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"Maria é grande, precisamente porque não quer fazer-Se grande a Si mesma, mas engrandecer a Deus. Ela é humilde: não deseja ser mais nada senão a serva do Senhor (cf. Lc 1, 38.48). Sabe que contribui para a salvação do mundo, não realizando uma sua obra, mas apenas colocando-Se totalmente à disposição das iniciativas de Deus. É uma mulher de esperança: só porque crê nas promessas de Deus e espera a salvação de Israel, é que o Anjo pode vir ter com Ela e chamá-La para o serviço decisivo de tais promessas. É uma mulher de fé: «Feliz de Ti, que acreditaste», diz-lhe Isabel (cf. Lc 1, 45). O Magnificat — um retrato, por assim dizer, da sua alma — é inteiramente tecido com fios da Sagrada Escritura, com fios tirados da Palavra de Deus. Desta maneira se manifesta que Ela Se sente verdadeiramente em casa na Palavra de Deus, dela sai e a ela volta com naturalidade. Fala e pensa com a Palavra de Deus; esta torna-se palavra d'Ela, e a sua palavra nasce da Palavra de Deus. Além disso, fica assim patente que os seus pensamentos estão em sintonia com os de Deus, que o d'Ela é um querer juntamente com Deus. Vivendo intimamente permeada pela Palavra de Deus, Ela pôde tornar-Se mãe da Palavra encarnada. Enfim, Maria é uma mulher que ama. E como poderia ser de outro modo? Enquanto crente que na fé pensa com os pensamentos de Deus e quer com a vontade de Deus, Ela não pode ser senão uma mulher que ama” (Ss. Bento XVI, Encíclica Deus Caritas Est, 41) |
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Uma mulher que ama
Assine a Petição pela graça de um Ano Mariano a começar em 2012
Maria um olhar que cura
Quantas vezes precisamos de um Regaço Acolhedor de mãe! Mesmo quando já somos grandes e independentes e parecemos saber de tudo, não precisar de ninguém. Um dia sempre nos lembramos que fomos crianças e passamos pela nossa experiência, pela juventude, deixamos para trás os conceitos rígidos e balbuciamos a palavra que sempre vai nos sobrar nos momentos de maiores necessidades e alegrias: mamãe, mãe, mãeêêê, mainha!

Quanta paz nos traz o olhar de Maria, quanta ternura e acolhimento, não precisa dizer nada Ela ama pelo simples olhar. Olhar de Mãe, de mestra, daquela que enxerga tudo até as mínimas necessidades dos seus filhos (cf. João 2, 1-11) “Eles não tem mais vinho!”. Maria minha mãe olha pra mim. Se os nossos olhos veem as aparências o de Maria enxerga o coração. Os nossos olhos julgam e rejeitam, o olhar de Maria acolhe e compreende. A nossa visão é limitada e influenciada pelos nossos limites e pecados, a visão de Maria é clara e transparente guiada pela graça. O Olhar de Maria inspira confiança e aconchego, cura e libertação.
Neste momento todo orgulho e auto-suficiência caem por terra, e como gostaríamos de voltar a ser criança, de correr apressadamente para os braços de nossa mãe. Hoje eu acordei com muita saudade de minha mãe, mesmo já padre com quarenta anos, responsável por tantas coisas, há momentos que só estar com a minha mãe bastava, só a sua presença me tranqüilizava. E perdi a conta de quantas vezes por muitas situações, de dor, de travessura, de medo e mesmo quando apanhava ela me colocava no colo.
Quando estava no colo de minha mãe o mundo podia acabar, porto seguro, conforto, escola, e principalmente muito amor. É tudo que uma criança precisa para crescer saudável na mente, no coração e no corpo. O que fazer num dia como esse de muitas saudades do colo de mãe, não sou mais criança, não tenho minha mãe por perto ou ela já esta nos braços do Pai celeste, como é o meu caso e pode ser também o seu, o que fazer?
Daí o amor misericordioso de Deus me dá de presente o Regaço Acolhedor do colo de Nossa Senhora, o aconchego do Coração Imaculado de Maria, pois mesmo que não tenha mais minha mãe, ou mesmo se ela estiver esquecido de mim Deus jamais me esquecerá, pois o meu e o seu nome estão gravados na palma de suas mãos. Jesus no ato de maior entrega e amor disse para o discípulo que ele mais amava: “Filho eis ai a tua mãe!” e disse para sua mãe: “Eis ai o teu filho!” (cf. Jo 19,26-27). E a partir daquele dia João levou Maria para sua casa.
Pensando nas milhares de crianças espalhadas pelo Brasil e pelo mundo que hoje são órfãos de mães vivas ou não. E mesmo você que esta com o coração machucado por tantas situações difíceis a resolver e o que mais queria hoje era voltar a ser criança e deitar no colo da sua mãe. Não seja por isso, faça a experiência de acomodar-se ao colo de Maria, descansar, acalmar, receber o amor que cura e liberta. Escute essa canção da Irmã Kelly Patrícia e reze, abandone-se no colo de Nossa Senhora, no Regaço Acolhedor de nossa mãe:
O homem está muito ferido, dilacerado até, pois, por muito tempo, viveu a divisão do divino e do humano em si. Viveu muito tempo privado de algo que lhe era essencial: o divino. Isto lhe trouxe uma marca acentuada e um enfraquecimento profundo. Além disso, a vida e o mundo o machucaram, é um homem ferido, amarrado, preso, entulhado, cheio de medos, inseguranças, freios, etc. que quer ser e não consegue, quer caminhar e não pode.
Nossa Senhora, nossa Mãe e Educadora quer colaborar conosco neste longo, difícil e doloroso processo de cura e libertação. Na Canção Nova ela também se apresenta a nós como a Mãe desatadora de todos os nós. Maria entra na nossa história de salvação pessoal como a aurora fulgurante, escolhida por Deus trazendo o Sol Nascente. E ela age com o Filho para que aconteça o milagre de sua vida transformar-se em bênção, desatando todos os nós que impedem que o Homem Novo venha à tona, desatando todos os nós que nos amarram, nos deixam cheios de medo, nos freiam, nos entulham…
Maria se propõe a desatar os nós de sua vida, que o pecado original articulou. Nossa vida é um emaranhado de nós, dores, amarguras, ressentimentos, nós de rejeição, de solidão, nós articulados por mãos alheias, nós da nossa vida pessoal, que contemplamos anos e anos sem encontrar solução. Maria, Desatadora de nós, vem em nosso auxílio!
Maria se propõe a desatar os nós originados de todas as perdas que tivemos em nossas vidas, nós das tristezas, das decepções, das angústias. Ela, a Mãe desatadora de todos os nós, cheia da presença de Deus, que aceitou com humildade a vontade do Senhor, ela intercede por nós junto a Jesus por nossas dificuldades e com paciência desenrola as linhas de nossa vida e como mãe bondosa põe em ordem e faz mais claro os laços que nos unem ao Senhor.
Precisamos passar a viver, cada dia, cada momento, no seio de Maria, Nossa Mãe e Nossa Senhora, pois assim, os nós da nossa vida serão desatados e nós renasceremos para uma nova vida!
Nossa Senhora Desatadora dos nós, Nossa Mãe, desata os nós que impedem de nos unirmos a Deus!
Minha mãe é a virgem Maria
É ela que agora vai
Me acolher, me abraçar,
Me perdoar, me compreender,
Me acalmar, me ensinar,
Me educar, Me formar, me amar. (2x)
Oh, minh’alma retorna à tua paz…
Fonte:http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/
segunda-feira, 16 de maio de 2011
13 de maio em Fátima: halo solar impressiona multidão
No dia 13 de maio uma grande multidão de peregrinos reuniu-se em Fátima, aliás, como é costumeiro nesta grande data que comemora a primeira aparição de Nossa Senhora em 1917.
