Salve Maria!

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aparição de Nossa Senhora das Flores ou Madona das Flores de Bra






A tradição secular conta que na periferia da cidade de Bra, em Cuneo, Nordeste da Itália, na estrada que hoje conduz a Turim, existiam duas trilhas campestres que se uniam num só caminho, conduzindo ao centro habitado.

Nele havia um muro de pedra, circundado por olmos, plátanos e arbustos de ameixas silvestres, com um nicho contendo singela imagem de Nossa Senhora, pintada por mãos inábeis.

No frio anoitecer de 29 de dezembro de 1336, uma jovem esposa de nome Egídia Mathis, quase no final da gravidez, voltava para casa, quando foi assediada por dois soldados mercenários, mal-intencionados, que queriam violentá-la.

 Desesperada, não sabendo como se defender de ambos, Egídia correu agarrando-se à imagem de Nossa Senhora, caindo de joelhos e invocando o seu auxílio.








 
Inesperadamente, uma luz muito forte jorrou do nicho, cegando os dois soldados, que fugiram apavorados.

Em seguida, Nossa Senhora tornou-se visível a Egídia, reconfortando-a por alguns minutos e assegurando-lhe que o perigo havia passado.

A moça, cansada da exaustiva corrida, teve antecipadas as dores do parto e deu à luz um menino, entre os arbustos das ameixeiras silvestres, ressequidos pelo rigoroso inverno.

Ao lado dela, permanecia Nossa Senhora a confortá-la com doces palavras.

Egídia, após ter recobrado as forças, agradeceu a bela Senhora, e, com o recém-nascido nos braços, envolto numa mantinha, conseguiu chegar a uma casa das proximidades.









O MILAGRE DAS FLORES EM PLENO INVERNO

 

A notícia da prodigiosa aparição se espalhou: apesar da hora tardia, uma multidão acorreu ao local da agressão e da aparição, onde a aguardava um espetáculo extraordinário:

as ameixeiras silvestres ressequidas - como em cada inverno -, que rodeavam o nicho onde estava Nossa Senhora, de súbito tornaram-se maravilhosamente floridas, cobertas de flores brancas, apesar do clima rigoroso daquele final de dezembro.

Surpresa maior, porém, foi verificar que, as que estavam mais distantes do referido muro, continuavam sem flores.

Desde então, a cada inverno se repete o misterioso e excepcional desabrochar das flores brancas de Nossa Senhora, com antecipação de três meses.

Assim surgiu em Bra a devoção à Nossa Senhora das Flores, que recebeu, imediatamente, sua primeira capela, no local da Aparição.










Em 1626 esta capela deu lugar a um Santuário onde foi erguida uma alta coluna para a estátua da Virgem, no meio das ameixeiras











O INEXPLICÁVEL FENÔMENO DAS FLORES NO INVERNO E A CIÊNCIA

Para tristeza dos que não crêem e alegria dos que têm fé, aparecem cada vez mais fenômenos religiosos que a ciência só pode definir como inexplicáveis.







O papel do cientista não é declarar que algum acontecimento é ou não milagre.

 Isso corresponde às autoridades religiosas.

O papel dele é analisar com rigor científico os dados apurados e verificar se há ou não uma explicação do ponto de vista das leis admitidas pela ciência que ele estuda.

Um médico especialista em câncer, por exemplo, não pode decidir se houve milagre em determinado caso de cura. Ele apenas analisa se uma cura que ocorreu é possível ou provável de acordo com a prática médica.

Após isto ele emite o veredicto: tal fato é explicável; ou é inexplicável.


Vejamos o exemplo de um fato inexplicável de acordo com o veredicto dos cientistas. Um fato que se repete há mais de 600 anos, e vem sendo analisado de forma científica há quase 300 anos, que é o milagre de Nossa Senhora em Bra.





Um florescimento impossível











 

Como se sabe, no inverno não desabrocham flores, e o motivo é simples: a temperatura não permite que elas floresçam.

 Quando neva, as dificuldades para o surgimento das flores aumentam ainda mais. Isso é até uma banalidade para qualquer pessoa que viva em regiões com as quatro estações bem definidas.

 
Na Itália há um arbusto da família das rosas (o nome científico é Prunus spinosa L.), que alcança três metros de altura e é muito usado para erguer cercas vivas ao redor de jardins. Floresce de março a abril, ou seja, na primavera.

Mas num local da cidade de Bra, naquele país, as flores aparecem em dezembro, portanto no inverno, e duram ao redor de 20 dias, mas tem acontecido de durarem muito mais.

Isto ocorre independentemente de haver ou não sol, ou se existe pouca, muita ou nenhuma neve.

Mais chamativo ainda é o fato de plantas do mesmo tipo, cultivadas na vizinhança, não se comportarem assim; e quando uma muda desta planta é levada para outro lugar, ela segue comportando-se de forma excepcional.









 

Estudos científicos sobre o florescimento impossível de Bra têm sido feitos desde 1700 pelo Jardim Botânico da Universidade de Turim.

Em 1882, Giuseppe Lanvini declarava que “o fenômeno transcende as leis físicas e biológicas”, confirmando o parecer emitido em 1817 por Lorenzo Roberto, químico e agrônomo de Alba. Em 1974, Franco Montacchini, que depois tornou-se diretor do Jardim Botânico, diagnosticou a perda do normal termoperíodo por parte da planta, e acrescentou: “Necessitaríamos determinar o motivo disto”.

Um dos mais famosos botânicos italianos, Augusto Béguinot, depois de rigorosas comparações das análises químicas realizadas em plantas comuns desse gênero (Prunus) e nesta planta Prunus extraordinária (as análises confirmaram que elas são idênticas), excluiu que o florescimento em dezembro seja devido a “alguma qualidade específica que se possa constatar quimicamente”.

Com humildade ele conclui:

“Como cientista, não conheço e não uso a palavra milagre,
mas justamente como cientista devo dizer que as leis naturais que dirigem a vida dos Prunus spinosa não são suficientes para explicar este fenômeno extraordinário de um duplo florescimento”.*


Seria facílimo para os incrédulos, ou para os inimigos de nossa Religião, constatar e demonstrar alguma falsidade no caso, se ela existisse.

Tendo a ciência e a técnica chegado a grande desenvolvimento, ficariam eles encantados em mostrar ao mundo um caso de tapeação, acobertado sob a aparência dum milagre.

Poderiam, por exemplo, procurar algum documento histórico que demonstrasse a existência desse fenômeno antes de 1336.

Não faltariam tais documentos num país como a Itália, que conserva a tradição de guardá-los cuidadosamente desde o Império Romano. Também poderiam realizar outros tipos de testes científicos, buscando uma explicação natural.

Acontece que esses testes foram realizados. Alguns analisaram o terreno, para verificar se por algum motivo a terra onde se encontra a planta é diferente do solo dos arredores.

Nada encontraram.

Outros realizaram provas eletromagnéticas, pensando que talvez alguma corrente subterrânea pudesse provocar fenômeno tão estranho. Igualmente ficaram desapontados.

Apenas puderam constatar, como cabe aos cientistas, que o fenômeno é inexplicável.











terça-feira, 5 de abril de 2011

Aparição de Nossa Senhora de Todos os povos

Rainha de Todos os Povos



Onde aconteceu: Em Amesterdam – Na Holanda.
Quando: Em 1945.
A quem: A Ida Peerdeman.
Os fatos: Fugindo um pouco da regra geral das Aparições Marianas, manifestações em povoados distantes, montanhosos e pobres, dessa vez Nossa Senhora aparece na capital da Holanda, por 25 anos (1945-1972).
E na grande maioria das ocasiões, na casa da própria escolhida. Com isso demonstrando que todos os seus filhos estão sob seus olhos e sua maternal proteção, independente de onde estejam. Pelos frutos deixados a toda humanidade, esta foi mais uma das importantíssimas Aparições da Mãe de Deus, durante o século XX.
Em virtude da extensão dos fatos, pedidos e mensagens, faremos um resumo daqueles que julgamos específicos desta manifestação, pois todas as palavras de nossa Mãe são vitais.



