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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Aparição de Nossa Senhora de Medugorje

Ficheiro:Holy Virgin Gospa from Tihajlin next to Međugorje.jpg
Nossa Senhora de Međugorje (também conhecida como Rainha da Paz) é o nome dado à aparição mariana relatada em 1981 por seis crianças de origem croata da cidade de Međugorje, na Bósnia e Herzegovina, à época República Socialista Federativa da Iugoslávia. Apesar de não ter sido oficialmente autenticada pela Igreja Católica, Nossa Senhora de Međugorje é uma das aparições da Virgem Maria mais famosas do século XX.[1]



Aparição

 

Em 24 de junho de 1981, Mirjana Dragicevic e Ivanka Ivankovic relataram ter visto uma aparição da Virgem Maria na vila de Međugorje. No dia seguinte, outras quatro crianças (Marija Pavlovic, Jakov Colo, Vicka Ivankovic e Ivan Dragicevic) também relataram ter visto a imagem da Virgem. Nos anos seguintes, os seis videntes relataram ver a imagem da Virgem diariamente, à medida que Međugorje se tornava um local de peregrinação famoso. De acordo com relatos, Nossa Senhora de Međugorje vem aparecendo diariamente para três das seis crianças desde então.

Veneração

 

Estima-se que dois milhões de pessoas viajem anualmente ao vilarejo de Međugorje, em busca do conforto espiritual e das graças de Nossa Senhora de Međugorje.[1] No Brasil, a fé na Virgem da Bósnia é compartilhada por cerca de milhão de fiéis.[1]

Posição da Santa Sé

 

De acordo com Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, "Por enquanto, o Vaticano não aprova nem desaprova o fenômeno Medjugorje".[1]
No início de 2008, o papa Bento XVI ordenou o confinamento do padre franciscano Tomislav Vlasic, o líder espiritual dos videntes, em um monastério da Ligúria, na Itália.[1] Ele foi apontado como "manipulador de consciências", "herege" e acusado de "doutrina dúbia e imoralidade sexual", entre outros crimes previstos pelo código canônico.[1] Até a conclusão do processo contra ele, Vlasic permanecerá proibido de exercer suas funções eclesiásticas.[1]
Para muitos especialistas em Vaticano, no instante em que a Santa Sé colocou sob suspeita a idoneidade de Vlasic, ela passou a questionar com mais força a veracidade das aparições de Međugorje.[1]


Referências

  1. a b c d e f g h Lopes, Adriana Dias. "A Virgem sob suspeita". Veja. 10 de dezembro de 2008.

Aparição de Nossa Senhora de Fátima

Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria que, segundo a Igreja Católica, terá aparecido repetidamente a três pastores, crianças na altura das aparições, no lugar de Fátima, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de Maio de 1917. Estas aparições terão continuado durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (exceptuando em Agosto). A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceite a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.


Virgen de Fátima.JPG
A imagem de Nossa Senhora na capelinha das aparições em Fátima

História

Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de Ourém, Portugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho, 13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.


A famosa "capelinha das Aparições" em Fátima ( que marca o local exato onde Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos ).

A 13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época afirmaram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim com um objecto luminoso que se destacou no céu, girando sobre si próprio e mudando de cor.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tui), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, nas suas Memórias, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.

Síntese da Mensagem de Fátima

 

Lúcia, Francisco e Jacinta 




Os três Pastorinhos após verem o inferno


Segundo a Irmã Lúcia, no seu último livro publicado em 2006, toda a mensagem subjacente às aparições de Nossa Senhora de Fátima é o seguinte:

Cquote1.pngNo decorrer de toda a Mensagem, a começar pelas aparições do Anjo, encontramos um apelo à oração e ao sacrifício oferecido a Deus por amor e conversão dos pecadores. Para mim, este apelo é como que a norma básica de toda a Mensagem, que começa por introduzir-nos num plano de , esperança e amor: "Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos". É aqui que assenta a base fundamental de toda a nossa vida sobrenatural: viver de fé, viver de esperança, viver de amor.[2] 

Cquote2.png

Monumento

 

No dia 13 de maio de 2008 foi inaugurada em Fortaleza, Ceará a maior imagem de Nossa Senhora de Fátima do mundo. A estátua tem 15 metros de altura e foi feita pelo artista plástico Franciner Macário Diniz.[3]

Referências

  1. Nossa Senhora de Fátima. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Oeste 2. Página visitada em 28 nov. 2009.
  2. SANTOS, Lúcia de Jesus dos [Irmã Lúcia]. Como vejo a Mensagem ao longo do tempo e dos acontecimentos. Coimbra: Carmelo de Coimbra, Secretariado dos Pastorinhos, 2006, p. 48.
  3. CE: inaugurada maior estátua de Fátima do mundo. Terra Networks Brasil, São Paulo, 13 maio 2008. Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2885443-EI8139,00.html>. Acesso em: 28 nov. 2009.