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| Foto de jornal |
No auge das orações verificou-se um fenômeno natural que raramente acontece no local: um halo solar.
Considerando que em Fátima Nossa Senhora quis se manifestar ao povo com fenômenos luminosos como o famoso Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917, tem procedência se perguntar se este fenômeno foi um sinal do Céu.
O fenômeno do halo solar é explicado pela ciência. O que a ciência não explica - e, de fato, isso não é tarefa dela - o porquê de ter acontecido a 13 de Maio, em Fátima, como observou a Agência Lusa.
Mas, antes de qualquer outra consideração, o mais importante é discernir bem no que é que consistiu o acontecimento.
Um amigo nosso, da Espanha, se encontrava em Fátima no momento da excepcional auréola.
Ele nos comunicou suas impressões e enviou suas fotos que reproduzimos a continuação.
Considerando que em Fátima Nossa Senhora quis se manifestar ao povo com fenômenos luminosos como o famoso Milagre do Sol, em 13 de outubro de 1917, tem procedência se perguntar se este fenômeno foi um sinal do Céu.
O fenômeno do halo solar é explicado pela ciência. O que a ciência não explica - e, de fato, isso não é tarefa dela - o porquê de ter acontecido a 13 de Maio, em Fátima, como observou a Agência Lusa.
Um amigo nosso, da Espanha, se encontrava em Fátima no momento da excepcional auréola.
Ele nos comunicou suas impressões e enviou suas fotos que reproduzimos a continuação.
A viagem a Fátima correu perfeitamente conforme o planejado.
No final da missa solene na esplanada aconteceu o fenômeno da Auréola Solar.
Eu estava no fim da esplanada, no meio do povo, quando percebi que o outro lado olhou para o céu, e apontou para cima.
Houve um discreto frufru entre os peregrinos, e do setor das galerias da frente começou um grande aplauso que não chegou a se generalizar.
Olhei, então, para o sol que estava um pouco atrás de mim, mas bem acima.
Vi com surpresa essa enorme auréola em torno dele.
Nas minhas fotos as cores não saíram bem.
Grande quantidade de peregrinos foi testemunha
Era como um olho grande, sendo o próprio sol a menina do olho.
A pupila era de uma cor de rosa intenso, e o anel exterior puxava para o amarelo-marrom.
Isso me fez lembrar as água-vivas gigantes vistas desde baixo que aparecem nesses filmes subaquáticos da National Geographic em três dimensões.
O fenômeno durou um bom tempo, talvez uma hora, embora fosse mais intenso durante cerca de 20 minutos.
Começou por volta de meio-dia e pouco.
Mas o que realmente me surpreendeu foi a naturalidade com que as pessoas o acompanharam. Sem barulho, sem alucinações, ou exaltação, ou histeria.
Todo mundo estava tranqüilo, olhando com curiosidade e continuando a prestar atenção na cerimônia.
Também me causou surpresa que algo tão notável não fosse comentado por algum dos celebrantes que faziam uso do microfone, ainda que só fosse para registrar o fato.
Em suma, estas são as impressões que eu tive e que transmito para você se for de alguma utilidade.
Estou enviando em anexo fotos do que os jornais “Correio da Manhã” e “Jornal de Noticias” publicaram no dia seguinte.
Um grande abraço,
em Jesus e Maria
sexta-feira, 13 de maio de 2011
O " segredo de Fátima"

"O convite insistente de Maria Santíssima à penitência não é senão a manifestação da sua solicitude materna"
As mensagens de Nossa Senhora, revelada aos três pastorinhos na cidade de Fátima/Portugal, interpretada pela igreja é antes de tudo um sinal da proteção de Nossa Senhora e um convite à conversão.
Tal texto constitui uma visão profética comparável às da Sagrada Escritura, que não descrevem de forma fotográfica os detalhes dos acontecimentos futuros, mas sintetizam e condensam sobre a mesma linha de fundo factos que se prolongam no tempo numa sucessão e duração não especificadas. Em consequência, a chave de leitura do texto só pode ser de carácter simbólico.
A visão de Fátima refere-se sobretudo à luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos e descreve o sofrimento imane das testemunhas da fé do último século do segundo milénio. É uma Via Sacra sem fim, guiada pelos Papas do século vinte.
Segundo a interpretação dos pastorinhos, interpretação confirmada ainda recentemente pela Irmã Lúcia, o « Bispo vestido de branco » que reza por todos os fiéis é o Papa. Também Ele, caminhando penosamente para a Cruz por entre os cadáveres dos martirizados (bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e várias pessoas seculares), cai por terra como morto sob os tiros de uma arma de fogo.
Consagração do Mundo à Nossa Senhora de Fátima
Depois, os acontecimentos de 1989 levaram, quer na União Soviética quer em numerosos Países do Leste, à queda do regime comunista que propugnava o ateísmo. O Sumo Pontífice agradece do fundo do coração à Virgem Santíssima também por isso. Mas, noutras partes do mundo, os ataques contra a Igreja e os cristãos, com a carga de sofrimento que eles provocam, infelizmente não cessaram. Embora os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do « segredo » de Fátima pareçam pertencer já ao passado, o apelo à conversão e à penitência, manifestado por Nossa Senhora ao início do século vinte, conserva ainda hoje uma estimulante actualidade. « A Senhora da Mensagem parece ler com uma perspicácia singular os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo. (...)
O convite insistente de Maria Santíssima à penitência não é senão a manifestação da sua solicitude materna pelos destinos da família humana, necessitada de conversão e de perdão » [João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial do Doente - 1997, n. 1, em: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, XIX 2 (Città del Vaticano 1996), 561].
Para consentir que os fiéis recebam melhor a mensagem da Virgem de Fátima, o Papa confiou à Congregação para a Doutrina da Fé o encargo de tornar pública a terceira parte do « segredo », depois de lhe ter preparado um adequado comentário.
Irmãos e irmãs, damos graças a Nossa Senhora de Fátima pela sua protecção. Confiamos à sua materna intercessão a Igreja do Terceiro Milénio.
Sub tuum præsidium confugimus, Sancta Dei Genetrix! Intercede pro Ecclesia. Intercede pro Papa nostro Ioanne Paulo II. Amen.
Fátima, 13 de Maio de 2000.”
(Comunicação de sua Eminência, o Card. Ângelo Sodano, Secretário de Estado de Sua Santidade)
No site do Vaticano, você pode ver a trajetória dos Papas em busca da interpretação da mensagem de Fátima, comentários teológicos, e cópia dos manuscritos de Irmã Lúcia.
Fonte: Vaticano
Nossa Senhora e a Eucaristia
Como Maria, podemos cantar o 'Magnificat'
.: O Papa João Paulo II escreveu o documento Ecclesia de Eucharistia falando da extrema ligação de Nossa Senhora com a Eucaristia. Há um nexo profundo entre Maria Santíssima e a Eucaristia; o próprio beato afirma que ela foi o primeiro sacrário do mundo, por essa razão, ela em tudo tem a ver com Jesus Eucarístico. A primeira coisa que o saudoso Pontífice nos recorda é que a Virgem Maria não estava presente no momento da instituição da Eucaristia, na Santa Ceia, pois não era o papel dela estar lá, mas, por intermédio de sua intercessão, realizou-se o milagre da transubstanciação pelo poder do Espírito Santo..: O que faz um homem ser homem? É a beleza física? A cor dos seus cabelos? O formato de sua orelha? Nada disso. O que o faz ser homem é algo que não se vê, é a alma! É a essência de alguém que o faz ser quem é. Assim, quando vemos a hóstia branca, redonda, de diversos tamanhos, não fazemos conta da essência, da substância, e é isso que acontece no momento da transubstanciação, ou seja, a transformação da substância vinho e pão para Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo..: Jesus se torna acessível às pessoas na comunhão. Todos podem receber a Eucaristia, independentemente de sua condição física ou psicológica. Deus quis que você recebesse o Corpo, a Alma e a Divindade de Cristo. É Jesus, que se esconde e se aniquila por meio da Eucaristia.