Pedidos da Santíssima Virgem Maria em Amsterdam:


__ Para rezar a seguinte oração: “Senhor Jesus Cristo, Filho do Pai, envia agora o teu Espírito sobre a Terra. Faze habitar o Espírito Santo nos corações de todos os povos, a fim de que sejam preservados da corrupção, da calamidade e da guerra. Que a Senhora de todos os povos, que uma vez era MARIA, seja a nossa advogada. Amém”;
__ Que seja definido o dogma mariano de CO-REDENTORA, MEDIANEIRA e ADVOGADA;
__ Seu título ali seria Senhora de todos os povos;
__ A Cruz deve ser colocada no centro do mundo;
__ Rezar o santo e poderoso Rosário;
__ Fazer penitência;
__ Que os eclesiásticos não andem por caminhos errados na evangelização e na modernização;
__ Todos os homens devem unir-se em torno da única Cruz e da única Mãe para libertação do poder do mal e conseguir a salvação;
__ Amor para com Deus: conversão, oração, vida espiritual;
__ Amor para com o próximo: caridade efetiva, sincera e cristã;
__ Justiça, verdade e caridade na vida.



            Trechos de algumas mensagens:

__ “Os sinais estão ocultos nas Minhas palavras…”
__ “O tempo chegou. O ESPÍRITO SANTO deve vir sobre a terra, sobre os povos”.
__ “É agora e somente agora que o ESPÍRITO SANTO deve vir”.
__ “Virá um tempo de inquietação e turbulência: Humanismo, paganismo, descrença; serpentes que tentarão dominar o mundo”.
__ “O mundo é corrupto e está em decadência”.
__ “Os homens não compreendem ainda como o mundo está mal”.
__ “Querem expulsar a prática da religião. Isto será feito com tanta sutileza, que quase ninguém notará”.
__ “Em alguns povos, toma conta uma assustadora apostasia”.
__ “O demônio ainda não foi expulso; povos, cuidai-vos dos falsos profetas”.
__ “Todos os povos gemem sob o julgo sob o jugo de satanás, e ninguém sabe o quanto penetra e conquista”.
__ “Gastam muito tempo em coisas matérias”.
__ “A juventude deve ser afastada, tirada do paganismo moderno. Procurem trabalhar duramente por esta causa”.
__ “O Senhor e Mestre quer levar os povos deste mundo a unidade espiritual, por isso envia MARIA. Ele a enviou como a Senhora de todos os povos”.
__ “Estás vendo as ovelhas a andarem e correrem confusamente em todas as direções, mas a Senhora de todos os povos as reúne num só rebanho, num só aprisco”.
__ “Os cristãos devem unir-se no mundo inteiro em JESUS CRISTO”.
__ “É preciso assistir nossos jovens com a ajuda espiritual”.
__ “Agora venho dizer que quero salvar as almas”.
__ “Antes de mais nada voltai para ele (Jesus), somente depois virá a verdadeira paz”.
__ “Vós conservareis a paz se acreditareis em JESUS”.
__”Façam penitência. O mundo não será salvo pela força, mas sim através do Espírito”.
__ “A Doutrina divina e as leis divinas valem em todas as épocas, e são como novas a cada tempo”.
__ “O PAI e o FILHO querem enviar, neste tempo, sobre todo o mundo, a Co-Redentora, Medianeira e Advogada”.
__ “Os povos de todo o mundo não encontrarão o repouso e a paz antes de se humilharem e olharem pacificamente a Cruz, o centro do mundo”.
__ “O Senhor, para realizar seus desígnios, escolhe os mais fracos”.
         Durante os 27 anos que Nossa Senhora manifestou-se a Ida Peerdeman, foram ditadas milhares de mensagens, das quais divulgamos apenas pequenos parágrafos.

Fontes: http://servosdarainha.wordpress.com/category/aparicoes-marianas/

A primeira aparição de Nossa Senhora - Nossa Senhora do Pilar

Nossa Senhora do Pilar.
 
Onde aconteceu: Na Espanha.

Quando: Durante o século I - (ano 40 da era cristã)

A quem: Ao apóstolo São Tiago.


A História.

         De acordo com uma antiqüíssima tradição, venerada e viva ao longo dos séculos, a Virgem Maria quando ainda morava neste mundo, isto é, antes de subir em corpo e alma aos céus, veio a Zaragoza para confortar e alentar ao Apóstolo São Tiago que no momento, encontrava-se às margens do rio Ebro, pregando o Evangelho.

         Este fato situa-se na noite do dia 2 de janeiro do ano 40 da era cristã.


         S. Tiago o Maior, Apóstolo da Espanha.


         Segundo a Anna Catharina Emmerich:
           
         Partindo de Jerusalém, Tiago o Maior dirigiu-se, pelas ilhas gregas e pela Sicília, à Espanha, onde desembarcou em Gades. Como ali não fosse bem recebido, mudou-se para outra cidade. Mas também não foi tratado melhor, prenderam-no e teria sido morto, se um Anjo não o tivesse livrado milagrosamente. Deixou na Espanha cerca de sete discípulos e, acompanhado de dois outros, voltou por Massília, no sul da França, a Roma.
         Mas voltou depois à Espanha, dirigindo-se de Guedes, por Toledo, a Zaragoza.

         “Ali, diz Catharina Emmerich, se converteu muita gente, ruas inteiras creram no Senhor, com exceção apenas dos que ainda aderiam ao paganismo. Vi Tiago correr também muitos perigos. Soltavam contra ele víboras, as quais tomava tranqüilamente nas mãos e não lhe faziam mal, mas viravam-se contra os idólatras que o cercavam, e estes, vendo o milagre, começavam a temê-lo.
         Vi também que em Granada, onde apenas começara a pregar, foi preso com todos os discípulos e cristãos. Tiago invocou no coração o socorro e a proteção da Santíssima Virgem, que nesse tempo ainda vivia em Jerusalém e Maria salvou-o, com todos os seus discípulos, por intermédio de Anjos. A Virgem Santíssima mandou-lhe por um Anjo a ordem de ir à Galícia, pregar ali a fé e depois voltar.

         Vi Tiago, após a volta, em grandes tribulações, por causa de uma iminente perseguição e provação da comunidade cristã de Zaragoza. Rezava numa noite à beira do rio, fora dos muros da cidade, junto com alguns discípulos, pedindo a Deus conselho, se devia ficar ou fugir. Lembrou-se também da Santíssima Virgem e suplicou-Lhe que o ajudasse a pedir luzes e auxílio do Filho, que certamente não lhe negaria.


            O Pilar de Luz.


         Então vi subitamente aparecer por cima do Apóstolo um esplendor no céu e Anjos que entoavam um magnífico canto e transportavam uma coluna resplandecente, que da base projetava um raio fino de luz sobre um lugar, alguns passos distante de Tiago, como para indicar esse ponto. A coluna tinha um brilho vermelho, era atravessada por muitas veias, muito alta e delgada, terminando em cima como um lírio, que se abre em línguas de luz, das quais uma raiava longe, em direção a Compostela, a oeste, as outras, porém, para as regiões próximas. (Formando assim um pilar)

         Nessa flor de luz, vi a figura da Santíssima Virgem em pé, como sempre ficava em vida na terra, durante a oração, toda branca e transparente, com um brilho mais belo e suave que o da seda branca. Estava de mãos postas, uma parte do longo véu cobria-lhe a cabeça, a outra parte, porém, envolvia-a até os pés, de modo que com os pés delicados e pequenos estava sobre as cinco pétalas da flor da luz. Era um quadro indizivelmente doce e belo.
         Vi que Tiago, orando de joelhos, levantou os olhos e recebeu interiormente de Maria a ordem de, sem demora, construir nesse lugar um templo, em que a intercessão de Maria se firmasse como uma coluna.

