005, justamente para comemorar os 900 anos do milagre, foi realizada uma exposição com 100 objetos que lembram o milagre através dos tempos, entre os quais ocupava lugar principal o santo círio.(3)

O valor de perdoar

Que lições podemos tirar desse milagre? Chama a atenção o fato de Nossa Senhora escolher para testemunhas dele duas pessoas que se odiavam mortalmente.

Com isto, ficavam eliminadas todas as hipóteses de cumplicidade, pois foi necessário primeiro reconciliá-las para que o milagre se produzisse. Que teria acontecido, caso elas se negassem a reconciliar-se? Provavelmente o milagre não teria acontecido, pois muitas vezes Deus faz depender prodígios portentosos do consentimento desta ou daquela pessoa.

Certamente Nossa Senhora teria encontrado outra forma de auxiliar os pobres doentes, mas não seria tão resplandecente como foi o modo como ocorreu esse milagre. Muito mais grave do que as doenças do corpo são as doenças da alma — entre elas o desejo de vingança — que nos fecham as portas do Céu.

Se Deus permite as doenças do corpo, é justamente para, por meio delas, nos ensinar várias virtudes como a paciência, o desapego dos bens terrenos ou a obediência às autoridades, e com isso fazer-nos progredir na vida espiritual. Se o próprio Deus perdoa nossos pecados, por que não perdoaremos nós, meras criaturas, a quem nos causou algum mal por razões de caráter pessoal? Devemos combater os inimigos da Igreja e da Civilização Cristã, mas devemos perdoar os que nos perseguem apenas por razões pessoais.
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Santíssimo Nome de Maria: significados segundo Santo Alberto, o Grande

 

A festa do Santíssimo Nome de Maria foi instituída pelo Bem-aventurado Papa Inocêncio XI em lembrança da insigne vitória contra os turcos em Viena, no século XVII.

Foi a famosa vitória de João Sobieski, rei da Polônia, obtida com ajudas milagrosas e foi comemorada no dia 12 de setembro.

Dom Guéranger no L’Anné Liturgique cita Santo Alberto Magno, professor de São Tomás de Aquino, sobre os vários sentidos do nome de Maria.

O nome de Maria, ensina Santo Alberto, o Grande, tem quatro sentidos. Ele significa Iluminação, Estrela do Mar, Mar Amargo, Senhora.

A variedade de sentidos distintos no nome de Maria está ligada à peculiaridade da língua hebraica em que uma mesma palavra pode ter dois sentidos, ora afins, ora bastante diversos.

Enquanto iluminadora, Ela é a Virgem Imaculada. A sombra do pecado jamais maculou o Santíssimo Nome de Maria. A mulher revestida de Sol, aquela cuja gloriosa vida iluminou toda a Igreja, aquela enfim, que deu ao mundo a verdadeira luz, a luz da vida.

Nossa Senhora é a verdadeira luz. A luz ilumina por natureza, é enquanto tal que Nossa Senhora recebeu o nome de Maria.

A vida dEla iluminou toda a Igreja Católica e, enfim, Ela deu ao mundo a única luz verdadeira que é Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ela é a Virgem Imaculada, sem mancha, é uma alma luminosa, sem nenhuma forma de pecado.

Ela é a mulher revestida de Sol que São João viu como diz no Apocalipse, e cujos vestidos brilhavam como o Sol.

Ainda se pode dizer que Nossa Senhora para nós é uma luz no sentido especial da palavra, que é a esperança, nossa alegria, a solução para todos os casos. Portanto, uma luz que brilha nas trevas.

Enquanto Estrela do Mar, a liturgia saúda Nossa Senhora num hino tão poético que é o “Ave Maris Stella”. A Estrela do Mar é a Estrela Polar, a mais brilhante, mais alta das estrelas.

Ela saúda-A com este belo nome na antífona do Advento no tempo do Natal: “Alma Redemptoris Mater”, ó doce Mãe do Redentor.

“Senhora” no sentido hebraico não se aplica a uma mulher comum, mas àquela que tem certa distinção, relevo, respeitabilidade especial, no sentido antigo da dona que era proprietária de escravos.