.: Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho,não tem como ser Jesus. O Senhor não "está" no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.
.: Quando compreendermos o amor de Jesus Cristo por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.
.: Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue.
Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada Ele está presente dentro em nós. Então, como Maria, podemos cantar o "Magnificat".
.: Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, nessa hora, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lucas 1,39-56).
Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam; a Virgem Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois ela tem muito a nos ensinar!
.: Só há um caso em que o Senhor não está na hóstia: é quando o trigo ou o vinho se estragam, deixando de ser pão e vinho,não tem como ser Jesus. O Senhor não "está" no pão, Jesus é o Pão Consagrado. Quantas vezes, Ele entra na boca de um bêbado e até de alguém que não está preparado para recebê-Lo na comunhão.
.: Quando compreendermos o amor de Jesus Cristo por nós, nosso desejo pela Eucaristia será maior. Hóstia significa “vítima oferecida em sacrifício”. Cristo deu o poder aos sacerdotes para consagrarem a substância do pão e do vinho em Corpo e Sangue d’Ele por inteiro, é a palavra de Cristo pelo sacerdote. O sacramental é aquilo que depende de nossa fé; mas o sacramento é diferente, pois, por exemplo, no sacramento do batismo a criança não precisa ter fé para acontecer a graça, pois é Deus quem opera.
.: Todos nós conhecemos a passagem bíblica que narra as Bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Naquele momento, o Senhor mudou tanto a aparência como a substância do líquido, diferentemente do que acontece durante a consagração, na celebração da Santa Missa. A essência do trigo é o próprio Corpo de Cristo; a essência do vinho é Seu próprio Sangue.
Assim como Jesus se fez presente no seio da Santíssima Virgem Maria durante a gestação, quando O recebemos na Hóstia Consagrada Ele está presente dentro em nós. Então, como Maria, podemos cantar o "Magnificat".
.: Nosso Senhor Jesus Cristo se encarna no corpo de cada um de nós, nessa hora, também com o desígnio de nos salvar. Ele tem uma paixão enorme pela nossa essência, a nossa alma, por isso, tenta de todas as maneiras salvá-la. Diante disso, cabe a nós olharmos para Cristo, na Eucaristia, com a mesma adoração que Isabel recebeu Maria, quando grávida, ao visitá-la (cf. Lucas 1,39-56).
Assim como a Igreja e a Eucaristia não se separam; a Virgem Maria e a Eucaristia também não se separam. Quem entra na comunhão com Cristo, entra na escola de Maria, pois ela tem muito a nos ensinar!
( Prof. Felipe Aquino )
terça-feira, 10 de maio de 2011
A Santa escravidão de amor
A Santa Escravidão a Jesus por Maria é uma prática de devoção antiguíssima, remontando aos primeiros séculos da Igreja. Com o passar dos séculos, experimentou uma admirável evolução, no sentido que cada vez melhor se compreendeu o que esta prática significava no contexto da fé. Passando pela escola francesa do século XVII do cardeal de Bérulle, Boudon, Olier, Condrem, São João Eudes, etc. Foi em São Luís Grignion de Montfort que a doutrina e a prática da Santa Escravidão encontrou sua expressão mais perfeita, sendo também, por meio deste grande apóstolo de Maria, que esta prática devocional tornou-se popular. A doutrina e espiritualidade da Santa Escravidão de Amor foram imortalizadas por São Luís Grignion, no célebre escrito: “O Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”. Tal livro demonstra com muita sabedoria, clareza e unção quem é a Santíssima Virgem, qual é o seu papel na vida da Igreja e de cada pessoa em particular, com efeito o livro mostra a missão materna que Deus confiou a Santíssima Virgem, as razões e a maneira como Deus sujeitou a ela todos os corações, bem como, o papel da Santíssima Virgem no estabelecimento do reinado de Cristo e sua união íntima com o segundo advento de seu filho.
O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem foi escrito por São Luís Grignion de Montfort em 1712, e devido à grande força que esse escrito tem para levar as pessoas à verdadeira santidade foi fortemente combatido pelo inimigo infernal. O demônio quis verdadeiramente destruí-lo, mas Deus não permitiu, contudo, o inimigo escondeu este tratado durante cento e trinta anos. Tudo isso foi admiravelmente predito e escrito por São Luís, no próprio Tratado da Verdadeira Devoção onde narra: “Vejo animais frementes que se precipitam furiosos para destruir com seus dentes diabólicos este pequeno manuscrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para compô-lo, ou ao menos para fazê-lo ficar escondido no silêncio de um baú a fim de que não apareça” (T.V.D. 112).
Assim, este livro escrito em 1712, desapareceu sendo reencontrado apenas em 1842 em um baú de livros velhos. Publicado em 1843 tornou-se leitura obrigatória de toda alma piedosa que buscasse a santidade. De fato, São Luís predisse o desaparecimento do livro, também, como o seu reaparecimento e o seu sucesso (c.f. T.V.D. 112), de modo que, depois que foi publicado o tratado, a Santa Escravidão tornou-se a via espiritual de muitos santos, que se fizeram escravos de Maria Santíssima, e na escola de seu Imaculado Coração aprenderam a amar a Deus e fazer sua santa vontade. Santos como: São João Maria Vianney, São João Bosco, São Domingos Sávio, Santa Terezinha, Santa Gema Galgani, São Pio X, São Pio de Pietrelcina e tantos outros santos e santas do nosso tempo, viram, na total consagração a Santíssima Virgem não uma “devoção qualquer” ou “mais uma devoção” mas uma Devoção Perfeita, aquela devoção querida por Jesus ao fazer de cada um de nós filhos de sua Mãe Santíssima.
Um dos maiores apóstolos desta consagração foi nosso querido Papa João Paulo II, que se fez escravo por amor quando ainda era seminarista. E de tal forma esta total consagração ordenou sua vida e missão que adquiriu como seu lema pessoal o “Totus Tuus Mariae”. João Paulo II foi um testemunho vivo da eficácia desta consagração na vida de uma pessoa.
1- O que é a Santa Escravidão de amor?
A total consagração à Nossa Senhora, ou a santa escravidão de amor é a entrega de tudo que somos e possuímos à Santíssima Virgem para que através dela possamos mais perfeitamente pertencer a Deus.
A finalidade desta total entrega a Nossa Senhora é nos unir a Jesus Cristo e nos fazer crescer em sua graça. Nos entregamos totalmente a Nossa Senhora para que ela nos ensine a cumprir em nossa vida a Santíssima vontade de Deus. São Luís Maria de Montfort chama a Santa Escravidão de Amor de “A Verdadeira Devoção”, simplesmente porque ela nos mostra quem é Nossa Senhora, qual seu lugar no plano de salvação e sua missão na vida da Igreja e de cada um de nós.
A doutrina da Santa escravidão nos faz ver e compreender que Jesus nos deu Maria como verdadeira mãe, mestra e educadora, e ao mesmo tempo nos convida e nos faz lançar aos cuidados desta boníssima Senhora atendendo ao mandato de Jesus que olhando para nós nos diz: “Eis aí tua mãe”. Assim pela total consagração de nós mesmos à Santíssima Virgem estamos dizendo nosso sim a Jesus que no-la deu por mãe, a fim de que Ela nos ensine a fazer tudo que Ele mandou.