         Ao mesmo tempo lhe anunciou a Virgem Santíssima que, depois de acabar a construção da Igreja, devia ir a Jerusalém, Tiago levantou-se, chamou os discípulos, que já tinham visto a luz e correram para junto dele e comunicou-lhes a aparição milagrosa e todos seguiam com os olhos o esplendor que ia desaparecendo.

         Tendo executado em Zaragoza a ordem de Maria, Tiago constituiu uma comissão de doze discípulos, entre os quais também homens doutos, que deviam continuar a obra, que começara com tantas dificuldades e tribulações.
         Em seguida partiu da Espanha para Jerusalém, como lhe ordenara a Virgem.

         Nessa viagem visitou em Éfeso Maria, que lhe predisse a morte próxima, em Jerusalém, consolando e confortando-o. Tiago despediu-se de Maria e do irmão e continuou a viagem para Jerusalém, onde foi decapitado.

O corpo do Apóstolo São Tiago.

O corpo do Apóstolo esteve algum tempo num sepulcro perto de Jerusalém. Quando, porém, se levantou uma nova perseguição, levaram-no alguns discípulos, entre os quais José de Arimatéia e Saturnino, para a Espanha. Mas a perversa rainha Lupa, que já antes perseguira S. Tiago, não quis permitir que o sepultassem ali.

         “Os discípulos tinham posto o santo corpo sobre uma pedra, que sob ele formou então uma cavidade, como um sepulcro. Sucedeu também que outros cadáveres, sepultados ao lado, foram lançados fora da terra. Lupa acusou os discípulos perante o rei, que os mandou prender; mas escaparam milagrosamente e o rei que os perseguia com cavalaria, passou sobre uma ponte, que desabou, morrendo ele com todos os companheiros. Lupa assustou-se tanto com esse fato, que mandou dizer aos discípulos que prendessem e atrelassem touros bravos num carro; onde estes levassem o corpo, ali poderiam construir uma Igreja. Esperava que os touros bravos destruíssem tudo. Um dragão opôs-se na região deserta aos discípulos, mas morreu fulminado, quando fizeram o sinal da cruz; os touros bravos, porém, tornaram-se mansos, deixaram-se atrelar ao carro e levaram o santo corpo ao castelo de Lupa. Ali então foi sepultado e o castelo transformado em Igreja, pois lupa converteu-se, confessando a fé cristã, com todo o povo”.

         No sepulcro do santo Apóstolo aconteceram muitos milagres. Mais tarde lhe foram transferidos os ossos para Compostela, que se tornou um dos mais afamados lugares de peregrinação. S. Tiago pregou cerca de quatro anos na Espanha.


A construção do Templo.


Segundo uma antiga tradição, desde os primórdios de sua conversão, os cristãos primitivos ergueram uma capelinha em honra da Virgem Maria, às margens do rio Ebro, na cidade de Zaragoza, Espanha.

A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vêm rezar à Virgem e venerar seu Pilar.


Basílica de Zaragoza as margens do rio Ebro - Espanha.

Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, Mãe da Espanha.
Sua ação é sobretudo espiritual.

A devoção ao Pilar tem uma enorme penetração na Ibero-américa, cujos países celebram o dia do descobrimento de seu continente a 12 de outubro, isto é, no dia do Pilar.

A Basílica fica aberta o dia inteiro, mas nunca faltam os fiéis que chegam ao Pilar em busca de reconciliação, graça e diálogo com Deus.
É popular na Espanha, especialmente a região de Aragon, a jaculatória:

"Bendita seja a hora em que a Virgem veio em carne mortal a Zaragoza".



O Papa João Paulo II.


O Papa João Paulo II, por duas vezes escolheu este santuário como primeiro passo de suas viagens à América Latina: em 1979, para assistir à Conferência de Puebla e em 1984 para inaugurar as comemorações do V Centenário do descobrimento e o início da evangelização na América.
O Papa dizia nessa basílica, citando Puebla: "Ela (Maria) tem que ser cada vez mais a pedagoga do Evangelho na América Latina" (Puebla, 290). "Sim, continua dizendo o Papa, a pedagoga, a que nos conduz pela mão, que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu Filho e a guardar tudo o que Ele nos ensinou. O amor à Virgem Maria, Mãe e Modelo da Igreja, é garantia da autenticidade e da eficácia redentora de nossa fé cristã".


Consagração a Nossa Senhora do Pilar


Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre
a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim
para o bem de todas as pessoas.

Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja,
força para cooperar fielmente
na vossa missão de trazer
o reino de Jesus ao mundo.

Ofereço-vos, portanto,
Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios
deste dia, para que fiéis à nossa consagração,
sejamos igualmente disponíveis a colaborar convosco
na construção de um mundo novo,

 
ó Maria concebida sem pecado!
rogai por nós que recorremos a vós
e por todos quantos recorrem
a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.

Salve Rainha...



Fonte: http://www.derradeirasgracas.com/

Mais uma aparição de Nossa Senhora aprovada pela Igreja


Por decreto de Mons. Ricken, bispo de Green Bay (EUA), são consideradas dignas de crédito as aparições da Santíssima Virgem à irmã Adele Brise em 1859.

 


Valdis Grinsteins

Muitos identificam os Estados Unidos com a tecnologia mais avançada do planeta. Palavras como internet, fax, raio laser, foguetes espaciais ou aviões invisíveis são normalmente relacionadas com aquele imenso país. Tudo quanto indique velocidade, rapidez, automatização, transmissão instantânea costuma estar associado à nação norte-americana. E foi justamente lá, onde a velocidade pareceria não ter limites, que em 8 de dezembro de 2010 se reconheceu como autêntica a primeira aparição mariana nos Estados Unidos... 151 anos depois do acontecimento.
Não será contraditório com o caráter da Igreja a morosidade dessa aprovação? Não é estranho que, logo no país onde tudo se faz rapidamente, a Igreja leve tanto tempo para determinar se foi autêntica ou não uma aparição? Não seria melhor não se pronunciar, devido ao risco de adversários da Igreja a qualificarem de arcaica, instituição de outros tempos, incapaz de se adaptar às velocidades contemporâneas?
Para horror dos adoradores da velocidade, podemos afirmar que a Igreja não tem pressa, porque ela possui a eternidade. E se todas as outras instituições morrem nesta Terra, a Santa Igreja continua no Céu. A um governo que dura cinco anos, ou a um homem que vive 80, cabe muito bem apressar-se em fazer o que deve. Mas a Igreja, com sua sabedoria de 2.000 anos, entende que cada obra tem seu tempo ideal para ser realizada, ou que chegou o momento de aprovar esta ou aquela aparição, trazendo à tona temas muito necessários aos dias atuais.
Voltas que dá uma vocação
Quando jovem, Adele Brise viveu na Bélgica, origem de sua família. Pertenceu a um grupo de fervorosas amigas, que tinham feito promessa de se tornarem religiosas. Mas em meados do século XIX seus pais decidiram emigrar da Bélgica rumo aos Estados Unidos, um país novo e meio desconhecido. Pior ainda, não iriam para uma cidade ou região já civilizada, mas se estabeleceriam no Wisconsin, então um local na fronteira entre a civilização e o desconhecido. Nem indícios de conventos havia por lá. Enquanto as amigas cumpriam a promessa, aos 24 anos ela obedeceu aos pais e partiu com seus familiares para o outro lado do mundo. Na região os imigrantes tendiam a ficar em fazendas muito distantes entre si; e devido à falta de igrejas, capelas ou escolas, iam perdendo a fé por falta de práticas religiosas.
Em outubro de 1859, Adele ia ao moinho levando um saco de grãos na cabeça, quando viu entre duas árvores uma Senhora vestida de branco. Assustada, não se moveu. A Senhora nada disse, e lentamente desapareceu, deixando uma nuvem branca no local. Adele terminou sua tarefa e retornou para casa, onde comentou com os pais o sucedido. Estes julgaram que talvez se tratasse de uma alma do Purgatório que necessitava de orações.
No domingo seguinte ela saiu para ir à missa, acompanhada de sua irmã e uma vizinha. A igreja ficava a 17 quilômetros de distância, e para lá chegar era necessário passar pelo mesmo local da aparição. Novamente Adele viu a Senhora de branco. Suas companheiras nada viram, mas ficaram impressionadas com o temor que notavam em Adele. Depois de algum tempo ela disse que a Senhora tinha desaparecido. Conversando sobre o assunto, concluíram novamente que seria uma alma do Purgatório.
Conselho do confessor

