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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

NOSSA SENHORA DA ESCADA - HISTÓRIA E CULTO

 

O culto de Nossa Senhora da Escada foi trazido de Portugal para o Brasil.

Porque "da Escada"?

Uma das explicações remete à infância de Nossa Senhora.



Ainda bebê, ela miraculosamente teria conseguido galgar as escadarias do templo de Jerusalém.


MARIA MENINA SOBE AS ESCADARIAS DO TEMPLO DE JERUSALÉM ( LENDA DOS EVANGELHOS APÓCRIFOS)
VEJA EM:

http://rezairezairezai.blogspot.com/search/label/EVANGELHO%20AP%C3%93CRIFO


Outra, mais prosaica, recorre a uma simples questão arquitetônica.

O atributo "da Escada" teria surgido de igrejas em que era preciso vencer escadarias para cultuar a Virgem Maria.

Existem igrejas sob a invocação de Nossa Senhora da Escada na Bahia, em Pernambuco (onde empresta o nome ao município de Escada) e em outras partes do Brasil.

Em São Paulo, além de Barueri, existe outra em Guararema.
Esta, de meados do século XVII, é tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e, como a de Barueri, foi erguida para servir a um aldeamento.

Curiosidade:

Na Capela da Nossa Senhora da Escada, na cidade de Guararema, está a única imagem em gesso do São Longuinho, presente vindo da Itália.





Nossa Senhora da Conceição da Escada; antiga devoção mariana popular de Portugal e do Brasil, ligada ao mar

Não é de estranhar que, pela acentuada vocação marítima de Portugal, tenha sido a devoção dos marinheiros de Lisboa uma das mais populares no país, e, por essa razão, uma das primeiras a se implantar no Brasil.





Escada?

Que nome estranho para designar uma devoção a Nossa Senhora, poderão pensar alguns ao ouvi-lo.

Outros, mais eruditos, estabelecerão talvez um nexo com a escada de Jacó, narrada na Sagrada Escritura, pois o Patriarca sonhou com uma escada que levava ao Céu. De modo análogo, Nossa Senhora leva ao Céu, logo...


E ainda outros, quiçá, relacionarão o nome com imagens da Paixão de Cristo, dado que, muitas vezes, Nossa Senhora aparece ao lado da escada utilizada para descer o corpo de seu Divino Filho da cruz.




O que ninguém consegue imaginar é a razão verdadeira da invocação Nossa Senhora da Conceição da Escada.





Na origem do nome, singeleza de circunstâncias naturais





Qualquer pessoa dotada de cultura básica conhece a enorme importância que tiveram as navegações e descobrimentos portugueses nos séculos XV e XVI, bem como o fato de terem sido os navegantes lusos que uniram, por via marítima, diversos continentes.

E que tal epopéia ocorreu mediante viagens realizadas a bordo de navios que, se comparados aos de hoje, eram semelhantes a frágeis cascas de nozes.


Coragem não faltou aos navegantes daquela época. Também não faltou fé e fortaleza para correr todos os riscos.

E tal fé dos marinheiros lusos encontrava uma expressão encantadora na devoção a Nossa Senhora da Conceição da Escada, na cidade de Lisboa.





A imagem original da Virgem Santíssima – que depois ficou conhecida sob essa invocação – é muito antiga, anterior à reconquista da cidade aos mouros, em 1147.

Ela se encontrava em uma capela situada à margem do rio Tejo. Ao partir, os marinheiros encomendavam-lhe seus trabalhos, e agradeciam sua proteção ao voltar. Como a margem do rio é elevada, precisavam subir ou descer os 31 degraus que separam a capela do rio.

Por isto, com a passar do tempo, a imagem de Nossa Senhora da Conceição começou a ser chamada de Conceição da Escada, para diferenciá-la de outras imagens de Nossa Senhora da Conceição (devoção muito difundida em Portugal). Desse fato resultou que a imagem passou a ser conhecida como Nossa Senhora da Escada.




Dada a importância que a vida ligada ao mar tinha para o povo português naquela época, é compreensível que a referida imagem fosse das mais veneradas. De onde se explica que, cada vez que se decidia a realização de procissões para celebrar tal ou qual vitória, ou pedir proteção contra este ou aquele flagelo, eram as procissões da capela de Nossa Senhora da Escada das mais concorridas.




Com o tempo, começaram a acorrer à capela pessoas em barcos de locais longínquos, a fim de cumprir promessas e votos, bem como agradecer favores recebidos. Numa determinada época, realizava-se uma procissão com tochas acesas, provavelmente à noite, que descia o rio até chegar à capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Escada.





Vitória de Aljubarrota fortalece devoção

A procissão mais importante, porém, era a que comemorava a vitória dos portugueses em Aljubarrota, no ano de 1385.

As tropas portuguesas, comandadas pelo Venerável Nun'Álvares Pereira, lutavam não só para defender a independência do país, mas sobretudo para este não cair no cisma que ameaçava dividir a Cristandade, já que o Rei de Castela na ocasião apoiava um antipapa.





Após travarem a luta em condições de inferioridade numérica, os portugueses obtiveram memorável vitória.

Ao ter notícia do triunfo, o povo acudiu em massa aos diversos santuários do país, e um dos mais concorridos foi o de Nossa Senhora da Escada, onde pessoas de todas as classes sociais se dirigiram para agradecer a Nossa Senhora a insigne proteção.

Que tenham sido de todas as classes sociais não é de estranhar, pois à Marinha dedicavam-se representantes de todos os segmentos sociais da época. Desde os nobres mais elevados que comandavam as armadas com destino à África ou à Ásia, até os mais humildes servidores.




Devoção expande-se para Bahia e São Paulo





Com as descobertas marítimas que iam sendo feitas, a Fé católica ia se expandindo.