Isto lembra a perfeita devoção a Nossa Senhora ensinada por São Luís Grignion de Montfort: a da consagração à Mãe de Deus por meio de uma sagrada escravidão, em virtude da qual nós nos tornamos escravos de amor dEla.

Pronunciando o nome de Maria, Nosso Senhor e a Igreja saúdam Nossa Senhora como aquela que nos possui, e ao mesmo tempo é nossa Mãe.

Como aquela que nos ama particularmente porque somos escravos d’Ela por amor, e porque sendo escravos nos tornamos arqui-filhos dEla.

Igreja do Santíssimo Nome de Maria, Roma.

Este é o título mais grato para nós reverenciarmos Nossa Senhora para aqueles que se deram a Ela seguindo a fórmula da Consagração ditada por São Luís Grignion de Montfort.

No Nome Santíssimo Nome de Maria contido então, a idéia d’Ela enquanto Proprietária, Dona e a Senhora dos seus escravos de amor, que são seus arqui-filhos.

Por Plinio Corrêa de Oliveira

Fonte: Blog Luzes de Esperança

Nossa Senhora de Coromoto

Recentemente a pequena e admirável imagem de Nossa Senhora de Coromoto, da Venezuela, foi examinada por especialistas, surgindo revelações prodigiosas e surpreendentes - Por Valdis Grinsteins


A imagem é tão pequena, que nem parecia ocupar espaço na mão do sacerdote que a segurava ao meu lado. Mede apenas 2,0 x 2,5 cm. Ele a tinha retirado do relicário onde se encontrava, o qual estava dentro de outro maior. Havia uma lupa para se poder ver bem a imagem - gravada sobre um material ovalado em dimensões diminutas - de tal forma ela é pequena. Pequena pelo tamanho, mas imensa pela misericórdia que representa.

Com efeito, a imagem de Nossa Senhora de Coromoto¹ é a padroeira da Venezuela, e sua história é singular. No ano de 1652, a Virgem Santíssima apareceu ao cacique dos índios Coromoto, que circulavam nas terras perto da atual cidade de Guanare, e lhe disse para ir à região onde se encontravam os brancos, que jogariam água em sua cabeça, a fim de ele poder ir ao Céu, numa alusão claríssima ao batismo.

Mas o batismo requer uma série de disposições morais, uma mudança de vida para se cumprir todos os mandamentos da Lei de Deus.

Nesse ponto começaram os problemas, pois o cacique Coromoto, depois de um momento inicial de fervor, não queria abandonar os vícios que lamentavelmente caracterizavam tantas tribos da região.

Foto - Relicário que encerra a miraculosa padroeira da Venezuela

Acostumado a uma vida nômade, sem mais regras do que a lei do mais forte, era óbvio que para ele as leis da moral católica pesavam muito; em determinado momento decidiu fugir e voltar para a selva, recobrando sua “liberdade”, sem ser batizado. Pior ainda, levando consigo os membros de sua tribo.

O espetacular milagre

Tamanho real da imagem de Nossa Senhora de Coromoto
Há casos na história das missões dos padres capuchinhos, na Venezuela, em que os índios fugiam das aldeias, porque não queriam viver num local onde “há um Deus que tudo vê e tudo sabe”.

E o cacique dos Coromoto decidiu, de forma igualmente simplista, que sua fuga resolveria o caso. Mas Nossa Senhora, sendo Mãe de misericórdia, apareceu-lhe na sua cabana, onde se encontravam também sua mulher e a irmã dela com um filho. Ao ver Nossa Senhora, o índio revoltou-se contra Ela, queixando-se de que, por culpa d’Ela, agora precisava trabalhar.

No auge de sua raiva, quis matá-la, mas estava tão perto d’Ela que, não conseguindo puxar seu arco para lançar a flecha, decidiu jogar-se contra a Mãe de Deus. E nesse momento produziu-se o milagre: a Virgem desapareceu, mas deixou na mão do índio o material no qual estava gravada sua imagem.