Após a missa, Adele se confessou com o Pe. Verhoef e narrou-lhe os dois episódios. O sacerdote disse-lhe para não ter medo, e que perguntasse à Senhora de branco o que desejava; se fosse uma mensageira de Deus, não lhe faria qualquer dano. No caminho de volta, no mesmo local, Adele viu novamente a Senhora, e desta vez notou que tinha uma fita amarela na cintura. Seguindo as indicações do confessor, perguntou: “Em nome de Deus, quem sois e o que desejais?”. E a Senhora lhe respondeu: “Sou a Rainha do Céu, que reza pela conversão dos pecadores, e desejo que faças o mesmo. Recebeste a Sagrada Comunhão hoje de manhã, e isso é bom. Mas tens que fazer mais ainda. Deves fazer uma confissão geral e oferecer a comunhão pela conversão dos pecadores. Se eles não se converterem e não fizerem penitência, meu Filho será obrigado a puni-los”.
Nesse momento as duas companheiras perguntaram a Adele com quem ela falava, pois não viam nada. Ela simplesmente lhes disse: “Ajoelhem-se, pois Ela diz ser a Rainha do Céu”. E as duas companheiras assim fizeram obedientemente, o que alegrou a Santíssima Virgem, pois disse: “Bem-aventurados os que acreditam sem ver”. E voltando-se para Adele, acrescentou: “Que fazes aqui parada, enquanto tuas companheiras trabalham na vinha de meu Filho?”. Era uma alusão direta ao fato de suas companheiras belgas terem cumprido a promessa de se tornarem religiosas, mas ela ainda permanecia como leiga. Ouvindo a reprovação de Nossa Senhora, ela se comoveu e perguntou:
— O que mais posso fazer, querida Senhora?
— Reúne as crianças deste país e mostra-lhes o que deveriam saber para se salvarem.
— Mas como lhes ensinarei, se eu mesma sei tão pouco?
— Ensina-lhes o catecismo, como fazer o sinal da cruz e como se aproximarem dos sacramentos; isso é o que desejo que faças. Vai e não tenhas medo. Eu te ajudarei.
Após este breve diálogo a Senhora levantou as mãos, como implorando uma bênção sobre aquelas que estavam a seus pés, e desapareceu lentamente.
Estimulada pela aparição, Adele começou a reunir as crianças e ensinar-lhes os princípios da fé católica. Em meio a numerosas provações, conseguiu construir uma escola para a finalidade, assim como congregou outras jovens para ajudá-la. Realizou também muitas peregrinações apostólicas para conclamar os pecadores à conversão. Nessa missão, ela chegava a caminhar mais de 80 quilômetros no meio de florestas, passando por todo tipo de perigos.
Finalmente em 1896, com a idade de 66 anos, Adele faleceu no cumprimento de sua vocação e foi enterrada na capela construída no local das aparições.
Relembrar verdades eternas
Voltamos aqui à questão de estarmos num momento adequado para se aprovar essas aparições e chamar a atenção sobre verdades elementares, que o progressismo e a atual decadência moral desejariam ver silenciadas.
No fundo, o que recomendou a Santíssima Virgem? O mesmo que a Igreja sempre ensinou: Que Deus deseja a conversão dos pecadores; que devemos trabalhar por isto; que devemos rezar e oferecer comunhões e sacrifícios nestas intenções; que se eles não se converterem, serão punidos; e que, se nos esforçarmos e perdermos o medo de atuar, conseguiremos muitíssimo em favor de nossos irmãos, com a confiança de que sempre Nossa Senhora nos ajudará.
Numa época em que as pessoas se esquecem da salvação da própria alma e vivem em função do dinheiro e dos prazeres, temos o dever de lembrar a todos que o verdadeiramente importante é a vida eterna, e que os sacramentos nos são indispensáveis para lá chegarmos. Pode haver melhor momento para alertar as almas sobre isso? Relembrando a propósito do reconhecimento dessa aparição o que nos dias de hoje é tão esquecido, mas que Ela sempre ensinou, a Igreja continua a exercer majestosamente sua obra providencial.

Aparição de Nossa Senhora do Milagre

Um dos fatos marcantes da história religiosa do século XIX foi a aparição de Nossa Senhora ao judeu Afonso Ratisbonne e sua retumbante conversão ao catolicismo.A aparição está intimamente ligada à série de manifestações extraordinárias ao mundo, iniciada com a Medalha Milagrosa na rue du Bac (Paris, 1820), e continuada de um modo mais destacado em La Salette (1846) e Lourdes (1858).
Muito distante da fé católica vivia o jovem banqueiro Afonso Ratisbonne, natural de Estrasburgo, nascido em 1814, de riquíssima família israelita.
No dia 20 de janeiro de 1842, em viagem turística a Roma, por curiosidade meramente artística ele acedeu entrar na Igreja de Sant’Andrea delle Fratte, acompanhado de um amigo, o Barão de Bussières.
Enquanto este foi à sacristia, a fim de encomendar uma missa, o jovem judeu apreciava as obras de arte daquele templo.
Quando se encontrava diante do altar consagrado a Nossa Senhora das Graças da Medalha Milagrosa (hoje conhecido como altar da Madonna del Miracolo — Nossa Senhora do Milagre), Ela apareceu-lhe e o converteu instantaneamente de inimigo da Igreja católica em seu fervoroso apóstolo.


O quadro
O quadro da Madonna del Miracolo (Nossa Senhora do Milagre) aparece com a fronte encimada por uma coroa e por um resplendor em forma de círculo de 12 estrelas que evoca a Mulher do Apocalipse.
A fisionomia é discretamente sorridente, com o olhar voltado para quem estiver ajoelhado diante d’Ela. Muito afável, mas ao mesmo tempo muito régia.
Pelo porte, dá impressão de uma pessoa alta, esguia sem ser magra, muito bem proporcionada e com algo de imponderável da consciência de sua própria dignidade.
Tem-se a impressão de uma rainha, muito menos pela coroa do que pelo todo d’Ela, pelo misto de grandeza e de misericórdia.
A pessoa que a contempla tende a ficar apaziguada, serenada, tranqüilizada, como quem sente acalmadas as suas más paixões em agitação.
Como se Ela dissesse: “Meu filho, eu arranjo tudo, não se atormente, estou aqui ouvindo a você que precisa de tudo, mas eu posso tudo, e o meu desejo é de dar-lhe tudo. Portanto, não tenha dúvida, espere mais um pouco, mas atendê-lo-ei abundantemente”.
A pintura tem um certo ar de mistério, mas um mistério suave e diáfano. Seria como o mistério de um dia com um céu muito azul, em que se pergunta o que haverá para além do azul.