Do ponto de vista pastoral a necessidade e eficácia da total consagração a Nossa Senhora são sempre atuais, uma vez que esta consagração e devoção não são mais que a perfeita renovação das promessas do nosso santo batismo. De fato os concílios assim como muitos Papas falaram sobre a necessidade de se recordar os cristãos os votos de seu batismo e de seu estado de pertença a Deus, assim pela Total Consagração, nós agora por nós mesmos, renovamos nossas promessas batismais, recuperando a consciência de nosso estado de pertença a Deus. Tudo isso através de Maria, como quer Jesus, para que Ela nos ensine a sermos fiéis a nossa adesão a Cristo bem como da renúncia de todo mal.
2- O que acontece conosco, quando nos consagramos como Maria, Escravos por Amor?
Nós confirmamos a soberania de Deus e da Santíssima Virgem em nossas vidas, entregando TUDO que somos e temos a Jesus pelas mãos de Maria. Aqui, TUDO quer dizer TUDO. Nosso corpo com todos os nossos bens materiais e nossa alma com todas as nossas riquezas espirituais, nossos pensamentos, nossos desejos e quereres. Assim, mesmo os méritos de nossas orações, sacrifícios e boas obras passam a pertencer a Maria Santíssima para que Ela possa usá-los como lhe aprouver. Pela Santa Escravidão de Amor passamos a não possuir mais nada. Tudo passa ser de Maria, para que deste modo tudo possa ser de Deus.
Quando fazemos esta consagração e a vivemos obtemos um aumento admirável em nosso “Capital de Graças”, e por isso nos santificamos mais rapidamente e de maneira mais perfeita e segura. Com efeito, Maria Santíssima é um caminho fácil, curto, seguro e perfeito para nos unirmos a Jesus e crescermos em sua graça.
Santo Agostinho, diz que Maria é o molde de Cristo (forma DEI). Por sua vez, diz São Thomas de Aquino, que a nossa vida cristã consiste em refazer em nós a imagem e semelhança de Deus perdida pelo pecado, ou seja, devemos nos tornar semelhantes a Jesus em nossa maneira de ser, pensar e agir. Devemos imprimir em nossa alma a fisionomia de Nosso Senhor, para amar como
Jesus amou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu...etc. Para isto nada mais oportuno do que esta consagração, uma vez que Maria Santíssima é o grande molde no qual foi formado Jesus. Assim, todo aquele que se lançar e desmanchar dentro deste molde sairá com as feições de Jesus. A consagração é a maneira pela qual nos lançamos neste molde perfeito e a vivência dessa devoção é a maneira pela qual nos desmanchamos no mesmo molde, ou seja quando nos entregarmos totalmente a Maria, Ela nos ensinará a ser, pensar e viver como Jesus.
3- Quem pode fazer esta total consagração, e como fazê-la?
Todos os que querem viver o seu batismo podem e devem fazer esta consagração, ou seja, todos os que querem ser santos, que acreditam em Jesus Cristo e em toda sua doutrina, tal qual, nos transmite a Santa Igreja. Quem faz restrições a doutrina de Jesus Cristo ensinada pela Santa Igreja, ou quem não pode (ou não quer) viver em comunhão eucarística não pode fazer esta consagração.
4 – Como fazer esta consagração?
Para se fazer esta consagração é necessário primeiro conhecê-la; lendo e estudando o Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem, escrito por São Luís de Montfort, e outros livros que falem sobre a Santa Escravidão, como “O Livro de Ouro ao Alcance de todos” ouvindo palestras e participando de encontros e retiros sobre o tema.
Assim, após se ter consciência do que é esta Consagração e de como deve vivê-la pode se marcar uma data e fazer os exercícios preparatórios que durarão um mês. Estes exercícios são meditações diárias que podem ser encontradas no livro “Consagração a Nossa Senhora” de Dom Antônio Maria Alves de Siqueira.
A seqüência de preparação é a seguinte:
I - Doze dias preliminares- Para desapego do espírito do mundo a aquisição do Espírito de Deus. Onde se medita nossa vocação à santidade, desprendendo-se de tudo que possa nos atrapalhar a sermos santos para irmos para o céu.
II - Primeira semana- Para o conhecimento de si mesmo. Trata-se de um período para fazermos um profundo exame de consciência a partir do que devemos nos aperfeiçoar, buscando em tudo sermos agradáveis a Deus.
III - Segunda semana- Para o conhecimento da Santíssima Virgem, de sua pessoa, sua missão, das graças das quais Ela é repleta, de suas sublimes virtudes, de seus privilégios, etc. De forma que conhecendo-a melhor, possamos amá-la mais e honrá-la como Ela merece ser honrada.
IV - Terceira semana- Para o conhecimento de Jesus Cristo nosso Fim Último, nosso Grande Deus e Senhor. Aqui devemos meditar no Mistério da vinda, da vida, paixão, morte e Glorificação de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Devemos contemplar a encantadora vida de Jesus, sua pessoa e sua doutrina, para que assim possamos crer nele com profunda convicção, amá-lo com amor abrasado, de forma, a despertar em nós um grande desejo de fazê-lo conhecido, amado e adorado, por todos.
Durante esta preparação de um mês (ou 33 dias), faz-se uma confissão geral e no dia escolhido (de preferência uma festa Mariana) participasse do Santo Sacrifício da Missa e se recebe Jesus no Santíssimo Sacramento. Depois da Ação de Graças (e como Ação de Graças) se recita a fórmula da Consagração que deve estar previamente copiada (de preferência de próprio punho) e se assina. Quando o sacerdote tem conhecimento da consagração e apóia, pode-se pedir que ele assine a folha como diretor espiritual e abençoe as correntes (se forem ser utilizadas).
5- Como deve viver um consagrado e quais suas obrigações?
Prática interior – O essencial desta devoção consiste em fazer todas as coisas por Maria, com Maria, em Maria e para Maria, para mais perfeitamente fazê-las por Jesus, com Jesus, em Jesus e para Jesus. Viver num estado de abandono e confiança para com Nossa Senhora, confiando a ela todas as nossas necessidades, problemas, sofrimentos, alegrias, decisões, negócios... etc. Como uma criança pequenina, segurar nas mãos desta boa mãe e deixar-se conduzir por ela. Em tudo recorrer a Ela. Fazer tudo do jeito dela. Louvar a Deus e adorá-lo com o coração dela.
Práticas exteriores – Também devemos cantar as glórias de Maria, honrá-la com todo amor, anunciando sua dignidade e seus privilégios, ensinando a todos e em todo lugar o que é a verdadeira devoção a Ela.
Devemos contemplar os mistérios do Santo Rosário, participar de suas festas, inscrever-se em suas confrarias, fazer e renovar sempre a Consagração a Ela e levar as pessoas a fazerem o mesmo. Usar as pequenas cadeias de ferro ou correntes como sinal de nosso amor e de nossa consagração, etc. É preciso entretanto observar que estas práticas não são essenciais, mas são utilíssimas para exteriorizar nosso amor a Jesus e Maria e edificar nosso próximo.
6- A difusão e a prática generalizada da Santa Escravidão de Amor levará ao Triunfo da Santíssima Virgem, e ao reinado de Jesus.
Por fim, é importante lembrar que a Santa Escravidão de Amor, no pensamento e na doutrina de São Luís de Montfort, não é “mais uma devoção”, e muito menos “uma devoção qualquer”, é sim, o meio que a providência divina escolheu para estabelecer no mundo o triunfo de Maria e em conseqüência o reinado de Jesus. Se, portanto queremos que venha logo o prometido Triunfo do Coração de Maria e o Império de Jesus sobre toda humanidade, procuremos todos fazer, viver e propagar a Santa Escravidão de Amor.