Bibliografia

Tomás da Fonseca: Na Cova dos Leões. Lisboa, Antígona, 2009. ISBN 9789726082071.

Aparição de Nossa Senhora de Guadalupe a Juan Diego

Virgen de guadalupe1.jpg
Nossa Senhora de Guadalupe (em espanhol Nuestra Señora de Guadalupe, em náuatle Nicān Mopōhua), também chamada de Virgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É considerada pelos católicos a Patrona da Cidade do México (1737), do México (1895), da América Latina (1945) e Imperatriz da América (2000). Sua origem está na aparição da Virgem Maria a um pobre índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, noroeste da Cidade do México, em 9 de Dezembro de 1531.

Pelos relatos, uma "Senhora do Céu" apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao Bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu Tilma, em um tecido supostamente de pouca qualidade (feito a partir do cacto), que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deteriorização até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do Méximo, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem as fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos.

Em ampliações da face de Nossa senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à Sua frente em 1531 - Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de Dezembro.

História de Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil

NS Aparecida.pngNossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida é um título católico dedicado a Maria, mãe de Jesus de Nazaré. O seu santuário localiza-se em Aparecida, no estado de São Paulo, e a sua festa é comemorada anualmente em 12 de outubro. Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil.



História


Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo Romano da Companhia de Jesus, em Roma. A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.

A pescaria milagrosa


A sua história tem o seu início em meados de 1717, quando chegou a Guaratinguetá a notícia de que o conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, iria passar pela povoação a caminho de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto), em Minas Gerais.


Desejosos de obsequiá-lo com o melhor pescado que obtivessem, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul. Depois de muitas tentativas infrutíferas, descendo o curso do rio chegaram ao Porto Itaguaçu, a 12 de outubro. Já sem esperança, João Alves lançou a sua rede nas águas e apanhou o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Em nova tentativa apanhou a cabeça da imagem. Envolveram o achado em um lenço. Daí em diante, os peixes chegaram a fuzél para os três humildes pescadores.

Inicio da devoção


Durante quinze anos a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo se mostrou pequeno.


A primeira capela


Por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, com a ajuda do filho de Felipe Pedroso ( que não queria construir a capela no alto do morro dos coqueiros, pois achava mais fácil para o povo entrar na capela logo abaixo, ao lado do povoado) aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745.

Visita de Dom Pedro I


Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e a imagem.


Primeira Igreja (Basílica Velha)


Em 1834 foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha) para acomodar e receber os fiéis que aumentavam significadamente, sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.


Coroa de ouro e o manto azul


Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 08 de dezembro de 1868, para conseguir a libertação dos escravos), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.

Chegada dos Missionários Redentoristas



Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.



Coroação da Imagem





A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

Instalação da Basílica


No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

Município de Aparecida - SP


Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade.

A Rainha e Padroeira do Brasil


Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI, sendo coroada. Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Rosa de Ouro


Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, reconhecendo a importância da santa devoção.

O maior santuário Mariano do mundo


Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua histórica visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus e sagrando solenemente aquele grandioso monumento construído com o carinho e devoção do povo brasileiro.

Centenário da Coroação


No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.

Descrição da Imagem






A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717, é de terracota e mede quarenta centímetros de altura. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram (Dr. Pedro de Oliveira Ribeiro Neto, os monges beneditinos do Mosteiro de São Salvador, na Bahia, Dom Clemente da Silva-Nigra e Dom Paulo Lachenmayer), acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que o comprove. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando foi recolhida pelos pescadores, o corpo estava separado da cabeça e, muito provavelmente, sem a policromia original, devido ao período em que esteve submersa nas águas do rio.
A cor de canela com que se apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas pelos seus devotos.
Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, foi encaminhada ao Prof. Pietro Maria Bardi (à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com o dr. João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.
Embora não seja possível determinar o autor ou a data da confecção da imagem, através de estudos comparativos concluiu-se que ela pode ser atribuída a um discípulo do monge beneditino frei Agostinho da Piedade, ou, segundo Silva-Nigra e Lachenmayer, a um do seu irmão de Ordem, frei Agostinho de Jesus. Apontam para esses mestres as seguintes características:

Primeiros Milagres


Milagre da Velas


Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas. Este foi o primeiro milagre conhecido de Nossa Senhora, ocorrido mais provavelmente em 1733.