Por isso, ao dominar novos territórios, uma das primeiras preocupações dos portugueses era ensinar as verdades da Fé aos habitantes do local.

E nada melhor para consolidar uma alma no caminho da verdadeira Religião do que ensiná-la a amar e confiar nAquela que é a Mãe de Deus, e por isso mesmo, nossa advogada.





Como dois dos primeiros locais a serem colonizados em nosso País foram a Bahia de Todos os Santos e zonas na região próximas ao litoral de São Paulo, é compreensível que aí se encontrem as duas capelas dedicadas a Nossa Senhora da Escada.





A existente na Bahia apresenta uma característica muito antiga, da época da escravidão: os escravos, quando ainda não batizados, não podiam ficar dentro da Igreja, permanecendo num alpendre junto à entrada. É por isso que o pequeno templo possui um amplo alpendre.





A outra capela situava-se numa vila chamada Escada, nome este proveniente da própria invocação mariana. Tal capela está situada cerca de Guararema, cidade a 80 quilômetros da capital paulista. Devido à sua proximidade do rio Paraíba, essa vila era freqüentada tanto por pescadores como por viajantes que navegavam rumo ao Rio de Janeiro.





Quando passou por lá, em 1717, o Conde de Assumar, Governador de São Paulo, Escada era uma vila que já possuía sua própria Câmara Municipal. Mas o pequeno núcleo não prosperou, e com sua decadência também foi minguando a devoção mariana que lhe deu origem.





As devoções marianas não constituem, via de regra, um fruto artificial, ocasionado por algum interesse humano. Elas florescem naturalmente quando Nossa Senhora distribui suas graças, valendo-se, por exemplo, de uma imagem sob esta ou aquela invocação. E se o povo é verdadeiramente piedoso, costuma corresponder a essas graças, propaga-se naturalmente a devoção Àquela que o sustenta nas duras lutas da vida.





Quando, porém, a população decai em fervor e não mais invoca a Virgem Santíssima, as devoções ligadas a alguma capela ou imagem também por vezes decaem. As pessoas deixam de freqüentar o local, e vão se olvidando das graças recebidas. Nessas condições, não raro Nossa Senhora opera novo prodígio, a fim de reerguer a antiga devoção. Mas, infelizmente, nem sempre os homens correspondem à nova manifestação da bondade materna.



IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA ESCADA , FILIPINAS


Dois terremotos e decadência da devoção




Foi o que aconteceu com a imagem de Nossa Senhora da Escada em Portugal.

Em 1531 um terremoto destruiu a capela, que foi reedificada. Mas como a devoção continuava decaindo aos poucos, permitiu Nossa Senhora que novo terremoto em Lisboa, mais terrível que o anterior, destruísse o pequeno templo em 1755.

Nos dois casos, os edifícios que abrigavam a imagem foram destruídos, salvando-se contudo, milagrosamente, entre as ruínas, tanto a efígie mariana como o altar em que ela se encontrava.




A decadência do culto a Nossa Senhora sob essa invocação havia chegado a tal ponto, que a capela da Escada não foi mais reconstruída. Por isso, a primitiva imagem foi levada para o templo de Nossa Senhora das Mercês em Lisboa, onde se encontra até hoje. Pareceria um triste fim de uma invocação mariana antes tão difundida.




Renascimento promissor






Entretanto, a devoção não morreu.

Ela deitou raízes em nosso País, surgindo várias capelas a ela dedicadas, como a que foi edificada na vila da Escada, acima referida, no Estado de São Paulo, e anos atrás em Curitiba, no bairro Novo Mundo.





Peçamos à Mãe de Deus que este seja um sinal do revigoramento dessa bela devoção tão acendrada em nossos ancestrais lusos, especialmente os navegadores, que a trouxeram para a Terra de Santa Cruz.




Nossa Senhora da Conceição da Escada é a Padroeira da cidade de Barueri, cuja festa celebra-se em 21 de novembro.
NOSSA SENHORA DA ESCADA, EM PERNAMBUCO.

 Primitivamente o município foi uma aldeia de índios das tribos Potiguaras, Tabujarés e Mariquitos(Indeterminado,pois os arquivos que provam a existênçias dessas tribos foram perdidos na histórica cheia de setenta que a atingiu).


O nome "Escada" provém da capela erguida por missionários da Congregação do Oratório, vinda de Portugal para a catequese dos índios.

Como a capela estava localizada no alto do terreno, foi construída uma escada para dar acesso a um "nicho" em louvor a Nossa Senhora d'Apresentação, que ficou conhecida como Nossa Senhora da Escada.


O distrito de Escada foi criado pela Carta Régia de 27 de abril de 1786 e por Lei Municipal em 6 de março de 1893. A Lei Provincial nº 326, de 19 de abril de 1854, criou o município de Escada, com território desmembrado do município do Cabo de Santo Agostinho.

A sede municipal foi elevada à cidade pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873. É formado pela Sede Administativa, distritos de Massuassú e Frexeiras.




IGREJA DE ESCADA, EM PERNAMBUCO


INTERIOR DA IGREJA







OUTRAS IMAGENS QUE ENCONTREI NA WEB:
























MARIA SOBE AS ESCADA DO TEMPLO DE JERUSALÉM EM SUA APRESENTAÇÃO
POR SÃO JOAQUIM E SANTA ANA.


OUTRO POSSÍVEL MOTIVO DA DEVOÇÃO
É A REPRESENTAÇÃO DE MARIA
PRÓXIMA A ESCADA
A USADA PARA TIRAR O CORPO DE JESUS DA CRUZ

 
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nossa Senhora da Boa Hora


 

A devoção à Nossa Senhora da Hora ou da Boa Hora é invocada para interceder nos instantes das maiores aflições: para a cura das doenças do corpo e da alma, e especialmente na hora do parto, protegendo a vida das mulheres grávidas e dos bebes.
O parto sempre foi um momento delicado para a mulher e a família, principalmente no tempo em que a medicina não oferecia as condições atuais para proteger a mãe e a criança.