Autor: Pe. Rodrigo Maria
Extraído de http://arcademaria.blogspot.com/
Saiba mais: Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem (São Luis Maria Grignion Montfort)
Extraído de http://arcademaria.blogspot.com/
Saiba mais: Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem (São Luis Maria Grignion Montfort)
Porque eu te amo, Maria
Quisera cantar, Maria, porque te amo,
Porque, ao teu nome, exulta meu coração
E porque, ao pensar em tua glória suprema,
Minh'alma não sente temor algum.
Se eu viesse a contemplar o teu fulgor sublime
Que supera de muito o dos anjos e santos,
Não poderia crer que sou tua filha
E, então, diante de ti, baixaria meus olhos.
Para que um filho possa amar sua mãe,
Que ela chore com ele e partilhe suas dores...
Pois tu, querida Mãe, nestas plagas de exílio,
Quanto pranto verteste a fim de conquistar-me!...
Ao meditar tua vida escrita no Evangelho,
Ouso te contemplar e me acercar de ti;
Nada me custa crer que sou um de teus filhos,
Pois te vejo mortal e, como eu, sofredora.
Quando o anjo te anunciou que serias a Mãe
Do Deus que reinará por toda a eternidade,
Eu te vi preferir, Maria - que mistério! -,
O inefável, luzente ouro da Virgindade.
Compreendo que tua alma, Imaculada Virgem,
Seja mais cara a Deus que o próprio céu divino;
Compreendo que tua alma, Humilde e doce Vale,
Possa conter Jesus, o grande Mar do Amor!...
Como te amo, Maria, ao declarar-te serva
Do Deus que conquistaste por tua humildade,
Tornou-te onipotente essa virtude oculta.
Ela ao teu coração trouxe a Trindade santa
e o Espírito de Amor, cobrindo-te em sua sombra,
O Filho, igual ao Pai, encarnou-se em teu seio...
Inúmeros serão seus irmãos pecadores,
Uma vez que Jesus é o teu primeiro filho!...
Ó Mãe muito querida, embora pequenina,
Trago em mim, como tu, o Todo-Poderoso
e nunca tremo ao ver em mim tanta fraqueza.
O tesouro da Mãe é possessão do Filho,
e sou tua filha, ó Mãe estremecida.
Tua virtude e amor não são, de fato, meus?
E quando ao coração me vem a Hóstia santa,
Teu Cordeiro, Jesus, crê que repousa em Ti!...
Tu me fazes sentir que não é impossível
Os teus passos seguir, Rainha dos eleitos,
Pois o trilho do céu nos tornaste visível,
Vivendo cada dia as mais simples virtudes.
Quero ficar pequena ao teu lado, Maria,
Por ver como são vãs as grandezas do mundo.
Ao ver-te visitar a casa de Isabel,
Aprendo a praticar a caridade ardente.
Aí escuto absorta, ó Rainha dos anjos,
O canto celestial que jorrou de teu peito;
Ensinas-me a cantar os divinos louvores
E a só me gloriar em Jesus Salvador.
Tuas frases de amor caíram como rosas
Que iriam perfumar os séculos futuros.
O Todo-Poderoso em ti fez maravilhas,
Cujas bênçãos, na prece, quero usufruir.
Quando o bom São José ignorava o milagre
Que intentavas velar com tua humildade,
Tu o deixaste chorar aos pés do Tabernáculo
Que esconde o Salvador e sua eterna Beleza!...
Maria, amo esse teu eloqüente silêncio,
Que soa para mim como um doce concerto,
Melodia cantando a grandeza e o poder
De um coração que espera ajuda só dos céus...
E, mais tarde, em Belém, ó José e Maria,
Rejeitados os vi por todas as pessoas.
Rejeitados os vi por todas as pessoas.
Não os recebeu ninguém em sua hospedaria,
Que só os grandes acolhe e não pobres migrantes...
Para os grandes o hotel, portanto é num estábulo
Que a Rainha do céu dá à luz o Filho-Deus.
Minha querida Mãe que acho tão amável,
Como te vejo grande em lugar tão pequeno!...
Quando vejo o Eterno envolvido em paninhos
E ouço o fraco vagir desse Verbo divino,
Ó Mãe querida, não invejo mais os anjos,
Porquanto o Onipotente é meu amado Irmão!...
Como te amo, Maria, a ti que, em nossas terras,
Fazes desabrochar essa divina Flor!...
Como te amo escutando os pastores e os magos
Guardando, com amor, tudo no coração!...
Amo ao ver-te também, entre as outras mulheres,
Os passos dirigindo ao Templo do Senhor.
Amo-te apresentando o nosso Salvador
Àquele santo ancião que O tomou em seus braços.
Em princípio, sorrindo, escuto o canto dele,
Logo, porém, seu tom me faz cair em pranto,
Pois, sondando o porvir com olhar de profeta,
Simeão te apresentou uma espada de dores.
Rainha do martírio, até a noite da vida
Essa espada de dor traspassará teu peito.
Cedo tens de deixar o teu país natal,
Fugindo do furor de um rei cheio de inveja.
Jesus cochila em paz nas dobras de teu véu;
José te vem pedir para partir depressa
E logo se revela tua obediência,
Partindo sem atraso ou considerações.
Lá na terra do Egito, ó Maria, parece
Que manténs, na pobreza, o coração feliz.
Uma vez que Jesus é a mais bela das pátrias,
Com Ele tendo o céu, pouco te importa o exílio...
Mas, em Jerusalém, uma amarga tristeza,
Como um imenso mar, vem inundar teu peito:
Por três dias Jesus se esconde de teu amor;
Agora é exílio, sim, em todo o seu rigor.
Tu O descobres enfim, e alegria te inunda
Vendo teu belo filho encantando os doutores
E lhe dizes: "Por que, meu filho, agiste assim?
Eis que eu mais o teu pai chorando te buscávamos!"
Então o Filho de Deus responde (oh! que mistério!)
À sua terna Mãe que os braços lhe estendia:
"Por que me procurais?... Não sabeis, talvez,
Que das obras do Pai devo me ocupar?"
O Evangelho nos diz que, crescendo em saber,
A Maria e José, Jesus obedecia.
E o coração me diz com que infinda ternura
O Menino a seus pais assim se submetia.
ó agora compreendo o mistério do templo:
Palavras de meu Rei envoltas em mistério.
Teu doce Filho, Mãe, quer que sejas exemplo
De quem O busca em meio à escuridão da fé.
Já que o supremo Rei do Céu quis que sua mãe
Se afundasse na noite e em angústias interiores,
Então, Maria, é um bem sofrer assim na terra?
Sim, sofrer com amor é o mais puro prazer.
Tudo quanto me deu Jesus pode tomar;
Dize-lhe que comigo nunca se preocupe...
Que se esconda, se quer; consinto em esperar
Até o dia sem poente em que se apaga a fé.
Sei que, em Nazaré, ó Mãe, cheia de graça,
Longe das ambições, viveste pobremente,
Sem arrebatamento ou êxtase e milagre
Que te adornasse a vida, ó Rainha do Céu.
Na terra é muito grande o bando dos pequenos
Que, sem temor, a ti elevam seu olhar.
É o caminho comum que te apraz caminhar,
Incomparável Mãe, para guiá-los ao céu!
Enquanto espero o céu, ó minha Mãe querida,
Contigo hei de viver, seguir-te cada dia.
Contemplando-te, Mãe, sinto-me extasiada
Ao descobrir em ti abismos só de amor.
Teu olhar maternal expulsa meus tems,
Ensina-me a chorar e também a sorrir.