Caem as correntes


Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração, as correntes, milagrosamente, soltam-se de seus pulsos deixando Zacarias livre.

Cavaleiro e a Marca da Ferradura


Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.

A menina cega


Mãe e filha caminhavam às margens do Rio Paraíba do Sul(onde aconteceu a descoberta de Nossa Senhora Aparecida), quando surpreendentemente a filha cega de nascença comenta surpresa com a mãe : "Mãe como é linda esta igreja" Basílica Velha. Daquele momento em diante, a menina começa a enxergar.

O menino no rio


O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria, a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continuava, e o pai salvou o menino.

O homem e a onça


Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma enorme onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça virou e foi embora.


Coroa Comemorativa






Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Brasil.
 
 
Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista (Ajoresp), com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.
O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia 8 de setembro de 2004.

As aparições de Nossa Senhora de Lourdes



VirgendeLourdes.JPGNossa Senhora de Lourdes é o nome usado para se referir à aparição mariana que teria sido presenciada por várias pessoas em ocasiões distintas, em torno de Lourdes, França.
As aparições de Nossa Senhora de Lourdes começaram no dia 11 de fevereiro de 1858, quando Bernadette Soubirous, camponesa com 14 anos, foi questionada por sua mãe, pois afirmava ter visto
uma "dama" na gruta de Massabielle, cerca de uma milha da cidade, enquanto ela estava recolhendo lenha com a irmã e um amigo.[1] A "dama" também apareceu em outras ocasiões para Bernadette até os dezessete anos.
Bernadette Soubirous foi canonizada como santa, e muitos católicos acreditam que suas visões seriam da Virgem Maria. A primeira aparição da "Senhora", relatada por Bernadette foi em 11 de fevereiro. O Papa Pio IX autorizou o bispo local para permitir a veneração da Virgem Maria em Lourdes, em 1862.

Em 11 de Fevereiro de 1858, Bernadette Soubirous foi com a irmã Toinette e Jeanne Abadie para recolher um pouco de lenha, a fim de vendê-la e poder comprar pão. Quando ela tirou os sapatos e as meias para atravessar a água, junto à gruta de Massabielle, ela ouviu o som de duas rajadas de vento, mas as árvores e arbustos não se mexaram. Bernadette viu uma luz na gruta e uma menina, tão pequena como ela, vestida de branco, com uma faixa-azul presa em sua cintura com um rosário em suas mãos em oração e rosas de ouro amarelo, uma em cada pé. Bernadette tentou manter isso em segredo, mas Toinette disse a mãe. Por essa razão ela e sua irmã receberam castigo corporal pela sua história.[2][3] Três dias depois, Bernadete voltou à gruta com as outras duas meninas. Ela trouxe água benta para utilizar na aparição, a fim testá-la e saber se não "era maligna", porém a visão apenas inclinou a cabeça com gratidão, quando a água foi dada a ela.[4]

Em 18 de fevereiro, ela foi informada pela senhora para retornar à gruta, durante um período de duas semanas. A senhora teria dito: "Eu prometo fazer você feliz não neste mundo, mas no próximo".[5] Após a notícia se espalhar, as autoridades policiais e municipais começaram a ter interesse. Bernadette foi proibida pelos pais e o comissário de polícia Jacomet para ir lá novamente, mas ela foi assim mesmo. No dia 24 de Fevereiro, a aparição pediu oração e penitência pela conversão dos pecadores. No dia seguinte, a aparição convidou Bernadette a cavar o chão e beber a água da nascente que encontrou lá. Como a notícia se espalhou, essa água, foi administrada em pacientes de todos os tipos, e muitas curas milagrosas foram noticiadas. Sete dessas curas foram confirmados como desprovidas de qualquer explicação médica pelo professor Verges, em 1860. A primeira pessoa com um milagre certificado era uma mulher, cuja mão direita tinha sido deformada em conseqüência de um acidente. O governo vedou a Gruta e emitiu sanções mais duras para alguém que tentasse chegar perto da área fora dos limites. No processo, as aparições de Lourdes tornaram-se uma questão nacional na França, resultando na intervenção do imperador Napoleão III, com uma ordem para reabrir a gruta em 4 de Outubro de 1858. A Igreja decidiu ficar completamente longe da polêmica.