Nossa Senhora da Hora é Padroeira da Freguesia homônima, do Conselho de Matosinhos, próxima da cidade do Porto, em Portugal.
Ela possui esse nome graças à fé que sua população sempre dedicou à Santa Padroeira.
E que, por isso, pacificamente não aceitou a mudança do nome do local.

Antes do século XVIII, essa Freguesia era apenas uma aldeia, com uma única 'venda' abastecida de gêneros alimentícios, tecidos, ferragens, remédios e outras miudezas.


Assim é que vivia o povo simples do local conhecido como povoado da Senhora da Hora. 
A Capela de Nossa Senhora da Hora foi construída por desejo de Aleixo Francisco, em l514.

Ele escolheu um local do Monte do Viso, onde existia uma fonte natural com sete bicas, conhecida como: Mãe das Águas.
Logo a devoção se espalhou entre o povo que a elegeu para sua Padroeira.

A grande fé dedicada à Senhora da Hora acabou recaindo até na água das sete bicas, que passou a ser usada num ritual singular criado por eles.


Devido a proximidade com a cidade do Porto, a Vila 'da Senhora da Hora' se desenvolveu e sua população cresceu.

Das terras mais distantes do país acorriam inumeráveis peregrinos àquela Capela, para colocarem aos pés da Virgem as ofertas prometidas em horas difíceis.

No inicio de 1932, foi criada a Freguesia da Senhora da Hora.

Desde 1968, a Capela se tornou Santuário da Padroeira.

A sua festa anual é celebrada na quinta-feira da Ascensão, uma data móvel.

A região da Gafanha é belíssima, banhada por rio e por mar em toda a sua extensão.

O povo muito religioso começou a se referir ao local como Gafanha da Boa Hora, em homenagem à sua Padroeira.




A imagem era a mesma da Virgem da Hora, mas venerada pelos antepassados com o título de Senhora da Boa Hora, pois era preciso 'boa hora' para partir e chegar da pesca; 
para as mulheres prestes a serem mães;

e porque todos desejam deixar este mundo com o abraço da Mãe, e dessa forma ingressar na glória eterna de Cristo Jesus.
O culto à Nossa Senhora da Hora ou da Boa Hora está tão arraigado no coração do povo português, que foi introduzido com esses títulos em todas as colônias do reino.  
No Brasil, começou em Salvador, através de um missionário natural de Gafanha da Boa Hora, que adquiriu uma imagem semelhante à Padroeira de sua cidade natal e começou a difundir o culto à Nossa Senhora da Boa Hora.

Em Olinda, Pernambuco, se encontra a mais antiga igreja dessa devoção construída no solo brasileiro.
Entretanto, esse título mariano nomeia muitas localidades do país, das quais a Virgem da Hora e também a padroeira.


OUTRAS IMAGENS DA SENHORA DA BOA HORA:









Fonte:http://rezairezairezai.blogspot.com/




domingo, 7 de agosto de 2011

Nossa Senhora das Neves


Nossa Senhora das Neves é também conhecida como Santa Maria Maior.

O título de Nossa Senhora das Neves é devido a uma antiga lenda segundo a qual um casal romano, que pedia à Virgem Maria luzes para saber como empregar a sua fortuna, recebeu em sonhos a mensagem de que Santa Maria desejava que lhe fosse dedicado um templo precisamente no lugar do monte Esquilino que aparecesse coberto de neve.




Isto aconteceu na noite de 4 para 5 de agosto, em pleno verão: no dia seguinte, o terreno onde hoje se ergue a Basílica de Santa Maria Maior amanheceu inteiramente nevado.

Muita gente já ouviu falar na devoção de Nossa Senhora das Neves, inclusive o dia dedicado a ELA no calendário litúrgico de nossa Igreja Católica, é cinco de agosto.
No ano de 363 vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana, o qual, não possuindo herdeiros, resolveu, em combinação com a esposa, consagrar sua imensa fortuna à glória de DEUS e em honra a Santíssima virgem MARIA.
Na noite de 4 para 5 de agosto estava pensando seriamente no assunto, quando a Rainha do Céu apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe:





- "Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve".


Ora, nos dias 4 e 5 de agosto, é a época de maior calor na Itália. Mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o monte Esquilino estava coberto de neve.

A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o Papa Libério que recebeu a mesma revelação também em sonho, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu.
Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves, devido ao fenômeno climático.
Este templo, no entanto, é conhecido universalmente pelo nome de Santa Maria Maior (Basilica di Santa Maria Maggiore) por ser a mais importante entre todas as Igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima.


A Basílica de Santa Maria Maggiore foi construída no séc. IV pelo Papa Libério, inspirado por um sinal da Virgem, que fez nevar neste local em pleno verão de Roma.

É a primeira Igreja dedicada a Virgem Maria no Ocidente, e uma das mais belas e adornadas de toda a cidade.

Abriga entre outras coisas um relicário com um pedaço da manjedoura do menino Jesus.

Relicário com a manjedoura do Menino Jesus abaixo do altar central.


A exuberância desta basílica é representada pela mais pura perfeição artística e se torna num dos mais convidativos locais para recolhimento e oração.
A basílica de Santa Maria Maior é uma das basílicas papais, que possuem trono e altar papais, além de uma porta santa para o jubileu romano.
A cada 5 de agosto uma celebração solene lembra o milagre das neves, com uma chuva de pétalas de rosas brancas.

 

Ao iniciar o seu pontificado, o Papa João Paulo II pediu que deixassem para todo o sempre, uma lamparina de óleo acesa diante do ícone da Santa Maria Maior.

A mensagem: Quando há fé e sinceridade em Seus filhos, DEUS acolhe., manifesta-se e com seu amor e poder assume o propósito e o conduz a bom termo.