Em vez de desprezar gozos puros e santos,
Tu os queres partilhar, digna-te a abençoá-los.
Em Caná, ao notar a angústia do casal
Que não sabe ocultar a falta de vinho,
Preocupada contas tudo a teu Jesus,
Esperando de Seu poder a solução.
Parece que Jesus recusa teu pedido
Dizendo: "Isto que importa a mim e a ti, Mulher?"
Mas, lá em seu coração, Ele te chama Mãe
E por ti Ele opera o primeiro milagre...
Pecadores, um dia, ouviam a palavra
Daquele que no céu deseja recebê-los.
Junto deles te vejo, ó Mãe, sobre a colina,
E alguém diz a Jesus que tu pretendes vê-Lo.
Então o Filho de Deus, diante da turba inteira,
Mostrou a imensidão de Seu amor por nós
Dizendo: "O meu irmão e minha Mãe quem é?
Não é outro senão quem faz minha vontade".
Virgem Imaculada, a mais terna das mães,
Ao escutar Jesus tu não ficaste triste
Mas te alegraste, pois Ele nos fez saber
Que nossa alma, aqui embaixo, é Sua família.
Tu te alegras por ver que Ele nos dá Sua vida,
E os tesouros sem fim de Sua divindade!...
Como, pois, não te amar, ó Mãe terna e querida,
Ao ver tamanho amor e tão grande humildade?
Tu nos amas, ó Mãe, como Jesus nos ama
E consentes, por nós, em afastar-se dele.
Amar é tudo dar; depois, dar-se a si mesmo.
Isto provaste ao te tornares nosso apoio.
Conhecia Jesus tua imensa ternura
E os segredos de teu coração maternal.
Ele nos deixa a ti, do pecador Refúgio,
Quando abandona a cruz para esperar-nos no céu.
Tu me apareces, Mãe, no cimo do Calvário,
De pé, junto da cruz, qual padre ao pé do altar,
E ofertas, para aplacar a justiça do Pai,
Teu querido Jesus, esse doce Emanuel...
Um profeta já disse, ó Mãe tão desolada:
"Não há dor neste mundo igual à tua dor"!
Ficando aqui no exílio, ó Rainha dos mártires,
Todo o sangue que tens no coração nos dás.
O teu único asilo é a casa de São João;
Filho de Zebedeu deve substituir Jesus!...
É o detalhe final que vem nos evangelhos
E não se fala mais da Rainha dos céus.
Mas, Mãe querida, teu silêncio tão profundo
Não revela tão bem a nós que o Verbo eterno
Quer cantar Ele próprio o louvor de tua vida
Para poder encantar teus filhos lá no céu?
Logo, logo ouvirei essa doce harmonia;
Cedo irei para o céu a fim de lá te ver.
Tu que, no amanhecer da vida, me sorriste,
Vem me sorrir de novo, ó Mãe! Já se faz noite!...
Não tenho mais temor do brilho de tua glória;
Contigo já sofri, o que desejo agora
É cantar, em teu colo, ó Mãe, porque é que te amo
E mil vezes dizer-te que sou tua filha!...
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
sábado, 7 de maio de 2011
Mãe de Jesus, Mãe da igreja e nossa Mãe
Com o mês de maio, somos convidados recordar o mês de Maria, e com Ela, o dia das mães. Maio nos fala da ternura, do afetivo, do amor e da família. Somos convidados a descobrir a riqueza do feminino, da mulher no Plano de Deus, em nossa vida, na vida da Igreja. Particularmente somos chamados a sempre mais descobrir porque nós cristãos amamos e veneramos Maria como a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja.
Maria no A.T .é preanunciada em sua presença e missão já no Gênesis quando Deus fala que uma mulher “calcaria a cabeça da serpente” vencendo o mal (Gen.3,15). Está visualizada nas grandes figuras femininas, como Éster, Judid, Rebeca, etc. Isaias a anuncia como a “virgem que nos traria o Salvador da humanidade”(Is.7,14). No N.T., não somos nós, mas a própria eternidade, Deus, que através do anjo Gabriel a saúda, dizendo:
“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus”(Lc.1,28s). Isabel a reconhece como a Mãe do Salvador.
“Donde me vem a honra de receber a Mãe de meu Salvador”(Lc.1,43), como profetiza que Maria “seria a bendita de todas as gerações”(Lc.1,48).
Maria não é apenas a Mãe de um grande homem, nem do maior dos profetas, mas a Mãe do Filho de Deus, do nosso único Salvador e Redentor.
Ela gerou e educou Jesus.
Acompanhou seu Filho amado ao longo da vida, da gestação até sua morte e ressurreição. Foi o próprio Cristo Quem a entregou como a Mãe de toda a humanidade ao pé da cruz nos momentos finais de sua vida.
“Mãe, eis ali teu filho, filho eis ali tua Mãe”(Jô.19,26).
Ela se fez presença no Pentecostes, na Igreja nascente e através de toda a história dos dois mil anos do cristianismo.
Sem dúvida, Maria se encontra no coração de Deus Pai, no coração e na vida de Jesus, no coração da Igreja e dos povos. Sua presença na Igreja e na humanidade nos é conhecida. Aparece em Lourdes, para nos pedir conversão. Em Fátima intercede pela conversão da Rússia e da humanidade. No México, Guadalupe, intervem a favor de nossos índios. Em Aparecida, pede para reconhecermos os negros como iguais a todos, etc.. A presença de Maria aparece diretamente à Promessa de Deus no AT, como a Mãe de Cristo e da Igreja no NT e como a mediadora entre Deus e o homem na história da Igreja. É por isto que nós cristãos a amamos e a veneramos.
Deus ao nos chamar à vida através de nossos pais nos criou “a sua imagem e semelhança”, como homens e mulheres, como família, onde o masculino e o feminino fazem parte da essência da natureza humana. Em nossa vocação humana e divina, Maria é o feminino de Deus em nosso caminho para a eternidade. Deus é Pai com coração de Mãe, onde Maria aparece como “o rosto materno de Deus” a favor da humanidade.
Na passagem do mês de maio, nosso especial carinho e gratidão pela presença de cada mulher, particularmente pela existência de nossas mães físicas e espirituais.
Deus, a Igreja, cada um de nós, a humanidade, precisamos de vocês mulheres.
Ser mulher é ser dom, dádiva, manifestação viva e encarnada no tempo da própria ternura de Deus.
Para Jesus nossa gratidão por nós ter dado sua Mãe como Mãe da Igreja e nossa Mãe.
Na passagem do dias das mães, para nossas mães terrenas que nos geraram para a vida, para o amor, para fé, para a Igreja e para Deus, nossa mais sincera gratidão e preces.
Fonte: Padre Evaristo Debiasi
Maria, modelo de mãe
Maria e mamãe têm cinco letras, isto não é coincidência, mas uma ligação providencial divina. A maternidade de Maria e de todas as mães é dom agraciado por Deus. Maria é a Bem-aventurada, cheia de graça que no seu sim a Deus deixou gerar no seu ventre, Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. As mães quando recebem de Deus o dom de gerar filhos e que deixam prosseguir a gravidez, elas estão colaborando com o Criador para que esse mundo esteja habitado por novas pessoas que fazem a alegrias de todos.
O mês de maio é especial para os cristãos porque podemos celebrar a memória de nossa mãe do céu, Maria. Ela é a figura doce e meiga que nos traz Jesus e nos leva a Ele, com sua mão protetora, que zela, cuida e nos ajuda a sermos cristãos coerentes na escuta da Palavra e na missão de evangelizar todos com a Boa nova de Cristo.