Notem a impressão de pureza que o quadro transmite.
Ele comunica algo do prazer de ser puro, fazendo compreender que a felicidade não está na impureza, ao invés do que muita gente pensa. É o contrário.
Possuindo verdadeiramente a pureza, compreende-se a inefável felicidade que ela concede, perto da qual toda a pseudo felicidade da impureza é lixo, tormento e aflição.
Notem também a humildade. Ela revela uma atitude de rainha, mas fazendo abstração de toda superioridade sobre a pessoa que reza diante d’Ela. Trata a pessoa como se tivesse proporção com Ela; quando nenhum de nós tem essa proporção, nem mesmo os santos.
Entretanto, se aparecesse Nosso Senhor Jesus Cristo, Ela ajoelhar-se-ia para adorar Aquele que é infinitamente mais. Ela tem a felicidade inefável da despretensão e da pureza.
Diante de um mundo que o demônio vai arrastando para o mal, pelo prazer da impureza e do orgulho, a Madonna del Miracolo comunica-nos esse prazer da despretensão e da pureza.

Oração à Madonna del Miracolo

“Ó Imaculada Mãe de Deus, Madonna del Miracolo, que quisestes conquistar com um singular prodígio de vossa misericórdia o israelita Afonso Ratisbonne, acolhei as súplicas que vos apresentamos com confiança, como um dia acolhestes as súplicas daqueles que a Vós recorreram pedindo a conversão do filho judeu.
“Obtende-nos também uma sincera e total conversão à graça e todos os bens da alma e do corpo.
“Vossa clemência triunfou sobre Ratisbonne, persuadindo-o a receber o batismo e a empenhar-se com vontade séria na observância dos Mandamentos.
“Por esta conquista do vosso amor, obtende-nos a perseverança no cumprimento das promessas do batismo. Fazei com que nenhum obstáculo se interponha à nossa observância dos preceitos de Deus e da Igreja.
“Vossas mãos resplandecentes são símbolo das inumeráveis graças que com maternal bondade dispensais profusamente sobre a Terra. Fazei resplandecer também sobre nós um raio da vossa misericórdia”.

Akita - A Fátima do Oriente

Novos prantos da imagem 

Após as mensagens de Nossa Senhora, a luz ofuscante que cercava a estátua sumiu. Em 4 de janeiro de 1975, para o espanto da comunidade e do padre Yasuda, a estátua da Virgem começou a chorar e assim fez três vezes naquele dia. Também foram testemunhas dessa lacrimação, além das irmãs, o bispo Ito e certo número de pessoas que participavam com as freiras de um retiro de Ano Novo.
As lágrimas coletadas na borda interior dos olhos desciam pelas bochechas, as coletadas na borda do vestido perto da garganta, desciam pelas dobras da túnica e caiam sobre o mundo sob os pés de Nossa Senhora.
O Pe. Yasuda registrou em seu livro The Tears and Message of Mary (As lágrimas e a Mensagem de Maria), que a estátua:

“... ficou completamente seca durante anos, desde que foi feita e, havia pouco, algumas rachaduras começaram a aparecer. Já é milagroso que a água flua de tal material, mas é ainda mais prodigioso que um líquido levemente salgado, com as características da verdadeira lágrima humana possa ter escorrido precisamente a partir dos olhos.”
O número de lacrimações foi de 101, e aconteceram em intervalos irregulares desde 4 de janeiro de 1975 até 15 de setembro, 1981.

De acordo com os registros mantidos pelas irmãs, o número de pessoas que assistiram às lacrimações apenas não foi registrado em cinco ocasiões.
Todas as outras vezes foram testemunhadas por não menos de dez pessoas, às vezes até 46, 55 e 65 pessoas. Algumas das testemunhas não eram cristãs e algumas eram budistas proeminentes, incluindo o prefeito da cidade. No total foram mais de 500 pessoas.
A lacrimação de 8 de dezembro de 1979 foi filmada por uma equipe de televisão às 11 horas da noite, na Festa da Imaculada Conceição, e foi transmitida para 12 milhões de pessoas em todo o Japão. O vídeo é agora mostrado pelas freiras do convento, e foi reproduzido pelas agências de notícias em todo o mundo.


O escultor
O escultor da estátua foi Saburo Wakasa, um não-católico morador de Akita.
No final de maio de 1974, verificou-se novo fenômeno.
Enquanto o vestuário da estátua e os cabelos mantinham o aspecto natural da madeira natural, o rosto, mãos e pés ficaram ressaltados por uma cor escura, castanho-avermelhado.
Quando o escultor foi ver a estátua ‒ oito anos após entalhá-la ‒ ele não conseguiu esconder sua surpresa, pois apenas as partes visíveis do corpo de Nossa Senhora tinham mudado de cor, e o próprio rosto mudara de expressão.
Interrogado sobre os acontecimentos relacionados com a estátua, respondeu:

“A estátua de Maria foi o meu primeiro trabalho relacionado com o cristianismo. Das minhas várias estátuas, só aconteceram eventos misteriosos com a estátua de Maria em Yuzawadai... Eu esculpi a estátua de Maria, o globo, e a Cruz num único bloco de madeira, para não haver encaixes... A madeira na qual eu esculpi a estátua de Maria estava muito seca e bastante dura”.
Interrogado se ele achava “milagre” o derramamento de lágrimas da estátua de Maria, ele respondeu: “É um mistério”.


Análises dos fluídos
Dom Ito consultou ao Professor Sagisaka, um não-cristão especialista em medicina forense, para fazer uma análise científica rigorosa dos três fluidos, sem o bispo lhe revelar a fonte.

O resultado foi: “A matéria recolhida na gaze é sangue humano. O suor e as lágrimas absorvidas pelos dois pedaços de algodão são de origem humana”.
O sangue encontrado pertencia ao grupo B, e o suor e lágrimas ao grupo AB. A Irmã Inês pertence ao grupo B.
Uma outra análise dos fluidos foi conduzida pelo Dr. Sagisaka do Departamento de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade de Akita. Os resultados foram entregues em 30 de novembro de 1981 e revelaram que:

“No objeto analisado há líquidos humanos que pertencem ao grupo sangüíneo O”.
Desde que a primeira análise revelou que o sangue pertencia ao grupo B e o suor e lágrimas ao grupo AB, ficou estabelecido que os fluidos pertencem a três grupos sanguíneos diferentes.
É fato médico que o sangue, suor e lágrimas de um indivíduo pertencem ao mesmo grupo de sangue. Um fluido não pode ser de um tipo diferente dos outros fluidos do mesmo corpo.
Posto que o tipo da Irmã Inês é do grupo B, ela não poderia ter “transferido” sangue ou fluidos do grupo AB ou O. As objeções segundo as quais a Irmã Inês teria sido a fonte ficaram assim refutadas.


O Anjo da Guarda
Na Festa de Nossa Senhora das Dores [15 de setembro] de 1981, a estátua chorou pela última vez. Duas semanas depois, o Anjo guardião da Irmã Inês apresentou-lhe uma grande Bíblia envolta numa luz brilhante.
A Bíblia aberta estava aberta no Gênesis 3:15. O anjo explicou que a passagem tinha um relacionamento com as lágrimas de Maria e, em seguida, continuou:
“O pecado entrou no mundo por uma mulher e é também por uma mulher que a salvação veio ao mundo”.
A primeira foi Eva, e a segunda, Nossa Senhora.