Bernadette, conhecendo as localidades bem, conseguiu visitar a gruta à noite, mesmo quando vedada pelo governo. Lá, em 25 de março, a aparição lhe disse: "Eu sou a Imaculada Conceição" ("que soy era Immaculada concepciou"). No domingo de Páscoa, 7 de abril, o médico examinou Bernadette e observou que suas mãos seguravam uma vela acesa e mesmo assim não possuiam qualquer queimaduras.[6] Em 16 de Julho, Bernadette foi pela última vez à Gruta e relatou que "Eu nunca a tinha visto tão bonita antes".[6] A Igreja, diante de perguntas de nível nacional, decidiu instituir uma comissão de inquérito, em 17 de Novembro de 1858. Em 18 de Janeiro de 1860, o bispo local declarou que: "A Virgem Maria apareceram de fato a Bernadette Soubirous".[6] Estes eventos estabeleceram o culto mariano de Lourdes, que, juntamente com Fátima, é um dos santuários marianos mais freqüentados no mundo, ao qual viajam anualmente entre 4 e 6 milhões de peregrinos.
A veracidade das aparições de Lourdes não são um artigo de fé para os católicos.[carece de fontes?] Não obstante todos os últimos Papas visitaram este local. Bento XV, Pio XI e João XXIII foram quando ainda eram bispos, Pio XII, como delegado papal. Ele também declarou uma peregrinação a Lourdes em uma encíclica na comemoração sobre o 100º aniversário das aparições, completados em 1958. João Paulo II visitou Lourdes três vezes e o Papa Bento XVI concluiu uma visita lá em 15 de setembro de 2008 para comemorar o 150º aniversário das aparições em 1858.

Posição da Igreja Cátólica

Em 18 de janeiro de 1862, Dom Laurence, bispo de Tarbes, deu a declaração solene: "Inspirados pela Comissão composta por sábios, doutores e experientes sacerdotes que questionaram a criança, estudaram os fatos, examinaram tudo e pesaram todas as provas. Chamamos também a ciência, e estamos convencidos de que as aparições são sobrenaturais e divinas, e que por conseqüência, o que Bernadette viu foi a Santíssima Virgem Maria. Nossas convicções são baseadas no depoimento de Bernadette, mas, sobretudo, sobre as coisas que têm acontecido, coisas que não podem ser outra coisa senão uma intervenção divina."[7]
A Igreja Católica celebra uma missa em honra de Nossa Senhora de Lourdes (memória facultativa), em muitos países, em 11 de fevereiro de cada ano - o aniversário da primeira aparição. Havia uma longa tradição de interpretar o Cântico dos Cânticos (4,7) - "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti", como uma alegoria à Imaculada Conceição e às aparições de Lourdes, isso até a reforma litúrgica na sequência do Concílio Vaticano II.

O Santuário


O Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, é uma área com várias igrejas e outras instituições construída em torno da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na cidade de Lourdes, França. Este terreno é propriedade administrada pela Igreja, e tem várias funções, incluindo atividades devocionais, escritórios e alojamentos para peregrinos doentes e seus ajudantes. O Santuário inclui a Gruta, torneiras próximas que dispensam a água de Lourdes, e os escritórios do departamento médico de Lourdes, bem como várias igrejas e basílicas. Compreende uma área de 51 hectares, e inclui 22 lugares distintos de culto.[8] Há seis línguas oficiais faladas no Santuário: Francês, Inglês, Italiano, Espanhol, Holandês e Alemão.

Na cultura popular 

Em 1943, a história se tornou a base do filme A Canção de Bernadette. Jennifer Jones interpretou Bernadete, enquanto Linda Darnell retratou a Virgem Maria. O filme ganhou vários prêmios da Academia, incluindo um Oscar de Melhor Atriz por Jones. Na primeira cerimónia dos Globos de Ouro em 1944, Jones recebeu o prêmio de melhor atriz e o filme ganhou o Melhor Filme.