Neste mês também homenageamos as mães que tem um papel muito importante na família, pois elas educam os seus filhos para vida e para fé madura em Cristo. Que cada mãe sinta a proteção de Deus e da intercessão de Nossa querida mãe de Deus e nossa.
Viva Nossa Senhora e viva todas as mães!
Fonte: http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com
terça-feira, 3 de maio de 2011
O mês de Maria, a mãe de Deus e nossa, chegou!
A primeira referência a respeito de maio como mês mariano encontramos na Idade Média, com as Cantigas de Afonso X, o Sábio, rei de Castela e León (+1284). Cantando a abundância dos bens que maio traz (é a estação das flores na Europa), o rei cristão convidava a invocar Maria a fim de que as bênçãos espirituais e materiais fossem ainda maiores (cf. Dicionário de Mariologia, Paulus, 1995, p. 887). No paganismo antigo, neste mês se honrava a deusa da vegetação “Flora Máter”; mas aquela que merece ser venerada por “todas as gerações” (Lc 1,48) é a Imaculada Mãe do Filho de Deus!

Em 1917, tempo de guerras e confusões, Maria Ssma. se manifestou ao mundo através de humildes pastorinhos (Lúcia, Jacinto e Francisco) em Fátima, Portugal, convidando a todos a rezar diariamente o Terço pela paz pelo mundo e a conversão dos pecadores. O dia 13 de maio marcou o início das aparições, que se estenderam até 13 de outubro. Grande influência estes fatos tiveram para a instituição da festa litúrgica (hoje memória) do Imaculado Coração de Maria, estabelecido pelo Papa Pio XII em 1944 (decreto “Cultus liturgicus”), um fato importante para a história da liturgia e da mariologia (só comparável ao de Lourdes, na França).
O Papa Pio VII foi o primeiro Sucessor de São Pedro a conferir ao mês de maio especiais indulgências, em 1815. Os papas posteriores vão confirmar esta devoção mariana. Por exemplo, em 1897 o Papa Leão XIII assim se expressou na sua Encíclica “Augustíssima Virgem Maria”: “Depois de havermos dedicado a esta divina Mãe o mês de Maio com o dom das nossas flores, consagremos-lhe também, com afeto de singular piedade, o mês de Outubro, que é mês dos frutos. De feito, parece justo dedicar estes dois meses do ano àquela que disse de si: "As minhas flores tornaram-se frutos de glória e de riqueza" (Eclo 24,23)” (n. 4). Os santos não vão deixar de honrar Maria de um modo especial neste mês. Em seu Diário espiritual, S. Faustina Kowalska se propunha – no ano de 1937 – uma “flor” aos “pés de Nossa Senhora” – Qual? “A prática da mansidão” (n. 1105; cf. 1114).
E você? Já pensou o que pode lhe oferecer neste mês de maio?
Fonte:http://www.misericordia.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=701:maio-mes-de-maria&catid=27:palavras-do-sacerdote&Itemid=92
Maio, mês de Maria
As referências dos Evangelhos e do Atos dos Apóstolos a Maria, Mãe de Jesus, apesar de poucas, deixam ver muito desta privilegiada criatura, escolhida para tão alta missão. São Paulo, na Carta aos Gálatas (4,4), dá a entender claramente que, no pensamento divino de nos enviar o seu Filho, quando os tempos estivessem maduros, uma Mulher era predestinada a no-Lo dar. Para que se compreenda a presença de Maria nesta predestinação divina, a Igreja, na festa de 8 de dezembro, aplica à Mãe de Deus, aquilo que o livro dos Provérbios (8, 22) diz da sabedoria eterna: “os abismos não existiam e eu já tinha sido concebida. Nem fontes das águas haviam brotado nem as montanhas se tinham solidificado e eu já fora gerada. Quando se firmavam os céus e se traçava a abóboda por sobre os abismos, lá eu estava junto dele e era seu encanto todos os dias”. Era pois a predestinada nos planos divinos.Maio: Mês de Maria.
Para se perceber melhor o perfil materno de Nossa Senhora, três passagens bíblicas podem esclarecer. A primeira é a das Bodas de Caná, que realça a intercessora. Quando percebeu – o olhar feminino que tudo vê e tudo observa – estar faltando vinho, sussurra no ouvido do Filho sua preocupação e obtém, quase sem pedir, apenas sugerindo, o milagre da transformação da água em generoso vinho. Ela é de fato a mãe que se interessa pelos filhos de Deus que são seus filhos.
Outra passagem do Evangelho esclarecedora da personalidade de Maria é a que nos mostra seu silêncio e sua humildade. O anjo a encontra na quietude de sua casa, rezando, para dizer-lhe que fora escolhida por Deus para dar ao mundo o Emanuel, o Salvador. Ela se assusta com a mensagem celeste, porque, na sua humildade, nunca poderia ter pensado em ser escolhida do Altíssimo. Acolhe assim, por vontade divina, a palavra do mensageiro, silenciosamente, sem dizer, nem sequer ao noivo José, o que nela se realizava. Deus tem o direito de escolher e por isto Ela diz apenas o generoso “sim” que a tornou Mãe de Deus.
O terceiro traço de Maria-Mãe é sua corajosa atitude diante do sofrimento. Ao apresentar o seu Jesus no templo, ouve a assustadora profecia do velho Simeão: “uma espada de dor transpassará a tua alma”. Pouco mais tarde, estreitando ao peito o Menino Jesus, deve fugir para o Egito com o esposo, para que a crueldade de Herodes não atingisse a Criança que – pensava ele, Herodes – lhe poderia roubar o trono. Quando seu filho tem doze anos, desencontra-se dele e, ao achá-lo após três dias, queixa-se amorosamente: “por que fizeste isto? Eu e teu pai te procurávamos, aflitos”. Sua coragem se confirma na paixão e crucifixão de Jesus. De pé, ali no Calvário, sofre e associa-se ao sacrifício do redentor. É a mulher forte, a mãe corajosa e firme, a quem a dor não derruba. De fato, a espada de Simeão lhe atravessara a alma e o coração. É a Senhora das Dores.
Maio, mês a Ela dedicado pela piedade cristã, é um convite para voltarmos nosso olhar a esta Mãe querida para pedir-Lhe, abra as mãos maternas em Bênção de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.
Dom Benedicto de Ulhoa Vieira
Arcebispo Emérito de Uberaba - MG
fonte:http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-benedicto-de-ulhoa-vieira/6417-maio-mes-de-maria
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Maio, mês de Maria

Não sei se foi de manhã ou foi à noite, que na pequena casa de Nazaré, um anjo apareceu para uma Virgem, a mais bonita e pura jovem de Nazaré, para dizer-lhe que Deus a escolhera para ser a mãe do Salvador. Ela assustou-se por não ser ainda casada e por isto não podia ser – pensava ela – a mãe do nascituro Salvador. Seu nome era Maria, seu noivo José. Naquele dia o Verbo eterno, por quem tudo fôra criado, escondeu-se na clausura virginal daquela jovem, vestiu-se da carne humana e veio salvar a humanidade.
Porque Ela nos deu o Salvador, tornou-se “a Mãe do meu Senhor” (Lc 1, 43) como a chamou Isabel. Deste dia em diante, os que cremos no Evangelho a proclamamos “Mãe de Deus”, a mais alta diginidade a que pode ser exaltada a criatura humana.
Se as mães merecem ter um dia no ano para serem carinhosamente homenageadas, a Mãe de Deus, que nos foi dada também por mãe na tarde dolorosa do Calvário, bem merece ser lembrada e homenageada o mês inteiro neste maio, “mês de Maria”.
Seríamos muito pobres e miseráveis, se nos dissabores da nossa caminhada terrena não A tivessemos como mãe protetora e solícita. É só lembrar a cena evangélica das bodas em Caná da Galileia. Por discretíssimo pedido de sua Mãe, Cristo Jesus transformou barris de água em vinho de alta qualidade.