Cura da surdez
A Irmã Inês estava totalmente surda, incurável, quando entrou na comunidade, tendo perdido sua audição em 16 de março de 1973. A religiosa só era capaz de falar e entender mensagens faladas por leitura labial.
Como lhe anunciou seu Anjo da Guarda, ela temporariamente recuperou o ouvido de 13 de outubro de 1974, mas a surdez retornou em 7 de março de 1975. Sua audição foi definitivamente restaurada em 30 de maio de 1982, como previu Nossa Senhora na primeira mensagem de 6 de julho de 1973.
Ambas as curas ocorreram instantaneamente durante a bênção do Santíssimo Sacramento.


O julgamento canônico

O Núncio Apostólico aconselhou Dom Ito de procurar o apoio do Arcebispo de Tóquio para a criação de uma comissão de inquérito canônico. Infelizmente, para relator da comissão foi nomeado um não-católico, foi nomeado presidente do grupo.
Nenhum dos membros da comissão visitou o convento para conduzir um inquérito, e a comissão proferiu uma sentença desfavorável.
Recusando-se a aceitar o veredicto negativo dos acontecimentos que ele próprio testemunhou, o Bispo Ito pediu conselho à Congregação para a Doutrina da Fé, e à Congregação para a Propagação da Fé em Roma.
Foi-lhe, então, aconselhado formar outra comissão para estudar os acontecimentos desde o início. Esta comissão emitiu um veredicto favorável sobre os aspectos sobrenaturais dos eventos.
A lei canônica sobre o julgamento de uma aparição mariana é de 1978. De acordo com ela “a autoridade para proferir uma conclusão sobre a autenticidade de uma aparição mariana cabe canonicamente ao normal (o bispo) da diocese local, onde a aparição ocorreu”.
Em carta pastoral datada de 22 de abril de 1984, Dom João Ito, bispo ordinário da diocese de Niigata, escreveu: “autorizo ao longo de toda a diocese de que eu sou responsável, a veneração da Santa Mãe de Akita.”
O bispo observou que os eventos envolvem apenas uma revelação privada, e não tocam pontos de doutrina.
E acrescenta:

“Agora chegou o tempo em que eu faça o meu dever como bispo da diocese de Niigata e assuma a responsabilidade de estabelecer:
“1º As manifestações com relação à Imagem da Mãe de Deus em Akita mostraram todos os sinais, pelas repetidas manifestações místicas, de ter um autêntico caráter sobrenatural; nada pode demonstrar que tenham uma natureza contrastante com as virtudes cristãs ou que sejam em contraste com a fé cristã.
“2º Na espera da decisão final da Santa Sé, se concede aos fiéis venerar a Mãe de Deus de Akita, como estátua milagrosa.”
“Em sua carta pastoral também diz que conheceu a Irmã Inês Sasagawa durante 10 anos. “Ela é uma mulher de espírito profundo, franca e sem problemas, ela sempre me impressionou como uma pessoa equilibrada. Por conseguinte, a mensagem que ela diz ter recebido não me parece ser de qualquer forma o resultado da imaginação ou alucinação”.
Quatro anos depois, em 20 de junho de 1988, durante uma visita do Dom Ito a Roma, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, aprovou o conteúdo da carta pastoral.
Os reconhecimentos oficiais das ocorrências e as mensagens de Nossa Senhora foram publicados em outubro de 1988 pela revista “30 Dias”. A edição de agosto de 1990, cita o Cardeal Ratzinger ‒ hoje Bento XVI ‒ dizendo que “não há objeções à conclusão da carta pastoral.”
O então Cardeal Ratzinger convidou o bispo de continuar a informá-lo sobre as peregrinações e as conversões.

Publicado inicialmente no blog “A aparição de La Salette e suas         profecias”

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aparição de Nossa Senhora de La Salette


Vista panorâmica do Sntuário de Nossa Senhora de La Salette, numa montanha dos alpes franceses

Nossa Senhora de La Salette (em francês Notre-Dame de La Salette) é o nome dado à Santíssima Virgem Maria nas suas aparições na montanha de La Salete, Isére, nos Alpes franceses. Nossa Senhora terá alegadamente aparecido a 19 de Setembro de 1846 a duas crianças, Maximin Giraud de 11 anos e Mélanie Calvat de 15 anos.
O culto a Nossa Senhora de La Salette floresceu no século XX e, assim como Nossa Senhora de Lourdes (1858) e Nossa Senhora de Fátima (1917), continua a ser uma das mais famosas aparições marianas da idade moderna.

A primeira aparição



Representação duma aparição de Nossa Senhora de La Salette aos dois pastorinhos Mélanie Calvat e Maximin Giraud

Os dois pastorinhos - Maximin Giraud e Mélanie Calvat - tiveram uma visão da Virgem Maria numa montanha perto de La Salette, França, a 19 de Setembro de 1846, por volta das três horas da tarde. Fazia muito sol. Maximin Giraud e Mélanie Calvat haviam recebido apenas uma muito limitada educação. A aparição consistia em três fases diferentes. As crianças viram, numa luz resplandecente, uma bela dama em um estranho costume, falando alternadamente francês e patois. Ela estava sentada sobre uma pedra, e as crianças relataram que a "Belle Dame" estava triste e chorando, com seu rosto descansando em suas mãos. A Bela Senhora pôs-se de pé. E disse: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo, aqui estou para vos contar uma grande novidade!"
"Se meu povo não se quer submeter, sou forçada a deixar cair o braço de meu Filho. É tão forte e tão pesado que não o posso mais."
"Há quanto tempo sofro por vós."
"Dei-vos seis dias para trabalhar, reservei-me o sétimo, e não mo querem conceder! É isso que torna tão pesado o braço de meu Filho."
"E também os carroceiros não sabem jurar sem usar o nome de meu Filho. São essas as duas coisas que tornam tão pesado o Seu braço."
"Se a colheita for perdida a culpa é vossa (...) Orai bem, fazei o bem."
"Se a colheita se estraga, e só por vossa causa, Eu vo-lo mostrei no ano passado com as batatinhas: e vós nem fizestes caso! Ao contrário, quando encontráveis batatinhas estragadas, blasfemáveis usando o nome de meu Filho. Elas continuarão assim e, neste ano, para o Natal, não haverá mais."
Então, as crianças descem até a Bela Senhora. Ela não parava de chorar. Segundo os relatos das crianças a Senhora era alta e toda de luz. Vestia-se como as mulheres da região: vestido longo, um grande avental, lenço cruzado e amarrado às costas, touca de componesa. Rosas coroavam sua cabeça, ladeavam o lenço e ornavam seu calçado. Em sua fronte a luz brilhava como um diadema. Sobre os ombros carregava uma pesada corrente. Uma corrente mais leve prendia sobre o peito um crucifixo resplandecente, com um martelo de um lado, e de outro uma torquês. Assim a Bela Senhora falou em segredo a Maximino e depois a Melânia. E novamente, os dois em conjunto ouvem as seguintes palavras: "Se se converterem, as pedras e rochedos se transformarão em montões de trigo, e as batatinhas serão semeadas nos roçados" E a Bela Senhora conclui, não mais em patois, e sim em francês: "Pois bem, meus filhos, transmitireis isso a todo o meu povo." Terminou assim a aparição. Segundo as crianças ela andava, mas as plantas de seus pés não esmagavam a relva, quase não dobravam os talos. Mélanie correu e a contemplou de novo lá no alto. E depois, segundo ela, viu o rosto e a figura da Senhora desaparecendo à medida que a luminosidade aumentava.