Assista um trecho do filme "A Canção de Bernadette"

sábado, 2 de abril de 2011

Aparições de Nossa Senhora de Anguera no Brasil

                                                           Nossa Senhora de Anguera 



Primeiras Aparições

No dia 29 de setembro de 1987, Pedro Régis retornava da aula - preparava-se para o magistério no distrito de Bonfim de Feira, próximo a Angüera. Ao descer do ônibus, na frente da pequena escola próxima a casa, voltou a sentir-se mal. Um amigo, Celestino Silva Santa Cruz, que o acompanhava, correu à procura dos familiares de Pedro, a fim de que o socorressem. Neste momento, sentindo que iria desmaiar, Pedro Régis senta-se no chão sem perceber que estava bem perto de um formigueiro. Aparece-lhe uma jovem – que ele pensou tratar-se de uma freira da vizinhança que morava na Itália – aparentando vinte anos, vestida de branco, com um véu transparente cobrindo-lhe a face. Aproximando-se dele, afirmou: “Vou ajudar-te, vou tirar-te do formigueiro”. Tomando-o com extrema facilidade pelo braço, levantou-o e, segundo seu relato, como ele não sentisse firmeza em suas pernas, conduziu-o até o “hall” de entrada de uma pequena escola próxima uns trezentos metros de sua casa, até hoje existente no local. A partir dali, Pedro não se lembra do que ocorreu.

Após algum tempo, chegam seus familiares, encontram-no desmaiado e ao despertar pergunta pela jovem que o socorrera. Eles nada entendem. Tampouco Pedro. Um fato interessante é que o corpo de Pedro estava repleto de formigas, porém nenhuma o havia mordido. No dia 1° de outubro do mesmo ano, estando Pedro no quarto com algumas de suas irmãs, aparece-lhe uma jovem que ele reconhece como sendo a que o ajudara, pede-lhe que elas se retirem. Conversa com o confidente. Dá-lhe uma mensagem e pede que não a revele a ninguém até quando Ela autorizar a divulgação. Pede que reze o Terço todos os dias e que procure um padre. Pedro começa a perceber que se trata de uma aparição, todavia com a dúvida se não seria fruto de seu inconsciente.

No dia 03 do mesmo mês de outubro daquele ano, mês este dedicado a Nossa Senhora do Rosário, estando agora a família a rezar o Terço, Pedro ouve uma voz feminina, vinda de fora da casa. Pede a uma de suas irmãs para verificar e esta volta afirmando que não há qualquer pessoa lá fora. Ouve uma segunda vez. Outra irmã vai olhar e nada encontra. Uma terceira e o próprio confidente vai até lá. Chegando na varanda da casa, no local onde havia e há uma pequena elevação de terra, Pedro vê uma intensa luminosidade e é impelido – sem explicação – a deslocar-se até lá. Apressa-se. Seus familiares, confusos, tentam impedi-lo, pensando que, supostamente sofrendo das faculdades mentais por causas dos desmaios inexplicáveis, ele quisesse suicidar-se, jogando-se no pequeno açude vizinho à elevação. Sua irmã Valdeci, porém, também vê uma luz naquele local. Uma outra irmã, Iraci, segurando o confidente pelas calças, pede aos familiares que o deixem ir, acompanhando-o. Ao chegar ao local, qual não foi a decepção do confidente, pois a intensa luminosidade desapareceu. Quando ele ia retornar, instantaneamente, aquela jovem senhora que ele vira anteriormente aparece-lhe envolta por uma luz resplandecente e ele é impelido por uma força desconhecida a ajoelhar-se diante dela. A jovem senhora então se apresenta: “Não tenhas medo. Sou a Mãe de Jesus. Estou aqui porque preciso de ti para ajudar os meus pobres filhos que precisam do meu auxílio”. A jovem Senhora diz ao Pedro que a partir daquele momento ele está curado. Despede-se, pedindo que ele voltasse ali todos os sábados.

No sábado seguinte, dia 10 de outubro, a Rainha da Paz aparece, dá-nos uma mensagem e pede ao confidente que a escreva. É a primeira mensagem pública de Nossa Senhora de Angüera que aqui reproduzimos:

Sou a Rainha da Paz e quero que todos os Meus filhos estejam ao Meu lado para vencermos um grande mal que pode abater-se sobre o mundo. Mas, para que esse mal não aconteça, deveis rezar e ter fé. Meus filhos, desejo a conversão de todos o mais rápido possível. O mundo corre grandes perigos e, para livrar-vos desses perigos, deveis rezar, converter-vos e crer na Palavra do Criador, pois rezando encontrareis a paz para o mundo. Meus filhos, muitos de vós vão à Igreja, mas não vão de coração limpo, vão sem fé. Muitos vão apenas para mostrar-se católicos e estão em grave erro. Deveis seguir um só caminho: o da VERDADE. Há filhos que não aprenderam a perdoar, mas deveis perdoar o vosso próximo. A inimizade é obra de satanás, e ele sente-se feliz quando consegue separar um irmão do outro. Por isso, peço de todo o Meu coração que arde em chamas: Convertei-vos, rezai e aprendei a perdoar o vosso próximo”.