ALGUMAS GRAÇAS ALCANÇADAS:

Milagre que fez Nossa Senhora das Neves, a favor de Maria Inês, moradora no montinho da Horta das Castelheiras, freguesia das Neves, que estando doente às portas da morte e, abandonada dos recursos da medicina, seu marido, Francisco Marques Latas e cunhada Mariana do sacramento desprezando então as ilusões terrestres, levantaram fervorosa suplica à virgem, mandando fazer este quadro em acção de graças para a memória deste facto que teve lugar no dia 14 de Janeiro de 1881.



Milagre que fez Nossa Senhora das Neves a Maria José, filha de João Manuel da Paixão estando sua filha de parto e quase morta e pelas rogativas de seu pai, Nossa Senhora deu-lhe saúde e descanso.

 DEVOÇÃO EM PORTUGAL
Nossa Senhora das Neves é uma freguesia portuguesa do concelho de Beja, com 53,03 km² de área e 1.895 habitantes.

Até há bem poucos anos, era formada por um aglomerado de casas térreas caiadas de branco, cujos habitantes se dedicavam à agricultura. Hoje, a maioria da população trabalha fora da terra, sobretudo em Beja, para onde muitos se deslocam em carro próprio. Junto à estrada, o restaurante “O Polícia” também contribuiu para o desenvolvimento da aldeia, pelo elevado número de turistas que nele param para comer.
Nas Neves, hoje em dia, já existem pequenos comércios, uma drogaria, um supermercado, e vários cafés. Há ainda a escola primária e a igreja cuja história está intimamente ligada ao nome da povoação.
 
Toponímia
Segundo a lenda, os habitantes de um pequeno povoado, que existia naquele local, decidiram construir num sítio previamente por eles escolhido, uma capela em honra da Virgem Maria.
Marcaram o espaço e lançaram-se ao trabalho. Só que, no dia seguinte todas as ferramentas tinham desaparecido e se encontravam reunidas numa colina próxima.

Julgando tratar-se de uma brincadeira de mau gosto, foram buscá-las e recomeçaram o trabalho.

No outro dia e nos dias que se seguiram a cena repetiu-se sem que houvesse uma explicação lógica para tal.

A repetição deste insólito acontecimento, levou a população a pensar que a Virgem não aceitava o lugar escolhido para a capela.


Ainda na dúvida acerca do local a eleger, repararam que começara a nevar no cimo da colina, onde as ferramentas apareciam todos os dias.

O sol brilhava e não havia uma nuvem no céu mas o cimo da colina ficara todo coberto de uma espessa camada de neve.

Ergueram aí a capela em honra de Nossa Senhora das Neves e assim surgiu o nome da aldeia.
Ainda hoje se podem ver, na sacristia da igreja, vários quadros, representando milagres, atribuídos à Senhora das Neves, que são testemunhos da enorme devoção que o povo lhe consagra.
DEVOÇÃO Na Paraíba


As terras paraibanas foram conquistadas no dia 05 de agosto e os portugueses, em homenagem ao dia de Nossa Senhora das Neves, batizaram como cidade de Nossa Senhora das Neves, o primeiro nome da cidade de João Pessoa.

GRAÇA ALCANÇADA
 
Numa capela há um ex-voto que fala duma baqua que tinha morrido e que deve ter regressado à vida por intercessão de Nossa Senhora das Neves.


 
O beneficiado do milagre, o dono da vaca, chamava-se João Machado Ferreira e era da Quinta de Cavaleiros. Pelos vistos era administrador dessa quinta.  

Uma neta de João Machado Ferreira foi baptizada como Maria das Neves, em honra de Nossa Senhora desta invocação.



terça-feira, 19 de julho de 2011

Origem da devoção a Nossa Senhora da Abadia



A devoção a Nossa Senhora da Abadia é originária de Portugal.

A imagem de Nossa Senhora da Abadia é bastante antiga, procedente do Mosteiro de Bouro, situado perto de Braga, em Portugal. Por isso é também chamada Santa Maria de Bouro.
O Mosteiro de Bouro já existia naquela região por volta do ano 883. Naquele tempo, Portugal e Espanha tinham sido invadidos pelos mouros, que professavam a religião muçulmana. Com receio dos mouros, os monges abandonaram o Mosteiro e, para evitar a profanação da imagem da Virgem Santíssima, esconderam-na.

Após muitos séculos, no tempo do Conde D. Henrique, o fidalgo Pelágio Amado abandonou sua vida mundana e tornou-se emérita. Ele foi viver com um velho ermitão na ermida de São Miguel, perto de Braga.

Certa noite, num vale próximo da ermida, os ermitãos viram que brilhava uma luz bastante forte. Na noite seguinte, constataram que o fato se repetiu. Quando amanheceu, foram até o local, onde encontram uma imagem mariana entre as pedras. Cheios de júbilo, eles se prostaram diante da imagem e, agradecidos, passaram a venerar nela a Virgem Maria.

Muitos devotos, os eremitas mudaram-se para aquele local e construíram ali uma simples ermida, onde colocaram a imagem.
Tendo sabido do fato, o arcebispo de Braga foi visitar a imagem naquela ermida. Sensibilizado com a pobreza dos ermitãos, o bispo ordenou que edificasse uma igreja para abrigar a imagem. A igreja foi construída de pedra lavrada.

Paulatinamente, outros religiosos foram morar com os dois ermitãos, constituindo uma abadia. Com o aumento de prodígios realizados sob a intercessão da Virgem Maria, a devoção se espalhou e ficou conhecida em todo o país. O rei D. Afonso Henriques fez sua peregrinação à igreja, onde deixou boa doação para o sustento do culto e dos monges.