Em sua confusão e limitação mental, incapaz de ver os limites entre realidade e fantasia, julgou que mantinha presa na mão a própria Virgem; escondeu na cabana a imagenzinha, para depois queimá-la. Mas seu sobrinho, presente na cabana, pegou-a e levou-a aos espanhóis, e desta forma a relíquia chegou até nós.

O resto da história é conhecido: após fugir para o mato, o cacique foi mordido por uma cobra. Estava para morrer, quando passou pelo local um mestiço católico, que o batizou no último momento, salvando-o assim do castigo eterno.

A recente descoberta

Foto - Especialistas trabalham na limpeza da preciosa relíquia
A relíquia, peça central da história, ficou durante 357 anos sem uma restauração propriamente dita, o que favoreceu sua deterioração, contribuindo também para isso guerras civis, revoluções, expulsão de bispos, diminuição do fervor religioso do próprio clero e perseguições liberais do século XIX. Mas a partir de 2002 os membros da Fundação Maria Caminho a Jesus e o reitor do Santuário Nacional de Coromoto, Pe. José Manuel Brito, iniciaram campanha pela restauração da imagem, tendo conseguido os fundos para tal.

Recentemente, durante a restauração, especialistas descobriram na imagem muitas características especiais, algumas inexplicáveis. No dia 3 de setembro de 2009, a Conferência Episcopal da Venezuela emitiu um comunicado, a partir do qual a agência Zenit extraiu os seguintes dados:
Foto - O rosto de Nossa Senhora visto através do microscópio

Ao longo do processo, descobriram-se elementos desconhecidos. O primeiro fato que chamou a atenção foi que o pH das águas empregadas no tratamento da relíquia mostrou-se neutro, fato inexplicável.

Foi detectada nas roupas da imagem a presença de vários símbolos, os quais, segundo investigações do antropólogo Nemesio Montiel, são de origem indígena.

Por observação microscópica, conseguiu-se identificar nos olhos da Virgem, de menos de 1 milímetro, a presença da íris, fato particularmente desconcertante, pois julgava-se que os olhos da imagem eram simples pontos.

Ao aprofundar o estudo do olho esquerdo, pôde-se definir que ele apresenta as características de um olho humano; diferenciam-se com clareza o orbe ocular, o conduto lacrimal, a íris e um pequeno ponto de luz. Ampliando esse ponto de luz, pôde-se observar que ele parece formar uma figura humana com características muito específicas. A coroa da Virgem e do Menino Jesus são tipicamente indígenas.

Uma grande esperança

O que pensar disto? Antes de tudo, ficamos impressionados com o fato de o olho esquerdo da imagem possuir todos os elementos constitutivos do olho humano, com tantos detalhes. Os índios venezuelanos, diferentemente dos astecas, incas e outros indígenas com civilização avançada, nada apresentaram em matéria de pintura.

O simples fato de poderem pintar uma imagem já seria objeto de surpresa e admiração, ainda mais tendo-se em vista que, no longínquo século XVII, estaria fora de cogitação poderem pintar detalhes só visíveis modernamente, com a ajuda de microscópios e outros instrumentos. Assim como no caso de Nossa Senhora de Guadalupe², a ciência moderna veio confirmar que a tradição da Igreja não é composta de meras fábulas e contos para edificação de pessoas simples.

Foto - Nossa Senhora de Coromoto


A aparição de Nossa Senhora ao cacique Coromoto, justamente naquele momento, constituiu um claríssimo sinal divino para o prosseguimento do apostolado, apesar de todos os obstáculos. Graças a essa aparição mariana surgiu uma onda de missões, que fundaram novas cidades, dobrando o território civilizado do país.

Assim, é razão de esperança que uma renovada devoção a Nossa Senhora de Coromoto desperte a Venezuela do letargo espiritual em que se encontra, e que a salve, mesmo que seja no último momento, dos abismos a que a estão conduzindo os inimigos da civilização cristã que atualmente a governam.

Notas: 1. Leia mais sobre o tema em Catolicismo, Setembro/1998.
2. Leia mais a respeito do assunto em Catolicismo, Janeiro/2006.