Iniciam-se assim as Aparições de Nossa Senhora Rainha da Paz por duas décadas naquele lugar sagrado. “Ela nunca falhou”, conta-nos Pedro Régis. Ainda hoje esse fenômeno extraordinário ali acontece sem sabermos a data de seu término, tampouco o próprio confidente.
Pedro Regis em uma das Aparições

Nossa Senhora de Akita


Onde aconteceu:
Onde aconteceu: No Japão.
Quando: Em 1973.
 A quem: A Irmã Agnes Sasagawa Katsuko.
Histórico. 
Akita é uma cidade situada a noroeste do Japão.
Nossa Senhora de Akita é o título de uma apariação mariana relatada em 1973 pela freira japonesa Agnes Katsuko Sasagawa na área remota de Yuzawadai, perto da cidade de Akita, no noroeste do Japão.  As mensagens transmitidas pela Virgem à irmã Agnes enfatizavam as orações e penitências.
Durante décadas, a irmã Agnes sofreu de vários problemas de saúde, como resultado de uma mal sucedida operação para retirada de apêndice. Ela ficou imobilizada por mais de uma década, mas sua saúde começou a melhorar após tomar a água de Lourdes, cidade francesa onde a Virgem teria aparecido para a jovem Bernadette Soubirous. Após ficar totalmente surda, a irmã Agnes foi morar com as freiras de um pequeno convento chamado Instituto das Servas da Eucaristia[1] na remota área de Yuzawadai, no município de Akita.
Aparição
Na capela do convento havia uma estátua de madeira, em que fora talhada uma Cruz de aproximadamente um metro de altura e, em frente à cruz foi esculpida a imagem da Virgem.  Nos dias 12, 13 e 14 de junho de 1973, a irmã Agnes teria visto raios luminosos em volta do sacrário. Na quinta-feira, 28 junho, um estigma em forma de cruz apareceu na palma de sua mão esquerda, causando-lhe fortes dores.  De noite a ferida já estava seca, mas continuava inchada; na sexta-feira de manhã, o sangue corria; no sábado o sangue parava e a chaga ficava seca.  Na sexta-feira, 29 de junho, ocasião da Festa do Sagrado Coração de Jesus, as irmãs teriam visto e ouvido dois anjos em volta do altar, cantando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus da Glória”.
No dia 5 de julho, a despeito de sua surdez, a irmã Agnes teria ouvido, na capela, uma voz dulcíssima e melodiosa vindo da imagem de madeira.  A primeira mensagem da Virgem à irmã Agnes foi a respeito de sua surdez; a imagem teria lhe dito que ela logo voltaria a ouvir.  No dia 6 de julho, uma chaga igual à da irmã apareceu na mão direita da imagem de madeira e o sangue começou a escorrer dela.  No dia 26 de julho, o sangue brotou da estátua e as dores da Irmã aumentaram, tornando-se quase insuportáveis.  Em 27 julho, um anjo teria dito à irmã que suas dores acabariam naquele dia.
Em 3 de agosto, Agnes recebeu a segunda mensagem da imagem, lhe dizendo que Deus “está preparando para infligir um grande castigo em toda a humanidade”.  Entretanto, Maria e Jesus estariam interferindo “para aplacar a ira do Pai”.  A imagem teria dito a Agnes que apenas “orações, penitência e sacrifícios corajosos” poderiam aliviar a ira divina.
No dia 29 de setembro, a imagem irradiou raios luminosos. A chaga da irmã Agnes desapareceu totalmente.  De noite, a imagem foi inundada de luz e o sangue jorrou dos seus pés; todas as religiosas teriam testemunhado o ocorrido.  Em seguida, apareceu uma espécie de suor em todo o corpo da imagem e, ao mesmo tempo, a capela foi invadida pelo odor de um agradável perfume.  Este perfume permaneceu durante os primeiros quinze dias do mês de outubro (mês do Rosário).
No dia 13 de novembro, a irmã Agnes recebeu a terceira e última mensagem da Virgem.  A imagem teria lhe dito que, caso os homens não se arrependessem, Deus iria infligir uma “terrível punição a toda a humanidade”.  Tal punição, que seria “maior do que o dilúvio”, se trataria de um meteoro, descrito em detalhes pela Virgem: “fogo irá cair do céu e vai eliminar uma grande parte da humanidade”.  A unica salvação seria recitar o Rosário diariamente.
Em 13 de outubro de 1974, durante a Bênção do Santíssimo Sacramento, a irmã Agnes foi repentinamente curada da surdez.  De noite, ela telefonou ao bispo responsável, Dom John Shojiro Ito, em Niigata (a 300 quilômetros de distância) comunicando-lhe a notícia.
Até 15 de setembro de 1981, portanto durante 6 anos e 9 meses, a imagem da Virgem teria chorado 101 vezes.  O bispo Ito estabeleceu uma Comissão de Estudos.  Amostras do “sangue”, do “suor” e das “lágrimas” foram examinadas nas Universidades de Akita e Gifu, onde foi concluído que se tratavam de lágrimas humanas e sangue pertence ao grupo sanguíneo O.
Repercussão
Em 1975, jornais e emissoras de rádio e televisão do Japão fizeram ampla divulgação sobre a aparição da Virgem.  A popularidade da imagem cresceu, sendo suas manifestações de exalação de sangue, suor e lágrimas testemunhadas por mais de 500 cristãos e não-cristãos, incluindo o então prefeito da cidade, um budista.
Posição da Santa Sé
Nossa Senhora de Akita foi a última aparição mariana do século XX reconhecida pela Santa Sé. Apenas outras três aparições da Virgem (Fátima, Banneux e Beauraing) no mesmo século foram reconhecidas pelo Vaticano.
Em abril de 1984, o bispo Ito, após intensa investigação, concluiu que os eventos de Akita são de origem sobrenatural, autorizando a veneração de Nossa Senhora de Akita para toda a diocese.  Quatro anos depois, Joseph Ratzinger, o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, proferiu julgamento em caráter definitivo sobre os eventos de Akita, considerando-os confiáveis e dignos de fé.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_de_Akita
Mais detalhes sobre este assunto: http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20de%20Akita.htm