Culto mariano do Brasil


O culto a Nossa Senhora da Abadia foi traduzido ao Brasil pelos portugueses, implantando-se, sobretudo, no Triângulo Mineiro, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados.

Atualmente, o grande centro de romarias no Triângulo Mineiro é o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, em Água Suja, na Arquidiocese de Uberaba. A festa de 15 de agosto atrai um grande número de devotos que vem venerar a Virgem de Bouro.

Durante a festa de Água Suja, a procissão é interessante, pois os peregrinos cumprem suas promessas de diversas maneiras. Um romeiro carrega, vergado, uma pesada pedra. Outro transporta um aleijado nos ombros. Sem camisa, vários levam velas ou vasilhas com água na cabeça. Outros ainda açoitam-se ou fingem açoitar-se e assim por diante. Com os seus gestos simples, os devotos agradecem os benefícios conseguidos pela intercessão da Mãe de Deus.

Na cidade mineira de Uberaba a devoção é bastante forte. Há a bela e piedosa Igreja Nossa Senhora da Abadia, que foi inaugurada em 1884. Sua imagem foi trazida do Rio de Janeiro. A festa de 15 de agosto atrai os uberabenses e devotos da região, que participam das cerimônias religiosas com muita piedade.

Mesmo os uberabenses que moram fora da cidade, participam também. Do Triângulo Mineiro a devoção propagou-se para Goiás e São Paulo. Em Muquém, Goiás, na festa de 15 de agosto, milhares de devotos comparecem para expressar seu culto a Virgem Maria. Em São Paulo há uma maternidade sob a proteção da Virgem Maria.

A imagem de Nossa Senhora da Abadia é muito bonita. Representa Maria de pé, segurando com as duas mãos o menino Jesus nú, deitado sobre elas. Está coberta por um longo manto que vai da cabeça até os pés, embaixo dos quais aparece uma nuvem com três cabeças de anjos. Usa uma coroa fechada e pontiaguda.

História de Nossa Senhora de Nazaré

Imagem da Nossa Senhora de NazaréNo Pará a devoção à Virgem é também envolvida em lenda. Plácido, o precursor do culto teria encontrado a pequena imagem em madeira de Nossa Senhora de Nazaré às margem do Igarapé Murutucu, que corria pela atual travessa 14 de Março onde hoje ficam os fundos da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Imaginando que algum devoto da cidade de Vigia havia esquecido a imagem ali, levou-a para casa. No dia seguinte não a encontrou. Ela havia retornado ao igarapé. Nova tentativa, novo retorno da imagem ao nicho que havia escolhido. A imagem então teria sido levada para a capela do Palácio do Governo da Província, onde ficou guardada por escolta. De manhã, não havia nada na capela, a imagem havia retornado ao igarapé. Obedecendo os desejos da Virgem, à beira do igarapé foi construída uma ermida, que deu início à romaria e à devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré.
A primeira procissão do Círio de Nossa Senhora de Nazaré saiu na tarde do dia 8 de setembro de 1793. Na noite anterior, a imagem da Santa havia sido transferida de sua ermida na Estrada do Utinga para o Palácio do Governo. Tempo mais tarde, a procissão passou a sair no segundo domingo do mes de outubro e, duzentos anos depois a procissão faz o mesmo percurso, de cerca de cinco quilômetros, saindo do Palácio do Governo, hoje Palácio Lauro Sodré, levando a Santa para o mesmo lugar onde havia a ermida e hoje ergue-se a imponente Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. A primeira procissão foi acompanhada por toda a tropa aquartelada na cidade, os cavalheiros montados em seus melhores cavalos, as damas carregadas em seges, o povo a pé em torno do carro que transportava a Santa. A imagem ia no colo do padre capelão e o próprio governador da Província, Dom Francisco de Souza Coutinho, acompanhava o cortejo trajado com uniforme de gala. Dom Francisco Coutinho, que havia organizado a homenagem à Santa, estruturou também aquela que iria ser a maior manifestação religiosa do Pará e uma das mais impressionantes demonstrações de fé religiosa dos católicos. Com o tempo a procissão sofreu algumas modificações, como a inclusão do Carro dos Milagres, que lembrava a salvação do fidalgo português Dom Fuas Roupinho, o barco que lembrava a salvação dos náufragos do brigue São João Batista, a corda que substituiu a junta de bois que puxava o carro da Santa, e o carro dos fogos, que com muito barulho precedia o cortejo religioso. Já neste século, o poeta maranhense Euclides Farias compôs o hino ” Vós Sois o Lírio Mimoso”, que se consagraria como o Hino do Círio, e hoje identifica a procissão sempre que é cantado.
O primeiro Círio mobilizou gente de toda a redondeza de Belém, principalmente em função da feira que o governador determinou que fosse instalada no terreno que circulava a ermida, para a venda de produtos regionais. Nos duzentos anos em que o Círio de Nazaré vem sendo realizado, é a cada ano maior o movimento de romeiros. Hoje calcula-se em mais de um milhão o número de pessoas que saem às ruas para celebrar a Virgem de Nazaré.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Maria Porta do Céu

 
A história do ícone de Maria Porta do Céu:


Este ícone que se chama Maria Porta do Céu foi pintado em 1920 no Monte Athos na Grécia, a partir do original que estava em Constantinopla, na Turquia, antes do ano de 981. Ele chegou milagrosamente ao Monte Athos e foi recolhido pelos monges que o colocaram no santuário do mosteiro.
No dia seguinte, ele foi encontrado na porta, e sendo recolocado no santuário. Num outro dia, foi reencontrado na porta, e assim nos dias subseqüentes. Por que na porta? Porque seu nome é Porta do Céu. Ela quer ser realmente, a porta da Igreja. A porta dá geralmente na rua. Maria quer estar presente por onde passam aqueles que nunca colocaram os pés numa igreja. Mil anos depois, no dia 21 de novembro de 1981, dia da apresentação de Nossa Senhora ao Templo, ela começou, em Montreal, no Canadá, a derramar abundantemente um bálsamo perfumado, e isso vem se repetindo até hoje. Esse bálsamo sai das suas mãos e de Cristo; mas também da estrela que ela tem no ombro direito que simboliza o Espírito Santo.
Se o primeiro lugar é dado a Jesus no centro da tela, com a sua mão direita que abençoa, podemos notar que essa mão está colocada no peito de Maria, porque é através do coração de Maria que Jesus abençoa. O Cristo que Maria está carregando se chama “O Vitorioso”.
Muitas curas foram dadas por Jesus através desse perfume de Maria. Uma das características desse óleo perfumado é de dar o gosto pela oração. Uma das grandes mensagens de Maria Porta do Céu é que as famílias, como as comunidades religiosas, passem a ser “portas do céu”, e como este ícone exala o perfume da compaixão para os outros, o perfume do Espírito Santo, como um pentecostes perfumado, tranforma-se suavemente em bálsamo de cura.
Foi perguntada a Virgem de Medjugorje, qual era o papel deste ícone e o sentido deste óleo maravilhoso. Ela respondeu através d’Yvan: “Este ícone é bem mais importante que as aparições porque todo mundo pode se beneficiar dela, e o óleo significa a Misericórdia para todos”. A mensagem está clara. O óleo é para despertar um ardor novo nos corações de todos os cristãos.



O primeiro Santuário do Mundo está no Brasil.


O Santuário Maria Porta do Céu foi o primeiro Santuário no Mundo dedicado ao ícone de Maria Porta do Céu. Ele que hoje recebe a visita de milhares de pessoas por mês, está localizado à Rua Estácio de Sá, número 466, Jardim Santa Genebra em Campinas – SP.
Leia abaixo o comovente testemunho escrito pelos próprios fundadores do Santuário Maria Porta do Céu e descubra um pouco mais sobre sua história e construção. Sem dúvida, esta é uma obra que foi construída nos alicerce da fé.

O Santuário Maria Porta do Céu:


Queridos leitores, ao longo dos anos, durante o tempo em que o Santuário Maria Porta do Céu estava sendo erguido como um milagre na fé, eu Denis e Suzel Bourgerie passamos por momentos difíceis, mas tão fortes e extraordinários no amor de Deus e da Santíssima Virgem Maria, que decidimos transportar esta vivência aqui para vocês.


Santuário Maria Porta do CéuNa verdade, sentíamos no coração uma vontade imensa de construir uma pequena igreja (Santuário) à Maria Porta do Céu (o primeiro no Mundo) pela experiência que eu vivera ao conhecer o verdadeiro ícone de Maria Porta do Céu no Canadá, de onde jorrava um bálsamo perfumado e milagroso. Mas jamais poderíamos imaginar o que o plano de Deus faria um dia Neste Santuário. Hoje pronto, belo, repleto de fiéis, visitado por milhares de peregrinos de todo o Brasil e fora dele, os sinos do Santuário repicam, rodeado por faixas de agradecimento pelas graças recebidas. Voltando nossos olhos há alguns anos atrás, só podemos agradecer… agradecer… a tão grande Deus e a fiel e amorosa Mãe Maria Porta do Céu.
Que extraordinária é a pedagogia de Jesus e da Virgem Maria para nos fazer aprender o que é ser não só operário do Reino de Deus, mas filho e herdeiro de suas promessas. Digo isso porque, quantas vezes desanimadas pelos empecilhos, com lágrimas na alma e nos olhos, atravessando o deserto da incerteza e julgando nessas horas tratar-se a construção da igreja um simples sonho humano, sem aval divino, pensamos em desistir desta obra. Mas sempre, nos dias mais difíceis quando o desanimo parecia invadir cada centímetro do nosso ser encontrávamos na porta de casa, ao cair da noite alguma carta ou bilhete de alguém nos incentivando e nos consolando.
E quem estava junto? Uma foto da virgem Maria! Para nós era como se ele mesmo estivesse ali, viesse pessoalmente para nos dizer: “Coragem! Não desanimem meus filhos, pois é do meu agrado e do agrado do meu Filho! Continuem!” E foi desta forma com muito luta e fé que continuamos e conseguimos erguer e concluir o primeiro Santuário. “O Santuário de Maria Porta do Céu”. Amém, Aleluia Senhor.
Tenha você uma história de milagres, aventure-se com Deus, vá fundo e aguarde as bênçãos e as redes cheias. Lembre-se! Os Grandes cardumes só estão em alto mar!
 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

A história da devoção a Nossa Senhora da Paz




A devoção á Nossa Senhora da Paz nasceu na cidade de Toledo (Espanha), no seculo XI. Os mouros (árabes muçulmanos) invadiram a Espanha e tomaram nesta cidade um templo consagrado a Maria Santíssima, muito venerado pelos fiéis, transformando-o em mesquita e profanando-o com os cultos e ritos de sua religião. Quando os cristãos retomaram Toledo, a Igreja continuou sendo mesquita dos mouros, como parte de um acordo feito com o Rei Espanhol. A rainha e a população, indignadas, saíram pelas ruas vestidas de luto, em protesto. Correndo o risco de serem penalizadas por desobediência ao rei, pediram à Virgem que lhe abrandasse o coração. Os mouros, com medo de que a população se voltasse contra eles, suplicaram que o rei perdoasse a rainha e o arcebispo. O soberano atendeu ao pedido. Uma grande procissão rendeu graças à Virgem por ter trazido a paz a Toledo, marcando o retorno da imagem para a igreja. Desde então passou a ser venerada como Nossa Senhora da Paz. A fim de perpetuar esta graça, foi instituída sua festa celebrada a 9 de julho.