Os Apóstolos dos Últimos Tempos

 

Nas suas aparições, Nossa Senhora de La Salette, tal como São Luís de Montfort, falou dos Apóstolos dos Últimos Tempos

São Luís Maria Grignion de Montfort, na sua obra "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria", profetizou o surgimento futuro daqueles a que o próprio santo chamou de "Apóstolos dos Últimos Tempos" e que viriam a ser confirmados, mais tarde, durante as aparições de Nossa Senhora em La Salette.
Durante a aparição de 19 de Setembro de 1846, decorrida na montanha de La Salette, Nossa Senhora, após dar o segredo, ditou à vidente Mélanie Calvat, palavra por palavra, uma regra para que se fundasse uma ordem religiosa com o nome de "Ordem da Mãe de Deus" e que se destinaria aos "Apóstolos dos Últimos Tempos".
No dia 3 de Outubro 1876, num interrogatório, Mélanie Calvat revelou ao Padre F. Bliard: "Esta ordem abrangerá: 1º - Padres, que serão os Missionários da Santíssima Virgem e os Apóstolos dos Últimos Tempos; 2º - Irmãs religiosas que dependerão dos Missionários; 3º - Fiéis de vida secular que se queiram associar à obra. A finalidade desta nova ordem religiosa é a de trabalhar-se mais eficazmente na santificação do clero, na conversão dos pecadores e a de propagar o reino de Deus na terra inteira. As religiosas, tal como os missionários, são chamadas a trabalhar com zelo na salvação das almas pela oração e pelas obras de misericórdia corporais e espirituais. Quanto ao espírito da ordem, este deve ser o espírito dos primeiros apóstolos. A Santíssima Virgem caracterizou suficientemente este espírito, seja na regra que Ela me deu, seja no apelo aos Apóstolos dos Últimos Tempos em que finda o segredo".
Em relação aos "Apóstolos dos Últimos Tempos", Nossa Senhora de La Salette disse:

Cquote1.pngEu dirijo um urgente apelo à Terra; chamo os verdadeiros discípulos do Deus Vivo que reina nos Céus; chamo os verdadeiros imitadores de Cristo feito Homem, o único e verdadeiro salvador dos homens; chamo os meus filhos, os meus verdadeiros devotos, aqueles que já se me consagraram a fim de que vos conduza ao meu Divino Filho; os que, por assim dizer, levo nos meus braços, os que têm vivido do meu Espírito; finalmente, chamo os Apóstolos dos Últimos Tempos, os fiéis discípulos de Jesus Cristo que têm vivido no desprezo do mundo e de si próprios, na pobreza e na humildade, no desprezo e no silêncio, na oração e na mortificação, na castidade e na união com Deus, no sofrimento e no desconhecimento do mundo. Já é hora de que saiam e venham iluminar a Terra. Ide e mostrai-vos como filhos queridos meus. Eu estou convosco e em vós sempre que a vossa fé seja a luz que alumie, e nesses dias de infortúnio, que o vosso zelo vos faça famintos da glória de Deus e da honra de Jesus Cristo.Cquote2.png

No mesmo dia 19 de Setembro 1846, Mélanie teve uma visão: "Vejo os Apóstolos dos Últimos Tempos com os seus hábitos. Ele parece-se mais ou menos ao dos sacerdotes dos seus tempos. Numa extremidade da cinta encontram se estas três letras em encarnado: M.P.J. (Mourir pour Jesus - Morrer por Jesus), na outra extremidade as seguintes três letras em azul: E.D.M. (Enfant de Marie - Filho de Maria)".

A regra da Ordem da Mãe de Deus

 

Nossa Senhora de La Salette disse à Mélanie, no dia 19 de Setembro de 1846: "Melanie, o que direi agora não será segredo; será a regra que fareis seguir às minhas filhas que estarão aqui quando a regra for aprovada pelos superiores. Os meus missionários seguirão a mesma regra".
  • 1. Os membros da ordem da Mãe de Deus amarão Deus sobre todas as coisas e o seu próximo como si próprios unicamente pelo amor de Deus.
  • 2. O espírito desta ordem não sera outro que o próprio espírito de Jesus Cristo e o espírito de Jesus Cristo nas almas.
  • 3. Os membros desta ordem se aplicarão a estudar e imitar Jesus Cristo, e quanto mais Jesus sera conhecido, mais eles se humilharão à vista do seu nada, da sua fraqueza, da sua incapacidade de fazer um bem real nas almas sem ajuda da divina graça.
  • 4. Estarão em obediência perfeita em tudo e em qualquer parte.
  • 5. Cada um deles, conservará perfeitamente casto o seu corpo e espírito para que Jesus Cristo faça a sua morada neles.
  • 6. Os membros desta ordem terão um só coração e uma só alma em Jesus Cristo
  • 7. Nenhum deles terá qualquer propriedade, nem ambicionará qualquer coisa passageira,mas tudo será propriedade comum. Quero que todos os meus filhos se desnudem totalmente de bens passageiros, sejam despojados de tudo.
  • 8. Terão uma grande caridade sem limites; sofrerão tudo de todos ao exemplo do seu divino mestre e não farão sofrer ninguém.
  • 9. Os membros da ordem obedecerão ao seus superiores e lhes renderão a honra e o respeitos devido com uma grande simplicidade do coração.
  • 10. A superiora vigiará com docilidade sobre a observação da regra. De tempo em tempo, ela consultará o padre missionário que cuidará das vossas almas. Ela será a mais humilde e será mais severa contra si mesma do que contra as outras. Ela corrigirá as faltas das suas filhas com grande docilidade e prudência. Ela elevará sempre a sua alma a Deus antes de corrigir.
  • 11. Haverá no santuário exposto o Santíssimo Sacramento de dia e noite, durante os meses de Setembro, de Fevereiro e Maio, aonde a felicidade dos membros da ordem consistirá de passar felizes horas quando a caridade e a salvação das almas o permeter.
  • 12. Levarão uma vida interior, portanto laboriosa, unindo a vida contemplativa à vida activa; sacrificarão-se e ferão-se vitimas de Jesus e de Jesus crucificado.
  • 13. Receberão quotidianamente o pão de vida com muita piedade. Podereis no entanto recusar a comunhão à qualquer membro quando vereis, que ele não segue os passos de Jesus crucificado.
  • 14. Fora dos jejums prescritos pela Igreja, els jejuerão também durante os meses de Setembro, Fevereiro e Maio. Servirão-se de uns instrumentos de penitência. Aqueles que por fraqueza não poderão fazer obras de expiação oferecerão com docilidade e humildade esta infirmidade a Jesus Cristo.
  • 15. Jejuarão e farão qualquer penitência todas as sextas-feiras. Todas estas obras serão oferecidas pelas almas do purgatório, em favor da conversão e pelo progresso próprio no amor de Deus.
  • 16. Os membros da ordem serão muito dóceis e humildes perante pessoas seculares et receberão-los com grande bondade. Os que serão os mais humildes terão o primeiro lugar no coração de Jesus e no meu.
  • 17. Os membros não terão que um só coração e uma só alma, ninguém agarrar-se-há à própria vontade.
  • 18. Serão de uma pureza angélica e observerão uma grande modéstia perante todos e em toda a parte.
  • 19. Todos guardarão um silêncio profundo, evitando com cuidado conversas inúteis com estranhos.
  • 20. As pessoas que quererão ser recebidas nesta ordem, terão a intenção sincera de se dar a Deus inteiramente e de se sacrificar pelo Seu amor. Aplicarão-se bem à obediência, que as conduzirá ao Céu.
  • 21. Não serão admitidos entre os postulantes antes de ter feito exercícios espirituais de doze dias, durante os quais terão feitos um confissão geral au padre missionário, confessor da comunidade. Se estiverem dispostos a trabalhar com todas as suas forças na sua própria santificação e a adquirir as virtudes próprias a uma vítima disposta a se imolar cada dia pelo Deus do céu e da terra, serão recebidos no noviciado e após três meses receberão o hábito da ordem. E não devem esquecer que foram recebidos na casa da Mãe de Deus exclusivamente para trabalhar na sua santificação pela oração, pela penitência e por todas as obras que diyem respeito à glória de Deus e à salvação das almas.
  • 22. Meus missionários serão os apóstolos dos últimos tempos; pregarão o Evangelho de Jesus Criso em toda a sua pureza por toda a terra.
  • 23. Terão um zelo infatigável, pregarão a emenda dos corações, a penitência e a observação da lei de Deus; pregarão sobre a necessidade da oração, sobre o menosprezo da coisas da terra, sobre a morte, o julgamento, o paraíso e o inferno, sobre a vida, a morte e a ressureição de Jesus Cristo. Fortificarão as pessoas na fé para que, quando o demónio vier, muitos não sejam enganados.
  • 24. Formerá-se-há bem as novas pessoas nas virtudes cristãs e na práctica da humildade, da caridade, da renûncia e da docilidade.
  • 25. O noviciado será de seis anos. Aqueles que terão dado a prova de sólidas virtudes e que queiram se juntar aos combatentes de Jesus Cristo nesta ordem, pedirão de joelhos à superiora esta graça; e após que tereis feito conhecido as suas obrigações dentro da regra que Eu vos dou; se eles prometerão de a observar fielmente, receberei-los.
  • 26. A oração se fará de comum no santuário, à hora que convier, que sera estabelecida.
  • 27. Comer-se-há no refeitório o que seja necessário para sustentar a vida e para trabalhar para a glória de Deus; ao mesmo tempo que o corpo receber o que lhe convier durante a refeição a alma sera fortificada por uma leitura santa.
  • 28. Ter-se-há o maior cuidado com os membros enfermos e doentes.
  • 29. Se um membro ofender um outro membro por palavras ou outros actos, deverá emendar a sua falta o mais breve possível.
  • 30. Todos os membros desta ordem farão uma genuflexão cada vez que passarão diante do tabernáculo aonde se encontra Jesus Cristo.
  • 31. Cada vez que as pessoas se encontrarão, uma dirá "Que Jesus seja amado por todos os corações!" e a outra responderá: "Assim seja!"
  • 32 As religiosas recitarão o ofício como as religiosas de Corenc perto de Grenoble; também o capítulo e as outras práticas se farão como lá.
  • 33. Todos os membros trarão uma cruz como a minha".