sexta-feira, 1 de abril de 2011

As primeiras aparições de Nossa Senhora

Em função das necessidades da Igreja, e sempre reguladas pela virtude da sabedoria, houve algumas aparições da Santíssima Virgem nos primeiros séculos. Qual o motivo?
  • Valdis Grinsteins
Têm sido publicados recentemente em italiano vários livros enumerando as aparições de Nossa Senhora. Não os tinha consultado, mas numa recente visita a Roma aproveitei a oportunidade para fazê-lo, e fiquei surpreso: numa época houve numerosas aparições, noutra eram muito raras; numa época a Virgem aparecia a certa categoria de pessoas, noutra a outra categoria completamente diferente; no século XX houve importantíssimas e comprovadas aparições (por exemplo, Fátima, Lourdes), mas também uma espécie de “inflação” de aparições falsas, como que indicando a permissão dada ao demônio para confundir as almas, em castigo por nossos pecados.
Sob certo ponto de vista, o mais interessante era ver como as aparições iam sempre ao encontro das necessidades mais prementes da Igreja no momento. Assim, na época da conquista e conversão da América registram-se várias aparições da Virgem aos índios, ajudando desta forma no apostolado que realizavam os missionários para catequizá-los, batizá-los e civilizá-los. Mas nunca ouvi falar de aparições da Virgem a certos “neomissionários” de hoje, empenhados em que os índios fiquem sem batismo e no estado de barbárie...
No século XIX houve várias aparições da Virgem aos santos fundadores de congregações religiosas, que tanto ajudaram na expansão mundial do catolicismo, sem contar o ciclo de aparições ligadas à difusão da devoção mariana, como a da medalha milagrosa, Lourdes etc.
Veio-me a curiosidade de analisar mais detalhadamente um ponto: como foram as primeiras aparições da Santa Mãe de Deus?
Os santos, esses privilegiados