A Imagem de Nossa Senhora da Paz


Segundo os manuais que descrevem a devoção a "Nossa Senhora da Paz", a sua imagem possui a seguinte característica: Maria Santíssima de pé, com o Menino Jesus no Braço esquerdo, segura com a mão direita um ramo de oliveira, símbolo da paz. Jesus tem na mão direita uma bola que representa o mundo e na esquerda outro ramo de oliveira. Quando a invocação é de Nossa Senhora Rainha da Paz, ela está geralmente coroada.
Fonte:http://nslourdes.blogspot.com/2011/07/historia-da-devocao-nossa-senhora-da.html

terça-feira, 5 de julho de 2011

E nos braços de Maria...

  
Ó Mãezinha das Dores !
– Ó Mãezinha, ó Mãezinha das Dores, eu, assim unida a Vós, faço penetrar mais no Vosso Santíssimo Coração essas setas. Não quero, não quero ver-Vos com elas, nem com tantos, tantos espinhos. Passai-os, passai-os todos para mim.
– É assim, é assim, minha filha, que as ofensas, que fazem a Jesus, me ferem também a mim. É para passar para o teu coração os meus sofrimentos que Eu me apresento diante de ti tão magoada e ferida.
– Ai Mãezinha, ai Mãezinha, não deixeis nada no Vosso Santíssimo Coração que Vos possa ferir; passai, passai tudo para o meu.
– Estás pronta, filha querida, a seguir a Jesus, dolorida como Eu O segui, no caminho do Calvário, e O acompanhei na maior agonia até que Ele expirasse e fosse sepultado?
– Sim, Mãezinha, estou pronta; dai-me a Vossa graça.
– Sofre, sofre então, filha querida, filha amada de Jesus e de Maria. Repara os Nossos Divinos Corações, que vão ser cravados por mãos cruéis, corações apodrecidos pelos vícios e paixões. Repara-Nos por tantas confissões mal feitas e comunhões sacrílegas. Ó minha filha, minha filha, como Nós vamos ser ofendidos pelos pecadores do mundo e, sobretudo, por muitos, muitos sacerdotes. Minha filha, filha de Jesus, faz sempre a vontade de Jesus, não Lhe negues nenhuma reparação, seja ela como for. Conta com toda a graça e força do Céu. Passo no teu coração um pouquinho de sangue que correu dos espinhos que feriram o Meu. É mais dor para o teu e ao mesmo tempo bálsamo. Tem coragem! Minha filha, minha querida esposa, unido à Minha Bendita Mãe, dou-te as minhas carícias com toda a graça e amor. Dá tudo o que recebes destes Divinos Corações aos que amas, aos que te rodeiam, aos que te amparam. Ponho no teu coração as predilecções que tem o Meu e O de Minha Bendita Mãe. Estimas e amas com todo o amor todos aqueles que Jesus estima e ama. Sofre, sofre, sofre, vai para a dor, vai para a imolação.
– Obrigada, Jesus, obrigada, Mãezinha, por tanto amor, por tanto conforto, por tudo, tudo o que me dais. Obrigada, obrigada.

(Beata Alexandrina Maria da Costa: Sentimentos da alma, 1º de Março de 1952 – Primeiro Sábado)

Fonte:http://alex-balasar.blogspot.com/2011/07/e-nos-bracos-de-maria.html

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nossa Senhora da Boa Viagem

Nossa Senhora da Boa Viagem é uma devoção mariana (hiperdulia) da Igreja Católica comum em Portugal e no Brasil, para onde foi levada homens do mar.

Ermidas e capelas foram levantadas em honra de Nossa Senhora com este título.

Algumas delas se transformaram em santuários que recebiam a visita de um grande número de devotos.


Os portugueses sempre foram devotos de Nossa Senhora da Boa Viagem, tanto que o mais antigo Santuário dedicado à Nossa Senhora da Boa Viagem fica localizado a duas léguas de Lisboa.


Na vila de Ericeira, Portugal, todos os anos, desde 1947, do dia 15 a 18 de agosto, a Senhora da Boa Viagem é homenageada com bailes, espetáculos, procissões e missa campal.


Tradicional festa de pescadores, conta com uma grande comissão organizadora onde todos os anos o mar e a praia são abençoados. Os navegadores costumavam levar uma imagem da santa em suas embarcações para que tivessem êxito nas suas empreitadas.




A devoção em Minas Gerais - Brasil foi oficializada pelo papa Pio XII como padroeira de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, a pedido do cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota.


No ano de 1706, Francisco Homem Del Rey e Luís de Figueiredo Monterroyo chegava ao Brasil a procura das Minas de Ouro, mais especificamente a Mina de Cata Branca localizada proxima ao Pico do Itaubira do Rio de Janeiro.
Em 1709, chegaram a região da Mina de Cata Branca onde fundaram o povoado denominado Itaubira do Rio de Janeiro de Nossa Senhora da Boa Viagem e la construiram uma capela em Homenagem a Nossa Senhora da Boa Viagem, pois em sua Nal ja tinham trago de Portugal além do retabulo todo o material liturgico da futura Paroquia de Nossa Senhora da Boa Viagem de Itabirito.


Em 1742, a capela de Nossa Senhora da Boa Viagem foi elevada a Paroquia.


No fim do século XVIII, criou-se o pequeno povoado de Curral Del Rey, em Minas Gerais. Por aqueles tempos, ele contava com 30 a 40 casas cobertas de sapé e pindoba, entre as quais se ergueu uma capelinha tosca, de igual cobertura, situada à margem do córrego Acaba Mundo.
Ela tinha à sua frente um cruzeiro e ao lado um rancho de tropas. Essa capelinha ficou desde o início sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Viagem, santa de predileção dos bandeirantes e forasteiros, em virtude das condições de vida nômade que levavam. Essa capela foi destruída e em seu lugar, foi erguida a atual Catedral da Boa Viagem.