 

O difícil reconhecimento eclesial

 

Em 7 de Julho de 1847, o bispo de Grenoble pediu aos cânones Pierre-Joseph Rousselot e André Berthier - ambos professores no Seminário Maior da cidade - que conduzissem uma investigação aprofundada da aparição, e escrevessem um relatório completo sobre a mesma. Este relatório foi concluído em 15 de outubro de 1847.
Em novembro de 1847, o bispo apresentou o relatório a uma comissão de inquérito constituída por dezesseis especialistas, sob a sua presidência.
Houve um total de oito conferências, que ocorreram em 8, 15, 16, 17, 22 e 29 de Novembro e 6 e 13 de Dezembro de 1847. Durante duas das sessões, Mélanie e Maximin estiveram presentes e foram questionados sobre o que viram.
Quanto à votação final, doze dos dezesseis membros apoiaram a veracidade da aparição. Três dos doze membros tinham dúvidas em relação a alguns de seus elementos. Um membro, Jean-Pierre Cartellier, manifestou certeza de que a aparição fosse falsa. Assim que a comissão concluiu suas deliberações, o relatório foi aprovado.
O relatório foi então publicado por Pierre Joseph Rousselot em 26 de Junho de 1848. Foi enviado ao Papa Pio IX em agosto do mesmo ano. As conclusões do relatório foram aceites pela Santa Sé. No entanto, houve resistência dentro da hierarquia da Igreja na França, que buscava um apaziguamento com as autoridades. As dúvidas não desapareciam totalmente, já que o Cardeal de Bonald não acreditava na veracidade da aparição. Este, então, exigiu que as crianças lhe contassem os segredos que a Virgem havia-lhes confiado, sob o falso pretexto de possuir um mandato papal.
A 2 de Julho de 1851, as crianças escreveram sobre a aparição e os segredos que a Virgem Maria havia-lhes comunicado. Mélanie, que escrevera seu texto no convento das Irmãs da Providência de Corenc, disse que só havia escrito uma breve versão do segredo, e insistiu para que ambos os textos fossem diretamente entregues ao Papa. Sob essas condições, dois representantes foram enviadas a Roma. O texto dos dois segredos foram ambos entregues ao Papa Pio IX em 18 de julho de 1851.
A 19 de Setembro de 1851, quinto aniversário da aparição, esta foi aprovada oficialmente em carta pastoral do bispo diocesano, sob o título "Nossa Senhora de La Salette".


As profecias da Virgem

 

O tema central das mensagens da Virgem para a humanidade foi que deveriam livrar-se do pecado mortal e fazer penitência, ou sofreriam terríveis sofrimentos. A Virgem Maria predisse eventos futuros da sociedade e da Igreja. O cumprimento destas previsões foi também visto como uma das indicações da veracidade da aparição nas investigações que se seguiram à aparição. No que diz respeito à sociedade, a Virgem Maria previu que a colheita seria completamente fracassada. Em Dezembro de 1846, a maior parte das camadas populares foi atingida por doenças e, em 1847, uma fome assola a Europa, resultando na perda de cerca de um milhão de vidas, sendo cem mil só na França. A Cólera se tornou prevalente em várias partes da França e custou a vida de muitas crianças. O desaparecimento da Segunda República Francesa, com a Guerra franco-prussiana (1870-1871) e a revolta da Comuna de Paris de 1871 foram igualmente previstos. No que diz respeito à Igreja, Ela previu que a fé católica na França e no mundo, mesmo na hierarquia católica, iria diminuir bastante, por causa dos muitos pecados dos leigos e do clero. Guerras iriam ocorrer se os homens não se arrependessem, e Paris e Marselha seriam destruídas. A Humanidade foi alertada para a vinda do anticristo e do fim dos tempos. Para Maximino, Ela previra a conversão da Inglaterra na fase final do apocalipse.


Devoção

 

O dia de comemoração da Nossa Senhora de La Salette é 19 de Setembro, dia da sua primeira aparição.


Santuário

 

A montanha de La Salette

O Santuário de La Salette está localizado em uma alta pastagem alpina a uma altitude de cerca de 6000 pés, acerca de 9 milhas da cidade mais próxima. Agora facilmente acessível por veículos automotores, o santuário opera um serviço de hospedagem com uma variedade de acomodações. A montanha na paisagem ao redor do santuário é espectacular, cercada por uma rede de trilhas para caminhada.
A Basílica de Nossa Senhora de La Salette foi iniciada em 1852, concluída em 1865, e designada basílica em 1879. É uma grande, quase austera igreja, com uma fachada ladeada por duas torres. No interior da basílica, a nave é delimitada por duas fileiras de colunas bizantinas. Possui três medalhões representando as fases da aparição, os prantos, a mensagem, e a partida. A basílica também inclui um pequeno museu que documenta a história de La Salette.
Fora da Basílica, os peregrinos podem tomar um caminho que conduz ao local da aparição, o chamado Vale da Aparição. Lá existem estátuas de bronze erguidas em 1864, representando as três diferentes fases das aparições.

A cruz

 

O crucifixo La Salette, usado pela Virgem Maria, tem características especiais, um martelo e uma torquês ou alicate. O martelo simboliza o pecador cravando Jesus na cruz pelos seus pecados e o alicate representa todos nós tentando remover os pregos da cruz pelas nossas vidas virtuosas e pela fidelidade a Jesus.

Bibliografia

  • BESSA, António Marques; O Segredo dos Últimos Tempos: A Montanha de La Salette. Mem Martins: Associação Cultural Tudo Instaurar em Cristo, 1983