Fonte: catolicismo
Em meados do século XVII, ocorreu na Venezuela amplo debate sobre a conveniência ou não de prosseguir com as missões para a conversão de índios no interior do país. As distâncias, a barbárie dos silvícolas, as despesas consideráveis, a falta de missionários para todo o imenso império espanhol, combinado tudo isso com uma certa decadência espiritual, eram razões para que um grupo de pessoas apresentasse obstáculos aos desejos de todo um setor sadio da população e dos missionários capuchinhos especialmente, visando continuar a evangelização.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Oração a Nossa Senhora dos Impossíveis

 Ó Santa Mãe de Deus e também nossa Mãe, nós vos veneramos com o sugestivo título de Nossa Senhora dos Impossíveis, porque sois Mãe de Deus – Virgem e Mãe – Imaculada Conceição; privilégios estes que não foram concedidos a nenhuma outra criatura mas somente a vós.
Ó Virgem Bendita e bondosa, Mãe de Deus e nossa Mãe, humildelmente vos pedimos: socorrei os que passam fome e vivem na miséria, curai os doentes de corpo e de espírito, fortalecei os fracos, consolai os aflitos, pedi pelas vocações sacerdotais e religiosas e transformai as famílias em santuários vivos de fé e caridade, no seio da Igreja.
Pedi pelo Papa, pelos bispos e por todas as autoridades civis, militares e eclesiásticas, para que governem com justiça e amor.
E agora, ó Senhora dos Impossíveis, olhai para nós que fazemos esta novena e alcançai-nos de Jesus, vosso divino Filho, as graças que agora suplicamos (pedido).
Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
Maria, Virgem e Mãe, rogai por nós.
Maria, concebida sem pecado, rogai por nós.
Maria, Nossa Senhora dos Impossíveis, rogai por nós.

Ano Mariano 2012-2013

SÚPLICA AO PAPA PELO ANO MARIANO

 

Súplica ao Santo Padre, o Papa Bento XVI, pela graça de um Ano Mariano em 2012-2013, recordando os 25 anos do último ano mariano proclamado pelo Servo de Deus o Papa João Paulo II e comemorando os 300 anos do "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem" de São Luis Maria Montfort.

A Sua Santidade Papa Bento XVI

Beatissime Pater,
No desejo de contribuir com a santificação dos cristãos e com a Nova Evangelização, vimos suplicar a Vossa Santidade a graça da proclamação de um Ano Mariano em 2012-2013.

Sugerimos esta data por ela marcar os 25 anos do último Ano Mariano proclamado pelo Servo de Deus João Paulo II e por comemorar os 300 anos do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, de São Luis Maria Montfort, obra tão amada e recomendada pelo próprio Servo de Deus João Paulo II.

Somos testemunhas dos frutos de graça e santidade que a proclamação do Ano Sacerdotal, feita por Vossa Santidade, fez brotar para a Igreja do mundo inteiro. Por esta razão, sugerimos humildemente que um Ano Mariano poderia ser uma grande oportunidade para reavivar a Devoção a Toda Santa Mãe de Deus no coração dos fiéis e propagar a prática da "Consagração Total a Jesus por Maria", como é ensinado pelo próprio São Luis, e como o Servo de Deus João Paulo II viveu e testemunhou.

Voltamo-nos a Vossa Santidade, com confiança, exercendo o que pensamos ser o nosso deve de manifestar aos nossos Sagrados Pastores os nossos anseios e necessidades espirituais (cf. cân. 212).

Aproveitamos a ocasião para manifestar a Vossa Santidade nossa mais completa fidelidade e devoção filial.


Convidamos a assistir ao vídeo do reverendíssimo Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior (Arquidiocese de Cuiabá-MT), a respeito desta Petição:




Leia os apontamentos dos reverendíssimos Pe. Paulo Ricardo e Pe. Rodrigo Maria (Fundador da Fraternidade Arca de Maria) a respeito do Ano Mariano: http://padrepauloricardo.org/blog/carta-ao-papa-e-ano-mariano/


Fonte: http://www.anomariano.com/