O nome da padroeira de Curral Del Rey, portanto, segundo a velha tradição, significava ser ela a protetora do local de onde a cada momento partiam, para destinos diversos, boiadeiros, mascates e forasteiros de toda sorte. Significava, enfim, os votos de "boa viagem" que faziam os da terra pelo bom êxito da jornada dos que partiam.


Todos os anos em Belo Horizonte é realizada a Procissão Luminosa que reúne milhares de fiéis. Partindo da praça Rio Branco (Rodoviária) ela percorre a avenida Afonso Pena até a Catedral (rua Sergipe com rua Alagoas), onde é celebrada a missa solene

Os portugueses, grandes desbravadores dos oceanos, em sua devoção à Virgem não poderiam deixar de invocá-la em suas arriscadas viagens. Assim, deram-lhe o título de "Nossa Senhora da Boa Viagem", desde tempos imemoriais. Entretanto, a primeira igreja erigida em terras lusitanas sob esta invocação deu-se no ano de 1618, perto de Lisboa.



No Brasil o culto a Nossa Senhora da Boa Viagem passou primeiramente pela Bahia, onde foi construída uma pequena igreja junto à praia. Em Pernambuco, por volta de 1707, o Pe. Leandro Carmelo construiu uma capela, também junto à praia. Providenciou a confecção de uma imagem da Mãe de Deus que foi colocada sobre o altar-mor do templo, em torno do qual surgiu o famoso bairro da Boa Viagem, ponto turístico da capital pernambucana.


Ainda no século XVIII, foi construída, na baía de Guanabara, uma capela no alto da península junto a Niterói. Para custear as despesas do culto instituiu-se uma irmandade de pescadores e homens do mar. Todas as embarcações que aportavam ao Rio de Janeiro pagavam de boa vontade uma quantia para a manutenção do templo. Esta capela foi destruída por um incêndio em 1860 e reconstruída pela Sociedade Protetora dos Homens do Mar.


A devoção também aportou em locais afastados do litoral brasileiro. Por algo que só mesmo a Providência Divina pode explicar, a padroeira de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, é Nossa Senhora da Boa Viagem. O historiador Augusto de Lima Jr. conta que, como era costume, em meio a uma esquadra lusitana que chegou ao Rio de Janeiro em 1709 encontrava-se a nau Nossa Senhora da Boa Viagem. Seu comandante, não tendo condições de prosseguir viagem, pediu dispensa da Marinha Real e com alguns companheiros embrenhou-se nos sertões de Cataguás em busca de ouro. Entre os seus sequazes estava o piloto Francisco Homem del-Rei, que antes de arriscar-se no interior de Minas Gerais, retirou do navio abandonado o nicho com a imagem da Virgem da Boa Viagem e a levou como sua protetora.
Os aventureiros encontraram bastante ouro e se enriqueceram. Francisco del-Rei adquiriu terras no cerro de Congonhas, águas vertentes de um curral, isto é, fazenda de gado, que abastecia os mineradores da região. O antigo piloto aí construiu uma ermida em honra da Senhora da Boa Viagem, sua padroeira.
Essa capela foi destruída e em seu lugar, em 1905 ergueram a mais igreja antiga da cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Em estilo neogótico, abriga vitrais de grande beleza. O altar-mor é trabalhado em mármore carrara.


A propósito dessa Catedral, circula ainda uma lenda, que foi recolhida pelo estudioso do folclore Saul Martins. A lenda, se não desmente a história que se conta como verdadeira, serve para completá-la: "no começo do séc. XVII um português, acompanhado pôr três escravos de confiança, levava no lombo de dois burros, 15 arrobas ( aproximadamente 200 Kg ) de ouro em barras moedas e jóias. Ele foi perseguido por ladrões, quando passava pelo povoado de Curral d’El Rey. Para escapar do bando, ele resolveu enterrar a fortuna num tacho de cobre a 81 passos, em linha reta, contados da entrada principal da capela, em direção ao pico mais alto, à vista, da serra que deu o nome ao arraial. Vendo que não teria como escapar dos ladrões, o português mandou que um dos escravos levasse um mapa do tesouro para sua esposa em Caeté. Segundo a lenda, o português e os dois escravos foram mortos e o tesouro continua até hoje pôr lá. A antiga capela é hoje a Catedral de Boa Viagem!"


Nossa Senhora da Boa Viagem é também venerada na cidade de São Bernardo do Campo (SP), na paróquia com o mesmo nome, criada no dia 21 de outubro de 1812, quando desmembrou-se da freguesia da Sé. Em 1813, o governo adquiriu terras de um certo Sr. Manoel Rodrigues de Barros para criação do novo povoado e edificação do novo templo. Havia naquela época, na freguesia, 1.423 habitantes e 218 habitações, mas ainda não havia sido construída a igreja. Apesar das tentativas do Pe. José Basílio, somente em agosto de 1814 é enviado à freguesia o Tenente Coronel Engenheiro da Corte, Pedro Muller. Ele constatou que tanto a capela estava sem condições, como o local era impróprio para fundar um povoado. Escolheram um local mais aprazível, distante dali por uns 600 pés, cortado pela estrada geral, atual Avenida Marechal Deodoro. Possivelmente o início da construção tenha ocorrido entre 1815 e 1818. Presume-se que sua conclusão só tenha ocorrido por volta de 1848. Segundo consta, desde de sua criação, ela já recebeu a denominação de Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem.


Em Portugal, mais precisamente na vila de Ericeira, todos os anos, nos dias 15 a 18 de agosto, desde 1947, a Senhora da Boa Viagem é homenageada com bailes, espetáculos, fanfarras, procissões, missa campal. É uma festa dos pescadores que todos os anos conta com uma comissão organizadora. Todos os anos o mar e a praia são abençoados.





Fonte: http://rezairezairezai.blogspot.com