As confidências, que a mente e o coração do sacerdote guardam, relatam as graças do céu tão abundantes, vindas da intercessão de Maria Santíssima em favor das mães que imploram por seus filhos. Esta solicitude da Mãe de Jesus pelos cristãos é descrita de maneira colorida pelos poetas, que têm o carisma de dizer as coisas com graça e beleza. Já Dante, na Divina Comédia, havia advertido a quem quer algo do céu e não recorre a Ela é o mesmo que querer voar sem asas.
Outro poeta, mais perto de nós, com soneto decassílabo, descrevendo “a oração mediadora de Maria” que sobe em especial ao coração de Deus, finaliza: “Estrela da manhã (...) a luz do teu olhar abre clareiras. / E o caminho do céu só tem barreiras / sem as asas da tua intercessão”.
Maio, mês de Maria, é convite para olhar o céu em homenagem à Mãe de Deus. Daí a certeza da proteção divina para nossos passos nesta dificil ascenção a que somos convidados. A razão de nossa confiança filial em Maria é que Jesus, depois de nos ter dado tudo que podia, ainda na cruz nos deu Nossa Senhora!
Dom Benendicto de Ulhoa Vieira
terça-feira, 26 de abril de 2011
As lágrimas de Nossa Senhora

Em diversos lugares do mundo, imagens de NOSSA SENHORA choram!...
Mas porque derramam lágrimas as imagens de nossa MÃE SANTÍSSIMA?
Somente para recordar, em Akita no Japão, em Outubro de 1973, além das mensagens e ensinamentos que a VIRGEM MARIA transmitiu a Irmã Agnes em benefício de todos nós, uma pequena imagem derramou copiosamente lágrimas de sangue; também a imagem de NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA na Itália, no ano de 1981 em diversas oportunidades chorou; e agora, é a imagem da VIRGEM MÃE SANTÍSSIMA em Naju, na Coréia do Sul... E desta vez, para que ninguém colocasse dúvida imaginando tratar-se de uma trama, foi um acontecimento verdadeiramente surpreendente, porque durante mais de 700 dias a imagem chorou e derramou lágrimas de sangue, na presença de leigos, autoridades eclesiásticas, homens, mulheres, crianças e especialistas de todas as partes, que inclusive recolheram e examinaram o precioso líquido, constatando tratar-se de sangue humano. De 30 de Junho de 1985 a Dezembro de 1992, o mundo teve tempo suficiente para comprovar que aquelas eram lágrimas verdadeiras que traduziam um sentimento de tristeza, por causa do comportamento inadequado e mesquinho da humanidade.
Mas porque afinal, nossa MÃE SANTÍSSIMA chora, derramando lágrimas até de sangue?
Frei Raymond Spies, diretor espiritual de Julia, com a imagem derramando lágrimas de sangue.
SIGNIFICADO DAS LÁGRIMAS - Verdadeiramente a humanidade não é aquela preciosidade idealizada pelo CRIADOR, as fraquezas dominam o coração das pessoas, fazendo com que em muitas
oportunidades as criaturas cometam o mal que não querem praticar.
Entretanto, não é lícito simplesmente aceitar uma situação por mais difícil que seja, sem reagir, deixando que as coisas aconteçam, sem respeito aos princípios da moral, da família e da religião, sem que seja empreendida uma resistência firme e decidida. As pessoas não podem e não devem permitir que fatos aconteçam por acomodação e conivência, visando ganhar vantagens ou consolidar posições. Estas são providências efêmeras, que podem satisfazer materialmente no momento, mas não trazem nenhuma paz interior e nenhum proveito para o espírito.
Sabemos, contudo, que não é tarefa fácil criar uma força contrária para combater o mal quando ele se avoluma e avassaladoramente incide sobre as almas, devastando e neutralizando o caráter e a fé, porque sendo uma potência invisível, para ser combatida eficazmente não requer somente a persistência e a perseverança das pessoas, mas exige, sobretudo, muita coragem, disposição e muitas orações. Somente o auxílio Divino poderá ajudar na conversão do coração, arrancando a pessoa do vicio, da decadência moral e da perdição. Por isso, é necessário rezar. È importante suplicar a imprescindível ajuda de DEUS, que por certo em todas as ocasiões jamais faltará, a todos que recorrem ao SENHOR, porque sem ele, ninguém conseguirá vencer as forças e as ciladas do mal.
Em Junho de 1987 a VIRGEM MARIA delicadamente explicou à Julia, os motivos de suas lágrimas: "Minhas lágrimas, querida filha, são pelo constante fracasso da humanidade em não conseguir amar a DEUS como ELE merece e as pessoas, amarem-se mutuamente como ELE ensinou. Também por causa do execrável aborto que mata diariamente uma quantidade incontável de bebês, assassinando inocentes no útero das mães, por covardia, maldade e prazer satânico. Choro também, minha filha, pelas muitas almas que se recusam a se arrependerem de seus pecados, não se interessando em procurar um meio para a conversão e por isso, com o risco da condenação eterna. Por todos eles, derramo as minhas lágrimas suplicando à DEUS pela conversão de seus corações".
NOSSA SENHORA verdadeiramente é nossa MÃE e preciosa medianeira para todas as causas, Aquela que intercede junto a seu Divino FILHO JESUS e sempre consegue as graças que necessitamos para a nossa vida!
Dessa forma, reconhecendo os incontáveis benefícios que maternalmente Ela cumula a vida de todos nós, não é justo pensarmos numa maneira de procurarmos retribuir? Não é digno encontrarmos disposição e enchermos o nosso espírito de coragem, decididos a consolar o Seu Divino e IMACULADO CORAÇÃO, tão rico em bondade e ternura? Por certo, verdadeiramente Ela espera isto de todos nós. Nossa resposta deve ser um esforço sincero e carinhoso, objetivando enxugarmos um pouco daquelas preciosas lágrimas que promanam do recanto mais profundo de Seu sagrado CORAÇÃO DE MÃE.
FOTOGRAFIAS VIVAS - Por essa razão, como lembrança inesquecível para ser gravada no interior do espirito de cada um, apresentamos fotografias impressionantes das lágrimas de nossa MÃE SANTÍSSIMA. Não é razoável assumirmos uma decisão de enxugá-las?
OLEO PERFUMADO - Depois que a imagem cessou de derramar lágrimas, de seu pequenino corpo, principalmente da cabeça, entre os cabelos, sem que existisse qualquer orifício, brotou um precioso e atraente óleo perfumado, que impregnava toda a Capela de Naju, com um agradável e suave odor de rosas. Este fenômeno aconteceu até Outubro de 1994. Durante aquele período e mesmo nos anos seguintes até meados de 1998, quando o povo acompanhava Júlia na reza do Terço, era comum sentir o mesmo perfume de rosas inundando completamente o recinto.
AS RAZÕES DE NOSSA MÃE - Com esta intervenção sensacional e merecedora do maior respeito e veneração, a VIRGEM SANTÍSSIMA quer despertar a humanidade do torpor da indiferença, da descrença, do desvanecimento espiritual e da falta de sensibilidade pelas coisas do espírito, estimulando as pessoas a praticarem os ensinamentos do Evangelho e a revitalizarem a fé cristã tradicional. Ela quer que comecemos a viver uma vida de orações, em humildade, com amor a DEUS e ao próximo, para podermos participar de uma nova era de harmonia e paz no Reino de CRISTO.
Nossa Senhora chora ... E nós, o que vamos fazer para amenizar estas preciosas lágrimas?
Fonte: http://apostled.tripod.com/lagma.html
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