No rigor da linguagem teológica, esta não foi uma aparição, mas uma bilocação (estar em dois locais ao mesmo tempo), pois Nossa Senhora ainda estava nesta Terra. Mas a seguinte pode ser considerada a primeira aparição da História, no sentido próprio do termo.
Estavam os Apóstolos reunidos na cidade de Éfeso, atual costa da Turquia, mas que nessa época era uma cidade grega. Imploravam eles o auxílio da Santíssima Virgem nas diversas dificuldades da nascente Igreja, quando a Mãe de Deus lhes apareceu, cheia de luz, e lhes prometeu que jamais os abandonaria. Esta aparição não deixa de ter um simbolismo muito bonito, pois Nossa Senhora apareceu aos Apóstolos em seu conjunto, como representação da Hierarquia da Igreja, e lhes prometeu sua permanente ajuda. Auxílio que Ela irá demonstrando constantemente ao longo da História.
A seguinte aparição, a que agora nos referiremos, parece proposital para ensinar os caminhos de Deus aos que pensam que a Igreja, em sua história, só apresenta progressos espetaculares, brilhantes, de efeito imediato. Pelo contrário, esta aparição não podia crescer de modo mais humilde. Por volta do ano 70, vivia em Le Puy, na atual França, certa mulher convertida havia pouco à verdadeira Religião. Estava gravemente doente, mas após ter visto a Virgem Santíssima ficou curada e construiu no local das aparições uma pequena capela. Ali foram se registrando com o passar do tempo outros milagres, que contribuíram para a sua popularidade. Entretanto, só muito lentamente as peregrinações foram surgindo. A igreja edificada no século XIX no local da antiga capela é ainda um centro de peregrinações. Os bispos locais aceitaram tal devoção, que se impôs mais pela perseverança ao longo dos séculos do que por milagres espetaculares ou revelações retumbantes. Assim ocorrem muitas coisas na Igreja: um pequeno trabalho de todos os dias, do qual não se vê o fruto imediato, mas que vence pela perseverança e acaba alcançando êxito e um grande bem.
Aparições e lutas doutrinárias

Hoje, o conjunto de ensinamentos da Igreja — lógicos, sólidos, conseqüentes e admiráveis —
parece-nos a coisa mais normal do mundo. Mas, para chegar até isto, foram indispensáveis, sob a divina inspiração do Espírito Santo, muito esforço, intensas polêmicas e pertinaz estudo. Por exemplo, foram necessários 10 séculos para que a realidade dos sacramentos instituídos por Nosso Senhor pudesse ser doutrinariamente expressa por uma definição clara e precisa. Por aí pode-se medir quanta oração foi necessária, quanto trabalho e esforço empregado para exprimir essa admirável catedral de doutrinas, muitas delas apenas implícitas nos Evangelhos e na Tradição. Não deve causar estranheza, pois, o fato de o demônio desejar introduzir pedras falsas nas fundações doutrinárias – é o caso das heresias – a fim de tentar derrubar todo o magnífico prédio doutrinal da Igreja de Jesus Cristo.
Para defender a Igreja, Nossa Senhora aparece aos bispos, sucessores dos Apóstolos, em cumprimento de sua promessa de que jamais os abandonaria. Assim, estão registradas duas aparições a São Nicolau, Bispo de Mira. A primeira, quando ele foi nomeado bispo; a segunda, logo após o Concílio de Nicéia. São Nicolau (o famoso bispo que celebramos no Natal, pela sua admirável caridade) foi um dos grandes defensores da doutrina católica sobre a natureza divina de Nosso Senhor.
A História registra, quarenta anos após estas, uma aparição da Virgem a São Basílio de Cesaréia, grande defensor da doutrina sobre a Trindade Divina. Aproximadamente no ano 370, Ela apareceu várias vezes a São Martinho, Bispo de Tours, empenhado na formação dos futuros bispos santos que iriam mudar a França profundamente.
Hoje em dia muitas pessoas têm dificuldade em medir a importância doutrinária ligada a tais aparições. A filosofia e a teologia parecem-lhes ciências “aéreas”, que se ocupam de problemas nas nuvens, sem conseqüência prática na vida de todos os dias. Nada mais distante da realidade.
A Igreja esforçava-se para apresentar, com clareza e precisão, a verdadeira doutrina do Evangelho sobre a natureza de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O demônio empenhava-se em mostrá-lo apenas como homem (e nesse caso, a Igreja Católica não teria uma origem divina) ou só como Deus, com um corpo apenas aparente (o que esvaziaria o sentido da Redenção e O tornaria inimitável pelos homens).
Como vemos, naquela época como hoje (basta pensar em Fátima) as aparições de Nossa Senhora estão profundamente ligadas ao núcleo da luta entre o bem e o mal.